Na quarta, em reunião o Sindicato exigiu adequações relativas ao transporte dos trabalhadores de turno na refinaria, gestão não atendeu. Após denúncia dos trabalhadores, novamente a entidade cobrou melhorias e a gerência teve que retomar os micro ônibus

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

É difícil entender a gestão da Repar, recorrentemente eles voltam atrás nas medidas de segurança em relação à covid-19 por não dar ouvido às críticas e sugestões dos trabalhadores. Ontem (13) não foi diferente. Veja a confusão: no início da tarde, o Sindipetro fez uma reunião para questionar a utilização das vans para o transporte de trabalhadores, já que os gestores enviaram informe avisando da mudança. Eles não aceitaram as colocações da categoria e inclusive disseram desconhecer o decreto de Araucária que trata do tema. 

Logo depois do primeiro encontro, os petroleiros levaram a questão para a reunião da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), a nível nacional, e mais uma vez nada aconteceu. Aí, às 19h, os trabalhadores do turno se depararam com as precárias vans, algo que causou descontentamento pela exposição à covid-19. 

Vale ressaltar que no informe institucional da Repar até parecia que os petroleiros fariam translado dentro de um veículo super seguro, com circulação de ar e atendendo as exigências sanitárias, mas, na prática, a categoria ficou exposta e em risco de contaminação. Ou seja, eles erraram na prevenção e mais uma vez tiveram que correr para apagar o próprio incêndio. 

No meio disso tudo estão os trabalhadores, que enviaram ao Sindicato as denúncias de descumprimento dos protocolos de segurança. Muitos deles chegaram a alegar que, como medida extrema de auto proteção, iriam recorrer a utilização de carros próprios para evitar contaminação. 

Essa atitude se justifica. Imagine ir ao trabalho num micro ônibus e voltar numa van que não tem ventilação mínima. O Sindicato informou que em caso de acidente de trajeto a responsabilidade será da Petrobrás, pois trafegar de carro após um turno de 12h é arriscado. 

A entidade considera que o transporte para o local de trabalho não deve ser um momento de tensão e risco, mas sim que a empresa proporcione o ambiente ideal e seguro para evitar a contaminação pela covid-19. O posicionamento do Sindipetro é pelo cumprimento do Decreto 34608/2020 de Araucária PR que prevê: 

CAPÍTULO II TRANSPORTE DE TRABALHADORES 

Art. 15. No caso de fornecimento do transporte pelo próprio empregador e com o objetivo de não permitir a disseminação do coronavírus, deverá: 

I - Impedir a entrada de trabalhadores com sinais e sintomas de síndrome;

II - Garantir a ampliação das linhas disponíveis, a fim de reduzir o número de trabalhadores transportados simultaneamente, garantindo a distância mínima de 1,5 metros entre pessoas;

III - Durante o deslocamento dos trabalhadores, o veículo deverá permanecer com suas janelas abertas, permitindo a livre circulação de ar;

IV - Higienizar os veículos após cada viagem, em especial com relação as partes onde haja contato manual dos trabalhadores (ex: barras de apoio, bancos e janelas);

V - Disponibilizar álcool gel aos usuários do veículo, para higienização das mãos na entrada e saída dos mesmos;

VI - Tornar obrigatório o uso de máscaras para o ingresso no transporte.

 

 

O Sindicato vai continuar fiscalizando as ações em relação aos cuidados para evitar a disseminação da covid-19 na Repar e em todas as unidades da sua base territorial no Paraná e Santa Catariana. Orienta também toda categoria a continuar fazendo as denúncias.

Presidente da Comissão descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho ao barrar representante do Sindicato. RH da Repar foi conivente com a truculência, afirma o Sindipetro

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Figura conhecida pelos trabalhadores da Repar por seu histórico de hostilidades, o atual presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) deu nova amostra de suas credenciais na última quarta-feira (06). 

Em total desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobrás, o chefete impediu a participação de representante do Sindipetro Paraná e Santa Catarina na reunião da CIPA. O Sindicato acionou o Recursos Humanos da Repar, que, por sua vez, não agiu da forma e agilidade esperadas. 

O parágrafo 10º da cláusula 71 do ACT (Funcionamento das CIPAs) estabelece que “a Companhia assegura a participação às reuniões da CIPA, de um Dirigente Sindical, indicado pela respectiva entidade sindical, fornecendo-se, ao mesmo, cópia de suas atas.” 

A atitude do presidente da CIPA causa indignação, mas não surpresa. Sua trajetória como liderança na refinaria conta com episódios de truculência em relação aos subordinados, tais como punições injustas e ameaças a trabalhadores. 

No mesmo horário em que o representante do Sindicato havia sido impedido de participar do encontro da CIPA, acontecia reunião da EOR. Na oportunidade, a Secretaria de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) da Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou o caso ao RH Corporativo e à gerência executiva de SMS da Petrobrás, que afirmaram que irão averiguar a situação. 

O Sindipetro PR e SC ressalta ainda que todas as medidas cabíveis serão tomadas para que o ACT seja cumprido na sua integralidade, a instituição seja respeitada e a categoria devidamente representada em todas as esferas cabíveis. 

Tal situação mostra que o processo de desmonte do Sistema Petrobrás está incrustrado também na cabeça de pequenos gestores. No momento em que a segurança dos trabalhadores está em jogo, com pouquíssimos investimentos em manutenção, efetivos reduzidíssimos e avanço das terceirizações, impedir a participação do Sindicato em reunião de CIPA faz parecer que existem coisas a serem escondidas. Nesse sentido, o Sindipetro PR e SC solicita que os integrantes da atual comissão que se sintam impedidos de exercer suas atividades em plenas condições, seja por qualquer motivo, denunciem imediatamente à entidade. 

Para que se restabeleça a condição de normalidade, o Sindicato exige nova indicação para a presidência da CIPA por parte da gerência geral da refinaria. O substituto deve ter condições técnicas e morais de estar à frente de processo tão importante. Requer, ainda, que os convites para a participação nas reuniões sejam encaminhadas ao Sindipetro PR e SC com a devida antecedência e que se proceda toda e qualquer providência para garantir a participação do representante indicado e o efetivo cumprimento do ACT.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Refinarias de petróleo estão no topo dos locais mais perigosos para se trabalhar. Produtos altamente inflamáveis em processamento sob altíssimas temperaturas e altos níveis de pressão exigem equipes muito bem preparadas para atuar em emergências. 

Na contramão das melhores práticas operacionais, a gestão da Petrobrás, capitaneada por Roberto Castello Branco, decidiu cortar mais da metade dos efetivo de técnicos de segurança em regime de turno nas oito refinarias que estão à venda, entre elas a Repar e a SIX. 

A iniciativa segue o protocolo das privatizações no Brasil. Cortam investimentos, sucateiam as instalações, colocam a culpa da ineficácia na máquina estatal e nos trabalhadores, convencem a opinião pública e pronto! Lá se vão décadas de esforços e investimentos do povo brasileiro para as mãos do capital privado, muitas vezes a preço de banana. 

Não há dúvida que os ataques da direção da Petrobrás aos setores de segurança fazem parte do plano de venda das refinarias. Substituir técnicos de segurança bem treinados e com amplo conhecimento das áreas industriais por bombeiros civis terceirizados e sem a devida capacitação reduz investimentos, mas coloca em risco os trabalhadores, os equipamentos e as comunidades do entorno. Tudo para deixar as unidades mais atrativas aos compradores. 

Algumas gestões locais já implantaram a redução de técnicos de segurança (TS’s), enquanto outras estão na iminência de sofrer os cortes. Na Repar, por exemplo, são cinco profissionais por turno. Com a substituição por bombeiros civis, ficarão apenas dois, ou seja, dos atuais 25 TS’s restarão apenas 10. 

Já na SIX, dos 10 TS’s em turno, sobrarão apenas cinco. A situação por lá pode ser mais delicada pelo fato de a vasta área de mina ficar descoberta por técnicos próprios, local onde aconteceu a última morte de trabalhador na SIX, em 2004. 

Os cortes de profissionais deixam as unidades mais expostas em caso de acidentes ampliados, uma vez que a ação de resposta às situações mais graves pode não ser efetiva.  

A política de gestão revela, para além da sanha privatista, que o lucro está acima da vida na ordem de prioridades da direção da Petrobrás. Vamos permanecer em luta para superar esse período obscuro que a empresa e o país atravessam.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

Publicado em Petrobrás Fica

A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

Publicado em Sistema Petrobrás

Serão três sessões, entre os dias 15 e 22 de dezembro, através da plataforma Zoom.  

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina convoca os petroleiros da Repar para assembleia geral extraordinária para debater e deliberar sobre o indicativo da FUP e sindicatos filiados de rejeição da assinatura de termo de Acordo Coletivo de Trabalho acerca da tabela de turno proposto pela Petrobrás. 

A Federação e os sindicatos entendem que a proposição da empresa prevê quitação de direitos e passivos trabalhistas que pode atingir trabalhadores da ativa e aposentados. As minutas das tabelas de turno de 12h e de 08h estão disponíveis para consulta nos links dos anexos abaixo. 

Serão três sessões de assembleia virtual, entre os dias 15 e 22 de dezembro, através da plataforma de videoconferência Zoom. Durante as assembleias também estará em debate o processo de privatização de unidades do Sistema Petrobrás. 

Para participar, é necessário cadastro prévio que deve ser feito através dos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  ou pelos telefones/whatsapp (41) 98805-2367 / 99235-1435. Para validar a inscrição é necessário informar o nome completo, número de matrícula, unidade, setor, se está no regime administrativo ou de turno e qual o grupo. 

Confira o calendário das assembleias.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

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Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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Nos últimos dias, com o ‘boom’ de contaminações do coronavírus, os dois estados foram classificados como região de situação gravíssima. Tanto em razão do número de mortes e casos positivados como em relação às ocupações hospitalares

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Atenção redobrada categoria petroleira! O Sindipetro tem recebido informações do aumento de casos de Covid19 nas unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A entidade reforça que neste momento em que os casos de contaminação aumentam, é preciso dar atenção prioritária às medidas de prevenção. 

Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, a entidade vai continuar exigindo da gestão da Petrobrás os mesmos cuidados do início da pandemia, pois não é admissível que haja flexibilização do trabalho no período em que a situação piora. 

“Os casos de contaminação só aumentam, o que gera apreensão na categoria. A pandemia não acabou, pelo contrário, está avançando. Temos identificado que existem trabalhadores que estão realizando atividades que não precisam ser presenciais, contrariando nosso posicionamento”, explica Alexandro.   

De acordo com a Secretaria de Saúde de Curitiba, o município está com 95% de ocupação nos leitos adultos de UTI do SUS, ou seja, são apenas 15 vagas disponíveis; já na UTI pediátrica a lotação é de 40%. 

Além disso, de acordo com o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), as UTIs da rede privada estão com ocupação acima de 80%. 

Os hospitais Erasto Gaertner, Evangélico Mackenzie e do Trabalhador estão com 100% dos leitos ocupados. Já no Hospital das Clínicas, 60 dos 61 leitos receberam pacientes, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). 

Em Santa Catarina o sistema público chegou ao seu índice mais alto de ocupação de leitos de UTI do SUS ontem (25/11): 84,4%. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, foram confirmadas 31 mortes em decorrência do coronavírus e mais 4.933 pacientes com a doença. 

Dados nacionais 

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o número de trabalhadores infectados por Covid-19 em novembro é mais que o dobro de outubro. Nas três primeiras semanas desse mês já houve 463 casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás, números registrados até a última segunda-feira (23/11). No mês anterior foram 163 confirmações e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME) – LEIA AQUI

Canal de Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

A entidade vai continuar cobrando mais testagem e intensificação dos trabalhos preventivos. Essa crise sanitária sem precedentes pode deixar sequelas irreversíveis na saúde dos infectados. É preciso seguir os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), das Secretarias de Saúde do Paraná, de Santa Catarina e de cada município onde tenha unidade da Petrobrás. 

Saúde do trabalhador é prioridade e o Sindipetro vai continuar cobrando e defendendo mais rigor nos cuidados com a classe trabalhadora.

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Refinaria do Paraná opera com número insuficiente de trabalhadores. Gestão local reduz gradativamente o efetivo e não faz reposição. Situação está propícia para um acidente de grandes proporções

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC]  

A preocupação com a segurança assola trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR. Antes de 2017 já existia a apreensão de que a operação da unidade estava com o efetivo de petroleiros abaixo do mínimo necessário, o que levou o Sindipetro PR e SC a oferecer denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ajuizar uma ação contra a empresa que ainda tramita na Justiça do Trabalho. Mas a redução de pessoal é cada vez maior e, claro, a situação de insegurança hoje também aumentou. 

Foi em 2017 que a gestão da Repar aplicou o estudo de O&M (Organização & Método), que resultou na diminuição imediata de aproximadamente 20% dos postos de trabalhos operacionais. A metodologia do modelo, que é bastante questionado por especialistas da área de segurança do trabalho, foi utilizada pela direção da Repar para adequar o efetivo à redução de funcionários desligados da empresa por conta do PIDV (Plano de Incentivo à Demissão Voluntária), sob a desculpa gerencial de “otimização dos recursos humanos da companhia”. 

Antes de 2017, o número do efetivo na operação da Repar era de 480 trabalhadores e, em 2020, caiu para cerca de 300 – uma redução de 40%. O número exato não é disponibilizado para o Sindicato, pois a partir de 2016 a gestão da refinaria deixou de apresentar os relatórios mensais de movimentação de pessoal. A situação fica mais crônica por conta das 50 saídas de operadores previstas para acontecer até o final deste ano. 

A atual condição da Unidade de Destilação e Hidrotratamento (U2100) é um exemplo da irresponsabilidade dos gestores locais. Antes do O&M o número de operadores no local era sete, após a empresa estabeleceu unilateralmente que seriam cinco por turno, mas no último feriado haviam apenas três trabalhadores, o que, segundo empregados da área, é recorrente. Isso é inacreditável! Não se trata de uma padaria, com todo respeito aos padeiros, mas sim de uma refinaria de petróleo, com suas inúmeras complexidades e riscos. 

Cabe lembrar que a U2100 foi palco de um dos maiores acidentes da refinaria. Em 2013, um grave incêndio causou prejuízos significativos às instalações e a parada de produção da Repar por semanas. 

A gestão da Repar “passa a boiada” no quesito insegurança. Descumpre constantemente seu próprio O&M, em total menosprezo à vida dos trabalhadores. Os funcionários admitem que, na hipótese de emergência, há risco de acontecer um acidente ampliado. 

A Repar vive atualmente em condições similares àquelas do ano 2000, quando foram derramados 4 milhões de litros de óleo cru nos rios Barigui e Iguaçu. A empresa culpabilizou trabalhadores, mas a mentira não colou na opinião pública. Agora, em 2020, a Repar novamente é uma bomba-relógio prestes a explodir. 

Os gestores devem ser responsabilizados pela exposição dos empregados ao perigo no trabalho. O Sindicato vai continuar a fornecer dados sobre o efetivo da Repar na denúncia que tramita no MPT, a fim de subsidiar uma nova ação judicial. Se um acidente ocorrer, a culpa não cairá sobre os ombros dos trabalhadores. Ainda dá tempo de evitar uma tragédia, mas depende da vontade da direção da Repar e da Petrobrás.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.