Em apenas uma semana, o número de trabalhadores da Petrobrás que contraíram Covid-19 saltou de 4.048 para 4.250, um aumento de 5%. No dia 06 de janeiro, eram 525 casos ativos, dos quais 210 confirmados e 54 em triagem. No último dia 12, esses números subiram para 556 novos casos registrados, sendo que 226 confirmados e 73 em triagem, segundo informações do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. O número de trabalhadores infectados que estão hospitalizados também aumentou, passando de 20 para 24, sendo que a quantidade de petroleiros em UTIs saltou de oito para 13.

Esses dados, mesmo subnotificados, já que a Petrobrás não contabiliza os casos ativos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, refletem o avanço da pandemia nas unidades da empresa. Cerca de 10% dos efetivos próprios já foram contaminados, o que é bastante preocupante. Nesta última semana, pelo menos dois trabalhadores da Petrobrás perderam a vida em função da Covid: um em Manaus e outro no Paraná. A empresa continua omitindo dos sindicatos os números de óbitos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados.

Na reunião com o EOR, ocorrida na última quarta-feira, 13, a FUP tornou a cobrar transparência nas informações relativas às ações de combate à pandemia. Além da subnotificação dos casos de Covid entre os terceirizados, a Petrobrás também continua negando o acesso dos sindicatos à Normas Técnicas e protocolos que orientam os procedimentos relacionados à doença, como testagem, afastamento e monitoramento dos trabalhadores após diagnósticos positivos e ações de mitigação.

Nexo causal e registros de CATs

Outra situação absurda é a negativa sistemática da gestão em reconhecer o nexo causal da doença para os trabalhadores contaminados nos ambientes de trabalho. A despeito de vários estudos e orientações de entidades de saúde, como a Fiocruz, órgãos fiscalizadores, como o MPT, e até mesmo o STF, que defendem o nexo causal, a empresa continua alegando que a Covid não está relacionada ao ambiente de trabalho. Em função disso, não há emissão de CATs, nem a possibilidade dos trabalhadores serem periciados.

Na última reunião do EOR, a Petrobrás informou que, apesar desse entendimento da gestão, cada caso de trabalhador contaminado é analisado para verificar a possibilidade de estabelecimento de nexo causal. A FUP questionou a contradição da empresa, ressaltando que o ACT garante a participação do sindicato no acompanhamento das análises, o que não está sendo feito.

Para a FUP, está claro que a negativa da gestão da Petrobrás em estabelecer o nexo causal tem motivações econômicas, como já havia alertado estudo publicado pela Fiocruz em outubro passado. “O reconhecimento da Covid-19 como doença do trabalho e a emissão da CAT implica elevar a TAR (Taxa de Acidentes Registráveis), um dos indicadores de desempenho das empresas do setor vinculado a dinâmica da concorrência internacional”, ressalta o parecer da entidade.

Testagem em massa

A FUP tornou a criticar a negligência da Petrobrás ao deixar vencer o contrato para testagem dos trabalhadores com o RT-PCR. Por conta disso, a categoria permanecerá até o dia 20 sem esse protocolo recomendado pelas entidades de saúde. No lugar do RT-PCR, está sendo aplicado o teste de antígeno, que não reproduz a certeza de resultado, que possa estabelecer laudos confiáveis, sobre a condição do trabalhador, frente à possível contaminação pela Covid. Além disso, a FUP questionou, mais uma vez, o intervalo de 90 dias estabelecido pela Petrobrás para retestagem dos trabalhadores que já se contaminaram.

Mesmo com os novos picos de casos no Amazonas e a identificação de uma nova cepa do vírus, a gestão da empresa está se negando a retestar os trabalhadores da Refinaria de Manaus e de várias outras unidades pelo país afora. Outra situação absurda é a insistência da empresa testar os trabalhadores depois da troca de turno e não antes, como cobra a FUP. Esse fatos foram duramente criticados pelas entidades sindicais, que voltaram a exigir a testagem e retestagem em massa dos trabalhadores, distribuição de máscaras padronizadas e campanhas sistemáticas de conscientização sobre a importância do distanciamento.

Suspensão dos cursos presenciais durante a pandemia

Apesar de alguns órgãos reguladores, como a Marinha, já terem postergado a validade de cursos regulamentares para áreas operacionais, as gerências da Petrobrás insistem em cobrar dos trabalhadores participação em treinamentos presenciais não essenciais, em pleno avanço da pandemia. A categoria está sendo exposta desnecessariamente a riscos de contaminação em turmas de treinamento que concentram diversos trabalhadores, próprios e terceirizados, sem acompanhamento e fiscalização. A FUP tornou a solicitar a suspensão destes cursos enquanto durante a pandemia.

[Imprensa da FUP]

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A Petrobras apresentou à FUP nesta sexta-feira, 15, um programa de realocação interna para trabalhadores das unidades que estão sendo privatizadas, fechadas e hibernadas. O RH informou que as transferências serão feitas através de seleção interna e realocação direcionada, sendo também oferecido aos trabalhadores a opção de adesão ao Programa de Desligamento Voluntário Específico (PDVE) ou ao Plano de Desligamento por Acordo (PDA), cada um com suas especificidades.

“Mais uma vez, o RH da Petrobrás está à reboque das decisões da gestão entreguista de Castello Branco, que vai cumprindo à risca o plano do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes de privatizar a Petrobras a toque de caixa. Sem qualquer tipo de planejamento ou negociação com os sindicatos, o RH construiu às pressas um plano de transferência de trabalhadores, sem levar em consideração questões importantíssimas, como a segurança operacional, transferindo pessoas das unidades à venda para outras, criando uma situação de risco grave e eminente de acidentes ampliados de processo”, alertou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Os trabalhadores alertaram a gestão da Petrobrás para a iminência de uma tragédia nas unidades operacionais da empresa, que já passam por graves problemas de segurança, em função dos efetivos reduzidos. Os dirigentes dos sindicatos que participaram da reunião denunciaram rotinas de dobras de 24 horas nas refinarias, acúmulos de funções, terceirização de atividades fins sem o devido treinamento, entre outras situações de risco a que os trabalhadores estão expostos.

Apesar do RH não revelar o número de trabalhadores que serão mobilizados pelos programas de realocação e desligamentos, o próprio presidente da empresa declarou recentemente que pretende terminar 2022 com apenas 34 mil trabalhadores, ou seja, menos 10 mil dos atuais 44.300 petroleiros e petroleiras que atuam na holding.

Desde 2014, o número de empregados que deixaram a Petrobrás através de planos de desligamentos ultrapassa 20 mil. O efetivo da empresa já caiu à metade do que era em 2013.  Só no PIDV 2019, foram inscritos 9.405 trabalhadores. De janeiro de 2019 até setembro de 2020, cerca de 4.500 petroleiros já haviam deixado a empresa.

O resultado desse desmonte é o aumento da insegurança, principalmente, nas unidades que foram colocada à venda. “Estamos sob a iminência de um grande acidente industrial ampliado, de proporções inimagináveis. Os trabalhadores das refinarias estão diariamente expostos a uma bomba relógio, assim como as comunidades do entorno e o meio ambiente. Com a redução de efetivos que já estão abaixo do quadro mínimo, a situação ficará cada vez mais insustentável”, alerta o Deyvid.

[Imprensa da FUP | Foto: Fernando Brazão/Agência Brasil]

"Nesta quarta-feira, dia 13, eu participo da primeira reunião do ano do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (CSMS), do Conselho de Administração da Petrobrás. Integro esse grupo de trabalho desde o início do meu mandato no CA, em julho de 2020", informa Rosângela Buzanelli, respresentante eleita pelos trabalhadores. O Comitê é uma conquista da FUP, garantida no mandato do conselheiro eleito, José Maria Rangel, em 2013.

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Esse comitê (CSMS) tem a função de discutir estratégias de políticas de segurança, saúde e meio ambiente da companhia, levando em consideração a responsabilidade social e o impacto que a empresa tem na sociedade, assim como acompanhar as ações e indicadores nessas áreas para, se necessário, propor ajustes.

Ter uma trabalhadora participando desse comitê é muito importante para fortalecer o debate e a construção de políticas de prevenção. Uma de minhas principais lutas é defender a integridade do trabalhador e a segurança operacional e de processo, pois isso é indispensável para preservar as pessoas, a empresa, as comunidades ao seu entorno e o meio ambiente. 

As discussões sobre saúde e segurança dos empregados foram levadas para dentro do CA graças ao esforço do amigo e petroleiro José Maria Rangel, durante seu mandato como conselheiro, em 2013. Os dois temas foram incorporados ao Comitê de Meio Ambiente, que passou a se chamar Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) enviou, nesta quarta-feira (06), ofício à gerência da Usina Termelétrica de Ibirité (UTE-IBT), questionando a baixa disponibilidade de efetivo para operação segura da unidade. O ofício também foi encaminhado à Gerência de Relações Sindicais, localizada na sede da empresa.

O Sindicato recebeu denúncias de trabalhadores da unidade, alegando que o baixo número de técnicos está gerando jornadas exaustivas de até 12 horas em período de folga.

De acordo com o diretor do Sindipetro/MG, Felipe Pinheiro, a entidade cobra a reposição da equipe de técnicos de operação da Usina de Ibibité, diante das saídas em 2020 e das jornadas exaustivas devido a horas extras nas folgas.

“Os trabalhadores exigem uma resposta da gerência local e da Sede sobre essa situação tão crítica para o efetivo da equipe de operação. Há meses que as horas extras e as jornadas exaustivas têm se intensificado sem qualquer sinalização clara da Petrobrás sobre a reposição”, afirma o diretor.

Vale lembrar que a equipe sofre reduções enventuais por outros motivos, como férias, licenças médicas ou maternidade e liberações sindicais, conforme prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além disso, a pandemia de Covid-19 gera mais preocupação entre os trabalhadores, pois a necessidade de quarentena em casos confirmados ou suspeitos poderá potencializar o quadro crítico de efetivo escasso.

Abaixo, leia a íntegra do ofício:

Oficio 004.2021 – Questionamentos operação Ibirité

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Presidente da Comissão descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho ao barrar representante do Sindicato. RH da Repar foi conivente com a truculência, afirma o Sindipetro

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Figura conhecida pelos trabalhadores da Repar por seu histórico de hostilidades, o atual presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) deu nova amostra de suas credenciais na última quarta-feira (06). 

Em total desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobrás, o chefete impediu a participação de representante do Sindipetro Paraná e Santa Catarina na reunião da CIPA. O Sindicato acionou o Recursos Humanos da Repar, que, por sua vez, não agiu da forma e agilidade esperadas. 

O parágrafo 10º da cláusula 71 do ACT (Funcionamento das CIPAs) estabelece que “a Companhia assegura a participação às reuniões da CIPA, de um Dirigente Sindical, indicado pela respectiva entidade sindical, fornecendo-se, ao mesmo, cópia de suas atas.” 

A atitude do presidente da CIPA causa indignação, mas não surpresa. Sua trajetória como liderança na refinaria conta com episódios de truculência em relação aos subordinados, tais como punições injustas e ameaças a trabalhadores. 

No mesmo horário em que o representante do Sindicato havia sido impedido de participar do encontro da CIPA, acontecia reunião da EOR. Na oportunidade, a Secretaria de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) da Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou o caso ao RH Corporativo e à gerência executiva de SMS da Petrobrás, que afirmaram que irão averiguar a situação. 

O Sindipetro PR e SC ressalta ainda que todas as medidas cabíveis serão tomadas para que o ACT seja cumprido na sua integralidade, a instituição seja respeitada e a categoria devidamente representada em todas as esferas cabíveis. 

Tal situação mostra que o processo de desmonte do Sistema Petrobrás está incrustrado também na cabeça de pequenos gestores. No momento em que a segurança dos trabalhadores está em jogo, com pouquíssimos investimentos em manutenção, efetivos reduzidíssimos e avanço das terceirizações, impedir a participação do Sindicato em reunião de CIPA faz parecer que existem coisas a serem escondidas. Nesse sentido, o Sindipetro PR e SC solicita que os integrantes da atual comissão que se sintam impedidos de exercer suas atividades em plenas condições, seja por qualquer motivo, denunciem imediatamente à entidade. 

Para que se restabeleça a condição de normalidade, o Sindicato exige nova indicação para a presidência da CIPA por parte da gerência geral da refinaria. O substituto deve ter condições técnicas e morais de estar à frente de processo tão importante. Requer, ainda, que os convites para a participação nas reuniões sejam encaminhadas ao Sindipetro PR e SC com a devida antecedência e que se proceda toda e qualquer providência para garantir a participação do representante indicado e o efetivo cumprimento do ACT.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

O Sindipetro/MG recebeu denúncia dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre a redução do efetivo mínimo para a operação segura da refinaria, expondo os trabalhadores e a comunidade do entorno ao risco de uma tragédia. Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores.

Na véspera da virada de 2020, diante do desfalque gerado por uma licença médica, a gerência do Coque autorizou a operação da unidade com apenas 4 técnicos de operação. A unidade operou, portanto, com um número inferior ao efetivo mínimo de segurança. A situação exigiu que o supervisor de turno acumulasse a função de um operador da área fria.

No último sábado (2), o setor DH contava com apenas 5 operadores na área operacional para atender 3 unidades (UDAV1, UDAV2 e HDS), dos quais 3 responderam à Brigada de Emergência pela equipe A. Em caso de atuação da Brigada, restariam apenas 2 operadores para atender as 3 áreas operacionais do setor. Portanto, a unidade que deveria operar com 11 operadores contou com a presença de apenas 9 técnicos de operação.

Os trabalhadores da Regap denunciam que a redução do número mínimo está sendo justificada por gerentes pela necessidade de redução de custo com horas extras. Essa situação se tornou ainda mais explícita no setor DH no dia 2 de janeiro, quando a cobertura programada de um operador que trabalharia na sua folga para compor o grupo de turno foi cancelada pela gerência do setor.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, “em plena pandemia, os gestores da refinaria colocam em risco a vida de pessoas para cumprir metas de redução de gastos. Precisamos lembrar a todo momento que essa lógica de gestão, que economiza em de mão de obra e provoca sucateamento, levou a Vale a praticar o maior crime ambiental e trabalhista que o Brasil já vivenciou”, afirma o coordenador.

Desrespeito à vida

Desde o início da pandemia em 2020, o Sindipetro/MG está denunciando a redução de efetivo ordenada pela gerência local da Regap. Os setores de Hidrotratamento (HDT) e Destilação (DH) já haviam sofrido com a redução definitiva do número mínimo de segurança em plena pandemia, enquanto outros setores promoveram eventuais reduções diante da falta de pessoal.

Na HDT, a redução promovida pela gerência local em 2020 tem impactado na composição da Brigada de Emergência da refinaria. Diante do quadro enxuto, operadores tem se recusado a responder como brigadistas, já que a convocação em caso de emergência afetaria ainda mais a disponibilidade de trabalhadores para a operação segura da planta.

Além disso, houve setores em que postos de trabalho foram terceirizados, como verificado na unidade de Coque e no setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) – responsável por coordenar a Brigada de Emergência da refinaria.

Risco iminente de mortes e destruição

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

Cenários de emergência envolvendo setores como a Destilação e o Craqueamento Catalítico Fluidizado (CCF) podem ser catastróficos e atingir grandes áreas na proximidade. Acidentes envolvendo vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H²S) no setor HDT pode resultar em uma nuvem tóxica fatal que pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Posicionamento

Para o Sindipetro/MG, a redução do número mínimo em unidades operacionais com alto potencial de risco coloca em perigo a vida dos trabalhadores e da comunidade do entorno. O sucateamento e a redução de efetivo, sob graves cenários de emergência, podem transformar a Regap em uma nova Vale.

A alteração é mais grave ainda por ter sido realizada seu qualquer negociação ou diálogo com a categoria e seu Sindicato. A Gerência da Regap está aproveitando o momento da pandemia para reduzir gastos financeiros, mesmo que isso envolva risco de morte de seus trabalhadores.

Os desfalques nas equipes também demonstram um verdadeiro desastre da gestão de Recursos Humanos da Petrobrás no atual governo. O plano da atual gestão de promover o enxugamento de pessoal em consonância com o processo de privatização tem entrado em colapso com o atraso das vendas. Após promover a demissão em massa de trabalhadores por meio de planos de demissão voluntária, as unidades operacionais agora têm sofrido com a falta de pessoal.

O Sindicato solicitará, por mais uma vez, esclarecimentos da gerência da Regap sobre as denúncias via ofício. Caso a gestão local insista nas ações, a denúncia será encaminhada aos órgãos competentes e a entidade buscará ações legais para garantir a segurança dos trabalhadores e moradores da região do entorno.

“Vamos botar a boca no trombone sobre mais essa grave denúncia envolvendo a gestão bolsonarista da Petrobrás. O lucro não vale mais que a vida dos trabalhadores da Regap e da população de Betim e Ibirité”, defende Finamori.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) retoma nesta quarta-feira, 06, as reuniões semanais com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. Por solicitação da FUP, as reuniões terão um novo formato, com pautas divulgadas previamente, tanto pelas entidades sindicais, quanto pela gestão da empresa. O objetivo é dar mais transparência ao debate. Veja mais abaixo os pontos de pauta da reunião desta quarta.

Omissão de dados

Ao longo de 2020, a Petrobrás se recusou a divulgar a distribuição do números referentes aos casos de Covid-19 no Sistema Petrobrás, apesar das insistentes cobranças realizadas pela FUP e Sindicatos.

Vacinas

A coordenação do programa de Promoção da Saúde da Petrobrás informou à FUP que a empresa teve reuniões com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC) para discutir a possibilidade de um plano de vacinação contra a Covid 19 para os trabalhadores da empresa, próprios e terceirizados, como a Federação vem cobrando. Segundo a Petrobrás, a entidade informou que os esforços estão voltados para o atendimento ao setor público e sem previsão para o setor privado. Outra informação passada à FUP é de que a Petrobrás é signatária de um documento que o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gas (IBP) encaminhou ao Ministério da Saúde, ressaltando a importância da imunização para os trabalhadores do setor.

Pontos que a FUP tratará na reunião desta quarta:

1 - Protocolo sobre processo de retestagem para trabalhadores on-shore - A FUP quer que a Petrobras explique a necessidade de se aguardar 90 dias para que trabalhadores que acusaram positivo para COVID-19 voltem a ser testados.

2 - Informações sobre a distribuição do número de casos da Covid-19, entre trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias - A FUP solicitou desde o início da pandemia o número de casos especificados por unidade, base e plataformas, mas a empresa continua a negar aos sindicatos a distribuição dos casos. Obs: Não queremos nomes dos trabalhadores somente as informações sobre onde os casos estão ocorrendo.

3 -  Paradas e UMS - A FUP cobrou que sejam informadas as unidades que estão em parada de produção, os contingentes normais de próprios e terceiros, com e sem paradas, bem como os POB´s das UMS e unidades que as UMS estejam conectadas, em regime com e sem a parada de produção.

4 - Problema com o acompanhamento Médico - Trabalhadores contaminados não são consultados por médicos quando chegam no hotel e não possuem assistência no local. Se se sentem mal, precisam ir a um hospital, pois não há profissional disponível para avaliar o estado de saúde dos trabalhadores e prescrever exames ou medicamentos. A FUP já solicitou a presença de um médico no local de quarentena, mas a empresa ainda não nós atendeu.

5 – Cursos - A FUP quer saber quais os procedimentos escritos e precauções para a realização de cursos presenciais e solicita que a empresa envie aos sindicatos cópias dos mesmos. Quais os cursos que ainda estão programados para serem executados presencialmente, turmas e quantidades de alunos?

6 - Nexo causal - A FUP novamente quer discutir o critério para estabelecimento de nexo causal entre a COVID-19 e o trabalho para a Petrobras. Existem casos de contaminações que ainda não foram avaliados quanto ao nexo com o trabalho?

[Da imprensa da FUP]

Preocupado com o combate à Covid-19 nas bases Pernambuco e Paraíba, o Sindicato dos Petroleiros procurou, ao longo da última semana, construir uma proposta de aquisição da vacina Coronavac pelas gestões das respectivas empresas onde atuam os trabalhadores e trabalhadoras representados(as) pela instituição, na tentativa de desenvolver conjuntamente um programa de imunização para a categoria; para isso, o Sindipetro buscou um canal de diálogo junto ao Instituto Butantan, entidade pública que historicamente realiza o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e que, atualmente, é responsável pela produção e distribuição do imunizante no Brasil.

A Coronavac é a vacina desenvolvida pela companhia farmacêutica Chinesa, Sinovac. A aquisição e produção do imunizante pelo Instituto Butantan gerou uma polêmica internacional, após alegações infundadas do presidente Jair Bolsonaro a respeito do medicamento e a falta de transparência e diretrizes centrais do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina, apresentado no dia 16 de dezembro.

Por se tratar de uma categoria considerada essencial para a população, o Sindipetro considera ser fundamental desenvolver ações que atuem no sentido de garantir vacinação prioritária para que essas pessoas possam trabalhar, minimizando ao máximo o risco à vida.

Diante do atual cenário de crise, o Sindipetro PEPB não poderia aguardar a apresentação de um plano de vacinação coeso por parte do Governo Federal, que até o momento não apresentou de maneira transparente as diretrizes do mesmo, se mostrando mais uma vez ineficiente e desinteressado no combate ao novo Coronavírus.

“Tínhamos de saber a respeito da possibilidade de imunizar a nossa categoria, pois, antes de qualquer coisa estamos aqui para defender e proteger a vida e os interesses de nossos trabalhadores e nossas trabalhadoras”, diz o diretor jurídico do Sindipetro, Thiago Gomes. “Em um país onde salvar vidas não faz parte dos interesses do seu governante, temos que buscar alternativas por conta própria; tínhamos que eliminar todos os ruídos gerados em torno do assunto e consultar quem realmente entende de biotecnologia em nosso país”, continua o sindicalista.

Em sua avaliação, “como trabalhadores e agentes públicos do Estado, devemos ter a preocupação e visão estratégica de fortalecimento do sistema público no atendimento à nossa população (em toda sua amplitude), até para reduzir a nossa dependência dos interesses da indústria farmacêutica internacional”. Diante do crescimento nos números de infectados e de óbitos, somados aos casos de reinfecção, faz-se necessária a criação de uma infraestrutura própria que garanta a transferência de tecnologia “para caminharmos com nossas próprias pernas e sermos capazes de salvar vidas hoje e no futuro”, diz Thiago.

Durante as conversas feitas junto ao Butantan, foi relatada a impossibilidade de aquisição independente da vacina, estando esta subordinada diretamente ao PNI do Ministério da Saúde, de tal forma que não foi possível propor a aquisição dos imunizantes às empresas onde atuam nossas bases. Resta agora a missão para que a entidade, como representação dos trabalhadores(as) e parte integrante da sociedade civil organizada, cobre do poder público o direito à vida. Como bem diz Thiago Gomes, “os nossos dias não podem continuar sendo uma loteria para decidir quem vive e quem morre”!

O Sindipetro PEPB garante que continuará estudando todas as possibilidades para que a disponibilização da vacina seja feita tão logo quanto possível e que atividades essenciais como produção e distribuição de combustíveis, sejam prioritárias durante o eventual processo de imunização nacional.

[Da imprensa do Sindipetro-PE/PB]

Na última semana o Sindipetro-NF recebeu mais denuncias de contaminação por COVID em mais duas unidade na Bacia de Campos: P-51 e P-35. Na P-51 a denúncia é de que 26 pessoas desembarcaram com suspeita de COVID-19 de 13 a 18 de dezembro. O Sindipetro-NF não foi informado da quantidade de infectados.

Já na P-35, no dia 27 de novembro o POB da plataforma era em torno de 160 pessoas, numa unidade com 43 camarotes cuja lotação máxima é de 200 pessoas. Nessa data, quatro pessoas desembarcaram sendo um positivo e três negativos. No dia 28 desembarcaram duas pessoas, uma positiva e outra negativa, e no dia primeiro de dezembro situação semelhante, um positivo e outra negativo.

No dia 1 de dezembro o NF já havia denunciado no site esses primeiros casos em P-35, mas no dia 4 de dezembro, haviam nove pessoas com suspeitas que ficaram em dois camarotes. Um com cinco pessoas e outro com quatro que não tiveram acesso ao resultado de seus testes. O NF recebeu denúncia também que de 5 a 16 de dezembro, aconteceram desembarques e os relatos são de 11 pessoas positivas para COVID.

Por conta do número alto de pessoas suspeitas a Petrobras embarcou uma equipe no dia 16 para fazer a testagem de PCR em todo pessoal a bordo. E ontem, dia 17 saiu o resultado de quatro assintomáticos como positivos. Dois desembarcaram no mesmo dia e hoje, 18 estava previsto o desembarque de outros dois mais um contactante.

O Sindipetro-NF continua insistindo com a gestão da Petrobras que mantenha o sindicato informado e que trate com respeito a categoria petroleira que está a bordo trabalhando para ela. Também pressiona para que medidas de proteção sejam tomadas de forma a resguardar todos os trabalhadores independentes de próprios ou de contratadas.

Cabe lembrar que desde o início da pandemia, o NF vem atuando de forma incisiva na proteção da saúde dos trabalhadorese que também encaminhou denúncia de mais esses casos à fiscalização do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho. 

Denúncias

A diretoria do sindicato reforça a importância dos petroleiros e petroleiras denunciarem os casos de COVID para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Como é uma prática nossa, o NF garante o tratamento e o sigilo adequado.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Durante o lançamento do Relatório das atividades desempenhadas em 2019 e 2020 pela Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda, 14, o coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, representou o Sindipetro-NF e Luciano Santos, representou o Sindipetro Caxias.

Em sua participação Alexandre ressaltou a importância da categoria petroleira para a sociedade e lembrou a quantidade de pessoas contaminadas, mais de três mil, na Petrobrás, já que não há dados sobre a pandemia em petroleiros de outras empresas. Falou da atuação do movimento sindical no combate à COVID-19 e denunciou que as empresas do setor petróleo descumprem a legislação vigente, inclusive a que trata da necessidade de desembarcar  todos os contaminados, mas isso não acontece, num total descaso com as vidas humanas.

O relatório trata da categoria petroleira na sua página 37 citando a realização por parte da  Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social de um audiência pública com o tema “As condições de trabalho e de saúde das petroleiras e petroleiros do Rio de Janeiro em tempos de pandemia de Covid-19”, que aconteceu em 11 de agosto. A atividade foi em parceria com a Comissão de Saúde, a partir de denúncias sobre falta de isolamento dos trabalhadores positivados, falta de testagem, manutenção de escalas de trabalho exaustivas, manutenção de equipes embarcadas por mais de 21 dias, entre outras. Um dos encaminhamentos da audiência foi a articulação junto à Câmara Federal para a realização de vistoria nas bases da Petrobras.

 [Da imprensa do Sindipetro-NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.