Neste mês, uma demissão injustificada de oito trabalhadores da Manserv – empresa terceirizada que há anos presta serviço para a Petrobras – provocou inseguranças. Segundo as informações que chegaram ao sindicato, foram demitidos oito funcionários que atuavam na Regap e, na mesma semana, um trabalhador da Usina termelétrica de Ibirité, após retorno de licença médica.

Dos oito trabalhadores da Regap, ao menos quatro tinham muitos anos de experiência na área de manutenção. Segundo o diretor do Sindipetro Paulo de Tarso Vieira, que é fiscal e ajuda na avaliação do pessoal que tabela com os funcionários próprios da refinaria, não houve explicação para as demissões, que foram feitas repentinamente.

“Um dos trabalhadores tinha 34 anos de experiência. É um acúmulo que a própria empresa perde. Claro que com isso há uma queda na qualidade da prestação do serviço, e também na relação de confiança. A gente não sabe o motivo, e pode ter a ver inclusive com a fiscalização. Ou pode ser perseguição, não tem como saber”, lamenta Paulo de Tarso.

Ele também destaca que há já havia um problema com a terceirização da manutenção, que deveria ser feita pela Petrobras. E demissões como estas deixam a situação ainda mais insegura. 

O Sindipetro MG alerta que outras empresas terceirizadas também têm realizado demissões injustificadas. “Essas ações injustificadas ou tratadas de forma obscura são mais uma marca da gestão bolsonarista na Petrobras,  que infelizmente vemos acontecer em várias esferas do governo federal”, destaca Alexandre Finamori, coordenador do sindicato. 

Congresso pauta tema das terceirizações

No 35º Congresso, a categoria decidiu acompanhar mais de perto o tema, e foi criado um GT para discutir os detalhes. “Sabemos que as terceirizações precarizam as condições de trabalho e que o justo seria todas as funções serem primarizadas e garantidas pela Petrobras. Além de boas condições de vida para as pessoas que atualmente trabalham como terceirizadas – as vezes até quarteirizadas, o sindicato defende também que haja maior zelo com a segurança, formação e condições de trabalho”, diz Finamori. 

[Imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Na Regap, princípio de incêndio foi evitado por operadores que trabalhavam na parada de manutenção e não fazem parte do quadro efetivo da unidade

[Da assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Washington Alves/Agência Petrobras] 

A Unidade de Hidrotratamento de Diesel (U-310) da Refinaria Gabriel Passo (Regap), em Betim (MG), registrou um vazamento de óleo na saída do forno. No momento do incidente, apenas um operador era responsável por toda a unidade. O trabalhador teve de chamar reforços para controlar a situação e paralisar a unidade. O evento ocorreu na madrugada do último sábado (17/7), e coloca em evidência a precarização do trabalho e os riscos de acidentes em unidades da Petrobrás, decorrentes da escassez de efetivo de pessoal de segurança. Não houve feridos ou danos às instalações da Regap, segundo informações do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

O Sindipetro-MG vem denunciando os riscos do baixo efetivo e mostrando o descaso com a manutenção na Regap. Nos últimos anos, a manutenção tem sido feita de forma menos criteriosa, com alterações na rotina de inspeção dos equipamentos. Segundo a entidade, a produção e a exigência de trabalho são as mesmas, em alguns casos até aumentaram, mas o número de pessoas reduziu muito nos últimos dois anos, levando profissionais a trabalharem em dias de folga, com jornada diária elevada e sem entrar em acordo com o sindicato”. 

O resultado disso é que em junho último foram registradas diversas ocorrências na Regap, como fogo em um conversor, devido ao vazamento de uma linha de gasolina; trincas no reator do craqueamento 1, onde foi necessário parar a unidade para realizar manutenção; e acidente com queimadura de vapor. 

“A redução de efetivo de pessoal e a intensificação da carga de trabalho estão ocorrendo em toda a Petrobrás, aumentando os riscos de acidentes nas unidades e no meio ambiente. Essa lógica é base do sucateamento que precede a privatização de ativos da empresa”, critica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori. 


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O Sindipetro-MG enviou ofício (Ofício 043.2021) à gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), questionando sobre essas questões e ressaltando a preocupação com o baixo número de efetivo da refinaria e suas consequências à segurança. Em resposta burocrática ao ofício, a Regap disse que “a Refinaria Gabriel Passos – REGAP, em conjunto com outras unidades da Companhia, adota metodologia desenvolvida especificamente para o estabelecimento de critérios e parâmetros técnicos para dimensionamento do número de postos de trabalho de operação para as refinarias da Petrobras”. 


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Em fevereiro deste ano, a FUP já havia denunciado a precarização do trabalho e da segurança das operações do refino, quando a Unidade de Hidrotratamento e Hidrossulforização (UHDS) U-2631 da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), registrou um princípio de incêndio após vazamento de óleo diesel em uma área de alta pressão. No momento do acidente, também apenas um operador era responsável por toda a unidade. O episódio revelou, já naquele período, a falta de efetivo na Repar – que vem ocorrendo também em outras refinarias da Petrobrás, que integram o plano de privatização da atual gestão da empresa. 


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Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, alerta para os riscos da redução de pessoal nas refinarias, que vem aumentando sistematicamente o risco das operações de uma indústria que já é de alto risco, tanto para trabalhadores, quanto para as comunidades do entorno. “Se a Petrobrás, uma empresa controlada pelo governo e com papel social, vem cortando pessoal para aumentar seus ganhos, mesmo que isso signifique aumentar o risco operacional, o que podemos esperar de um ente que adquira suas refinarias e que precisará dar retorno em menor prazo a seus acionistas?”, questiona ele.


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Na madrugada do dia 17 de julho, por volta das 3h30, um operador percebeu uma quantidade muito grande de fumaça, uma fumaça branca, muito densa, próximo ao forno do Diesel 2 (U-310). Ele entrou em contato via rádio com operadores da área, que foram fazer uma avaliação e perceberam  um vazamento de diesel na saída desse forno. Imediatamente eles fizeram as ações operacionais para parar a unidade reduzir o vazamento e iniciou uma prevenção para que não ocorresse um incêndio. 

A ação foi muito rápida, garantindo que a unidade fosse parada e voltasse à condição de segurança em poucos minutos e evitando um incêndio, de possíveis consequências perigosas para os trabalhadores e para os equipamentos. Importante ressaltar que a ação foi possível porque havia reforço de outros três operadores na área, devido a uma parada de manutenção na U-513 e pela qualidade técnica dos trabalhadores envolvidos no momento da ocorrência. Com esse efetivo adicional que estava no setor no momento da ocorrência foi possível ter um reforço da equipe da área e também no painel, demonstrando mais uma vez que o número mínimo adequado amplia de forma significativa a segurança do processo.

O Sindicato chama a atenção para o fato de que o baixo efetivo em trabalho leva a um risco maior de acidentes, que podem ser graves! Além disso, há um descaso com a manutenção em todas as unidades da Petrobras, inclusive na Regap. Nos últimos anos, a manutenção tem sido feita de forma bem menos criteriosa e também não existe mais a mesma rotina de inspeção nos equipamentos.

A produção e a exigência de trabalho é a mesma, em alguns casos até aumentaram as rotinas, mas o número de pessoas reduziu muito nos últimos dois anos. Sendo assim, houve intensificação do trabalho: na prática número mínimo reduzido, trabalhadores sendo assediados a trabalhar na folga, jornada diária elevada sem entrar em acordo com o sindicato, demissões de diversos terceirizados.

Não se trata somente da HDT e sim de toda a planta. No CCF, no último mês houve diversas ocorrências fruto deste cenário. Alguns exemplos: – Fogo no conversor devido vazamento de uma linha de gasolina para o riser; – Trincas no reator do craqueamento 1,  onde foi necessário parar a unidade para realizar manutenção; – acidente com queimadura de vapor.

“A redução de efetivo e a intensificação do trabalho está ocorrendo em toda a Petrobrás, aumentando a chance de virarmos uma nova Vale e termos crimes ambientais. Essa lógica é base do sucateamento que precede a privatização e vai ao encontro do desrespeito a vida do governo genocida Bolsonaro”, critica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori.

Em relação ao efetivo, no dia 13 de julho o Sindicato mandou um ofício para a Regap com diversos questionamentos. Ainda não houve respostas, mas o Sindipetro está atento e alerta que é urgente a recomposição dos quadros da refinaria. “A questão do efetivo é essencial para as boas condições de trabalho e também para a empresa, que só assim pode entregar um serviço final de excelente qualidade. O reforço da manutenção vai no mesmo sentido, pois garante a segurança de quem trabalha na Regap, mas também de quem mora na região e todos que de alguma forma se relacionam com a refinaria”, destaca Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro MG.

Veja a resposta da Petrobrás à solicitação do Sindipetro-MG

Qual a previsão de saída dos trabalhadores do PIDV que estão hoje na refinaria? E quando chegam novos trabalhadores?

Essas são algumas das perguntas que o Sindicato enviou à gerência da Regap em ofício, na segunda (12).

A categoria está preocupada com o baixo número de efetivo da refinaria, e muitos trabalhadores relatam que tem crescido o número de convocações em dias de folga para garantir a cobertura durante os turnos. 

O sindicato se soma às preocupações, ainda mais sabendo que a questão do efetivo será um problema dos próximos anos, visto a política de desmonte da Petrobras promovida pelo atual governo. 

Confira o ofício enviado:

Ofício 043.2021 – Número do efetivo – REGAP

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Depois de muita pressão do sindicato, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de petroleiros e petroleiras, próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19. A vacinação deve começar nesta sexta-feira (9).

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Todos podem se vacinar? Por que demorou tanto? Como vai ser o processo? Para tirar essas e dúvidas, conversamos com o diretor do sindicato Felipe Pinheiro, que acompanhou de perto a pressão para garantir a efetivação desse direito dos petroleiros. 

 


Acesse o link e se cadastre: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


Por que a demora tão grande para vacinar os trabalhadores da indústria, como os petroleiros?

Primeiro, porque não há vacinas suficientes para a vacinação imediata de toda a população. Isso é resultado não só do atraso para a compra de vacinas, mas de uma política genocida e corrupta por parte desse governo, como bem tem sido evidenciada pela CPI da Covid.

Mas, além disso, percebe-se uma postura passiva por parte da Petrobrás no diálogo com prefeituras e estados. É como se a empresa estivesse lavando as mãos diante da falta de vacinas e do atendimento atrasado ao grupo prioritário que nos envolve (trabalhadores industriais), mesmo com tantas mortes e contaminações no Sistema Petrobrás.

O que a Petrobras poderia ter feito para agilizar a vacinação?

A Petrobrás poderia ter se organizado previamente para fornecer um cadastro atualizado de seus empregados, assim como poderia ter buscado prefeituras e governos estaduais de forma a cobrar o cumprimento do Plano Nacional de Imunização, que inclui os trabalhadores da indústria como grupos prioritários. Em muitos estados, foi o Sindicato que correu atrás e acionou governos locais para dialogar e cobrar a vacinação do grupo prioritário.

 

Além disso, a Petrobrás parece não se preocupar com a saúde dos seus empregados. A empresa poderia acompanhar os cronogramas de vacinação dos municípios e comunicar/orientar os empregados conforme os critérios foram avançando (por comorbidade, idade, etc) em suas regiões de residência. A empresa tem em mãos todos esses dados, já faz esse acompanhamento anual e conhece as condições de saúde de cada um dos seus funcionários. 

Pelo contrário, a lógica atual é basicamente a seguinte: cada um que se vire para tomar sua vacina quando der na telha, depois mande um e-mail para o setor médico.

Quem vai poder se vacinar? Como é o cadastro? 

Conforme informações repassadas pela gerência local, todos os trabalhadores (próprios e terceirizados) que trabalham na Regap podem ser cadastrados para se vacinar, inclusive aqueles que estão trabalhando de forma remota, de home office. A vacinação está sendo conduzida pelo município de Betim.

Quem não vai poder se vacinar? Quem está cedido de outras unidades, como faz? 

Trabalhadores da Petrobrás não lotados no imóvel da Regap, em Betim, ainda não serão contemplados. No caso dos trabalhadores da Usina Termelétrica de Ibirité, que compartilham estruturas e serviços da Regap, como transporte, alimentação, vigilância e setor médico, ainda não foi iniciado o cadastramento. O Sindicato tem cobrado da gerência local sobre a vacinação desses trabalhadores, já que também constam como grupo prioritário.

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Após mobilização e pressão do Sindipetro-MG, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de trabalhadores próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19 em todo o efetivo da unidade. A ação é resultado da luta do sindicato e de toda a categoria, que vem cobrando dos municípios a inclusão dos petroleiros na categoria de trabalhadores da indústria. "A vacinação é uma grande conquista da classe trabalhadora em defesa da nossa vida e de todas as pessoas que fazem parte do nosso convívio social", informou o coodenador do Sindipetro-MG, Alexandre Finamori (veja vídeo abaixo).

O link para os trabalhadores da Regap se cadastrem para a vacina é: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


Leia também: Covid-19: FUP questiona Petrobrás sobre imunização, testagem e protocolos de segurança no retorno ao trabalho presencial


 Leia a matéria do Sindipetro-MG:

Pressão do sindicato

Na tarde de sexta (2), chegou a informação para o sindicato de que o prefeito de Betim, Vittorio Medioli e o secretário de saúde, Augusto Viana, foram hoje à Regap para organizar a vacinação dos trabalhadores. Segundo informações da secretaria, a vacinação dos industriais deve começar na semana que vem, com os trabalhadores da Regap.

Nesta semana, na segunda (28), diretores do Sindipetro se reuniram com o secretário de saúde da cidade, Augusto Viana, depois de ter enviado ofícios também pedindo mais respostas e celeridade na vacinação da categoria que, mesmo sendo grupo prioritário, ainda não foi incluída na maioria dos cadastros de vacinação.

O sindicato também enviou ofícios para outras prefeituras e para a própria Regap. Na quinta, o ofício questionava uma série de pontos, entre eles a data do início da tão sonhada e necessária vacinação.

O Sindicato continua à disposição para ajudar no que for possível na efetivação desse importante direito e na defesa da vida das petroleiras e petroleiros.

Veja mais detalhes sobre a reunião com a secretaria de saúde aqui 

Leia os pontos questionados em ofício enviado à Regap aqui

[Com informações do Sindipetro-MG/Foto: Sérgio Lima/Poder 360]

Na segunda (28), diretores do Sindipetro MG se reuniram com o secretário de saúde de Betim, Augusto Viana, com a presença do vereador Tiago Santana (PCdoB), que ajudou na interlocução. A reunião aconteceu depois que o sindicato enviou ofícios para a secretaria (foram enviados também para  Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros), solicitando informações sobre a vacinação dos trabalhadores da indústria, grupo classificado como prioritário no Plano Nacional de Imunização, mas que ainda não foi contemplado nas cidades onde há unidades da Petrobras em Minas Gerais. A única exceção é Juiz de Fora, que abriu cadastro para industriais.

Segundo o secretário, a cidade está agora na etapa 16 do Plano Nacional de Imunização. Porém algumas etapas entre o 16 e o 27 foram antecipadas, por decisão estratégica do município. 

“O secretário confirmou que estamos na lista. Será feita uma solicitação formal da secretaria de saúde para as empresas, com a finalidade de saber o número de pessoas a serem imunizadas”, informa o diretor Marcelo Maia. Segundo o diretor, o secretário reforçou que a cidade já solicitou a disponibilização das vacinas para a secretaria estadual de saúde. Ainda está em aberto o planejamento sobre como será a vacinação dos trabalhadores da indústria de Betim, como os funcionários da Regap, se nos postos de saúde ou nos locais de trabalho.

“Foi uma boa reunião, fruto da articulação do sindicato. Foi uma oportunidade de levar os anseios e a urgência de nossa categoria sobre a vacinação, ainda mais diante de tanto descaso por parte da gestão da Petrobrás. O secretário deixou claro que a imunização de trabalhadores industriais está sendo planejado pela prefeitura, apesar da limitação do envio de vacinas pelo Governo Federal e da restrição de 30% das remessas para grupos prioritários. Vamos seguir em contato com a prefeitura para que a imunização dos petroleiros aconteça o mais rápido possível.”, reforça o diretor  do sindicato e da CUT Minas, Felipe Pinheiro.

Nove mortes

Trabalhadores de setor essencial, os petroleiros seguem em atividade desde o início da pandemia. Apenas na Regap, foram mais de 430 contaminados e nove mortes pelo novocoronavírus. 

“Nem a Regap e nem a Petrobras se movimentaram para ajudar na vacinação dos trabalhadores”, denuncia o diretor Marcelo Maia.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Nesta terça-feira (15), o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde dos municípios de Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros – cidades onde há unidades da Petrobrás – solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da indústria.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, as prefeituras – assim como a de Belo Horizonte – não seguiram essa ordem e começaram a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”. 

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.   

Confira os ofícios enviados:

Ofício_036_2021_Juiz_de_Fora_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_034_2021_Betim_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria Ofício_035_2021_Ibirité_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_037_2021_Montes_Claros_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Da imprensa do Sindipetro MG]

No começo desta semana, o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde de Prefeitura de Belo Horizonte e para a gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da refinaria, especialmente aqueles que residem na capital.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização “ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, a Prefeitura de Belo Horizonte, onde reside grande parte dos trabalhadores da Regap e de outras indústrias da Região Metropolitana, não seguiu essa ordem e começou a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria residentes em Belo Horizonte, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Alas Castro Marques Oliveira, do setor jurídico do Sindipetro MG, explica que apesar de a refinaria estar em Betim, a maioria esmagadora dos trabalhadores mora em Belo Horizonte. “Trata-se de uma atividade essencial – a produção de combustíveis – que não parou nenhum minuto durante a pandemia”, frisa. O diretor lembra que já houve oito mortes na refinaria por Covid, além de diversos afastamentos.

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”.

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.

Resposta da PBH

Em resposta ao sindicato, a PBH respondeu o seguinte, nesta quinta (10):

“A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que segue o Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. É importante esclarecer que os grupos, assim como alguma fragmentação dentro deles, podem ser alterados dependendo da situação epidemiológica, do quantitativo de doses disponibilizadas à capital e das recomendações do Ministério da Saúde.

A vacinação dos trabalhadores da indústria está prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNOV). A Prefeitura já fez contato com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e aguarda o número de trabalhadores a serem imunizados. Para dar continuidade, é necessário que novas remessas de vacinas sejam entregues pelo Ministério da Saúde. A Prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo”.

Confira os ofícios enviados:

Ofício 032.2021 – REGAP – Vacinação

Ofício_033_2021_SMS_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Imprensa do Sindipetro-MG]

Na sexta-feira (4), houve um acidente na  Unidade de Craquemento Catalítico (CCF) na Regap, em Minas Gerais, com queimadura por vapor. O trabalhador está em casa e recebendo os cuidados médicos necessários.

O sindicato tomou conhecimento sobre o acidente no final de semana e recebeu a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) nessa segunda-feira (7).

A diretoria informa que vai participar da comissão de investigação. Assim que tivermos mais informações sobre o ocorrido, retornaremos com mais informações.

Site do Sindipetro MG fora do ar

Como informamos, desde o dia 22 de maio o site do sindicato passa por instabilidades. Depois de alguns dias, conseguimos retomar o site, porém ainda sem o histórico de matérias a partir de fevereiro de 2019.

A diretoria e a comunicação do Sindipetro/MG estão trabalhando para voltar a ter um site atualizado e manter toda a categoria petroleira informada.

Agradecemos a compreensão de todas e todos e convidamos para acompanhar as redes do Sindipetro MG:

Twitter: twitter.com/sindipetromg

Instagram: instagram.com/sindipetromg

Facebook: fb.com/sindipetromg

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.