O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais inicia nesta quarta-feira, dia 10, uma série de setoriais com a categoria para dialogar sobre as negociações com a gerência da Regap e nivelar informações sobre unidades em outros estados.

As atividades serão realizadas no gramado em frente à refinaria e seguirão rigorosamente todas as orientações de segurança em relação à Covid-19. O sindicato reforça a necessidade de todos usarem máscaras, álcool em gel e manterem a distância segura.

Abaixo, confira a agenda das setoriais:

10/03/21 – Quarta-feira – 07h – Grupo B

11/03/21 – Quinta-feira – 19h – Grupo C

13/03/21 – Sábado – 07 – Grupo D

14/03/21 – Domingo – 19h – Grupo E

16/03/21 – Terça-feira – 07h – Grupo A + HA

Negociações

O Sindicato foi convidado para reunião com a gerência da empresa nesta sexta-feira, dia 12, para discutir o efetivo conforme cláusula 88 do ACT 2020/2022.

Em resposta ao convite, o Sindipetro confirmou sua participação e solicitou que fossem incluídos na pauta da reunião os seguintes tópicos: retorno ao número mínimo anterior ao O&M; manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios – Fim da terceirização das atribuições e tarefas inerentes aos cargos do quadro de trabalhadores próprios da Petrobrás; minuta da tabela de turno; anulação das punições aplicadas à trabalhadores em razão a participação da greve de fevereiro de 2020; regulamentação do teletrabalho; reembolso das horas indevidamente descontadas em janeiro 2021 em descumprimento do acordo realizado no TST decorrente da greve de fevereiro de 2020; falta de medidas adequadas de prevenção ao novo coronavírus em razão da aglomeração excessiva de trabalhadores próprios/terceirizados agravados pelas paradas de manutenção; interrupção e estorno das cobranças abusivas realizadas na AMS. 

 [Da imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Petroleiros de Minas Gerais aprovaram greve por tempo indeterminado, buscando atendimento de pauta aprovada pela categoria

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

A mobilização dos petroleiros e petroleiras em Minas Gerais garantiu que a empresa respondesse às demandas colocadas pela categoria com avanço em alguns dos pontos de reivindicação. Após o comunicado de greve enviado pelo sindicato, a gestão local da Regap e da Termelétrica de Ibirité responderam abrindo para a negociação das pautas que foram aprovadas nas assembleias.

Por isso a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária do movimento grevista. É em demonstração de boa-fé negocial que o Sindipetro/MG suspendeu o movimento, em especial para tratar diretamente com as gerências os pontos que ainda não foram atendidos.

“O Sindicato seguirá em diálogo com a categoria sobre os próximos passos da negociação e, em caso de novo impasse, informaremos uma nova data para a greve. O avanço em algumas das pautas representa uma importante vitória da mobilização da categoria, mas precisamos seguir mobilizados!”, Alexandre Finamori, coordenador-geral Sindipetro/MG

A pauta da greve foi aprovada em assembleias realizadas entre os dias 21 e 25 fevereiro. Confira as reivindicações:

1-     Recomposição de efetivo;

2 – Retorno ao número mínimo anterior ao O&M;

3 – Manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios – Fim da terceirização das atribuições e tarefas inerentes aos cargos do quadro de trabalhadores próprios da Petrobrás;

4 – Minuta da tabela de turno;

5 – Não alteração de THM durante parada de manutenção;

6 – Realização de periódico durante a jornada de trabalho;

7- Anulação das punições aplicadas à trabalhadores em razão a participação da greve de fevereiro de 2020;

8 – Regulamentação do teletrabalho;

9 – Reembolso das horas indevidamente descontadas em janeiro 2021 em descumprimento do acordo realizado no TST decorrente da greve de fevereiro de 2020;

10 – Falta de medidas adequadas de prevenção ao novo coronavírus em razão da aglomeração excessiva de trabalhadores próprios/terceirizados agravados pelas paradas de manutenção;

11 – Interrupção e estorno das cobranças abusivas realizadas na AMS.


Leia carta na qual a empresa responde os pontos de pauta apresentados pelo sindicato:

Carta_RH_RS_NS_0071_2021_Complementação_à_carta_REGAP_01_2021

Leia o ofício comunicando a suspensão da greve:

Oficio 014.2021- Suspensão de greve


 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), informa que os trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, estão trabalhando normalmente e garantindo a produção de combustíveis necessária ao abastecimento da população do estado. Portanto, qualquer problema relacionado a uma possível falta de combustíveis nos postos neste momento não tem nenhuma relação com as atividades da categoria

[Comunicado à imprensa]

Nessa quinta-feira (25/2), os transportadores de combustíveis de Minas Gerais entraram em greve, e é esse fato que vem afetando a chegada dos produtos aos postos de abastecimento. A possível escassez de combustíveis não tem qualquer relação com a produção na Regap, que opera normalmente.

O Sindipetro-MG e a FUP se solidarizam com os trabalhadores do transporte de combustíveis, que reivindicam preços justos para o óleo diesel. Entretanto, sua pauta para os preços dos combustíveis, que exige redução do ICMS, não converge com a mudança na política de preços defendida pela FUP e seus sindicatos.

Para nós, os altos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha são fruto da política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobrás desde 2016. Essa política ignora os custos nacionais de produção e se guia apenas pelas cotações do petróleo no mercado internacional e do dólar, penalizando toda a população brasileira, sobretudo a parcela mais pobre.

E tal situação irá piorar se a Petrobrás for adiante com seus planos de vender oito refinarias no país – incluindo a Regap. Estudo da PUC-Rio e análise do BNDES já mostraram que tais vendas vão criar monopólios regionais, aumentando ainda mais os preços e também o risco de desabastecimento.

Em que pese a desigual realidade tributária em nosso país, a redução e a isenção de alíquotas de impostos, sejam eles federais ou estaduais, não irão resolver a questão se os preços continuarem seguindo o sobe-e-desce do mercado internacional. Além disso, reduzir impostos neste momento compromete ainda mais os cofres públicos, já afetados pela grave crise econômica brasileira, e, por consequência, toda a população.

Assim, a FUP e seus sindicatos defendem uma política de Estado para os combustíveis, que independa de governos. Essa política deve equilibrar a necessidade da população de obter derivados de petróleo a preços justos e da Petrobrás de ter bons resultados financeiros para continuar investindo no país.

Publicado em Sistema Petrobrás

A categoria petroleira de Minas Gerais se reuniu nesta quinta-feira, dia 18, na portaria da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim, para alertar a população e articular a luta contra a venda das refinarias e o aumento abusivo dos preços dos combustíveis.  

O ato faz parte de uma mobilização nacional nas principais unidades operacionais do Sistema Petrobrás, em dia nacional de luta convocado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O movimento nacional foi impulsionado pelo avanço nas negociações em torno da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Em protesto contra as consequências da privatização para os trabalhadores e para a sociedade, petroleiros da Bahia iniciam nesta  quinta-feira, 18, greve por tempo indeterminado.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), Alexandre Finamori, a venda da RLAM  vai  aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento. 

“É a primeira refinaria da Petrobrás, uma das maiores e que deu mais lucro durante a pandemia por causa do óleo para navio. Se vender com facilidade uma refinaria que tem histórico de luta como a da Bahia, o que vai acontecer quando [a privatização] chegar às outras?”, questiona o petroleiro.

O ato contou com a participação de outros sindicatos e movimentos sociais, como Sind-UTE/MG, Sintect-MG, Sindieletro-MG, CUT, MST, MAB, MTD, MLC e CSP-Conlutas, além da vereadora de Contagem, Moara Saboia (PT).

Preços abusivos

O atual governo adota como política de preços o Preço de Paridade de Importação (PPI). Essa política determina que o valor dos derivados do petróleo varie conforme o mercado internacional e a cotação do dólar. Assim, os combustíveis sofrem reajustes mais frequentes e abusivos.

Além do PPI, a atual gestão da Petrobrás reduziu a produção nas refinarias próprias da empresa e anunciou a venda de oito unidades. Tudo isso faz parte da política de sucateamento da Petrobrás com o objetivo de vender seus ativos.

Venda a preço de banana

A RLAM está sendo vendida ao Fundo Mubadala por US$ 1,65 bilhão. De acordo com o Ineep, a  refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos e os terminais Madre de Deus, Candeias, Jequié e Itabuna.

Na contramão de grandes petrolíferas, o Governo Bolsonaro e a gestão da Petrobrás abrem espaço e incentivam a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro/MG participou de reunião com o setores de RH, manutenção e SMS da Regap na terça-feira, dia 2, com o objetivo de debater cuidados durante a parada de manutenção para evitar a propagação do coronavirus.

Na ocasião, o Sindicato solicitou que o adiamento do início da parada e também que a duração fosse estendida para evitar aglomeração.

Como resposta, a empresa apresentou um adiamento insignificante, do dia 19/02 para o dia 28/02. Enquanto a duração foi de 24 para 30. 

Além disso, o sindicato cobrou o uso de máscaras com cores diferentes por horário, ampliação da estrutura de refeitório, plano de testagem para COVID-19 e o cumprimento da taxa de ocupação, dentre outras ações.

[Da Imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

O Sindipetro/MG recebeu denúncia dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre a redução do efetivo mínimo para a operação segura da refinaria, expondo os trabalhadores e a comunidade do entorno ao risco de uma tragédia. Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores.

Na véspera da virada de 2020, diante do desfalque gerado por uma licença médica, a gerência do Coque autorizou a operação da unidade com apenas 4 técnicos de operação. A unidade operou, portanto, com um número inferior ao efetivo mínimo de segurança. A situação exigiu que o supervisor de turno acumulasse a função de um operador da área fria.

No último sábado (2), o setor DH contava com apenas 5 operadores na área operacional para atender 3 unidades (UDAV1, UDAV2 e HDS), dos quais 3 responderam à Brigada de Emergência pela equipe A. Em caso de atuação da Brigada, restariam apenas 2 operadores para atender as 3 áreas operacionais do setor. Portanto, a unidade que deveria operar com 11 operadores contou com a presença de apenas 9 técnicos de operação.

Os trabalhadores da Regap denunciam que a redução do número mínimo está sendo justificada por gerentes pela necessidade de redução de custo com horas extras. Essa situação se tornou ainda mais explícita no setor DH no dia 2 de janeiro, quando a cobertura programada de um operador que trabalharia na sua folga para compor o grupo de turno foi cancelada pela gerência do setor.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, “em plena pandemia, os gestores da refinaria colocam em risco a vida de pessoas para cumprir metas de redução de gastos. Precisamos lembrar a todo momento que essa lógica de gestão, que economiza em de mão de obra e provoca sucateamento, levou a Vale a praticar o maior crime ambiental e trabalhista que o Brasil já vivenciou”, afirma o coordenador.

Desrespeito à vida

Desde o início da pandemia em 2020, o Sindipetro/MG está denunciando a redução de efetivo ordenada pela gerência local da Regap. Os setores de Hidrotratamento (HDT) e Destilação (DH) já haviam sofrido com a redução definitiva do número mínimo de segurança em plena pandemia, enquanto outros setores promoveram eventuais reduções diante da falta de pessoal.

Na HDT, a redução promovida pela gerência local em 2020 tem impactado na composição da Brigada de Emergência da refinaria. Diante do quadro enxuto, operadores tem se recusado a responder como brigadistas, já que a convocação em caso de emergência afetaria ainda mais a disponibilidade de trabalhadores para a operação segura da planta.

Além disso, houve setores em que postos de trabalho foram terceirizados, como verificado na unidade de Coque e no setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) – responsável por coordenar a Brigada de Emergência da refinaria.

Risco iminente de mortes e destruição

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

Cenários de emergência envolvendo setores como a Destilação e o Craqueamento Catalítico Fluidizado (CCF) podem ser catastróficos e atingir grandes áreas na proximidade. Acidentes envolvendo vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H²S) no setor HDT pode resultar em uma nuvem tóxica fatal que pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Posicionamento

Para o Sindipetro/MG, a redução do número mínimo em unidades operacionais com alto potencial de risco coloca em perigo a vida dos trabalhadores e da comunidade do entorno. O sucateamento e a redução de efetivo, sob graves cenários de emergência, podem transformar a Regap em uma nova Vale.

A alteração é mais grave ainda por ter sido realizada seu qualquer negociação ou diálogo com a categoria e seu Sindicato. A Gerência da Regap está aproveitando o momento da pandemia para reduzir gastos financeiros, mesmo que isso envolva risco de morte de seus trabalhadores.

Os desfalques nas equipes também demonstram um verdadeiro desastre da gestão de Recursos Humanos da Petrobrás no atual governo. O plano da atual gestão de promover o enxugamento de pessoal em consonância com o processo de privatização tem entrado em colapso com o atraso das vendas. Após promover a demissão em massa de trabalhadores por meio de planos de demissão voluntária, as unidades operacionais agora têm sofrido com a falta de pessoal.

O Sindicato solicitará, por mais uma vez, esclarecimentos da gerência da Regap sobre as denúncias via ofício. Caso a gestão local insista nas ações, a denúncia será encaminhada aos órgãos competentes e a entidade buscará ações legais para garantir a segurança dos trabalhadores e moradores da região do entorno.

“Vamos botar a boca no trombone sobre mais essa grave denúncia envolvendo a gestão bolsonarista da Petrobrás. O lucro não vale mais que a vida dos trabalhadores da Regap e da população de Betim e Ibirité”, defende Finamori.

Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

Publicado em Petrobrás Fica

Sindipetro-MG alerta que a capacidade da refinaria de responder às emergências será prejudicada com a saída de trabalhadores mais capacitados e preparados

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Na primeira quinzena de dezembro o quadro de trabalhadores do setor de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Regap será reduzido pela metade. A terceirização do setor da SMS está a pleno vapor. Justamente o setor responsável pela segurança industrial e pelo combate a emergência na Refinaria.

Hoje, são 25 empregados próprios capacitados para preservar a vida da comunidade externa e interna. Cada turno possui equipe de segurança industrial de quatro técnicos. Mas com a mudança denunciada, cada equipe terá apenas dois técnicos de segurança para atender toda a demanda da unidade.

Cabe lembrar que este é o setor responsável pela segurança industrial e pelo combate à emergência na Refinaria. Com a terceirização, é evidente que a capacidade de responder às emergências será prejudicada. Pois os bombeiros civis não são preparados para atuar no mesmo nível de conhecimento técnico e prático dos profissionais da Petrobrás.

O Sindipetro alerta que com essa manobra, que só visa a redução dos custos, a gerência está se desfazendo de trabalhadores mais capacitados e preparados, substituindo esses profissionais por funcionários sem experiência específica na área, colocando em risco a vida e a segurança dos trabalhadores e das populações do entorno na Regap.

Diretores do Sindipetro/MG participaram na terça-feira (17) de audiência promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com o objetivo de apurar irregularidades na admissão dos atestados médicos apresentados durante a greve de fevereiro de 2020. Estiveram presentes pelo sindicato o coordenador Alexandre Finamori, o diretor Alas Castro e o setor jurídico.

Durante a audiência, o representante da gerência da empresa afirmou que negou os atestados dos empregados que aderiram ao movimento grevista, mas confessou que alguns atestados foram aceitos. Uma incoerência que revela a conduta antissindical da gestão.

O sindicato defende que os atestados tem presunção de veracidade. E, de acordo com a lei, a ausência do trabalho para tratamento de saúde é um direito do trabalhador, não podendo gerar nenhum prejuízo à remuneração nem às férias.

Além disso, ao permitir a ausência do empregado para tratamento de doença, garantindo a remuneração, a lei assegura o direito fundamental à saúde, previsto no art. 6º da Constituição Federal.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

[Artigo de José Sérgio Gabrielli e Rodrigo Leão (pesquisadores do INEEP) publicado originalmente pelo UOL]

A Petrobras anunciou a venda de campos terrestres na Bahia. Esse foi mais um passo dado pela estatal para sair completamente do nordeste. Processo que ganhou grande intensidade quando a refinaria do estado (RLAM) foi colocada no seu programa de desinvestimento. 

Os defensores da venda da RLAM costumam dizer que esse processo trará benefícios tanto para a Petrobras como para os consumidores gerando um mercado mais dinâmico e competitivo.

Em primeiro lugar, a venda generalizada de ativos, embora traga recursos imediatos para a Petrobras, deve trazer dificuldades no médio prazo para a geração de caixa e, consequentemente, para financiar investimentos futuros. Em segundo lugar, o fundo Mudabala, provável comprador da refinaria, tem como prática adquirir ativos com dificuldades para depois revendê-los em outras circunstâncias e, por isso, não costuma realizar grandes investimentos nesse tipo de ativo. Em terceiro lugar, vários estudos têm apontado que, dadas as condições estruturais de abastecimento no Brasil, não haverá aumento da concorrência com a transferência de ativos da Petrobras para empresas privadas. 

Recente estudo promovido pelo Departamento de Engenharia Industrial (DEI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) considera que há uma perspectiva elevada de formação de um monopólio privado na região onde a RLAM atua. De acordo com o DEI/PUC-RJ:

“Há uma alta probabilidade de estabelecimento de monopólio regional privado no estado da Bahia. Restrições logísticas para ingresso na área de influência da Rlam de produtos de outras refinarias e/ou importados, com exceção do norte do estado da Bahia, que poderá sofrer pressões competitivas da Rnest”.

Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) aponta que um outro limitador para um aumento da concorrência no mercado de refino é o perfil bastante diferenciado entre as refinarias da Petrobras. Isto é, cada refinaria da Petrobras tem um mix de produção de derivados diferente, o que impede a concorrências entre elas. 

No Nordeste, as três refinarias colocadas à venda têm estruturas produtivas bem diferentes. Em 2019, a produção da Lubnor se concentrou em asfalto (45%). A produção da Rlam se dividiu em óleo diesel (35%) e óleo combustível. A produção da Rnest, por sua vez, se concentrou em óleo diesel (66%) e em nafta (15%). Além disso, existem derivados somente produzidos pela Rlam, como gasolina. Nesse quadro, para a grande maioria dos derivados não existiria competição pelo simples fato de algumas refinarias não produzirem determinados derivados ou pela estrutura das refinarias estarem concentradas na produção de diferentes tipos de derivados. 

No caso da venda dos ativos terrestres, a justificativa seria de que empresas medias e pequenas alavancariam os investimentos dessas áreas. Para corroborar o argumento, a Petrobras alega que, no mercado americano, 25% da produção está mão dessas empresas, enquanto no Brasil apenas 5%. O que não é explicado é a diferença gigantesca das condições de mercado dos dois países. 

Historicamente, as grandes empresas americanas voltaram-se, desde cedo, a buscar petróleo cru fora dos EUA, investindo no Oriente Médio, Ásia e América Latina, deixando a produção doméstica com pequenas e médias empresas. Com isso, as corporações menores dominaram os investimentos da produção terrestre dos EUA. Além disso, a infraestrutura logística, de dutos e ferrovias, foi regulada para uma maior abertura e redução do controle dos grandes compradores, criando-se um sistema que viabilizasse a entrega da produção de múltiplos produtores destinada a múltiplas refinarias, também de propriedade pulverizada. O sistema, portanto, tinha muitas pequenas empresas na produção, na logística e no refino. A indústria de operação de sondas e de fornecimento de insumos para a perfuração e produção também se pulverizou, dando uma grande flexibilidade para o fornecimento de equipamentos e serviços para a produção. 

A história no Brasil é completamente distinta. A produção, desde o seu início dependeu da Petrobras que foi praticamente a única produtora por muitos e muitos anos. A estrutura logística foi inteiramente bancada pela Petrobras, que também controlava as refinarias e a comercialização dos derivados, em disputa com as grandes importadoras. Os dutos foram construídos de forma a integrar sistemas de produção médios e grandes, otimizando os poucos equipamentos existentes. A malha terrestre de escoamento foi planejada para otimizar o conjunto de poços e não cada um de por si. Sondas de perfuração sempre foram um equipamento escasso, com poucas firmas dedicadas ao investimento nesse setor. Insumos eram, na maior parte das vezes, importados, pois não havia produção nacional. Os sistemas de separação óleo-água, que se tornam cada vez mais importantes à medida em que os campos amadurecessem, eram também integrados e bancados pela grande Petrobras. 

Para agravar esse cenário, com os preços atuais de petróleo, várias técnicas de recuperação avançada de campos maduros se tornam economicamente inviáveis. O custo dos investimentos necessários para a adoção dessas técnicas exigiria das pequenas e medias empresas do Brasil uma capacidade investimentos que elas não têm. Nesse sentido, a saída da Petrobras pode significar, ao invés de aumento, uma retração de recursos gastos com exploração e produção terrestre. 

Dessa forma, os argumentos utilizados para a venda dos ativos da Bahia, do nosso ponto de vista, não dialogam com a realidade do mercado de E&P e de refino no Brasil. As comparações com casos internacionais não podem excluir diferenças tão gritantes que terão efeitos completamente distintos, caso estratégias semelhantes de outros países sejam aplicadas no Brasil.

» Leia também outros artigos do INEEP sobre Estratégias nacionais e empresariaisClique aqui

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 4 de 7

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.