Tem atos marcados nas capitais de 24 estados e no Distrito Federal, além de uma centena de cidades do interior do país e de países como Alemanha, Portugal e EUA

[Da redação da CUT]

Já tem mais de 120 atos pelo “Fora, Bolsonaro” confirmados para o próximo sábado (24), em centenas de cidades do Brasil e no exterior. Confira a lista no final do texto.

A pauta do dia nacional de mobilização é pelo impeachment já, contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatizações.


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De acordo com os dirigentes da CUT, a lista de atos vai aumentar ainda mais e o #24J vai ser muito maior do que os atos realizados nos dias 19 de junho e 3 de julho porque os sindicalistas e representantes dos movimentos populares estão em suas bases convocando o povo e falando sobre a importância de realizar uma grande manifestação para obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a pautar um dos 120 pedidos de impeachment que estão engavetados.

E entre as muitas razões citadas pelas lideranças da Central para justificar o pedido de impeachment, eles ressaltaram três:

1- as denúncias contra o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) de cobrança de propina para a compra de vacinas contra a Covid-19, que resultou na morte de milhões de pessoas em decorrência da doença;

2 - a má gestão e a inoperância do governo no combate a pandemia,

3 - a falta de políticas efetivas contra a fome, a miséria e o desemprego,

Tudo isso está deixando os brasileiros certos de que enquanto Bolsonaro estiver no poder a situação do país e das pessoas não vai melhorar, mas, como tem dito o presidente da CUT, Sérgio Nobre: só com o povo nas ruas Bolsonaro vai cair.

Confira onde onde serão os principais atos:

Alagoas

Maceió – às 9h tem concentração na Praça Multieventos

. Arapiraca - às 9h, na Praça da PAroquia Sagrado Coração de Jesus

. União dos Palmares – às 9h, na Rua XV de Novembro (semáforo Globo)

. Delmiro Gouveia -  às 9h, na Praça do Coreto

. Palmeira Dos Índios - às 9h, na Praça da Igreja São Cristovão

Amapá

Macapá – às 16h, na Praça da Bandeira

Bahia

Salvador – às 10h tem início uma passeata em Campo Grande rumo Praça Castro Alves.

. Ilhéus – às 9h, panfletagem ao lado do BIG-Meira no Malhado (entrada na Feira Popular) e às 12h30, caminhada Praça da Irene (Av. Soares Lopes)

. Itabuna, às 9h, no Jardim do Ó

. Paulo Afonso – às 9h, na Igreja N.Sra do Perpétuo Socorro

. Serrinha – às 9h, na Praça Centenário

Ceará

Fortaleza - às 15h, tem ato na Praça Portugal

. Baturité – às 8h, na Praça da Matriz

. Iguatu – às 16h, na Praça das Crianças 

. Itaiçaba – às 9h, no Mercado Público

. Juazeiro do Norte – às 8h, na Região do Cariri - Rua São Pedro

. Pentecoste - às 17h30, na Praça do CSU 

Distrito Federal

Brasília – às 15h, concentração, no Museu da República, e, às 16h, marcha rumo ao Congresso Nacional

Goiás

Goiânia – às 10h tem ato na Praça do Trabalhador

Maranhão

. São Luís - às 9h tem ato na Praça Deodoro

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – às 9h tem ato na Praça do Rádio

. Ponta Porã – às 8h, no Minhocão (Antiga Praça Lício Borralho)

Minas Gerais

Belo Horizonte – às 13h30, na Praça da Liberdade

. Barbacena – às 10h, na Praça do Rosário

. Betim – às 8h30, no Viaduto Jacintão

. Brumadinho – às 9h, na Av. Vigilato Braga esquina com Quintino Bocaiúva

. Cataguases – às 8h30, na Praça Catarina

. Conselheiro Lafaiete – às 13h, na Prefeitura

. Divinópolis – às 9h, na Rua São Paulo

. Extrema – às 11h, na Praça Getúlio Vargas

. Itaúna – às 9h, na Praça da Matriz

. Juiz de Fora – às 10h, na Parque Halfeld

. Mariana – às 9h, no Centro de Convenções

. Muriaé – às 11h30, na Antiga Prefeitura

. Ouro Preto – às 9h30, no Alto da Cruz

. Passos – às 16h30, na Estação Cultura

. Ponte Nova – às 9h, na Praça Palmeiras

. Sete Lagoas – às 9h, na Pça Tiradentes

. Ribeirão da Neves – às 9h30, na Praça de Neves

. Uberaba – às 10h30, na Praça Rui Barbosa

. Uberlândia – às 9h30, na Praça Ismene Mendes (Antiga Tubal Vilela)

. Viçosa – às 09h30, na 04 pilastras da UFV | 09h30

Pará

. Belém - às 8h, na Praça da República

. Bragança, às 08h, na Praça das Bandeiras

. Altamira – 08h, em frente a Celpa Equatorial

Paraná

. Apucarana – às 10h, na Av. Curitiba

. Cascavel – às 14h30, em frente a Catedral

. Francisco Beltrão – às 9h, na Praça Central

. Maringá - às 14h, na Praça Raposo Tavares

. Pinhais – às 15h, na frente da Prefeitura

. Umuarama – às 15h, na Praça Arthur Thomas

Paraíba

João Pessoa - às 09h, carreata do Mercado Público de Mangbeira até a Praça da Paz 

. Patos – às 8h, na Praça João Pessoa (CEPA)

. Sousa – às 7h, na Praça da Estátua (Rua Cônego José Viana, Estação)

Piauí

Teresina - 8h tem concentração na Praça Rio Branco

Pernambuco

Recife – às 10h, cocentração no Derby, às 11h tem inicio a caminhada em direção a Avenida Guararapes

. Arco Verde – às 9h, na Praça da Bandeira  

. Bezerros – às 9h, no Anfiteatro atrás da Igreja da Matriz

. Garanhuns – às 9h, na Fonte Luminosa

. Palmares – às 9h, na Praça Paulo Paranhos

. Petrolândia – às 7h30, no Polo e SRT

. Petrolina – às 9h, na Praça da Catedral

. São José do Egito – às 8h, Ato unificado Sertão do Pajeú na Feira Livre Central

. Serra Talhada – às 10h, no Pátio da Feira

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, às 10h, concentração no Monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, depois caminhada pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária.

. Angra dos Reis -  às 10h, na Praça do Papão, Centro

. Barra do Piraí – às 9h, na Praça Nilo Peçanha

. Búzios – às 16h, na Praça da Escola Nicomedes (Em frente ao Porto da Barra)

. Campos – às 10h, na Praça  São Salvador

. Miguel Pereira Centro, às 12h, em frente à Fornemat

. Nova Friburgo – às 14h, na  Praça Getúlio Vargas

. Paty dos Alferes – às 10h, na Praça do Fórum

. Petrópolis - às 11h, na Praça da Inconfidência

. Resende – às 10h, no Mercado Popular

. São Fidélis, às 10h, na Praça Guilherme Tito de Azevedo 

. Teresópolis, às 9h, concentração na Praça do Sakura, depois passeata na Calçada da Fama

. Três Rios – às 16h, na São Sebastião

. Vassouras – às 10h, na Praça Eufrásia Teixeira Leite

Rio Grande do Sul

Porto Alegre – às 15h, Marcha dos 100 mil, com concentração no Largo Glênio Peres.

. Camaquã – às 9h30, na Esquina Democrática

. Caxias do Sul – às 13h30, na Praça das Feiras

. Pelotas – às 10h30, caminhada Mercado Público

. São Borja - às 15h, na Praça XV

Rondônia

Porto Velho, às 8h30 tem ato na praca CEU (Centro de Esportes e artes unificado), Rua Antônio Fraga 8250, em frente à escola Daniel Néri.

E às 16h, tem ato no Campo Florestão, Avenida Jatuarana

. Guajará-Mirim – às9h, no Parque Circuito

. Ji-Paraná – às 8h30, na Casa do Papai Noel

Santa Catarina

Florianópolis – às 3h, no Largo da Alfândega

. Araranguá – às 10h, no Relógio do Sol

. Blumenau – às 15h, na Praça Dr. Blumenau

. Balneário Camboriú – às 15h, na Regional - Praça Almirante Tamandaré

. Brusque  - às 10h, na Ponte Estaiada

. Chapecó – às 14h, em frente à Catedral

. Criciúma – às 9h30, na Rua da Arquibancada (ao lado do Parque das Nações)

. Garopaba - às 15h, na Rua Álvaro E. dos Santos

. Jaraguá do Sul – às 9h, na Praça Ângelo Piazera

. Joinville – às 9h30, na  Praça da Bandeira

. Lages – às 10h,  na Praça João Costa, no Calçadão

. Rio do Sul – às 9h30, na Praça da Catedral

. São Francisco do Sul - às 14h30, em frente à Igreja Matriz 

. São Miguel do Oeste - às 10h, no Trevo de acesso a Maravilha

. Tubarão – às 14h, na Praça da Igreja (Matriz das Oficinas)

São Paulo

São Paulo, às 15h, tem ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP

. Araraquara, às 14h, na Praça Scalamandré Sobrinho

. Araçatuba – às 10h, na Praça Ruy Barbosa

. Barueri – às 13, no Boulevard de Barueri

. Carapicuíba – às 10h,  Cohab II, Feira da Av. Brasil com Escola Edgar de Moura Bitencourt

. Cotia – às 13h, na Praça Joaquim Nunes (ao lado do Cemitério)

. IlhaBela – às 15h, na Praça da Mangueira

. Itanhaém – às 10h, no Calçadão da Praça Narciso Andrade

. Jandira – às 10h, na Estação de Trem de Jandira

. Mairiporã – às 10h, na Praça do Rosário

. Marília – às 9h, tem bicicletada na Praça da Emdurb e, às 10h, ato na ilha da Galeria Atenas

. Osasco, às 12h30, no Largo do Osasco em frente à Estação CPTM

. Ribeirão Preto – às 9h, na Esplanada Teatro Pedro II

. Santos – às 16h, ato Unificado Baixada Santista Pça Independência

. São Bernardo – às 10h, na Praça da Matriz

. São Carlos – às 10h, no Mercadão

. Ubatuba – às 16h, na Estátua do Caiçara-Trevo

Sergipe

Aracaju, às 14h, na Praça do Conjunto Leite Neto, vizinho ao Palácio do Governo (Avenida Hermes Fontes)

Atos no Exterior

Alemanha 

. Frankfurt am Main, Römer, 16h

. Freiburg im Breisgau - (*Aguardando Infos)

Canadá

Toronto - City Hall | 15h (horário local)

Estados Unidos

. Newark - Ferry St&Wilson St - Ironbound | 12h  (horário local)

. Boston - Parkside Sq Subway Station | 13h  (horário local)

. Nova York - Union Square | 16h  (horário local)

França

. Paris - Place de la République | 17h  (horário local)

Portugal

. Braga -  Praça da República (frente ao chafariz) | 18h

. Lisboa - Rossio (Praça D. Pedro IV) | 18h  (horário local)

. Porto - Centro Português de Fotografia (Largo Amor de Perdição) | 16h30 (horário local)

Reino Unido

. Londres – Parliament Square (estátua de Nelson Mandela) na marcha "Reclaim Pride" | 13h (horário local)

. Londres – na Embaixada do Brasil em Londres | 15h (horário local) Exterior

Publicado em Movimentos Sociais

Por Normando Rodrigues, assessor jurídico da FUP e do Sindipetro NF 

A CPI fornece a Bolsonaro e à milicada a chance de passar à História como ladrões, em lugar de genocidas. Abre-se uma saída desonrosa pela porta dos fundos.

Quarteladas

O cordel da “corrupção” incomoda muito mais à classe média, do que o genocídio cometido pelos fascistas aos quais ela se aliou.

Afinal, as vítimas preferenciais da “peste” são os mesmos “suspeitos de sempre” cotidianamente mortos pelas polícias: pretos, pobres…

Foi sob o pretexto da corrupção que, na quartelada de 3/4/2018, o general Villas Bôas disse saber “quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras, e quem está preocupado apenas com interesses pessoais”.

Agora, depois de 30 meses de governo fascista, e de 535 mil mortos, o Brasil inteiro aprendeu que são os soldados de Villas Bôas os que só pensam em seus interesses pessoais.

Muitos desses guerreiros-de-boquinha estão envolvidos no escândalo das vacinas, com destaque para o papel do coronel reformado Élcio Franco.

Sacos pretos

“Número 2” do general-de-comício Pazuello, no Ministério da Saúde, Franco assinou o contrato da Covaxin, mas não fez só isso.

Por obra e graça de Franco, 110 milhões de reais destinados à compra de vacinas foram desviados para gastos bélicos. Literalmente, 2,2 milhões de doses da Pfizer viraram combustível e peças de aeronaves.

Franco, reconheça-se, apenas seguiu a linha genocida de Bolsonaro, Guedes e Pazuello, sintetizada por este último ao declarar que preferiria só comprar “sacos pretos”, para os cadáveres.

(Des)prestígio

Depois o coronel virou assessor do general-de-casa-civil Eduardo Ramos, e estava ao lado do brigão Lorenzoni, na coletiva de imprensa em que Onyx disse que “ia pegar lá fora” os irmãos denunciantes.

Ramos, com Franco de assessor, se juntou ao Mito e ao general Heleno-do-Haiti, para receber em 2 de julho o chefe da CIA, William Burns. A foto oficial do jantar explicitou quem “manda”: Burns ficou no centro, e não Bolsonaro.

Os fardados renunciam ao “centro da foto”, à soberania, ao petróleo, à Eletrobrás, à ECT, à base de Alcântara, à Amazônia, ao Pantanal, e a qualquer outra coisa, para manter prestígio e privilégios. Porém, não admitem críticas!

Marielle

O general-interventor, Braga Neto, é aquele sob cuja responsabilidade na segurança pública do RJ Marielle foi assassinada. Ele jamais se indignou com o crime a ponto de perguntar quem mandou o vizinho de Bolsonaro matar a vereadora.

Braga Neto, contudo e com coturno, se embraveceu por mencionarem sua “banda podre”, pegou em armas, e soltou notinha ameaçadora.

Em socorro ao ministro da defesa, o tenente-brigadeiro-sem-doce, Baptista Junior, confirmou em entrevista a 9 de julho que a intenção do mimimi era mesmo intimidar.

Mimimi

É lamentável que o egodistônico presidente do STF, em lugar de repudiar a militância política armada, novamente se tenha dedicado a passar pano no golpismo de Bolsonaro e de seus guardas pretorianos.

“In-Fux-we-trust” à parte, fato é que os milicos foram pegos com a boca na botija. Todavia, o que foi exposto é ainda muito pouco, ante o que fizeram.

O esperneio da tosca nota de Braga Neto e comandantes, revela o pavor que sentem não pela incriminação no caso Covaxin, e sim pelo inevitável encontro com o tribunal da história, que os julgará pelo maior genocídio do Brasil.

Nurembergue

Os “estrelados” sabem que pegar Bolsonaro, Pazuello e pazuellitos, pelas vacinas, ante o extermínio de centenas de milhares de brasileiros, seria pagar um preço muito baixo.

Algo como condenar os responsáveis pelo holocausto, por terem desviado pacotes de rações da Cruz Vermelha, destinados aos prisioneiros.

Ninguém foi parar no Tribunal de Nurembergue por desvio de rações. E é o próximo Nurembergue, já visível no horizonte, o que aterroriza os militares.

[Foto: Alan Santos/PR]

A revista Veja publicou recentemente informação importante a respeito do dono da Precisa Comercialização de Medicamentos, o empresário Francisco Maximiano, representante no Brasil do laboratório indiano que fabrica a vacina Covaxin. A empresa está no centro das investigação da CPI da Covid, por ter intermediado a compra de 20 milhões de doses do imunizante por um valor 1000% maior que o de seis meses atrás.

A Precisa também está sendo investigada pelo Ministério Público do DF por suspeita de superfaturamento de testes de Covid-19, em uma licitação que teria sido vencida de maneira fraudulenta.

Acontece que Maximiano, o dono da Precisa, não é um completo estranho para a Petrobrás. Ele é proprietário da Global Gestão em Saúde, empresa que foi multada em 2015 pela Petrobrás em 2,33 milhões de reais por irregularidade na gestão do Benefício Farmácia, conforme apontou a reportagem de Veja. A Global na época era responsável pela operacionalização do programa de descontos e subsídio de medicamentos para os beneficiários do programa de assistência de saúde (AMS) mantido pela estatal.

O contrato com a Global foi encerrado pela Petrobrás após seis meses de execução. Uma auditoria constatou que houve fraude contratual. A irregularidade, segundo a estatal, ocorreu quando a Global passou a utilizar um sistema que “limitava as operações por parte dos usuários”.

As irregularidades da Global e sua péssima gestão do Benefício Farmácia foram amplamente denunciadas e questionadas pela FUP e seus sindicatos nas reuniões da Comissão da AMS realizadas na época.


FUP exige melhorias na gestão do Benefício Farmácia

Em reunião com a Global, FUP cobra acesso aos documentos que comprovam fraudes no Benefício Farmácia

Benefício Farmácia: FUP denuncia ineficácia dos órgãos internos da Petrobrás e omissão dos gestores


A gestão da Petrobrás divulgou nota explicando que a fraude contratual praticada pela Global consistia em causar deliberadamente indisponibilidades no seu sistema que autorizava a aquisição de medicamentos por parte dos beneficiários nas redes de farmácias credenciadas, limitando a execução do contrato em seu favor ou limitando a utilização dessa linha de serviço contratual (aquisição de medicamento na modalidade rede de farmácias).

E não para por aí. Ainda segundo a Veja, a Global possui outros problemas com a justiça. É, por exemplo, ré em uma ação na Justiça Federal, na qual o Ministério Público pede a devolução de 20 milhões de reais por medicamentos que foram pagos, mas não foram entregues ao Ministério da Saúde.

[Com informações do Sindipetro-ES  e edição da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Com as últimas revelações feitas pela CPI da Covid, desgaste do presidente acelerou o processo de mobilização nas ruas. Movimentos sociais e sindical marcaram nova mobilização para o sábado (3), além do ato já convocado para o dia 24 de julho

[Da redação da CUT | Texto: Marize Muniz | Foto: Roberto Parizotti]

A acusação dos irmãos Miranda, confirmada em depoimento à CPI da Covid do Senado na sexta-feira (25/06), de que Jair Bolsonaro (ex-PSL) foi avisado antes da assinatura do contrato e nada fez para impedir a compra superfaturada em 1000% da vacina indiana Covaxin e, para complicar, ligou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) às supostas irregularidades, aumentou a pressão contra a permanência do presidente no cargo, deve reforçar o superpedido de impeachment e a realização de atos nacionais pelo "Fora, Bolsonaro”, como o que já foi marcado para o sábado, dia 3.

A nova denúncia deve constar no texto do "superpedido" de impeachment que partidos, como PT, PSOL, PC do B, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM) e União Nacional dos Estudantes (UNEvão  entregar nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.

O momento da entrega do pedido, previsto para às 14h, será marcado por um ato com participação das lideranças políticas e sociais.

Para a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, os depoimentos mostraram que Bolsonaro não mandou apurar o caso por interesses políticos. Gleisi se refere a informação arrancada do deputado Luís Miranda (DEM-DF) depois de 7 horas de depoimento de que Bolsonaro teria citado o deputado Ricardo Barros como responsável pela irregularidade.  

No depoimento, Luis Miranda contou que ele e o irmão, o servidor público do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, se reuniram, no Palácio da Alvorada, com o presidente, em 20 de março, ocasião em que relataram haver indícios de irregularidades na compra do imunizante indiano, além de pressão política para liberar a vacina. Miranda também disse que o presidente prometeu mandar investigar e afirmou que aquilo era "coisa" de Ricardo Barros.

Além de não mandar investigar, Bolsonaro indicou a esposa de Ricardo Barros,  a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti, para cargo no conselho de Itaipu, com salário de R$ 27 mil.

"Isso é prevaricação [crime previsto no artigo 319 do Código Penal]. Estamos defendendo que esse caso integre o superpedido de impeachment", disse Gleisi Hoffman que defende a inclusão da denúncia no texto do superpedido de impeachment.

O advogado Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que faz parte do grupo que prepara o superpedido, acrescenta que a postura de Bolsonaro também configura crime de responsabilidade e pode ser enquadrado como base para impeachment. Isso está previsto no artigo 9º da Lei do Impeachment (Lei 1.079, de 1950).

#ForaBolsonaro

Além de um ato já marcado para o dia 24 de julho, os movimentos populares, estudantis e  sindical e partidos políticos marcaram um dia nacional de mobilização pelo “Fora, Bolsonaro” para sábado, dia 3 de julho em função dagravidade das denuncias dos irmãos Miranda à CPI da Covid do Senado.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil. Entenda a denúncia de corrupção no governo Bolsonaro:

Única compra com ação de intermidiários

A compra da Covaxin foi a única que teve intermediários entre o laboratório e o Ministério da Saúde. Um representante da Precisa Medicamentos intermediou a negociação superfaturada.

Empresa Precisa Empresa Precisa já teve negociações questionadas com testes e preservativos. Confira aqui na matéria de Tiago Pereira, da RBA.

Valor mais alto do que todas as outras vacinas compradas pelo Brasil

O governo se comprometeu a pagar pela Covaxin um valor 1000% superior ao estimado por executivos da empresa em agosto do ano passado: US$ 15 (R$ 80) por dose.

Quanto custaram as outras doses de vacinas

Sputnik V: R$ 69,36

Coronavac: R$ 58,20

Pfizer: US$ 10 (R$ 56,30)

Janssen: US$ 10 (R$ 56,30)

AstraZeneca/Oxford: US$ 3,16 (R$ 19,87)

Valor total empenhado

O contrato prevê a enrtrega de 20 milhões de doses, no valor total de R$ 1,614 bilhão.

Prejuízo já houve, diz procuradora que investiga denúncia

O governo de Jair Bolsonaro reservou R$ 1,61 bilhão para uma vacina sem perspectiva de entrega, com quebras de cláusulas contratuais e isso já configura prejuízo à saúde pública, disse à Folha de S. Paulo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Luciana Loureiro, responsável pelo inquérito civil público que investiga o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O valor empenhado seria suficiente para a compra, por exemplo, de 28 milhões de doses da Pfizer ou da Janssen (ambas a US$ 10 a dose).

Detalhe importante: A nota foi emitida em 22 de fevereiro. O contrato foi assinado no dia 25. Quatro meses depois, o dinheiro segue reservado, e o país não recebeu uma única dose do imunizante.

“Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso”, afirmou a procuradora ao jornal. “Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, os 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicados. Prejuízo já houve.”

Vacina não era aprovada pela Anvisa

Segundo depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda ao MPF, em  31 de março, autoridades do Ministério da Saúde o pressioanram para que ele liberasse a importação da Covaxin que nem era aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Miranda disse ainda que seus superiores também pediram para que ele obtivesse a "exceção da exceção" junto à Anvisa para a liberação da imunização.

Bolsonaro puxa Pazuello para o caso

Depois que a denúncia passou o ocupar as manchetes dos jornais deputados da base aliada tentam jogar caso nas costas do ex-ministro general Eduardo Pazuello.

Após uma reunião com o presidente, o senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Bolsonaro teria acionado Pazuello após a reunião em que o deputado Luís Miranda fez a denúncia de superfaturamento.

“Quando soube, entre diversos assuntos que esse deputado [Luís Miranda] foi tratar, o presidente falou com o ministro Pazuello para verificar. Como não tinha nada de errado, a coisa continuou", afirmou Jorginho Mello.

Presidente manda investigar denunciante

Neta quinta-feira (24), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ameaçou o deputado federal, irmão do servidor, que denunciou a corrupção.

 “Deputado Luis Miranda, Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pela má-fé, pela denunciação caluniosa e pela produção de provas falsas”, disse Onyx.

De acordo com o ministro, o presidente determinou que a Polícia Federal investigue o deputado e seu irmão. E mais, ele vai pedir a abertura de um procedimento administrativo disciplinar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar a conduta do servidor.

Reação da CPI da Covid

Além de marcar depoimentos dos irmãos Miranda e do do tenente-coronal Alex Lial Marinho, que teve o sigilo quebrado, a CPI reagiu a fala de Onyx.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai convocar o ministro Onyx para depor na comissão.  De acordo com ele, o secretário agiu na tentativa de interferir na apuração da CPI e coagir uma testemunha.

Renan Calheiros  falou até em um pedido de prisão contra o ministro. “Vamos pedir a convocação dele e, se ele continuar a coagir a testemunhas, vamos requisitar a prisão dele”, disse o senador. As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews.

Renan e o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relataram preocupação com a segurança dos depoentes. Aziz solicitou à Polícia Federal proteção para os irmãos.

Quem é Ricardo Barros

Ricardo Barros é um político do Paraná, estado onde foi condenado por fraude quando foi prefeito de Maringá. Teve o mandato de deputado cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos, mas a decisão foi anulada por recurso.

Atualmente, ele responde a ação por improbidade administrativa em caso de fraude na aquisição de medicamentos quando era ministro da Saúde no governo de Michel Temer (MDB-SP). Barros teria favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, do mesmo grupo da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin. 

Publicado em Política

Após a denúnica da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre médicos da Petrobras estarem receitando tratamento com ivermectina para trabalhadores com sintomas de Covid-19, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações e omissões do poder público no combate à pandemia quer explicações da direção da empresa. A informação foi divulgada pela coluna Radar da Revista Veja, que ouviu o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), que revelou que pretende investigar o caso. “Vamos pedir informações à companhia”, afirmou o parlamentar à coluna.

Apesar da ivermectina ser um antiparasitário, comumente utilizado no combate a piolhos, sem qualquer eficácia comprovada no tratamento da Covid-19, trabalhadores da Bacia de Campos com sintomas da doença ou já contaminados tiveram o medicamento prescrito pelo setor médico da Petrobrás. O Sindipetro-NF e a FUP receberam várias denúncias nesse sentido, atraindo a atenção da imprensa.

As denúncias tiveram ampla repercussão nas mídias, com mais de 100 matérias veiculadas sobre o fato nas últimas 48 horas. A Petrobrás foi obrigada a se posicionar e disse que a responsabilidade é dos médicos e não da companhia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) condena o uso de Ivermectina no tratamento para a Covid-19; além da comprovada ineficácia, existem os efeitos colaterais. A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a Covid-19.

Enquanto o governo federal resiste em cumprir recomendações internacionais da OMS, a Petrobrás adota protocolos internos contestados para o enfrentamento da Covid-19.

Nos últimos dois meses, as mortes por Covid-19 entre trabalhadores da Petrobrás aumentaram 125%. O total de trabalhadores contaminados já chega a 7.205 desde o início da pandemia, com 45 vidas perdidas em consequência da doença, o que equivale a mais de 17% de todo o efetivo próprio da Petrobrás. Esses dados são referentes a apenas os empregados diretos da holding, não envolvem subsidiárias, nem trabalhadores terceirizados. Atualmente, outros 40 petroleiros estão hospitalizados com complicações da Covid-19. Saiba mais aqui.


Acompanhe a evolução dos casos, nos gráficos e estudos produzidos pelo Dieese e divulgados semanalmente nos boletins "Petroleiros e Covid-19". Acesse aqui a edição desta semana


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Sindipetro denuncia sete mortes por Covid na Repar, desde o início das paradas de manutenção

Casos de COVID aumentam na REDUC

 

 

Até 70 milhões de doses poderiam ter sido entregues pelo preço unitário de US$ 10, enquanto Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido pagaram até US$ 20 pela dose. Em entrevista à TVT, o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Pandemia da Covid, afirmou que negativa da vacina foi motivada por dinheiro e corrupção

[Da Rede Brasil Atual, com informações da Folha de São Paulo]

O governo Bolsonaro recusou vacina da Pfizer no ano passado pela metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Consideradas caras em agosto de 2020 pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro por US$ 10 cada. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, publicadas na noite de domingo (6).

A vacinação antecipada teria evitado mortes e os prejuízos bilionários provocados pelo fechamento da economia. O valor equivale a 10% do auxílio emergencial pago em 2020 e é menos do que os R$ 44 bilhões previstos neste ano para compensar o fechamento da economia.

Em entrevista à TVT, o senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou objetivamente que o interesse do governo Bolsonaro em promover o uso maciço da cloroquina no tratamento de pacientes de covid-19 foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI.”, afirma, logo no início de sua participação. O programa foi exibido no domingo (6) pelo canal da TVT no Youtube. 

EUA e Reino Unido já imunizaram cerca de 40% da população com duas doses das várias vacinas adquiridas e têm economias funcionando quase livremente. Ambos pagaram cerca de US$ 20 pelas doses da Pfizer, o dobro do valor recusado pelo Brasil durante vários meses em 2020. Na União Europeia, as doses do laboratório norte-americano custaram US$ 18,60.

No Brasil, com o atraso nos contratos, as primeiras doses da Pfizer chegaram só em abril. Oito meses se passaram entre a primeira oferta e a entrega.

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), contabilizou 53 emails enviados pela Pfizer ao governo a partir de agosto cobrando resposta sobre a oferta dos 70 milhões de doses.

À CPI, Pazuello qualificou a proposta da Pfizer como “agressiva”, apontou entraves em cláusulas do contrato e disse ter considerado muito elevado o preço de US$ 10 por dose —valor acatado meses depois ainda na gestão de Eduardo Pazuello.

Antes das doses da Pfizer, a imunização ocorria com vacinas do Butantan e da AstraZeneca, mas em quantidades baixas. A vacinação brasileira com duas doses limita-se a 11% da população.

Na economia, isso trava principalmente o setor de serviços, responsável por 70% do PIB e dos empregos. Nos serviços atuam sobretudo os mais pobres e menos escolarizados, que dependem do trabalho fora de casa para obter renda.

Sem vacina, a ocupação desses trabalhadores caiu até 20% na pandemia, aumentando a desigualdade e a pobreza extrema a níveis de 15 anos atrás. O colapso nos serviços levou a série histórica de desemprego do IBGE a um recorde: 14,7%, com 14,8 milhões de desocupados.

O Ministério da Saúde diz ter destinado R$ 30 bilhões para a contratação de mais de 660 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 —considerando no cálculo unidades que ainda não encomendou de fato. Em dólares, portanto, o país está reservando cerca de US$ 9, em média, por dose.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.