Em vez de comemoração, os trabalhadores realizaram mais um ato de resistência contra a privatização da REFAP e do TEDUT. Protesto teve participação do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar

[Da imprensa do Sindipetro RS]

O ato na manhã dessa quinta-feira (16), em frente ao portão principal da REFAP, chamou a atenção para o aniversário de um dos maiores símbolos dos gaúchos. Neste 16 de setembro, a REFAP e o TEDUT completam 53 anos sob forte ameaça de privatização. Com o tema "Sem aniversariante não tem o que comemorar", os trabalhadores estouraram balões pretos, com palavras que representavam o que o Rio Grande do Sul vai perder com a saída da Refap: emprego, arrecadação, progresso, possibilidade de preço justo, alegria e esperança.

Na sequência, os petroleiros e as petroleiras inflaram balões coloridos, com o símbolo "Petrobrás Fica no RS", onde foram colocados em hastes e levados para dentro da refinaria como forma de resistência: "Não vamos permitir que os nossos empregos e tudo de bom que a Petrobrás traz para o Estado vá embora. Entrem com esse balões e coloquem nas mesas de vocês, deixando este recado  para a gestão", disse a dirigente Miriam Cabreira.

O ato contou com a participação do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, do ex-presidente da Petrobrás Biocombustíveis e ex-ministro da Presidenta Dilma Rousseff, Miguel Rossetto, com o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, o vereador de Esteio, Leo Dahmer (PT) e representantes dos movimentos sindicais e sociais.

O Coordenador Geral da FUP, Deyvid Bacelar, lembrou da luta que os trabalhadores vem travando para barrar a privatização da REFAP: "seja em qualquer tipo de mobilizações da categoria, nas numerosas ações judiciais ingressadas pelo Sindicato e pela Federação, seja nas articulações políticas no Congresso. Através de ações do Sindipetro e da FUP conseguimos algo inédito na época que o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) era presidente do Senado, onde ele levou para o STF os nossos questionamentos sobre a venda das refinarias. Precisamos participar dessas atividades, nós precisamos estar nas ruas, fazendo o processo de convencimento da sociedade, com a família, amigos, nas associações, escolas, faculdade e igrejas. Se estamos passando por tudo isso é porque erramos nas decisões de forma coletiva, ao ponto desse amigo de miliciano, terraplanista e fundamentalista religioso estar na presidência da república".

A venda da refinaria – ou de qualquer outra unidade da Petrobrás – representa um  retrocesso e está na contramão dos ideais de sua criação que, no caso da Refap, foi no ano de 1968. Idealizada pelo então governador Leonel Brizola (1959-1963), a refinaria foi construída para trazer progresso, desenvolvimento, segurança energética e colocar o RS no mapa do petróleo, que tinha uma política centrada em RJ, SP e MG. A presença da Petrobrás no Sul mudou este cenário e consolidou a empresa como uma indústria do petróleo no Brasil.

A privatização da Refap deve gerar uma perda anual de R$ 1 bilhão para o Rio Grande do Sul.  Somente no município de Canoas a perda seria R$ 250 milhões/ano, o que representa 10% da arrecadação de impostos. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

No decorrer da semana, serão veiculadas peças da campanha "Se não tiver aniversariante, não tem o que comemorar", nas redes sociais do Sindipetro-RS, denunciando as consequências da saída da Petrobrás e o vazio que deixará no Rio Grande do Sul.

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Publicado em Sistema Petrobrás

Ato nesta quinta, 16, em frente à Refap, marca os 53 anos da refinaria gaúcha e do TEDUT, com participação do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar

[Da imprensa do Sindipetro RS]

No dia 16 de setembro, a Refap e o TEDUT completam 53 anos. Para celebrar e defender o patrimônio dos gaúchos, o Sindipetro-RS vai promover um Ato na quinta-feira (16), em frente à Refap, a partir das 7h, com a presença do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, além de autoridades públicas e representantes de movimentos sociais e sindicais. Alusivo à data, nessa semana entrou em ação a campanha "Sem aniversariante não tem o que comemorar", veiculada nas redes sociais do Sindicato.  A data deveria ser de comemoração, mas as unidades chegam ao seu aniversário ameaçadas de privatização, o que, se vier a ocorrer, representará um verdadeiro crime contra o Estado, contra a sociedade e contra o país.

A venda da refinaria – ou de qualquer outra unidade da Petrobrás – representa um  retrocesso e está na contramão dos ideais de sua criação que, no caso da Refap, foi no ano de 1968. Idealizada pelo então governador Leonel Brizola (1959-1963), a refinaria foi construída para trazer progresso, desenvolvimento, segurança energética e colocar o RS no mapa do petróleo, que tinha uma política centrada em RJ, SP e MG. A presença da Petrobrás no Sul mudou este cenário e consolidou a empresa como uma indústria do petróleo no Brasil.

Agora, ao completar 53 anos, a mesma luta para trazer a Refinaria para o Estado, está sendo feita para que ela não saia daqui. Por isso, nesta data, o objetivo é mostrar que, assim como importantes símbolos para os gaúchos, a Refap/TEDUT também faz parte da vida de todos. E se ela sair, o povo gaúcho ficará sem uma parte da sua identidade, sem um pedaço de sua grandeza e  todos, sem exceção, perderão muito.

Por isso, nestes 53 anos só podemos ter um desejo: a Refap e o TEDUT ficam! Bolsonaro sai!

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) promoveu segunda-feira (19) mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo" no município de Esteio. Foram distribuídos 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 45,00, metade do preço comercializado pelas revendedoras. A ação aconteceu na parte da tarde no centro de Esteio..

O objetivo da campanha foi mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

 "A nossa ação é uma forma de chamar a atenção pelo o que estão fazendo com o nosso povo, famílias voltaram a usar lenhas para cozinhar, sendo o Brasil um país produtor de petróleo. Além da campanha "Preço Justo", também estamos pressionando os políticos de todas as esferas para a mudança na política de preço da Petrobrás", diz Fernando Maia da Costa, presidente do Sindipetro-RS.

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Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS, com edição da FUP]

O Sindipetro protocolou ofício junto a Secretaria de Saúde de Canoas, cobrando informações sobre o calendário de vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras da Refap e UTE, visto que os petroleiros atendem os critérios de prioridade do Ministério da Saúde e a imunização dos industriários já vem sendo aplicada desde o dia 15/06.

Confira a íntegra do ofício

[Do Sindipetro-RS]

Após quase um mês de pressão sistemática do Sindipetro-RS, cobrando vacinação contra a Covid-19 para os efetivos próprios e terceirizados da Petrobrás que se enquadram no grupo prioritário dos trabalhadores da indústria, os petroleiros da Refap e da UTE Sepé Tiaraju finalmente estão concluindo o processo de imunização nesta terça-feira, 06.

Metade de todo o efetivo da refinaria e da termoelétrica recebeu na última sexta-feira, 03/07, dose única da vacina da Janssen. O restante dos trabalhadores será imunizado hoje. 

Segundo informações da prefeitura de Canoas, cerca de 1,2 mil trabalhadores da Petrobrás devem ser imunizados no total. Uma parte dos petroleiros e petroleiras já havia sido vacinada pela faixa etária ou por integrar outros grupos prioritários.

Diante da ausência de um planejamento corporativo da Petrobrás, foi preciso muita insistência e mobilização do sindicato, através de diversas reuniões com a Secretaria de Saúde de Canoas e com as gerências da Refap e da UTE, para que a imunização fosse garantida a todos os trabalhadores. 

Como o município de Canoas recebeu na última semana novos lotes da vacina da Janssen, que está sendo ministrada em dose única, todos os petroleiros, próprios e terceirizados, que atuam na região puderam ser integralmente imunizados contra a Covid-19.

Por conta disso, a Refap será a primeira refinaria do Sistema Petrobrás a ter os trabalhadores 100% vacinados. Um alento para os petroleiros e petroleiras que estão na linha de frente, se expondo diariamente aos riscos da contaminação. 

Leia também: 

Sindipetro RS cobra Secretaria de Canoas sobre a vacina para os petroleiros

Covid-19: FUP questiona Petrobrás sobre imunização, testagem e protocolos de segurança no retorno ao trabalho presencial

[Imprensa da FUP, com informações do Sindipetro-RS e da prefeitura de Canoas | Foto: Divulgação/Prefeitura de Canoas]

 

Dois trabalhadores perderam a vida para a Covid-19 no final de semana em unidades da Petrobrás, na Região Sul. Só na Repar (PR), já são cinco mortes relacionadas à parada de manutenção

As refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, e Alberto Pasqualini (Refap), na cidade de Canoas-RS, tiveram protestos na manhã desta segunda-feira (17) em razão do falecimento de dois trabalhadores relacionados às unidades por complicações da Covid-19. 

O bombeiro civil Valdir Duma, terceirizado lotado na SIX, em São Mateus do Sul-PR, foi dar apoio nas atividades de parada de manutenção da Repar. Quando retornou, adoeceu em poucos dias de Covid-19 e foi internado em Hospital de São José dos Pinhais. Morreu na última sexta-feira (14), aos 49 anos. 

No sábado (15) à noite, o técnico de manutenção e diretor do Sindipetro-RS Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, faleceu também por complicações causadas pelo coronavírus. Ele estava internado em UTI do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Havia se deslocado da Refap para trabalhar nos serviços de parada de manutenção da Repar. 

Em protesto em defesa da vida e em memória de Daniel e Duma, o Sindipetro PR e SC e o Sindipetro-RS realizaram manifestações em frente às unidades. As vidas ceifadas pela pandemia foram homenageadas e, ao invés de um minuto de silêncio, os petroleiros da Repar fizeram um momento de muito barulho, com palmas, gritos e assovios.    

Com as duas mortes, a Repar chega ao número de cinco empregados vítimas da pandemia. Os outros três foram terceirizados. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; e Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril. Em nenhum dos casos a categoria foi informada pela gestão. O Sindicato tomou conhecimento através de amigos e familiares dos mortos. 

Enquanto o número de vítimas não para de aumentar, os gestores da Petrobrás de todas as estirpes, de gerente setorial à direção da companhia, seguem com postura irresponsável e negacionista ao manter a parada de manutenção da Repar. Tal procedimento adiciona cerca de dois mil trabalhadores de várias regiões do país na rotina da unidade e, invariavelmente, expõe todos ao risco de contaminação pelo coronavírus. 

O Sindipetro PR e SC é contra a realização da parada de manutenção neste momento crítico da pandemia. Os serviços poderiam ser suspensos ou pelo menos mitigados até que houvesse segurança sanitária suficiente. A preocupação, no entanto, não parece ser com as vidas, mas com o cumprimento de contratos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Atualização!

No fechamento desta matéria chegou a informação de mais uma morte na Refap. A enfermeira Barbara da Silva Andrade, de 38 anos, vinculada à empresa terceirizada NM, não resistiu ao agravamento da Covid-19 e faleceu nesta segunda-feira.   

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Com a justificativa de diminuir seu endividamento, estatal negocia privatização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) à Ultrapar, que possui dívida de R$ 11,89 bilhões

Por Andreza de Oliveira e Guilherme Weimann, do Sindipetro-SP

Logo no início deste ano, a Petrobrás anunciou a aprovação da proposta vinculante da Ultrapar Participações S.A. para a compra da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), localizada no município de Canoas (RS). Com capacidade de refinar 208 mil barris de petróleo por dia, a unidade está sendo cotada entre R$ 6 e R$ 7,2 bilhões.

A privatização da Refap faz parte do programa de desinvestimentos da estatal, divulgado no ano de 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Na ocasião, a companhia afirmou que as vendas permitiriam “reduzir seu endividamento” e “realizar seus investimentos” no setor de produção e exploração.

A Ultrapar, entretanto, parece não seguir a mesma lógica de se desfazer de ativos para reduzir seus passivos financeiros. Dona da rede Ipiranga, que controla 7,2 mil postos de combustíveis, além da Ultragaz, responsável por aproximadamente 23% do mercado de revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP) no país, o grupo econômico possui dívida líquida de R$ 11,89 bilhões, de acordo com balanço financeiro do primeiro semestre deste ano.

Caso se concretize a compra da Refap, a dívida líquida do grupo econômico terá um acréscimo de até 60,5%. Mas não é algo que preocupa o presidente o presidente da Ultrapar, Fernando Curado. “Estamos bem focados em trazer a alavancagem para baixo, para que tenhamos restauração da nossa capacidade de novos investimentos”, afirmou em teleconferência realizada recentemente com analistas e investidores.

Impactos na arrecadação

Estudo divulgado no final do ano passado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) mostra que a privatização da Refap pode acarretar perdas significativas na arrecadação de royalties de alguns municípios gaúchos.

De autoria da cientista social Carla Borges Ferreira, o texto reflete sobre os impactos socioeconômicos que poderão resultar de uma decisão do novo proprietário da Refap em substituir petróleo nacional por importado.

Como os royalties são compensações financeiras que são pagas exclusivamente aos municípios produtores ou que possuem instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural explorados em território nacional, elevações da importação poderão resultar em quedas acentuadas da arrecadação de algumas cidades.

Umas delas é Imbé (RS), que no ano de 2019 arrecadou R$ 19 milhões em royalties, o que significou cerca de 15% da receita orçamentária total, que foi de R$ 127 milhões. “Efetivando-se a privatização das refinarias, a(s) nova(s) proprietária(s) terá ou terão total autonomia – descolada de uma decisão que envolva um projeto mais amplo de política energética e/ou para a cadeia petrolífera – para optar por importar mais óleo cru do que utilizar aquele produzido no país”, aponta Ferreira.

Publicado em Sistema Petrobrás

Nessa semana, uma pessoa, do turno, recebeu uma advertência sob a alegação de abandono de posto de trabalho.

A “perseguição” começou quando, no final do turno, houve o aviso de uma falta imprevista no grupo que estava chegando.

Após tentativas de comunicação com seus supervisores, sem apoio ou suporte dos hierarquicamente “responsáveis”, foi feita a passagem do turno para um colega, que chegara devido uma programação, no administrativo. Isso, seguindo o procedimento de troca de turno, bem como, o procedimento criado pelo RGN quando da implantação (de forma unilateral) do turno de 12h.

No dia seguinte, o gerente setorial foi “se informar dos fatos” e após o relato do ocorrido, a pessoa foi tranquilizada pelo gerente, subentendendo que o assunto estava encerrado.

Eis que, sorrateiramente, mais de um mês depois, apresentam uma advertência por escrito, acusando injustamente de abandono de posto de trabalho e abrindo espaço para a nova modalidade na Refap: a punição por cumprir os procedimentos.

A gerência da Refap está aplicando a cartilha de punições e perseguições que vem sendo aplicadas aos trabalhadores e às trabalhadoras do Sistema Petrobrás. Uma tentativa de intimidar e amedrontar os petroleiros e as petroleiras.

O SINDIPETRO-RS entende que essa advertência foi injustificada e desmedida!

Responsabilizar os trabalhadores, que estão sobrecarregados pela falta de pessoal, por omissão e irresponsabilidade dos gestores dos setores e da gerência da Refap, por cumprir determinações da Diretoria da RGN, ainda por cima, numa situação pandêmica inédita é cruel, é desumano!

Na luta e pela defesa de um trabalhador, vamos buscar o reparo desse ataque, até o fim. Essa história não vai acabar por aqui.

Via Sindipetro RS

Publicado em SINDIPETRO-RS

O Sindipetro-RS esteve reunido com o governador Eduardo Leite (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Gabriel Souza (MDB), na manhã de quarta-feira (7), para debater os impactos que o estado sofrerá com a saída da Petrobrás do Rio Grande do Sul. O encontro foi de forma virtual, com a participação do deputado estadual Pepe Vargas (PT), o secretário da Fazenda, Marco Cardoso; o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves.

O deputado Pepe Vargas (PT), que preside a Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Petrobrás, iniciou a reunião contextualizando a situação da Refap e seus terminais, chamando a atenção do governador para o próprio teaser de venda da refinaria, onde a direção da Petrobrás reconhece o cluster protegido: "Por que vender aqui? Nossa preocupação é que o comprador da Refap pode optar por não refinar no estado, importando petróleo e derivados, trazendo consequências para os municípios e o estado, por conta da perda significativa dos royalties e consequentemente o ICMS. A economia gaúcha perde com a competitividade, com o encarecimento de derivados, de matérias-primas e outras questões".

O governador Eduardo Leite (PSDB) minimizou a questão do ICMS, alegando que as perdas serão mínimas e que o ICMS arrecadado será redistribuído para outros municípios. No entanto, Leite mostrou-se interessado em discutir a perda de arrecadação dos municípios que têm como fonte os royalties de petróleo, pedindo uma levantamento objetivo sobre esses dados.

Coube a dirigente Miriam Cabreira explicar essa questão: "Sobre os Royalties, nós temos um estudo que aborda o caso de Imbé, para termos uma noção dos números envolvidos. Em 2018, Imbé recebeu de royalties cerca de R$ 22 milhões, sendo que a receita orçamentária total foi de cerca de R$114 milhões, ou seja, para Imbé os royalties representaram 19% da receita do município. Além disso, desde 2014 as receitas vem aumentando em função do aumento do percentual de petróleo nacional processado, que foi possível devido ao Pré-sal. Ainda é possível aumentar a arrecadação aumentado a carga da refinaria, mas com a venda da Refap, estamos saindo de um cenário que poderíamos aumentar os royalties para um cenário de perda total desses royalties.

O presidente do Legislativo gaúcho, Gabriel Souza (PMDB), se comprometeu a levantar mais dados junto ao Sindipetro-RS e a Associação Brasileira dos Municípios com Terminais Marítimos e Fluviais para Embarque e Desembarque de Petróleo e Gás Natural (Abramt). O deputado se mostrou favorável pela defesa dessa questão: "[com a saída da Petrobrás] o estado, pelo conjunto de fatores, vai acabar perdendo uma receita abrupta. Serão milhões de reais que deixarão de circular na economia gaúcha, por isso o interesse deve ser no âmbito estadual. Com a venda da Refap para a iniciativa privada e a perda dos royalties oriundos do petróleo nacional, corre-se um sério risco de perder um número muito importante que circula na economia gaúcha".

O governador ficou de analisar os dados técnicos do Sindipetro-RS, da Abrampt e o exemplo negativo do município de Rio Grande, a partir dos dados da refinaria Riograndense, para a partir destes materiais tomar as providências.

 [Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em Sistema Petrobrás

O principal jornal do Rio Grande do Sul, Zero Hora, publicou na quinta-feira, 11 de março, um artigo do diretor da FUP e presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia da Costa, sobre a política de preço dos combustíveis. Ele alerta sobre a necessidade do governo federal revogar a política de preço de importação (PPI) e a suspensão da venda das oito refinarias da Petrobrás, entre elas a Refap.

"Mais do que trocar peças do tabuleiro, Bolsonaro precisa acabar com a dependência do país em relação aos preços internacionais, suspendendo a PPI, cancelando a venda das refinarias e retomando a produção em toda sua capacidade. Esse é o dever de um governo de fato patriota", afirma o diretor da FUP.

Leia o artigo na íntegra: 

Por Fernando Maia da Costa, diretor da FUP e presidente do Sindipetro RS

Sucessivos aumentos de preço dos combustíveis e do gás de cozinha vêm revoltando os brasileiros. Com razão: o diesel e a gasolina já acumulam alta de, respectivamente, 41,5% e 54% em 2021. Isso num país assolado pela pandemia da covid-19.

Embora Bolsonaro tenha anunciado a troca na presidência da Petrobras, substituindo Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna, a simples dança das cadeiras não irá aliviar a situação do consumidor.

Nada mudará se Bolsonaro não revogar a chamada PPI – política de paridade de importação no preço de derivados. Essa, sim, é a grande vilã para a disparada no preço dos combustíveis, pois usar a cotação do barril de petróleo e do dólar como base para calcular o preço do seu produto tem provocado sucessivos aumentos nos postos de gasolina. Ganham as multinacionais, que vendem o seu derivado importado no mercado nacional, perdem os brasileiros.

Por isso, é um engano apostar em alterações na carga tributária como saída. Aliás, as promessas do governo nesse sentido são mera cortina de fumaça. Para se ter uma ideia, em nove meses, o diesel teve um aumento nos postos de R$ 0,56. Os impostos atribuídos foram responsáveis por R$ 0,06 desse valor.

Cabe lembrar um detalhe não menos relevante: o Brasil é produtor de petróleo e tem refinarias que atendem à quase totalidade de sua demanda interna. Ou seja, temos capacidade de explorar e refinar nosso petróleo, diminuindo as importações e reduzindo a dependência do país diante do mercado externo. 

Entretanto, o governo caminha no sentido oposto ao manter a produção do parque de refino nacional ociosa além de colocar à venda oito refinarias da estatal, uma delas a nossa Refap. Mais do que trocar peças do tabuleiro, Bolsonaro precisa acabar com a dependência do país em relação aos preços internacionais, suspendendo a PPI, cancelando a venda das refinarias e retomando a produção em toda sua capacidade. Esse é o dever de um governo de fato patriota. Com a palavra, Bolsonaro.

[Do Zero Hora]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.