Após explosão dos casos de Covid em unidades da empresa, movimento permanece em outros quatro estados e vai receber adesão dos trabalhadores da SIX, no Paraná. FUP e sindicatos filiados vão aderir ao “Lockdown em Defesa da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais para esta quarta (24/3)

[Da assessoria de comunicação da FUP] 

Trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), decidiram, na noite dessa segunda-feira (22/3), suspender temporariamente a greve sanitária iniciada na unidade. A decisão foi tomada após a Petrobrás se comprometer, via ofício, a atender parte da demanda da categoria em relação a medidas para evitar o aumento do contágio por Covid-19 na refinaria, que registrou mais de 220 contaminados, sendo 84 trabalhadores de um mesmo setor, com 13 internações hospitalares e quatro pessoas intubadas. O aumento da infecção coincidiu com o início da parada de manutenção na Regap, que ampliou a circulação de pessoas na planta para cerca de 2,2 mil diariamente. 

De acordo com Alexandre Finamori, coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobrás atendeu parte dos pedidos dos trabalhadores em relação à redução de efeito em atividades não essenciais. Por isso, os petroleiros decidiram retomar suas atividades e voltar à mesa de negociação com a gerência geral da Regap, a fim de verificar a efetividade das ações da empresa no combate à pandemia no ambiente de trabalho. 

“A Petrobrás se comprometeu em reduzir imediatamente o número de trabalhadores na refinaria. A redução será escalonada e, até o dia 31 de março, haverá 70 por cento de redução do efetivo, segundo a empresa", afirmou Finamori. 

Há 19 dias, petroleiros da Bahia, Amazonas, Espírito Santo e das bases do Sindipetro Unificado de São Paulo estão promovendo greves regionais. As principais reivindicações da mobilização tratam da precarização das condições de trabalho e o aumento dos riscos de acidentes, e também o crescimento vertiginoso de casos de Covid nas unidades marítimas e terrestres da empresa. Na sexta (26/3), a greve vai receber a adesão dos trabalhadores da Unidade de Xisto (SIX), no Paraná. 

COVID AVANÇA EM TERRA E NO MAR

Não é apenas na Regap que a situação da Covid é alarmante e onde o Sindipetro-MG registrou a morte de quatro trabalhadores terceirizados. Na Bahia, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) teve cerca de 80 trabalhadores próprios e terceirizados contaminados, segundo levantamento do Sindipetro-Bahia, e dois deles morreram num intervalo de uma semana. Nesse domingo (21/3), o Sindipetro-Bahia recebeu a notícia da morte de uma trabalhadora terceirizada de Taquipe, um campo de produção terrestre da Petrobrás na Bahia. 

Na Bacia de Campos, o Sindipetro-Norte Fluminense vem registrando uma explosão de surtos em plataformas da Petrobrás. Nesta semana, foram registrados casos na P-48, que opera no campo de Caratinga, com dez trabalhadores sendo desembarcados até o momento. No fim da semana passada, um surto na P-38, unidade do campo de Marlim Sul que estoca o petróleo produzido na área, obrigou a Petrobrás a interromper temporariamente a produção na área. 

Segundo o mais recente boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia na segunda (22/03), a Petrobrás totalizava 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, embora assustadores, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação. 

Pelo boletim do MME, por exemplo, consta que 17 petroleiros perderam a vida para a Covid, quando a FUP tem informações de que esse número é pelo menos três vezes maior, se considerado os óbitos entre trabalhadores terceirizados. 

FUP E SINDICATOS CONVOCAM PARA O LOCKDOWN PELA VIDA

Após um ano de pandemia, o Brasil se transformou no epicentro do coronavírus, com o maior número de mortes por dia em todo o mundo. Este processo não se deu da noite para o dia, vem sendo construído por meses pelo governo federal, que desde o início da maior crise sanitária do século não trabalhou para que a pandemia fosse controlada. Pelo contrário, o atual presidente do país fez uma série de declarações minimizando a gravidade da situação, além de estimular o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes no tratamentos da Covid-19, que inclusive vem agravando o quadro clínico de alguns pacientes, que já precisaram de transplante de fígado, por causa do uso das medicações indicadas pelo presidente da República. Hoje, o Brasil é considerado uma ameaça à saúde pública global, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Por este e outros motivos, como o fim do auxílio emergencial de R$ 600,00; as centrais sindicais e frentes estão convocando a classe trabalhadora a parar nesta quarta (24/3). O movimento é chamado DE "Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos" e terá adesão da categoria petroleira. 

O objetivo da mobilização é reivindicar a segurança de trabalhadoras e trabalhadores e suas famílias e chamar atenção da sociedade para exigir do governo o devido cuidado com a pandemia e a vacinação da população.

Ministério Público do Trabalho recomenda a imediata interrupção de atividades da Refinaria que possam colocar em risco à categoria petroleira

O Sindipetro/MG tomou conhecimento de despacho do Ministério Público do Trabalho (MPT) enviado à Petrobrás, no último sábado (20), notificando a gestão da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre denúncias realizadas pelo Sindicato quanto ao surto de Covid-19, promovido após o início da Parada de Manutenção. Na notificação, o MPT recomenda a imediata interrupção de atividades da Refinaria que possam colocar em risco à categoria.

O documento, de autoria da procuradora do trabalho Melina de Sousa Fiorini e Schulze, trata os fatos relatados pelo Sindicato como “notícia grave de violação às normas de saúde e segurança”. Destaca também que as denúncias se dão no momento mais crítico da pandemia em Minas Gerais e no Brasil, com a decreto assinado pelo governado Romeu Zema, colocando todo o estado na onda roxa.

A notificação do MPT solicita que a gerência da Petrobrás se manifeste em até 48 horas sobre os fatos trazidos pelo Sindipetro/MG. E recomenda que a empresa “suspenda imediatamente toda e qualquer atividade que coloque em risco os trabalhadores e a sociedade, e observe todas as normas sanitárias vigentes e recomendadas pelas autoridades sanitárias, bem como os protocolos de segurança para evitar o adoecimento e morte de cidadãos”.

O MPT pede ainda que os dirigentes sindicais do Sindipetro/MG tenham permissão de acesso à refinaria, para avaliação das condições de trabalho durante a Parada de Manutenção. Além disso, o órgão requisitou inspeção imediata da Vigilância Sanitária de Betim nas instalações da Regap, de maneira a apurar as condições relatadas na denúncia.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

A greve, que mobiliza há 18 dias a categoria petroleira em quatro bases da FUP (Bahia, Amazonas, Espirito Santo e Unificado de São Paulo), ganhou nesta segunda-feira, 22, o reforço dos trabalhadores de Minas Gerais, que iniciaram por tempo indeterminado uma greve sanitária. Seguindo as orientações do Sindipetro MG, trabalhadores próprios e terceirizados, não compareceram à Regap, onde mais de 200 companheiros já foram infectados pela Covid-19. Atualmente, 12 trabalhadores da refinaria estão internados em decorrência da Covid e três deles estão em unidades de tratamento intensivo, intubados.

Apesar da gravidade da situação, a gestão da Petrobrás insiste em manter as paradas de manutenção, com mais de 2 mil trabalhadores na Regap. “Os trabalhadores estão em risco e a gestão da empresa não toma as providências necessárias. Nós precisamos com urgência que sejam interrompidas todas as atividades da refinaria que não sejam essenciais. Nossa greve não é para impactar a produção, nossa greve é para resguardar a saúde dos trabalhadores, é em defesa da vida”, explica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori. 

Este cenário caótico, no momento mais grave da pandemia, se repete em diversas outras unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, na Bahia, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março e dois operadores mortos no espaço de uma semana, após complicações geradas pela Covid-19. No último dia 17, o Sindipetro BA realizou um lockdown na unidade, convencendo os trabalhadores próprios e terceirizados a retornarem para casa.

Nas plataformas, a situação se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país. O surto mais recente foi registrado na P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, após diversos trabalhadores terem testado positivo na semana passada. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Lockdown na quarta

A FUP e seus sindicatos orientam todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás a aderirem na quarta-feira, 24, ao “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais. Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 05 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar a “irresponsabilidade do governo federal, que levou o país ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”, conforme destacam as centrais sindicais.

Já são quase 3 mil mortes diárias após um ano de pandemia, resultado da irresponsabilidade e inércia do governo Bolsonaro que transformou o Brasil em exemplo mundial de fracasso e de falta de políticas públicas para conter a disseminação da covid-19. O “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos” cobrará vacinação em massa e a retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00.

Para a CUT, "é urgente um efetivo lockdown que amplie o isolamento social para pôr fim a esta tragédia e acabar com o sofrimento e as mortes promovidas por esse genocídio contra o povo brasileiro". A Central considera que o auxílio emergencial, dentre outras medidas, "é fundamental para assegurar condições básicas de sobrevivência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais para que eles possam ficar em casa".

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 [Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros de Minas Gerais se somam nesta segunda às greves regionais que mobilizam há 18 dias a categoria em outras quatro bases da FUP: Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Petroleiras e petroleiros de toda a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim/MG, iniciam nesta segunda, 22, por tempo indeterminado, a Greve pela Vida. A mobilização ocorre após o início da parada de manutenção e a explosão de testes positivos para Covid-19 na refinaria. Somente no mês de março, já foram registrados mais de 200 testes positivos e 12 internações. O Sindipetro/MG solicita que todos os trabalhadores deslocados da parada de manutenção, do HA e do Turno E não compareçam à refinaria.

Conforme o Sindipetro/MG já vinha alertando, a chegada de 2200 novos trabalhadores em função da parada de manutenção, na Regap, causou focos de aglomeração na refinaria, transformando-a em um epicentro da pandemia na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A greve que iniciamos nesta segunda-feira é por nossas vidas, pelas vidas de nossas famílias e de toda a sociedade mineira. Compreendemos que o exercício de nossa profissão é um serviço essencial à sociedade, mas, para garantir o abastecimento do estado, é necessário que estejamos protegidos e com boa saúde. A greve é um valor fundamental na democracia, e a saúde um direito constitucional. Lutemos!

Para auxiliar a categoria petroleira neste momento, a diretoria do Sindipetro/MG e o setor jurídico prepararam uma cartilha com orientações para a greve. Você pode acessá-la clicando aqui.

Para fazer o download do Modelo de e-mail a ser enviado ao Supervisor e Gerente, clique aqui.

Para o download do Modelo de notificação a ser enviado pelo trabalhador ao Sindipetro/MG, clique aqui.

 

Nesta sexta-feira, 19, os petroleiros completam 15 dias de mobilização em greves regionais que estão sendo realizadas nas bases da FUP em quatro estados do país: Bahia, Amazonas, Espirito Santo e São Paulo. O movimento ganhará o reforço na segunda-feira, 22, dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, que estão em luta por condições seguras de trabalho. O sindicato enviou hoje comunicado de greve para a gestão da refinaria, que, apesar da situação gravíssima da pandemia da Covid-19 em Betim e em todo o estado de Minas Gerais, mantém a parada de manutenção, aglomerando mais de dois mil trabalhadores na unidade. Segundo o Sindipetro-MG, a Regap vem tendo surtos seguidos da doença, que já contaminou 220 trabalhadores próprios e terceirizados só no mês de março, 84 deles de um mesmo setor da refinaria. Já são 12 petroleiros internados em decorrência da doença.

A segurança é um dos eixos das greves regionais que estão denunciando os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Nesta sexta, os trabalhadores do Terminal Madre de Deus (Temadre), na Bahia, intensificaram as mobilizações, exigindo medidas de segurança e testagem em massa. "Alguns trabalhadores do turno relataram estar há meses sem testar para Covid, então o sindicato só permitiu a entrada, após a gerência garantir a testagem da turma", informa o coordenador da FUP e diretor do Sindipetro BA, Deyvid Bacelar. Por força da mobilização da categoria, o sindicato conseguiu garantir da gerência do terminal o compromisso de que será implementada testagem em massa para todos os trabalhadores do turno no retorno da folga, ou seja, a cada 10 dias. “Nesse período inicial, o limite será a cada dois turnos, avançando para a testagem a cada retorno”, esclarece o petroleiro.

O desmonte da Transpetro reduziu a um terço os efetivos do Temadre, aumentando os riscos de acidentes e impondo dobras e jornadas exaustivas aos trabalhadores. A mesma situação de risco e insegurança afetam os trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), que está sendo adquirida por um fundo de investimentos árabe, o Mubadala. Só entre os trabalhadores próprios da Rlam, o sindicato já contabilizou cerca de 90 contaminados e duas mortes nas últimas semanas em decorrência da doença. "Apesar deste cenário tenebroso, o gerente geral da Rlam continua agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado. Além disso, omite dados de Covid relacionados ao trabalhadores terceirizado, que são os que mais se contaminam nas unidades operacionais. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a gestão se nega a atender", explica o coordenador da FUP, que também é funcionário da Rlam. 

Na Refinaria de Manaus (Reman), os trabalhadores participaram de um ato pela manhã organizado pelo sindicato durante a entrada dos funcionários da Liga, empresa terceirizada que, finalmente, depositou o salários dos trabalhadores, após várias mobilizações da categoria. “Continuamos atentos e vigilantes. Se precisar, faremos novas mobilizações. A luta contra a precarização e o desmonte da Reman é em defesa dos direitos e da segurança dos petroleiros, sejam eles próprios ou terceirizados”, afirma o coordenador do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

No Espírito Santo, onde os trabalhadores da UTG-C, dos campos terrestres e das plataformas vêm participando das mobilizações, a greve foi ampliada para a UTG-SUL. Para protestar contra as péssimas condições de trabalho, os petroleiros iniciaram na terça-feira, 16, uma "greve de alimentação", com boicote produtos fornecidos pela Petrobrás. "Essa situação extrapolou o limite do aceitável após o novo contrato de llimentação da Unidade, onde as cozinheiras precisam fazer mágica com os produtos de péssima qualidade oferecidos pela empresa. Diante dessa situação, estamos pagando a alimentação desses trabalhadores, incluindo o lanche da tarde", afirma o coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann, informando que o sindicato já enviou diversos ofícios para a empresa, com relatos dos trabalhadores reclamando da alimentação, mas a gerência continua omissa.

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade se negar a negociar com o Sindipetro e não respondeu a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores. A categoria iniciou na quinta-feira, 18, assembleias para decidir sobre o início da greve.

A greve também movimenta também as bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo, onde nesta sexta-feira foram mobilizados os trabalhadores do Terminal de São Caetano. 

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Combustíveis a preços justos

Os sindicatos da FUP continuam intensificando as ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização iniciada em 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e a urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

Nesta sexta, o Sindipetro Bahia concluiu mais uma rodada de mobilizações, com vendas subsidiadas de 12.300 litros de gasolina em quatro municípios do interior e na capital do estado. A ação de hoje foi em Salvador, onde foram distribuídos 3.300 litros a R$ 3,50 o litro, quase metade do preço praticado no mercado, em função da política preço da Petrobrás que tem por base a paridade de importação (PPI). A atividade teve grande repercussão e serviu para denunciar essa política, que foi implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, impondo sérios prejuízos aos consumidores brasileiros, pois vincula os preços dos derivados nas refinarias às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Por conta disso, a cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só este ano, a gasolina subiu seis vezes, acumulando um aumento de 54,3%.

Na quinta-feira, 18, a ação do preço justo foi em Manaus, onde o Sindipetro Amazonas beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que pagaram R$ 3,50 pelo litro da gasolina. Foram distribuídos 2.500 litros de gasolina. A ação ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax-AM) e com o Sindicato dos profissionais Mototaxistas de Manaus (Sindmoto).

No Espírito Santo, os petroleiros distribuíram na  (quarta-feira (17/03) mais 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina em um posto de Vitória. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Veja as fotos do 15º dia de greve:

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Publicado em Sistema Petrobrás

Gestão da Petrobrás ignora surtos de Covid-19, que já contaminaram mais de 200 petroleiros só no mês de março, 84 deles de um mesmo setor da refinaria

[Da imprensa do Sindipetro MG]

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) comunicou nesta sexta-feira, 19/03, a gerência geral da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre a realização de greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 22.

O objetivo do movimento é defender a vida e os direitos da categoria, pauta que ganhou ainda mais importância diante dos aumentos de mortes por Covid-19 e o descaso da empresa em respeitar as medidas de segurança para conter a contaminação dentro da unidade.

Além disso, a pauta retoma as reivindicações da greve que teria início no dia 28 de fevereiro, mas foi suspensa devido a sinalização de negociação por parte da empresa. No entanto, como a negociação não progrediu por falta de interesse da empresa, a categoria irá dar continuidade ao chamado de greve.


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Abaixo, veja a pauta de reinvindicações completa:

1-  Recomposição de efetivo;

2 – Retorno ao número mínimo anterior ao O&M;

3 – Manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios – Fim da terceirização das atribuições e tarefas inerentes aos cargos do quadro de trabalhadores próprios da Petrobrás;

4 – Minuta da tabela de turno;

5 – Não alteração de THM durante parada de manutenção;

6 – Realização de periódicos durante a jornada de trabalho;

7- Anulação das punições aplicadas à trabalhadores em razão a participação da greve de fevereiro de 2020;

8 – Regulamentação do teletrabalho;

9 – Reembolso das horas indevidamente descontadas em janeiro 2021 em descumprimento do acordo realizado no TST decorrente da greve de fevereiro de 2020;

10 – Falta de medidas adequadas de prevenção ao novo coronavírus em razão da aglomeração excessiva de trabalhadores próprios/terceirizados agravados pelas paradas de manutenção;

11 – Interrupção e estorno das cobranças abusivas realizada na AMS.

 

O Sindipetro/MG já identificou mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap) com testes positivos para Covid-19, somente neste mês. Sendo que mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

Como o Sindicato já vinha alertando, a explosão dos casos ocorreu justamente com a chegada de 2000 trabalhadores vindos de outras regiões para realizar a parada de manutenção.

Nesta terça-feira, dia 16/03, após denúncia do Sindicato, uma equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária de Betim visitou a Refinaria para averiguar as condições da unidade. 

No entanto, mesmo após a vistoria, o Sindipetro recebeu novas fotos que comprovam a continuidade de aglomerações no interior da Refinaria. As fotos serão postadas ao final da matéria.

Além disso, houve denúncias de tentativas da gerência local de maquiar as péssimas condições de segurança, como no transporte de terceirizados e na higienização de contêineres.

Os dados comprovam que a Refinaria, localizada em Betim, é um dos maiores focos de transmissão da doença, se tornando uma ameaça à saúde pública de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

O coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, classifica como “absurda” a situação na Regap. “Os números não param de crescer e a Regap finge que nada está acontecendo. As pessoas estão com medo de ir trabalhar!”, afirma o sindicalista.

O Sindipetro/MG age pela segurança dos petroleiros e suas famílias diante em relação à Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. Mas, vale ressaltar que somente em  março deste ano, o Sindicato ao Ministério Público do Trabalho (MPT); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE – MTE – MG); Ouvidoria do Estado de Minas Gerais; Conselho Estadual de Saúde – MG; Centros de Referência em Saúde do Trabalhador – Betim (CEREST-Betim) e Conselho Municipal de Saúde – Betim.

Também foi solicitado na segunda-feira, 15/03, a suspensão da parada de manutenção, o principal foco de Covid-19 na Refinaria neste momento. Entretanto, não houve retorno por parte da gerência, conforme explica o coordenador Alexandre Finamori.

 “A refinaria sequer respondeu ao ofício do Sindicato, mostrando desprezo pela vida dos trabalhadores no pior momento da pandemia. Vamos seguir denunciando o que está acontecendo e, caso a empresa siga com essa postura, não teremos outra saída que não seja uma greve sanitária em defesa da vida da nossa categoria”, afirma o coordenador.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) já contabilizou mais de 78 casos de contaminação por coronavírus de trabalhadores efetivos e terceirizados na Refinaria Gabriel Passos (Regap), desde a semana passada.

Infelizmente, os casos aumentaram com o início da parada de manutenção, como previsto pelo Sindicato, devido ao aumento do número de trabalhadores em trânsito na unidade.

Diante da grave situação, o Sindipetro/MG enviou ofício nesta segunda-feira, dia 15/03,  à gerência geral da Refinaria, solicitando a suspensão da parada de manutenção e outras medidas para proteger os petroleiros e suas famílias. Uma vez que as unidades de saúde de Betim e Belo Horizonte estão lotadas, e muitos estão com dificuldade para conseguir atendimento  médico e internação.

Vale lembrar que há dois meses o Sindicato notificou a empresa sobre os riscos a que seriam expostos os trabalhadores ao serem submetidos a condições inadequadas de prevenção ao Coronavírus.

Como resposta ao alerta do Sindicato, a empresa afirmou que “todos os protocolos a serem seguidos pela EOR para realização da Parada Programa na REGAP estão em consonância com a preocupação da Companhia com a preservação da saúde dos seus colaboradores e a continuidade da refinação, essencial para a sociedade”.

No entanto, entre outras falhas, uma das principais medidas preventivas, a de evitar aglomerações, não está sendo respeitada em decorrência do alto número de trabalhadores que foi alocado para cumprir as atividades da parada de manutenção.

Assim, o ofício enviado esta pelo Sindicato apresenta as seguintes demandas:

  • Imediata interrupção das atividades da Parada de Manutenção nos setores Coque e HDT; 
  • Suspensão de novas paradas de manutenção previstas para as próximas semanas, incluindo a intervenção na unidade UDAV1 (setor DH); 
  • Redução imediata do quadro de empregados (próprios e terceirizados) em trabalho presencial na Regap, exceto pelas atividades essenciais para a continuidade operacional em segurança na refinaria e para a garantia da produção para abastecimento das necessidades inadiáveis da população, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados próprios e terceirizados; 
  • Isolamento imediato, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados (próprios e terceirizados) que tiveram contato com casos suspeitos e confirmados da Covid-19;
  • Envio do número de trabalhadores contaminados (próprios e terceirizados) pela Covid19 na Regap, desde o início da Parada de Manutenção dos setores Coque e HDT;

Abaixo, leia o documento:

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[Da imprensa do Sindipetro MG]

Na última sexta-feira (12), representantes da diretoria do Sindipetro/MG participaram de reunião online com a gerência sobre os pontos de reivindicação da categoria mineira. A abertura de diálogo com a empresa se deu após a aprovação de greve pelos trabalhadores da Regap e UTE Ibirité. Além dos diretores do Sindicato, a reunião contou com a participação de representantes da gerência local e do RH corporativo.

A reunião ocorreu duas semanas depois da suspensão temporária do movimento grevista, diante da possibilidade de negociação sobre as demandas da base. Entretanto, mesmo diante da extensa pauta de reivindicações, os diretores presentes foram informados de que a reunião teria apenas uma hora de duração. Diante do tempo reduzido de reunião, apenas três pontos da pauta de reivindicação foram discutidos: regulamentação do teletrabalho, desconto das horas da greve de 2020 e cobranças abusivas da AMS.

No final da reunião, o Sindicato exigiu maior celeridade para o agendamento das reuniões, especialmente diante do quadro crítico envolvendo a Parada de Manutenção da Regap. Um dos pontos de reivindicação da categoria está relacionado à cobrança de condições de segurança contra o contágio de Covid-19 na Parada de Manutenção na refinaria, o que tem trazido grande preocupação ao Sindicato e à categoria. 

“Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria!” – afirmou Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro/MG. 

Suspensão de Setoriais presenciais na Regap

Diante do cenário de aumento da taxa de transmissão da Covid-19 e da situação crítica da disponibilidade de leitos na região metropolitana de Belo Horizonte, a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária das reuniões setorizadas presenciais com os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) buscaram o Sindipetro/MG para relatar casos de COVID-19 dentro da unidade.

De acordo com as denúncias, um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos.

Para o Sindicato, a situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque.

Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio.

Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com COVID-19 a trabalhar sem a devida triagem.

Parada de manutenção gerou surto na Bahia

Na RLAM já são 75 casos de COVID-19 confirmados entre os trabalhadores próprios. Sendo que oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. 

Diante da gravidade a qual se chegou na unidade baiana, dirigentes sindicais de outras regiões estão preocupados com a falta de cuidado com que estão sendo conduzidas as paradas de manutenção.

Orientação

O Sindipetro/MG orienta ao trabalhador que, ao apresentar sintomas ou contato com algum caso suspeito ou confirmado, busque atendimento médico on-line e comunique o setor médico imediatamente. 

Caso haja alguma recusa abusiva por parte de algum gerente setorial de encaminhar o trabalhador para a realização do exame, entre em contato com o Sindicato por meio dos nossos canais.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

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