[Do portal da CUT]

O Brasil ultrapassou a marca dos 2 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e o ritmo de contágio permanece acelerado em 60% das grandes cidades do país. Em 24 horas, entre quarta e quinta-feira (16), foram contabilizados mais 45.403 novos registros de Covid-19, doença provocada pelo vírus, elevando o total para 2.014.738.

No mesmo período, o Ministério da Saúde informou que 1.322 pessoas morreram vítima de Covid-19. Com isso, o total de vítimas fatais da doença  chegou a 76.688.

Mesmo com algumas grandes capitais brasileiras reabrindo as atividades econômicas, em um mês o ritmo de contágio do novo coronavírus diminuiu consideravelmente em 103 das 324 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes - ou 32% delas. Porém, em outras 193 (60%) os novos casos continuam crescendo em ritmo acelerado. O país levou quatro meses para atingir 1 milhão de casos confirmados, e apenas um mês para chegar a marca de 2 milhões.

Entre as capitais brasileiras que estão com a situação sob controle, com números reduzidos de novas pessoas contaminadas a cada dia, estão Manaus, Recife e São Luís.

São Luís, no Maranhão, e Recife, em Pernambuco, foram as duas cidades nordestinas que adotaram o lockdown, confinamento obrigatório, após o sistema de saúde chegar à beira do colapso, e, mesmo com a retomada parcial das atividades econômicas, têm registrado diminuição significativa da disseminação do vírus desde meados de junho.

Três cidades da região metropolitana de Recife - Olinda, Camaragibe e Igarassu, além da capital - também registram poucos casos da doença.

Já em Manaus, no Amazonas, que sofreu com a lotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e com o colapso no sistema de saúde em meados de abril, desde o fim de maio o número de casos de novas infecções e mortes vêm caindo sistematicamente.

Belém, capital do Pará, também faz parte dessas grandes cidades que estão com a situação controlada da doença.

Salvador, na Bahia, e a capital paulista estão no nível de estabilidade, porém a situação está acelerada no interior das duas capitais. São Paulo é o epicentro da pandemia no país com números absolutos de mortes e casos confirmados mais altos do país.

Capitais em ritmo acelerado de contágio

Em 16 capitais brasileiras, o ritmo de contaminação está acelerado, entre elas Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Boa Vista (RO) e Belo Horizonte (MG).

No Rio Grande do Sul, novo epicentro da pandemia, o Ministério Público  ajuizou, nesta quinta-feira (16), uma ação para que o município de Porto Alegre apresente imediatamente o detalhamento do plano de contingência da capital para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

O órgão entendeu que houve falha do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), em demonstrar à população quais medidas irá adotar para evitar o colapso no sistema de saúde da cidade.

O estado registrou nas últimas 24 horas 3.209 casos e 40 óbitos. Com isso, tem no total 1.141 mortes por Covid-19 e 45.344 casos de pessoas infectadas pelo vírus.

Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro Oeste

BOLETIM CORONAVÍRUS - 1607

Boletim Coronavírus - 1607

Nesta quinta-feira, de acordo com o Ministério da Saúde, a região Sudeste registrou 612 mortes em 24 horas - uma alta em relação ao dia anterior, quando foram registradas 527 mortes.

No Nordeste, foram 329 casos a mais no mesmo período, no Norte foram 112, Centro-Oeste (141) e Sul (105).

[Com informações de agências]

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP]

A gerência da Refinaria de Paulínia (Replan), localizada no interior de São Paulo, está protagonizando uma inversão de responsabilidades em relação ao aumento de petroleiros contaminados pela covid-19 na divisão de Craqueamento Catalítico Fluido (CCF).

Em decorrência da diminuição da demanda por derivados causada pela pandemia do novo coronavírus, a direção da Petrobrás mandou suspender, a partir de fevereiro, as atividades em uma unidade de destilação e outra de craqueamento da Replan, a maior em capacidade de refino da estatal.

Entretanto, apesar do mercado ainda se manter desaquecido, a Replan convocou os trabalhadores para reativar o funcionamento dessas unidades no dia 19 de junho. A “partida”, como é denominada internamente, acabou gerando aglomeração pela necessidade de mão de obra extra, inclusive de terceirizados.

Após a reativação, entretanto, um vazamento ocasionou um incêndio que paralisou novamente o craqueamento e, consequentemente, provocou nova concentração de pessoas. Depois da interrupção forçada, a nova partida ocorreu no dia 26 de junho.

Para completar o número mínimo de pessoal previsto para o funcionamento do CCF, que é entre 12 e 14 pessoas, a gerência requisitou petroleiros de folga. Isso gerou ainda mais interações e desrespeitou a própria medida de segurança interna de mitigação da covid-19, que é isolar os grupos de trabalho.

“O discurso que a saúde e vida está em primeiro lugar, nessa partida do craqueamento ficou em segundo lugar. Em primeiro lugar ficou a produção. O pior é que agora está sobrando combustível, não tem onde armazenar. Então, existe um questionamento, antes de tudo, se era necessário ter a partida”, questiona um dos petroleiros, que preferiu não se identificar.

Além disso, em plena pandemia, o corpo diretivo decidiu mesclar os grupos de trabalho a partir da experiência de cada integrante. “Além de ter a partida e de solicitar os apoios, os iluminados gestores do nosso setor tinham feito um planejamento para remanejar pessoas para balancear os grupos. Deixar um [trabalhador] mais experiente, com outro menos experiente e outro que precisa de mais treinamento, por exemplo, em cada um dos grupos. Essa decisão gerencial acabou, mais uma vez, diminuindo o isolamento”, explica outro petroleiro, que também preferiu não se identificar.

Com isso, os casos de coronavírus no setor de craqueamento disparou, em comparação com o restante da refinaria, justamente a partir do décimo dia após a partida. A solução da direção, todavia, foi a abertura de auditorias para averiguar possíveis descumprimentos das regras para evitar o contágio, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento.

“A gente achou uma cafajestice dizer que o aumento dos casos é devido a uma possível irresponsabilidade dos trabalhadores. Todos têm seguido o mesmo protocolo, mas houve um fato novo no craqueamento, que foi essa partida. A empresa está tentando repassar para os próprios trabalhadores uma responsabilidade que é dela”, aponta outro trabalhador, que também preferiu não divulgar sua identidade.

Para o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), Gustavo Marsaioli, existe uma contradição da empresa em diversas medidas que estão sendo tomadas durante essa pandemia. O diretor chama atenção, primeiramente, para a maneira como foram implementados os testes rápidos, nos dias de folga dos trabalhadores. “Na nossa opinião, a forma como a empresa está realizando o teste rápido é uma tentativa de descaracterizar qualquer contaminação laboral, já que não existe um argumento técnico para que ele seja feito na folga, devido ao tamanho da janela”, avalia Marsaioli.

Apesar dessa tentativa de se desfazer da responsabilidade, o fato da gerência tentar culpabilizar os próprios petroleiros pelo aumento do número de casos no craqueamento já é uma forma de assumir que a contaminação se deu em ambiente de trabalho. “De um lado, a empresa tenta não gerar nenhum tipo de nexo com contaminação laboral, mas ao tentar jogar a responsabilidade dos trabalhadores pelo aumento de casos nesse setor, ela está afirmando que pode haver, sim, contaminação no ambiente de trabalho”, aponta.

Marsaioli afirmou que o necessário, neste momento, é tomar todos os cuidados necessários em relação à saúde dos trabalhadores. “Pra nós, mais importante do que a questão de descobrir onde a pessoa se contaminou é tentar preservar a vida das pessoas em primeiro lugar. Caça às bruxas não ajuda em nada e apenas acirra os ânimos em um momento muito difícil pra gente”, conclui o sindicalista.

[Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF tem recebido de petroleiros e petroleiras de algumas empresas do setor privado, não representados pela entidade, reclamações acerca de acordos celebrados com outras entidades sindicais que provocaram redução de salários e benefícios durante a pandemia da covid-19.

Entre os relatos, estão os de redução no percentual de sobreaviso dos funcionários offshore, de 20% para 10%, e redução no valor do vale alimentação (de R$ 407,00 para R$ 250,00 no caso de uma das empresas).

O NF, embora não represente formalmente estes trabalhadores, é solidário a estes petroleiros e, nas suas cobranças junto à Petrobrás, pauta com frequencia a pressão para que os contratos da companhia com as terceirizadas garantam condições salariais e de trabalho justas.

O sindicato tem denunciado que muitas empresas estão aproveitando do período de pandemia para rebaixar salários e benefícios, além de promover demissões, justamente em um momento crítico da humanidade, quando deveriam praticar de modo ainda mais acentuado a responsabilidade social que costumam divulgar nas suas peças de marketing.

Um grupo de trabalho do Departamento de Medicina Preventiva e Social e do Programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho da UFBA elaborou uma Nota Técnica como subsídio para a organização e estruturação das ações de prevenção da COVID-19 em locais de trabalho.

A Nota traz o conteúdo voltado para a organização do Programa de Prevenção da COVID-19 nos Locais de Trabalho (PPCL).

O objetivo é que o maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas representações, e ainda profissionais da Saúde do Trabalhador e Segurança do Trabalho, tenham acesso à Nota para que possam intervir em situações e locais de trabalho, contribuindo com as ações que devem ser adotadas para evitar o contágio e proliferação do novo coronavírus (covid-19).

A Nota, elaborada pelos médicos e pesquisadores da UFBA, detalha os procedimentos que devem ser adotados em diversas situações, a exemplo da organização de atividades essenciais durante a pandemia, ações de educação e comunicação em saúde para prevenção da COVID-19 nos locais de trabalho, medidas para assegurar o distanciamento físico, evitando quaisquer aglomerações, e higienização em locais de trabalho.

A Nota detalha também os procedimentos corretos para o transporte e deslocamento de trabalhadoras(es), além de tratar sobre exames médicos e condutas afins, ressaltando as medidas que devem ser tomadas para notificação e afastamento de casos de COVID-19, e até, em último caso, a interdição da empresa ou embargo de atividades.

Sediada na página eletrônica da Faculdade de Medicina da Bahia, a Nota está sendo replicada no site e redes sociais do Sindipetro Bahia, devido à sua grande importância, principalmente no atual momento em estamos vivendo com 60.813 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (2), segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados coletados das secretarias estaduais de Saúde.

Clique aqui para ler a nota na integra

[Via Sindipetro-BA]

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Unilateral e autoritária. Assim a política de prevenção da covid-19 da Petrobrás é definida pelo médico que assessora o Sindipetro-NF, Ricardo Garcia Duarte, em entrevista concedida ao jornalista do sindicato, Vitor Menezes. Leia a íntegra:

Em parecer ao Ministério Público do Trabalho, uma analista pericial confirmou a necessidade de testes moleculares para a covid-19 entre os trabalhadores e trabalhadoras. Orientado pelo médico do trabalho da entidade, Ricardo Garcia Duarte, o Sindipetro-NF tem feito esta mesma cobrança. Nesta entrevista ao Nascente, ele explica as diferenças entre os testes e afirma que “a estratégia para testagem utilizada pela Petrobrás foi iniciada de forma tardia, tímida e sem contemplar, até a presente data, a todos os trabalhadores”. Confira:

Nascente – Em parecer recente ao Ministério Público do Trabalho, uma médica concordou com necessidade do teste molecular para confirmação da covid-19, que é algo que o senhor e o Sindipetro-NF tem alertado. O que é esse teste e porque ele é necessário?

Ricardo Duarte – O teste molecular RT-PCR é um teste de Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa em tempo real que verifica a presença de material genético do vírus, e confirma que a pessoa se encontra com covid-19. Ele é considerado padrão ouro para o diagnóstico e para sua realização são utilizadas grandes cotonetes (swabs) para coleta de secreções respiratórias em orofaringe (garganta) ou nasofaringe (nariz), que serão analisadas em laboratório. O parecer da médica, que é analista pericial em Medicina do Trabalho do Ministério Público do Trabalho, conclui indicando que o RT-PCR deve ser sempre utilizado enquanto houver IgM (+), mesmo com IgG (+); sendo importante ressaltar que o trabalhador só poderá voltar a embarcar com RT-PCR (-) negativo.

Nascente – Quais são os tipos de testes e como devem ser usados?

Ricardo Duarte – Existem dois tipos de testes, o primeiro é molecular e o segundo e o terceiro são sorológicos. O teste molecular (RT-PCR), por detectar a presença do RNA do vírus no organismo entre o 2º e o 14° dia do início de sintomas (mas podendo persistir por mais dias), é considerado o mais sensível e específico para o diagnóstico da covid-19, sendo classificado como padrão ouro, devendo ser utilizado quando alguém apresenta sintomas e em seus contactantes mas, também, de forma periódica (mensal) para todos que embarcam de todas as empresas. Já os testes sorológicos e os testes rápidos verificam a resposta imunológica e detectam a presença de anticorpos IgM e IgG no organismo, a partir respectivamente de reação inicial e mais tardia ao contato com o novo coronavírus entre o 07º e 14º dia. Sendo importante lembrar que não servem para diagnóstico da doença e os seus resultados não são confiáveis em quase 50% casos, mas podem ser utilizados para rastreamento de pessoas infectadas na população geral.

Nascente – Como o senhor avalia a política de testes da Petrobrás junto aos trabalhadores próprios e terceirizados?

Ricardo Duarte – A estratégia para testagem utilizada pela Petrobrás foi iniciada de forma tardia, tímida e sem contemplar, até a presente data, a todos os trabalhadores que exercem atividades para a indústria do petróleo (seja na produção, no transporte, no apoio, na hotelaria, etc.). Por isso, ela é temerária porque ao invés de tentar rastrear e bloquear a disseminação do novo coronavírus, deixa lacunas e omissões que tem trazido como consequência um número grande de pessoas infectadas e, com um agravante que é a insistência da empresa em esconder o número total de casos, a gravidade dos mesmos, os locais onde tem ocorrido com maior incidência ou prevalência, assim como as sequelas e os óbitos.

Nascente – A Petrobrás tem falado em retorno ao trabalho presencial para aqueles que haviam conseguido ficar em home office. Na sua avaliação, já é hora de tomar essa medida?

Ricardo Duarte – Ainda não, continuamos em um momento onde o número de casos e de óbitos pela covid-19 (assim como aqueles referentes às Síndromes Respiratórias Agudas Graves-SRAG e Síndromes Gripais-SG sem diagnóstico etiológico) continua em um crescente, principalmente nas cidades próximas às capitais e no interior do País. Algumas regiões (RS, MG, MS, TO e interior São Paulo) que haviam flexibilizado porque vinham mantendo um número de casos e óbitos menores e em curva descendente, tiveram aumentos expressivos, fazendo-os voltar a adotar o isolamento social como forma de bloqueio da disseminação do vírus. Uma volta precoce e precipitada traz grandes riscos de piora da epidemia pelo novo coronavírus (e muitas das que ocorreram foram propulsionadas tanto pelo Governo Federal como por empresários ávidos para retomada a qualquer custo, em detrimento do risco que isso significa de agravos maiores à saúde e de mortes de muitos trabalhadores – isso tudo contando, também, com a participação de alguns prefeitos e governadores).

Nascente – Para os trabalhadores que embarcam, como o senhor avalia os procedimentos da Petrobrás em relação à prevenção à covid?

Ricardo Duarte – Considero que os procedimentos adotados pela Petrobrás foram e estão sendo feitos de forma unilateral, sem a participação das Cipas e Sindipetro-NF e demonstram, por um lado, a maneira autoritária e, por outro, leviana e com muitas omissões no que diz respeito ao enfrentamento da pandemia pelo novo coronavírus. Tudo isso agravado pela recusa da empresa em prestar informações a respeito do número total de pessoas que foram contaminadas, hospitalizadas, que vieram a óbito ou que precisarão de apoio especializado pelas sequelas físicas e psíquicas decorrentes da covid-19. Não temos visto ações reais e com frequência diária (várias vezes ao dia) relacionadas a higienização de banheiros, de locais e postos de trabalho, de locais e veículos de transporte (terrestre e aéreo), de dutos de ar condicionado central; assim como não temos visto a distribuição de máscaras em número suficiente para cada turno de 12h e de qualidade para evitar contágio por via aérea. Sendo importante lembrar que para os trabalhadores prestadores de serviços as coisas estão piores: ônibus ou vans das empresas cheios ou não respeitando o distanciamento de 1,5-2 metros entre cada ocupante de assento (isso servindo para a Petrobrás também), sem distribuição de máscaras para transporte ou trabalho, sem testagem para um grande número de trabalhadores que convivem nos mesmos espaços de trabalho dos funcionários da Petrobrás. Enfim, a prevenção da covid-19, assim como de acidentes e outras doenças profissionais ou do trabalho.

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da Imprensa da FETEQUIM-SP]

Resultados preliminares de um estudo de caso promovido pela Universidade de Brasília (UnB) com 10 trabalhadores químicos e petroleiros contaminados pela Covid-19 revelam quais os principais sintomas, fontes de contaminação e o sofrimento físico e psicológico ao qual passaram. São vidas que atuam na produção essencial de matérias primas de diversas atividades de apoio e combate ao novo coronavírus e que não puderam parar de trabalhar nem fazer home office durante a quarentena.

Dos 10 entrevistados com idades entre 36 e 55 anos,  6 deles relataram contágio laboral; 2 têm dúvidas entre contágio laboral e contágio no comércio local residencial; 1 relatou contágio por familiar e outro contágio no supermercado.

Três deles relataram que houve demora das empresas em afastá-los dos locais de trabalho, o que provocou novos contágios. Assim que houve o afastamento dos contaminados, os demais colegas que trabalhavam juntos também foram preventivamente afastados.

Os sintomas variaram de contaminado para contaminado,  8 relataram perda do olfato; 7 casos  dor no corpo generalizada; 5 dor nas costas e pulmões; 5 dor de cabeça constante e ou forte, 4 tiveram febre,  metade deles teve pulmões comprometidos entre 25 a 50%, 3 pessoas relataram cansaço extremo,  3 tiveram falta de ar e 3 sentiram calafrios. No total de 10 casos foram relatados 21 sintomas.

Na sequência de problemas psicológicos registrados, 4 relataram ansiedade, angústia e sentimento de culpa por contaminar família, colegas e vizinhos. Um petroleiro que teve de ser entubado contou: “minha maior preocupação psíquica era deixar a família exposta.”. Duas pessoas relataram forte tristeza, além de outros sintomas psíquicos.

Um químico relata que teve pré-pânico ao ligar pra família antes de ser entubado e sedado.  Outro trabalhador químico internado comentou: “Foi a primeira vez da minha vida que passei por alguns momentos que eu achei que não ia voltar mais, esta doença é coisa séria, não é uma gripezinha”. 

Um dos químicos, que esteve internado em UTI, assim resumiu o sofrimento da doença: “você está sendo massacrado, pelo corpo e pela doença do corpo”. “E a cabeça, está sendo massacrada pelo lado e pelo aspecto social, pelo aspecto psicológico”.

A doença para os internados e entubados impôs um isolamento social e familiar cruel e desumano, segundo o relato do mesmo trabalhador: “Não poder dar um abraço, um beijo nos filhos, na esposa e pais, é muito difícil!”  Um dos petroleiros que também esteve na UTI, relatou que o maior sofrimento físico foi a falta de ar e a sensação de que ia morrer.

Solidariedade da família e dos colegas de trabalho durante a quarentena

Segundo os entrevistados, houve o apoio dominante dado pelas famílias, registro maior entre os casados. Alguns filhos também tiveram os sintomas da doença durante a quarentena. Quatro pessoas relatam também a solidariedade dos colegas de trabalho durante a contaminação: “ Eles ligavam todo dia para saber ‘como você tá’.... sempre  davam bastante atenção’”.

Felizmente todos esses entrevistados estão em recuperação afastados ou retornaram para suas atividades depois que seus exames laboratoriais apresentaram resultados negativos. Três trabalhadores ainda apresentam sequelas. Um dos que está passando por avaliação cardiopulmonar relata: “ no pós-Covid19 ainda tenho falta de ar, dor nas pernas e dor nas costas.”    

Principais causas da contaminação: ambiente de trabalho

A pesquisa detectou ainda que o contágio predominante foi comunitário laboral, ou seja, teve origem nos locais de trabalho. Principal motivo:  falta de medidas iniciais, como o não uso de máscaras faciais, aglomeração em locais de circulação  (refeitório, vestiário, banheiro, salas de controle, oficinas e áreas de serviço). Um dos contaminados relatou que “várias pessoas na empresa pegaram de uma vez, o que revela que houve contágio no ambiente laboral”.

A maioria relatou que medidas protetivas e preventivas aumentaram no ambiente de trabalho após os registros de contaminação pela Covid-19, incluindo distanciamento social e medidas de proteção individual, como o permanente uso da máscara cirúrgica ou de pano, máscaras acrílicas faciais, precaução quanto aglomerações em espaços comuns.

Falta de testes em massa

Em uma análise preliminar, quanto às medidas protetivas e preventivas, a maioria dos entrevistados relatou a necessidade de realização de exames massivos para a Covid-19 de forma permanente. Houve retorno de quarentena sem que trabalhadores de turno fossem testados, o que contribuiu para o agravamento do contágio, além das saídas e entradas das folgas grandes de 14 dias que viraram “quarentenas”.

A falta de pessoal foi alertada por um dos petroleiros em turno de 12 horas: “De que adianta eu trabalhar  12 horas, pra circular menos gente, e ficar mais tempo por  lá, se no meio da sala não tem como me virar sozinho , ah , porque está faltando gente!”           

O estudo qualitativo da UnB está sendo realizado pelo pesquisador e assessor de Saúde da Fetquim, Remígio Todeschini,  sob a supervisão do professor Wanderley Codo,  em parceria com os sindicatos filiados à Fetquim/CUT, CNQ-CUT, e o apoio da FUP e do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista.

Para Airton Cano, coordenador político da Fetquim-CUT, o estudo reforça “que a importância de estarmos atentos em nossa mobilização no local de trabalho e a negociação permanente em defesa da saúde dos trabalhadores”.

Andrés Alves, secretário de Saúde da Fetquim, lembra da importância de lutar pela realização de testes em massa para a Covid-19, a fim de evitar contágios constantes das equipes e colegas de trabalho.

As entidades representativas de trabalhadores deverão exigir a CAT, para a maioria dos casos de contaminados de contágio laboral aqui abordados, em virtude da garantia dos direitos trabalhistas, previdenciários e dos contratos coletivos em vigor.

O detalhamento e análises de conteúdo deste estudo terão continuidade nos próximos 90 dias.

Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência enviado ao governo Bolsonaro faz um alerta grave: há uma explosão de casos do novo Coronavírus na Petrobrás. Apesar da denúncia, nenhuma medida para conter o avanço da doença foi adotada colocando a vida dos trabalhadores em risco.

Publicado em Sistema Petrobrás

[Matéria publicada pela CUT]

O Brasil atingiu, na tarde desta sexta-feira (19), a trágica marca de 1.009.699 casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O total de pessoas mortas pela doença chegou a 48.422 (553 nas últimas 14 horas).

O Estado de São Paulo, epicentro da pandemia no país, registrou 211.658 pessoas contaminadas e 12.232 mortas em consequência da Covid-19; o Ceará, segundo estado com mais casos contabiliza 89.485 confirmados, e 5.402 mortes. Já o Rio de Janeiro, que não havia divulgou dados até o início da tarde, é o terceiro estado com mais casos confirmados (87.317) e pelo menos 8.412 pessoas mortas.

Esses dados são de levantamento feito pelo consórcio de imprensa junto as  secretarias estaduais de saúde de todo o país. O consórcio reúne o UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra e se formou depois que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) começou a ocultar os dados e divulgar apenas os números de casos e mortes registrados no dia, sem o acumulado. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Ministério da Saúde divulgasse todos os dados e isso passou a ser feito novamente, mas o consórcio manteve o levantamento paralelo, que é divulgado mais cedo.

Bolsonaro ignora crise sanitária e drama dos brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) ainda não priorizou o enfrentamento ao novo coronavírus, apesar de mais de um milhão de brasileiros terem de contaminado e o número de pessoas mortas se aproximar de um milhão.

Ele começou fazendo pouco caso e ironia, dizendo que a doença não passava de uma "gripezinha". Depois passou pelo "o que eu posso fazer?" e “e daí?’ chegando ao “não sou coveiro” ao ser questionado por jornalistas sobre o número cada vez maior de casos confirmados e mortes.

No início, Bolsonaro seguia a estratégia do presidente norte-americano, Donaldo Trump, de negar o potencial do novo coronavírus e receitar cloroquina para pacientes. Com o número de casos explodindo, Trump recuou e passou a aceitar as restrições impostas pelos governadores como a única maneira de conter a expansão do vírus sem contestar. Enquanto Bolsonaro foi para o enfrentamento com governadores brasileiros que decretaram isolamento social rígido.

Mesmo com Trump indo em outra direção, Bolsonaro continuou seu negacionismo, afirmando que o vírus é superdimensionado, que o país não podia “entrar numa neurose”, que a economia não podia parar e as pessoas tinham de voltar a trabalhar. Para ele, só deveria ficar em casa os idosos e as pessoas doentes, que são os grupos de risco da doença.

As orientações e exigências de Bolsonaro, tanto sobre o isolamento quanto sobre a indicação da cloroquina, derrubaram dois ministros da Saúde em plena pandemia. O primeiro a sair foi Luiz Henrique Mandetta. Seu substituto, Nélson Teich ficou apenas 29 dias no cargo.

Ambos defenderam publicamente posições contrárias às do presidente. Além de afirmar que o distanciamento social deveria ser uma medida de combate à pandemia do novo coronavírus, Teich postou em uma rede social que o uso da cloroquina no tratamento contra a Covid-19 deveria ser feito com restrições, já que a substância pode desencadear efeitos colaterais.

Desde 15 de maio, o general Eduardo Pazuello, paraquedista do Exército, sem qualquer experiência na área, comanda interinamente o Ministério da Saúde. Em 4 dias ele havia nomeado pelo menos 9 militares do Exército para atuar na pasta. Nenhum deles com experiência na saúde ou no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na gestão do general, o Ministério da Saúde passou a divulgar os dados sobre a doença às 19h, depois às 22h e, por fim, decidiu ocultar dados. No boletim do dia 6 de junho, o governo federal deixou de apresentar o número acumulado de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, informação que sumiu do site oficial sobre a doença. Voltou atrás por determinação do STF.

Os dados do governo

Após uma falha na plataforma online do Ministério da Saúde, que pode agravar ainda mais a subnotificação no país, o Brasil registrou pelo terceiro dia consecutivo mais de mil mortes por Covid-19. Foram 1.238 óbitos contabilizados de quarta-feira (17) para quinta-feira (18), elevando o total de vidas perdidas para 47.748. 

Já o número de casos confirmados da doença, divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, saltou de 960.309 para 978.142 no mesmo período, com 22.795 novos registros. Apesar dos números, o Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira (18) que há uma tendência de estabilização da curva no país.

Nesta quinta, as secretarias Estaduais de Saúde relataram dificuldades na hora de atualizar os dados sobre a pandemia na plataforma do Ministério da Saúde. A falha gera atraso no processamento de dados diários e agrava ainda mais a subnotificação. O que indica também que nos próximos dias haverá um grande aumento de casos e mortes quando o sistema for normalizado. 

Na terça-feira (16), a pasta confirmou 34.918 casos e na quarta o número caiu para 32.188, já na quinta foi menor ainda, com apenas 22.675 novas confirmações. O que poderia levar a crer que a curva estaria diminuindo no Brasil, ou a quantidade de testes seria menor, porém, era um problema de sistema que não contabilizou todos os novos casos. 

Estados com mais doentes e outros com mais mortes 

O Nordeste é a região com mais diagnósticos da doença, com 347.633 pessoas infectadas pela Covid-19, enquanto o Sudeste é quem mais perdeu vidas (22.051). Juntos, os estados nordestinos somam mais diagnósticos do que França e Alemanha — que tem a marca de 341 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

Na Região Norte, o Pará foi o estado que mais registrou novos casos em 24 horas (3.449), a segunda maior alta em toda a pandemia. 

Na sequência está um estado nordestino, o Ceará (1.667), outro do Sudeste, Minas Gerais (1.559) e um do centro-oeste, o Distrito Federal (1.381). 

Região Norte 

Amazonas 

Em Manaus o hospital de campanha montado para atender pacientes com Covid-19 chegou a 601 altas. O hospital de campanha agora tem 21 pacientes que devem receber alta nos próximos dias. Após o último, o local deve ser desativado.

A cidade também retomou os sepultamentos individuais depois que o número de enterros, que chegou a ultrapassar 100 por dia durante a pandemia, voltou a se estabilizar.

Região Sul 

A região Sul passou nesta quinta-feira (18) das mil mortes registradas. Já são somam 1.034 brasileiros que perderam a vida. 

No Rio Grande do Sul, a doença chegou em 363 cidades. O estado nesta quinta 19 mortes por coronavírus e total chega a 406, e casos ultrapassam 17,8 mil. 

No Paraná, mesmo com o avanço da doença no estado, bares foram fechados em Curitiba e Região Metropolitana entre a noite de quinta (18) e a madrugada desta sexta-feira (19). Paraná tem 12 mil casos confirmados da doença e mais de 400 mortes. 

Região Centro-Oeste 

No Centro-Oeste, região menos atingida pela pandemia até agora, a Covid-19 acelera. Em apenas sete dias, tanto o número de casos quanto o de mortes aumentaram 48%. No total, já são 53.931 pessoas contaminadas pela doença e 974 óbitos. 

Goiás registrou 853 casos de coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Com os números desta quinta-feira (18), o total de casos chegou a 13.366. O estado tem 39.986 casos em investigação e 264 óbitos. A taxa de letalidade da doença é de 1,97%.

Publicado em Política

Em defesa da vida dos petroleiros da P-58, plataforma da Petrobrás no litoral do Espírito Santo com casos frequentes de contaminação pelo coronavírus, a direção do Sindipetro-ES divulgou comunicado nesta quinta-feira, 18, convocando os trabalhadores embarcados a se prepararem para uma greve sanitária nos próximos dias.

Na última semana, pelo menos seis trabalhadores embarcados testaram positivo para covid-19, mas nenhuma medida foi tomada pela empresa. O Sindipetro já eviou diversos ofícios às gerências da Petrobrás, cobrando informações e medidas de prevenção e contenção da pandemia.

Os gestores da Petrobras, no entanto, ignoram os alertas do sindicato. O único interesse é manter a produção a qualquer custo.

Para evitar a contaminação em massa dos trabalhadores a bordo da plataforma, o Sindipetro-ES convoca a categoria a participarem de assembleia online para deliberar sobre a decretação de greve sanitária na próxima semana.


Leia também: 

Gerentes brincam de roleta russa na P-58 e expõem trabalhadores na pandemia


Veja a convocatória:

Diante da irresponsabilidade e descaso com a saúde dos trabalhadores próprios e terceirizados;

Diante da omissão e negligência dos Gestores com suas equipes de trabalho;

Diante do GRAVE RISCO de contaminação em massa de COVID-19 na plataforma P58;

Não nos resta outra alternativa!

O SINDIPETRO-ES convoca todos os trabalhadores que estão a bordo e no período de folga, a se prepararem para uma possível Greve Sanitária, já a partir da próxima semana.

Ainda essa semana enviaremos a Convocação da Assembleia, que será Virtual, oportunizando a participação de todos os trabalhadores.

Não podemos assistir de forma passiva a empresa negligenciar a gravidade da situação, colocando em risco a saúde de todos, incluindo a família dos trabalhadores.

A empresa NÃO está tomando medidas para evitar a contaminação em massa:

❌Alguns Trabalhadores com sintomas não foram isolados nem testados.

❌ Trabalhadores que desembarcaram no final da escala não foram testados, mesmo tido contato com colegas que testaram positivo para COVID-19.

❌ Vários serviços NÃO ESSENCIAIS continuam a ocorrer e até aumento de demandas, gerando embarques esporádicos DESNECESSÁRIOS, aumentando o risco de contaminação a bordo.

Para a empresa, aumentar a testagem e desembarcar trabalhadores com sintomas e contactantes é considerado CUSTO.
Para o Sindicato, significa INVESTIMENTO na saúde e vida trabalhadores e familiares.

SINDIPETRO-ES EM AÇÃO

[FUP, com informações do Sindipetro-ES]

Sem negociação com sindicatos, Petrobrás divulga plano para fim da quarentena

Assim como o governo federal, a Petrobrás também tem omitido os números de casos do novo coronavírus. Não é de hoje que a sonegação de informações ocorre. O GT da Petros é prova disso, que por diversas vezes não obteve as informações necessárias, atrasando o processo de construção do Novo Plano de Equacionamento.

Não é coincidência que desde 2016, as informações solicitadas pelos sindicatos à Petrobrás não são apresentadas ou são, mas de forma maquiada e com poucas respostas. Tem-se escutado da empresa, em diversas reuniões, a frase “esta informação é sigilosa”. Além disso, as negociações não ocorrem mais com as entidades sindicais. A empresa aplica o que lhe convém e depois somente apresenta aos representantes dos trabalhadores. Não por desejo destes, que estão tendo de judiciar muitos processos que poderiam ter sido discutidos em mesa de negociação. E estão ganhando.

A última é o plano estratégico divulgado hoje pela empresa sobre o retorno ao trabalho presencial. De acordo com a empresa, os trabalhadores terão que se adaptar ao “novo normal”. O que nos deixa uma dúvida. Esse tal de novo normal são as milhares de pessoas que estão morrendo por dia no país e que está sendo subnotificado pelo governo federal?

Tá ai outra palavra que temos usado muito em nossos textos desde o golpe. Subnotificação. Já foram realizadas diversas cobranças da Federação Única dos Petroleiros em relação a CAT`s não emitidas no dia a dia do trabalho. O que dizer de um dia a dia no “novo normal” em tempos de pandemia? A Petrobrás, segue a linha do governo assassino de Bolsonaro. Expõe trabalhadores ao risco diariamente e esconde.

A FUP ressalta a importância do trabalhador zelar por sua vida e de seus familiares. Denuncie ao seu sindicato qualquer tipo de assédio gerencial. Seja trabalhador próprio ou terceiro. Estamos acompanhando este plano de retorno ao trabalho e responsabilizaremos cada gestor que derramar sangue em nossas fábricas e plataformas. O coronavírus não é uma gripizinha como diz o presidente do país. Já são quase 700 mil casos confirmados no país, mais de 36 mil mortes em apenas três meses. De acordo com a gerência da Petrobrás, as atividades presenciais serão retomadas de acordo com a decisão de cada estado e município, porém pode haver uma decisão independente disto.

É sabido que muitas cidades brasileiras que, mesmo com a curva crescente, estão reabrindo seus comércios, como é o caso do município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde encontra-se uma das maiores refinarias da Petrobrás. Sendo assim, alertamos aos gerentes que é de extrema importância a divulgação para os sindicatos dos números de casos de COVID-19 internos da empresa, para que haja de fato uma negociação de um plano que seja de fato seguro. A gestão da Petrobrás é composta por pessoas que têm livre arbítrio para escolher de qual lado querem estar na história do Brasil. Do lado de quem zela pela vida de milhares de trabalhadores, mães, filhos, maridos, avós, avôs, ou do governo Bolsonaro, que mente e mata todos os dias.

Federação Única dos Petroleiros 

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.