Em cinco anos, subiu de 10 milhões para 19 milhões, o número de pessoas que passam fome. Para a ex-ministra de Combate à Fome e o ex-presidente do Conselho de Segurança Alimentar, pandemia só ressaltou o problema

[Da redação da CUT |Texto: Rosely Rocha/Edição: Marize Muniz |Foto: MST/PR]

No governo do desprezo com as questões sociais, aumenta a fome, a miséria e até a venda de produtos de segunda, como o arroz quebrado e o feijão bandinha, em épocas normais destinados, na maioria das vezes, à alimentação animal, e o povo chega a fazer fila para pegar ossos que um açougue ia jogar fora.

Diversas pesquisas mostram que:

> 55,2% da população brasileira não comem as três refeições diárias necessárias

> em 5 anos, subiu de 10 milhões para 19 milhões o número de brasileiros passando fome, sem nenhuma refeição

> mais do que dobrou o contigente da população que não tem o que comer: de 4,2%, em 2013, para 9%, em 2020

Esse é o resultado das medidas perversas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que acabou com o Conselho de Segurança Alimentar Nutricional (Consea), criado em 1993, extinto dois anos depois, e recriado por Lula em 2003, assim que assumiu a presidência da República, em 2019.

Bolsonaro ainda continuou o desmonte das políticas públicas importantes que atendiam aos mais vulneráveis, iniciado por Michel Temer (MDB-SP), logo após o golpe de 2016.

Esses desmontes, mais do que a pandemia da Covid-19, são os responsáveis pela situação de miséria da população mais vulnerável, avaliam a ex-ministra de Combate à Fome, Tereza Campello, o ex-presidente do Consea, Francisco Menezes, e o diretor de Ciência e Tecnologia do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) , Mário Artemio Urchei.

Os três reforçam que o alto índice de desemprego que atinge 14,7% da população, a manutenção do mesmo valor do Bolsa Família, a alta da inflação, especialmente dos alimentos e a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 150, em média, são, mais do que a pandemia, responsáveis pelo aumento da fome durante o governo Bolsonaro.

“A pandemia sozinha não causou o crescimento da fome, ela só aumentou a gravidade do que já vinha ocorrendo, com o desmonte de políticas públicas”, diz Menezes.

Tereza Campello reforça que o problema está nos governos posteriores aos do PT. Para ela, fome é resultado do agravamento do desemprego , que já havia piorado antes da pandemia.

“Em janeiro de 2020 já eram 11 milhões de desempregados, a economia já tinha estagnado, já existia o desmonte do Consea, do SUS, da assistência social, e a população ainda ficou três meses sem o auxílio emergencial”, diz Tereza.

Quem perdeu o emprego e ficou sem auxílio já vendeu a TV, a bicicleta, gastou as reservas para comer, e está morando nas ruas
- Tereza Campello

A afirmação da ex-ministra é comprovada por pesquisas que mostram que desde o governo do golpista Michel Temer até hoje, a fome e a insegurança alimentar leve e moderada no país só aumentaram.

A pesquisa “Orçamento Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, que abrangeu os anos do governo Temer, de 2017/2018, mas publicada somente em 2020, mostra que comparando com 2013, a insegurança alimentar leve teve um aumento de 62,2%. Entre 2013 e 2018, houve aumento das prevalências dos graus mais severos. A insegurança alimentar moderada subiu 76,1% e a mais grave (fome), 43,7%. A pesquisa é feita a cada cinco anos, e por isso compara o ano de 2013 com 2018. 

Outra pesquisa mais recente feita no ano passado, com a mesma metodologia do IBGE, mostra que no governo Bolsonaro a fome também avançou. O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), feita pelo Instituto Vox Populi, mostra que mais da metade da população convive com algum grau de insegurança alimentar leve, moderada ou grave.

Do total de 211,7 milhões de pessoas, 116,8 milhões estão nesta situação. Destes, 43,4 milhões não contavam com alimentos em quantidade suficiente para atender suas necessidades (moderada ou  grave). Tiveram que conviver e enfrentar a fome, 19 milhões de brasileiros.

Penssan

Segundo Francisco Menezes, esta última pesquisa é importante porque abrange o ano de 2020, da pandemia, e o período em que o governo reduziu o valor do auxílio emergencial.

“Se considerarmos as três modalidades de insegurança alimentar: leve, moderada e grave, mais da metade da população brasileira está em situação de insegurança alimentar, e esses índices devem aumentar quando for pesquisado o ano de 2021, diz Francisco Menezes.

Medidas de combate à fome

A ex-ministra Tereza Campello ressalta que não é pedindo donativos que a fome vai desaparecer. São as políticas públicas que precisam ser retomadas. Para ela, a caridade, a filantropia e a solidariedade são importantes, mas o nível de drama por que o país passa, essas atitudes são insuficientes.

“Ninguém consegue com solidariedade enfrentar esta dimensão, não resolve nem 10% do problema. A fome atinge mais brasileiros do que a população da Argentina inteira. Quando se fala em insegurança alimentar estamos falando de crianças que passam fome e quem não come o suficiente passa fome também”.

Para ela, só com politicas públicas emergenciais, como a retomada do auxílio em R$ 600, bandeira também defendida pela CUT, e ações da alimentação escolar, com a retomada da aquisição de alimentos e outras políticas estruturais, a fome poderá ser reduzida.

“O governo além de reduzir o valor, excluiu 29 milhões de pessoas do auxílio emergencial. A economia não retomou para que tanta gente fosse retirada do programa”, critica Campello, ao lembrar que caiu de 68 milhões para 39 milhões,  o número de pessoas que recebem o auxílio emergencial.

O controle dos preços dos alimentos básicos como o arroz e o feijão e a entrega de alimentos nas escolas são defendidos por Francisco Menezes,  como forma de atenuar a fome dos brasileiros.

“Estão vendendo arroz e feijão quebrados, as escolas deixaram de fornecer alimentação para as crianças. É preciso que essas crianças voltem a ser atendidas com comida. Dar um voucher para a mãe não resolve porque ela não vai conseguir comprar no mercadinho perto da casa dela, o mesmo tipo de alimentação que a escola oferece”, defende Menezes.

Fome leva brasileiros a comprar arroz quebradinho e o feijão bandinha

A compra do arroz quebradinho e do feijão bandinha (também quebrado), como são conhecidos esses produtos de segunda linha sempre existiu, mas agora com a disparada dos preços dos alimentos e a crise econômica,  agravada pela pandemia, se tornou evidente, diz o diretor de Ciência e Tecnologia do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) e pesquisador da Embrapa, Mário Artemio Urchei.

Ele explica que o valor nutricional desses alimentos é o mesmo dos demais, mas que o aumento da venda desses produtos que são destinados, na maioria das vezes, à alimentação animal, mostra a que ponto chegou a  exclusão e a concentração de renda no Brasil.

O Brasil tem 215 milhões de cabeças de gado, o mesmo número da população, é também um dos maiores produtores de carne suína, de aves, de soja e milho do mundo, e ainda assim aumenta a fome e a miséria com gente comendo osso de boi. Isto é assustador
- Mário Artemio Urchei

Segundo o dirigente, isto é resultado da concentração de terra, da falta de políticas para a reforma agrária, de recursos para a agricultura familiar, que não é o agronegócio.

“A agricultura familiar está sem apoio, sem crédito, os recursos do PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar]caíram quase a zero. Se somarmos a isto às queimadas no Pantanal e o desmatamento da Amazônia e as consequências climáticas dos ataques ao meio ambiente, teremos um futuro ainda incerto”, diz Mário.

O diretor do Sinpaf , ressalta que somente o papel da Embrapa, de pesquisas para o aumento da produção e da diminuição dos custos na agricultura não são suficientes para resolver a fome. É preciso políticas de estoques de alimentos.

“ Apesar da pesquisa na agropecuária, se não houver políticas públicas que retomem a economia, que gere empregos para os quase 15 milhões de desempregados, os seis milhões de desalentados e os 34 milhões de brasileiros na informalidade, a fome vai continuar batendo na porta, por culpa

Combate à fome era prioridade nos governos do PT

Desde que Lula assumiu  sua prioridade foi o enfrentamento à fome, diz o ex- presidente do Consea.

O sucesso de Lula no combate à fome foi ter fortalecido o emprego formal, com carteira assinada, o que reduziu a extrema pobreza, e a política de valorização do salário mínimo, além das políticas de segurança alimentar com a aquisição de alimentos da agricultura familiar e da reformulação do PNAE
- Francisco Menezes

Já no governo Dilma, segundo Menezes,  a dificuldade imposta por boa parte do Congresso Nacional, que já preparava o impeachment ,acabou por reduzir drasticamente o orçamento, e o que se viu após o golpe foi a aprovação do Teto de Gastos Públicos que congelou até 2036 os investimentos do governo.

“ Nos anos seguintes começou a crescer a pobreza e a extrema pobreza aceleradamente, e mesmo assim o governo Bolsonaro mantem o mesmo orçamento para o Bolsa Família. Se há mais pobres, mais miseráveis é preciso que cresça o orçamento do programa”, afirma o ex-presidente do Consea.

Bolsonaro deve esperar até o ultimo dia para reajustar o Bolsa Família, em função da eleição de 2022
- Francisco Menezes

O Mapa da Fome

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) considera como indicador do Mapa da Fome , quando 5% ou mais da população de um país, estão em situação de subalimentação. O Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014, no governo Dilma Rousseff ( PT).

“ A FAO ainda não fez nova pesquisa sobre a fome no Brasil, mas a julgar pelos índices pesquisados pelo IBGE, posso afirmar que voltamos ao mapa da fome”, diz Francisco Menezes, que hoje atua como consultor de políticas públicas da Action AID, uma federação que congrega diversas ONGs pelo mundo.

O país vive uma regressão, uma tolerância em relação à fome, pela atuação criminosa deste governo
- Francisco Menezes

Pela quarta vez em menos de dois meses, a população foi às ruas em centenas de cidades, em protesto contra o governo Jair Bolsonaro, pela aceleração do programa de vacinação e em defesa da democracia. Foram realizados mais de 500 atos em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal e também no exterior. Para organizadores, campanha #ForaBolsonaro ganhou mais capilaridade

[Da redação da CUT | Foto: Stefano Figalo/Brasil de Fato RJ]

Cerca de 600 mil pessoas foram às ruas nas 26 capitais, no Distrito Federal e em centenas de cidades do Brasil e do exterior no quarto dia nacional de mobilização “fora, Bolsonaro”, realizado no sábado (24). No Minuto a Minuto da CUT é possível ver informações e imagens de centenas de atos realizados em todo o mundo e no Mapa dos Atos a lista de cidades onde o povo foi às ruas. O presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, disse na Avenida Paulista, em São Paulo, que os protestos continuarão até que Bolsonaro caia. 


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FUP e sindicatos nas ruas por "Fora Bolsonaro". Veja os locais dos atos


Além do impeachment do presidente por crimes contra a democracia e contra a vida, a pauta dos 509 atos realizados também abordou em faixas, cartazes e discursos temas como as denúncias de pedido de propina nas negociações para compra de vacinas, que atrasaram a entrada do imunizante no Brasil, contribuindo com a morte de milhões de brasileiros. A pauta teve ainda pedido de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, foi contra a reforma Administrativa e as privatizações.

Em várias capitais, os manifestantes homenagearam os quase 550 mil mortos em decorrência da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e várias pessoas levaram cartazes lamentando a morte de parentes e côngujes que não tiveram tempo de esperar a vacina ou afirmando que o tratamento precoce com remédios ineficazes recomentado por Bolsonaro matou um parente, como no cartaz desta esposa quu vive um luto doloroso, sem despedida, sem velório, como os parentes dos 550 mil mortos em decorrência da Covid-19 no país. 

Reprodução

As lideranças da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, formada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, centrais sindicais como a CUT, movimentos sociais como o MST e partidos políticos avaliam que os atos de sábado  ganharam capilaridade em relação aos atos anteriores.

Em 29 de maio, foram realizados atos em ao menos 227 cidades do Brasil e 14 do exterior, com cerca de 420 mil pessoas. No segundo protesto, em 19 de junho, foram  427 atos em 366 cidades do Brasil e em 42 cidades do exterior em 17 países, com um público total de 750 mil pessoas.

Já no ato do 3 de julho, antecipado por causa das denúncias de corrupção feitas na CPI da Covid do Senado,  800 mil pessoas foram às ruas em 352 atos em 312 cidades do Brasil, em todos os estados e no Distrito Federal, e 35 no exterior em 16 países.

Publicado em Política

A fala de Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, marca a mobilização dos petroleiros de norte a sul do país nas manifestações deste 24 de Julho pelo impeachment de Bolsonaro e o fim do genocídio da população brasileira

[Da Assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Daniela Dacorso]

De norte a sul do país, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindicatos dos Petroleiros (Sindipetros) afiliados estão participando das manifestações deste sábado (24/7) convocadas por movimentos sociais pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A FUP e seus sindicatos participaram ativamente da organização das manifestações em todos os estados onde atuam.

A mobilização ganhou ainda mais força diante das recentes ameaças feitas pelo ministro da Defesa, general Braga Neto, e comandantes das Forças Armadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), condicionando as eleições presidenciais de 2022 ao retorno do voto impresso.

“Para Bolsonaro, não basta o genocídio da população brasileira que ele e seus comandados estão promovendo no país, com atrasos calculados e corrupção explícita na compra de vacinas, com a CPI da Covid está provando. O presidente grita contra a democracia, tenta articular um golpe por saber que sua derrota nas urnas em 2022 é certa. Os brasileiros e as brasileiras não aguentam mais morrer de Covid, passar fome, perder emprego e renda, ver a inflação subindo todos os meses, pagar caríssimo por gás de cozinha, gasolina, óleo diesel e energia elétrica e ainda estar perto de viver um novo apagão, como aconteceu em 2001. A democracia está sendo ameaçada todos os dias, e estamos nas ruas em defesa da democracia, apesar da pandemia”, afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, presente na manifestação realizada nesta manhã no Centro do Rio de Janeiro. Veja as fotos abaixo:

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Os petroleiros estão nas ruas desde às 8h, quando começaram a se concentrar em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Até o fim da tarde deste sábado, a FUP e seus sindicatos vão participar de manifestações em diversas cidades do Amazonas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (saiba mais aqui).

“O povo brasileiro já não aguenta mais tanta omissão, que, na verdade, parece ser um projeto muito bem articulado e calculado de extermínio das pessoas mais pobres, de aumento da miséria, de desesperança. Bolsonaro já deu centenas de provas de que não governa para a população brasileira, mas sim para seus interesses, para sua família e seus amigos. Estamos nas ruas com medo do coronavírus, mas temos mais medo ainda do que pode acontecer neste país até 31 de dezembro de 2022, se este genocida continuar no poder. Por isso é fundamental pressionar Arthur Lira para colocar o impeachment de Bolsonaro na pauta da Câmara”, reforça Bacelar. 

Acompanhe a cobertura completa dos atos deste sábado no Twitter da FUP: @FUP_Brasil

Publicado em Movimentos Sociais

Entidades do movimento sindical de Campos dos Goytacazes estão jogando peso na realização do Ato “Fora, Bolsonaro”, na Praça São Salvador, a partir das 9h30 deste sábado (24). A expectativa dos sindicalistas é a de que o protesto seja maior do que os anteriores, realizados em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho. Uma reunião de organização, ontem (quinta, 22), na sede do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, traçou as últimas estratégias de mobilização da sociedade para a manifestação.

Além do presidente do próprio Sindicato dos Bancários, Rafanele Alves Pereira, participaram da reunião o coordenador geral do Sindipetro-NF (Petroleiros), Tezeu Bezerra; a presidente do Siprosep (Servidores Municipais), Elaine Leão; o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Caldas; o presidente do Sindicato dos Químicos, Carlos Antônio; o presidente do Staecnon (Saneamento), Hélio Anomal; e a presidente do Sepe (Profissionais da Educação), Odisséia Carvalho. A Aduenf (Associação dos Docentes da Uenf) também participa da organização.

O Ato em Campos dos Goytacazes segue a pauta de temas que tem motivado os protestos por todo o país, contra o desemprego e a fome, pelo auxílio emergencial de R$ 600, por vacinação contra a Covid-19, contra a reforma administrativa e as privatizações. A previsão é a de que o protesto comece com concentração na Praça São Salvador e se estenda com passeata pela Avenida Alberto Torres, até a Câmara de Vereadores.

“Vai ser um ato grande, um ato de massa, mas com todo o cuidado de manter o distanciamento. Haverá distribuição de máscaras PFF-2 e de frascos de álcool em gel. Estamos com uma expectativa muito boa. Temos uma militância que é mais consciente em relação aos cuidados coma pandemia e evita aglomerações, mas que também percebe que é necessário estar nas ruas para protestar contra este governo”, avalia Tezeu Bezerra.

Para Rafanele Alves Pereira, a população “vai ocupar as ruas para dizer não à política que tem aumentado as desigualdades e causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”. Ele lembra que “são mais de 19 milhões de pessoas com fome, quase 15 milhões de desempregados e mais de 34 milhões de brasileiros no trabalho informal”.

A presidente do Sepe, Odisséia Carvalho, também destaca as pautas de reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais e avalia que a adesão ao protesto será grande, em razão do momento crítico vivido pelo país. “Nossa expectativa é a de que teremos muito mais gente na rua. A situação dos desempregados e dos desalentados no nosso país é muito séria. Por isso queremos Fora, Bolsonaro e toda a sua equipe que nos mantém nesse caos absoluto em que estamos”, afirma.

Atividades culturais

Uma das responsáveis por articular atividades culturais para o protesto, a vice-presidente da Aduenf, Luciane Soares da Silva, destaca o papel da cultura na mobilização. Ela lembra que o setor tem sido muito atacado pelo governo Bolsonaro, e utilizar ações culturais é uma forma de manifestação pelas pautas gerais mas, também, um alerta sobre o que acontece com o próprio segmento cultural.

“Nesse momento de mobilização contra o governo Bolsonaro, a presença da cultura no ato é também uma forma de protesto. Porque a gente percebe a importância da cultura no Brasil e como ela foi uma das áreas mais atacadas desde o início por este governo. Não só ataque ao próprio ministério, mas posteriormente com todas as demonstrações muito explícitas de racismo, de desprezo pelos nordestinos, ironia, desqualificação da arte popular”, afirma Luciane, explicando que mobiliza artistas para fazerem apresentações envolvendo música, dança, entre outras expressões de valorização da cultura popular.

[Assessoria de Comunicação do Sindipetro Norte Fluminense]

Publicado em Movimentos Sociais

Tem atos pelo impeachment de Bolsonaro marcados em todas as capitais, no DF e em centenas de cidades do Brasil e do exterior. Confira a lista e participe

[Da redação da CUT]

Explodiram os números de atos pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) confirmados entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). Neste sábado (24), as pessoas irão as ruas pedir a destituição de Bolsonaro em mais de 430 cidades do Brasil e do exterior.

Tem ato pelo #ForaBolsonaro marcado em todas as capitais e no Distrito Federal, além de cidades do países como Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Portugal e França.


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É neste sábado: FUP e sindicatos nas ruas por "Fora Bolsonaro". Veja os locais dos atos


Confira aqui o guia de segurança contra a Covid-19 antes de ocupar as ruas.

E reveja a pauta dos atos que, além do impeachment de Bolsonaro, reafirma as bandeiras de luta prioritárias da CUT neste dia. 

a) Luta contra as privatizações;

b) Luta contra a reforma Administrativa;

c) Reforma Tributária Justa Solidária e Sustentável;

d) Por salário, emprego, trabalho decente e renda;

e) Contra a inflação, carestia e a fome;

f) Vacina para todos;

g) Auxílio emergencial de R$ 600;

e) Defesa da agricultura familiar e luta por segurança e soberania alimentar. 

Confira onde já tem atos marcados

Acre 

. Rio Branco - às 15h, na Gameleira 

Amazonas

. Manaus - às 15h, na Praça da Saudade

. Itacoatiara - às 16h30, no Mirante (ao lado da Pizzaria Panorama) |

Alagoas

Maceió – às 9h tem concentração na Praça Multieventos

. Arapiraca - às 9h, na Praça da PAroquia Sagrado Coração de Jesus

. União dos Palmares – às 9h, na Rua XV de Novembro (semáforo Globo)

. Delmiro Gouveia -  às 9h, na Praça do Coreto

. Palmeira Dos Índios - às 9h, na Praça da Igreja São Cristovão

Amapá

Macapá – às 16h, na Praça da Bandeira

Bahia

Salvador – às 10h tem início uma passeata em Campo Grande rumo Praça Castro Alves.

. Alagoinhas - às 9h, na Praça Ruy Barbosa

. Amargosa - às 9h, na Praça dos Correios

. Barreira - às 9h, na Praça Castro Alves

. Cachoeira - às 9h, caminhada na Av. 25 de Junho

. Cruz das Almas - às 9h, na Praça Senador Temístocles (em frente à prefeitura)

. Eunápolis - às 8h, na Praça do Pequi (com arrecadação de alimentos) 

. Feira de Santana – às 9h, em frente à Prefeitura

. Ilhéus – às 9h, panfletagem ao lado do BIG-Meira no Malhado (entrada na Feira Popular) e às 12h30, caminhada Praça da Irene (Av. Soares Lopes)

. Ipiaú - às 10h, no Honório 

. Itabuna - às 9h, no Jardim do Ó

. Itapetininga - às 9h30, em frente à sede da prefeitura 

. Jacobina - às 18h, na Praça Rio Branco 

. Jequié - às 9h, na Praça Luis Viana

. Paulo Afonso – às 9h, na Igreja N.Sra do Perpétuo Socorro

. Porto Seguro - às 15h, no Trevo do Cabral

. Ribeira do Pombal - às 17h, na Praça da Juventude

. Santa Cruz Cabrália - às 9h, no Monumento do Indio, Coroa Vermelha

. Santo Antonio de Jesus - às 14h, carreata Estádio S.A de Jesus

. Ribeira do Pombal - às 17h, na Praça da Juventude 

. Serrinha – às 9h, na Praça Centenário

Ceará

Fortaleza - às 15h, tem ato na Praça Portugal

. Baturité – às 8h, na Praça da Matriz

. Caucaia – às 8h, na Praça da Matriz

. Crateús – às 17h30, carreata pela ruas da cidade

. Icó - às 16h, no Teatro da Ribeira dos Icós

. Iguatu – às 16h, na Praça das Crianças

. Itaiçaba – às 9h, no Mercado Público

. Juazeiro do Norte – às 8h, na Região do Cariri - Rua São Pedro

. Maracanaú – às 16h, na Praça da Estação

. Nova Morada – às 7h30, na Praça Eduardo Girão (Girilândia)

. Pentecoste - às 17h30, na Praça do CSU

. Quixadá - às 8h, na Praça José de Barros

. Tianguá – às 8h, na Praça dos Eucaliptos 

Distrito Federal

Brasília – às 15h, concentração, no Museu da República, e, às 16h, marcha rumo ao Congresso Nacional

Espírito Santo

. Vitória – às 14h, na Praça Jucutuquara (IFES de Vitória)

. Colatina - às 10h30, na Praça Sol Poente

. Marataízes - às 15h, na Rotatória da Barra

. São Mateus - às 10h, na BR 101 Canteiro Central entrada do Bairro Vila Nova

Goiás

Goiânia – às 9h tem ato na Praça do Trabalhador

. Alvorada do Norte - às 9h, na Praia do Povo        

. Anápolis - às Praça Americana do Brasil  e, às 10h, na Praça Dom Emanuel

. Aparecida de Goiânia - às 7h30, ao lado Terminal Veiga Jardim | 7h30

. Catalão – às 9h, na Praça Getúlio Vargas

. Cidade de Goiás – às 9h30, carreata na Praça do Chafariz

. Goianésia - às 15h, na Avenida Ulisses Guimarães

.  Ipameri - às 15h30, carreata saindo da Praça da COAB 

. Iporá  - às 9h, no Lago Por do Sol | 9h

. Jataí - às 8h30, no Centro cultural Dom Benedito Dominos Cóscia

. Rio Verde - às 14h30, na Praça da Matriz

Maranhão

. São Luís - às 9h tem ato na Praça Deodoro

. Açailândia - às 8h, na Praça do Pioneiro

. Bacabal - às 8h, na Praça Catulo da Paixão Cearense

. Imperatriz - às 9h, na Praça de Fátima

. Pinheiro - às 8h, na Praça José Sarney

Mato Grosso

. Cuiabá - às 09h, carreata saindo da guarita o1 da UFMT e, às 15h, ato político na Praça Alencastro

. Barra do Garça – às 8h30, na Praça Sebastião Jr.

. Juína - às 17h30, na Praça da Bíblia

. Rondonópolis - às 15h, no Parque Universitário em frente ao Senai

.Tangará da Serra - às 8h, na Rotatória do Cristo Redentor 

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – às 9h, na Praça do Rádio

. Aquidauana – às 9h, na Praça dos Estudantes

. Corumbá – às 9h, na Praça Central

. Jardim - às 9h30, na Praça do Encontro (Calçadão) 

. Nova Andradina - às 9h, na Praça do Museu

. Ponta Porã – às 8h, no Minhocão (Antiga Praça Lício Borralho)

Minas Gerais

Belo Horizonte – às 13h30, na Praça da Liberdade

. Alfenas – às 9h, na Praça Getúlio Vargas

. Almenara - às 8h30, na Praça do Bairro São Pedro 

. Araguari – às 8h30, na Praça Farid Nader

. Araxá – às 9h, no Estádio Fausto Alvim

. Barbacena – às 10h, na Praça do Rosário

. Betim – às 8h30, no Viaduto Jacintão

. Brumadinho – às 9h, na Av. Vigilato Braga esquina com Quintino Bocaiúva

. Campo Belo – às 10h, na Praça dos Expedicionários

. Cataguases – às 8h30, na Praça Catarina

. Conselheiro Lafaiete – às 13h, na Prefeitura

. Diamantina - às 14h, na Praça do Mercado Velho

. Divinópolis – às 9h, na Rua São Paulo

. Extrema – às 11h, na Praça Getúlio Vargas

. Governador Valadares - às 9h, na Praça do Emigrante (Shopping)

. Formiga - às 10h, na Praça Ferreira Pires

. Frutal - às 9h30, na Concha acústica do Calçadão

. Itabira - às 10h, na Rodoviária 

. Itabirito - às 9h, em frente a sede da prefeitura 

. Itajubá – às 10h, na Praça Wenceslau Braz | 10h

. Itaúna – às 9h, na Praça da Matriz

. Jampruca – às 9h, na Igreja Católica

. Januária - às 8h, no antigo depósito da Coca Cola

. Jequitinhonha - às 7h30, em frete ao Banco do Brasil 

. Juiz de Fora – às 10h, na Parque Halfeld

. Lavras –  às 10h, na Praça Dr. Augusto Silva

. Leopoldina - às 10h, na Praça General Osório

. Mariana – às 9h, no Centro de Convenções

. Montes Claros - às 9h, na Praça da Catedral 

. Muriaé – às 11h30, na Antiga Prefeitura

. Nova Era - às 9h, na Rotatória da Rua Itabira com a Gov. Valadares

. Nova Lima - às 10h, na Praça Bernardino de Lima

. Ouro Branco - às 9h, na Av. Mariza  

. Ouro Preto – às 9h30, no Alto da Cruz

. Passos – às 16h30, na Estação Cultura

. Patos de Minas - às 9h, na Praça do Coreto

. Patrocínio - às 15h, na Praça Santa Luzia

. Pirapora - às 9h30, na Praça Cariris

. Poços de Caldas – às 16h, na Estação Cultura; e às 16h, na Praça José Affonso Junqueira

. Ponte Nova – às 9h, na Praça Palmeiras

. Raposos – às 19h, na Praça da Estação

. Ribeirão da Neves – às 9h30, na Praça de Neves

. Santa Bárbara - às 10h, na Praça Leste de Minas

. Santos Dumont – às 10h30, na Praça Cesário Alvim 

. São João del Rei – às 10h, na Praça Matozinhos

. São Lourenço - às 17h, na Praça Brasil 

. São Sebastião do Paraíso – às 16h, na Casa da Cultura

. Serra do Cipó – às 10h, na Pracinha do Cipó 

. Sete Lagoas – às 9h, na Pça Tiradentes

. Timóteo – às 8h30, na Fundação Aperam

. Tiradentes – às 9h, em frente à Matriz | 9h

.  Tumiritinga  às 9h, na- Praça da Igreja matriz

. Ubá - às 13h, na Praça Guido

. Uberaba – às 10h30, na Praça Rui Barbosa

. Uberlândia – às 9h30, na Praça Ismene Mendes (Antiga Tubal Vilela)

. Viçosa – às 09h30, na 04 pilastras da UFV | 09h30

. Visconde do Rio Branco – às 10h, na Praça 28 de setembro

Pará

Belém - às 8h, na Praça da República

. Altamira – 08h, em frente a Celpa Equatorial

. Barcarena - às 10h, no Sindiquimicos

. Bragança - às 08h, na Praça das Bandeiras

. Capanema - às 8h, em frente à agência bancária do BASA

. Itaituba - às 14h, no Residencial Wirlande Freire, quadra 40  Nº 971

. Marabá - às 16h, na Praça da Z30, Orla 

. Santarém - às 16h, na Praça São Sebastião 

Paraíba

. João Pessoa - às 09h, carreata e caminhada do Mercado Público de Mangbeira até a Praça da Paz 

. Cajazeiras - às 9h, na Praça das Oiticicas

. Campina Grande – às 8h30, na Praça da Bandeira

. Cajazeiras - às 9h, na Praça das Oiticicas

. Patos – às 8h, na Praça João Pessoa (CEPA)

. Sousa – às 7h, caminhada e carreata na Praça da Estátua (Rua Cônego José Viana, Estação Ferroviária)

Paraná

Curitiba – às 14h, na Santos Andrade, com arrecadação de alimentos

. Antonina - às 10h, na Rua XV de Novembro (próximo a Rodoviária)

. Apucarana – às 10h, na Av. Curitiba

. Cascavel – às 14h30, em frente a Catedral

. Dois Vizinhos – às 16h, na Praça Ari Muller

. Foz do Iguaçu – às 11h30, na Praça da Paz

. Francisco Beltrão – às 9h, na Praça Central

. Guarapuava – às 10h30, na Praça Cleve

. Iporã - às 9h, no Lago Pôr do Sol 

. Irati – às 15h, no Parque Aquático

. Londrina – às 15h, no Teatro Ouro Verde

. Maringá - às 14h, na Praça Raposo Tavares

. Matinhos – às 14h, na Rotatória (com arrecadação de alimentos)

. Paranaguá – às 14h, na Praça dos Leões (Centro)

. Pato Branco - às 14h, na Praça da Matriz

. Pinhais – às 15h, na frente da Prefeitura

. Ponta Grossa - às 15h, na Praça Barão de Guaraúna 

. Pontal do Paraná – às 10h, carreata Pontal do Sul em direção à praia de leste

. Toledo - às 10h, no Jardim Copagro 

. Umuarama – às 15h, na Praça Arthur Thomas

Piauí

Teresina - 8h tem concentração na Praça Rio Branco

. Altos - às 8h, na Praça Cônego Honório 

. Floriano - às 8h, na Praça Coronel Borges 

. Parnaiba - às 16h, na Av. Pinheiro Machado x Samuel Santos 

. Piripiri - às 9h, na Praça da Bandeira

. Picos – às 7h30, na Praça Félix Pacheco (Centro)

. Piripiri - às 9h, na Praça da Bandeira 

. São Raimundo Nonato - Praça do Relógio

Pernambuco

Recife – às 10h, cocentração no Derby, às 11h tem inicio a caminhada em direção a Avenida Guararapes

. Arcoverde – às 9h, na Praça da Bandeira 

. Belém de São Francisco - às 15h, na Praça das Calcinhas  

. Bezerros – às 9h, no Anfiteatro atrás da Igreja da Matriz

. Caruaru – às 9h, em frente à sede do INSS

. Escada - às 9h30, na Praça do Agricultor

. Garanhuns – às 9h, na Fonte Luminosa

. Goiana – às 7h, na Igreja dos Pretos Velhos

. Igarassu - às 15h, na Pracinha Saramandaia 

. Palmares – às 9h, na Praça Paulo Paranhos

. Petrolândia – às 7h30, no Polo e SRT

. Petrolina – às 9h, na Praça da Catedral

. Santa Cruz do Capibaribe - às 14h30, no Coreto da Av. Padre Zulzinho (Centro)

. São José do Egito – às 8h, Ato unificado Sertão do Pajeú na Feira Livre Central

. Serra Talhada – às 10h, no Pátio da Feira

.  Vitória de Santo Antão – às 9h30, em frente ao Banco do Brasil 

Rio de Janeiro

. Rio de Janeiro, às 10h, concentração no Monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, depois caminhada pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária.

. Angra dos Reis -  às 10h, na Praça do Papão, Centro

. Armação de Búzios - às 16h, na Praça da Escola Nicomedes  (Em frente ao Porto da Barra)  

. Barra de São João - às 10h, na Praça As Primaveras 

. Barra do Piraí – às 9h, na Praça Nilo Peçanha

. Barra Mansa - às 10h30, concentração em frente ao Brasmil e caminhada até a Praça da Matriz

. Búzios – às 16h, na Praça da Escola Nicomedes (Em frente ao Porto da Barra)

. Cachoeiras de Macacu – às 9h, passeata Praça Duque de Caxias (Caixa Econômica) em direção à Prefeitura

. Campos – às 10h, na Praça  São Salvador

. Macaé  às 9h30, na- Praça Veríssimo de Melo

. Magé - às 10h, na Praça Nilo Peçanha (Prefeitura)

. Miguel Pereira Centro, às 12h, em frente à Fornemat

. Nova Friburgo – às 14h, na  Praça Getúlio Vargas

. Nova Iguaçu – às 10h, na Praça dos Direitos Humanos via Light

. Paty dos Alferes – às 10h, na Praça do Fórum

. Petrópolis - às 11h, na Praça da Inconfidência

. Resende – às 10h, no Mercado Popular

. Rio das Ostras – às 8h, carreata Escola Municipal Cidade Praiana e, às 10h, ato na  Praça Bangu

. São Fidélis, às 10h, na Praça Guilherme Tito de Azevedo

. Teresópolis, às 9h, concentração na Praça do Sakura, depois passeata na Calçada da Fama

. Três Rios – às 16h, na São Sebastião

. Valença - às 09h30, no Jardim de Cima

. Vassouras – às 10h, na Praça Eufrásia Teixeira Leite

. Volta Redonda - às 9h30, na Praça do Cantinho (Embaixo do Viaduto perto do Auê House) Av. Amaral Peixoto 

Rio Grande do Norte

. Natal – às15h, na Midway

. Caicó – às 7h30, na Praça da Alimentação

. Ceará-Mirim – às 7h30, concentração para carreata na Igreja Matriz

. Extremoz – às 5h30, ato em frente a Câmara Municipal na sexta, 23

. João Câmara – às 8h, na Praça Baixa-Verde

. Macau – às 8h, no Mercado Público

. Montanhas - às 8h, aguardando local 

. Mossoró – às 8h, na Arte da Terra até a Praça do Pax

. Parnamirim – às 9h, aguardando informações

. Pureza – às 9h, no Distrito de Bebida Velha (1º/8) e às 19h, na Comunidade de Olho Dágua, às 19h (Ato em 31/07)

, Parnamirim - às 9h, na Praça Paz de Deus (Centro) 

Rio Grande do Sul

Porto Alegre – às 15h, Marcha dos 100 mil, com concentração no Largo Glênio Peres.

. Alegrete - Praça Nova | 14h30

. Alvorada - Parada 43 | 9h

. Arroio do Sal -  às 15h, no Calçadão

. Bagé - Praça do Coreto | 14h30

. Balneário Pinhal - Praça Cidadão | 10h

. Bento Gonçalves - Praça Vico Barbieri | 9h30

. Caçapava do Sul - Praça do Noca | 14h

. Cachoeira do Sul - às 14h, na Praça José Bonifácio 

. Cachoeirinha – às 10h, em frente à Caixa Econômica Federal 

. Campo Bom – às 10h, na Praça João Blos 

. Camaquã – às 9h30, na Esquina Democrática

. Canela – às 15h30, no Parque do Palácio 

. Canoas – ás 10h, na Praça do Avião 

. Carazinho - ás 10h, na Praça Albino Hilebrand 

. Caxias do Sul – às 13h30, na Praça das Feiras

. Cruz Alta - em frente à Câmara Municipal | 10h

. Encruzilhada do Sul - Panfletagem centro da cidade | 10h

. Frederico Westphalen – às 9h30, na Praça da Matriz 

. Garibaldi – às 9h30, na esquina da Buarque com a Independência 

. Gravataí – às 10h, em frente à Prefeitura

. Guaíba - em frente à Prefeitura | 10h

. Ibirubá - Monumento ao Imigrante | 15h

. Igrejinha - às 9h, em frente à Prefeitura

. Ijuí - Praça da República | 10h

. Imbé - Ponte Giuseppe Garibaldi | 14h

. Jaguarão - Pista de Skate, ao lado do ginásio Ferrujão | 14h

. Lajeado – às 15h, no Parque dos Dick

. Montenegro - Praça dos Ferroviários | 10h

. Novo Hamburgo – às 10h, na Praça do Imigrante (Centro)

. Osório – às 10h, na Rua Marechal Floriano ao lado da Igreja

. Palmeira das Missões – às 9h, no Largo Alfredo Westphalen 

. Passo Fundo – às 15h, na Praça da Mãe 

. Pelotas – às 10h30, caminhada Mercado Público

. Rio Grande - Largo Dr. Pio | 11h

. Rosário do Sul - João Brasil esq. Barão do Rio Branco Z 10h

. Santa Cruz do Sul - às q5h, na Praça da Bandeira 

. Santa Maria – às 13h30, na Praça Saldanha Marinho

. Santa Rosa - Praça 10 de Agosto - Drive Thru Solidário | 11h 

. Santa Vitória do Palmar - Esquina do Correio | 14h

. Santana do Livramento - Parque Internacional | 10h

. Santiago - Esquina Democrática | 10h

. Santo Ângelo - Praça da Redemaq - carreata | 15h

. Santo Antônio da Patrulha - Praça da Boa Viagem | 9h30

. Sapucaia do Sul – às 13h, no Calçadão 

. São Borja - às 15h, na Praça XV

. São Francisco de Paula - às 10h, na em frente ao Banrisul na Avenida Julio de Castilhos

. São Leopoldo - Estação São Leopoldo (Trensurb) | 14h

. Sapucaia do Sul – Calçadão | 13h

. Torres - Praça XV | 15h

. Três Passos – BR 468, Trevo de acesso à Tiradentes do Sul | 15h

. Uruguaiana - às 14h, no Parcão

. Venâncio Aires - Serfest - carreata | 9h15

. Viamão - Santa Isabel - Av. Walter Jobim | 10h

Rondônia

Porto Velho, às 8h30 tem ato na praca CEU (Centro de Esportes e artes unificado), Rua Antônio Fraga Moreira 8250, em frente à escola Daniel Néri. E,  às 16h, tem ato no Campo Florestão, Avenida Jatuarana

. Ariquemes - às 9h, no Espaço Alternativo

. Guajará-Mirim – às 9h, no Parque Circuito

. Ji-Paraná – às 8h30, na Casa do Papai Noel

. Guajará-Mirim - às 9h, no Parque Circuito

Roraíma

Boa Vista – às 9h, na Praça Germano Sampaio (Pintolândia)

Santa Catarina

Florianópolis – às 13h, no Largo da Alfândega

. Araranguá – às 10h, no Relógio do Sol

. Balneário Camboriú – às 15h, na Regional - Praça Almirante Tamandaré

. Blumenau – às 15h, na Praça Dr. Blumenau

. Brusque  - às 10h, na Ponte Estaiada

. Chapecó – às 14h, em frente à Catedral

. Concórdia - às 15h, na Esquina da Dr. Maruri com calçadão - 15h

. Criciúma – às 9h30, na Rua da Arquibancada (ao lado do Parque das Nações)

. Garopaba - às 15h, na Rua Álvaro E. dos Santos

. Jaraguá do Sul – às 9h, na Praça Ângelo Piazera

. Joinville – às 9h30, na  Praça da Bandeira

. Lages – às 10h,  na Praça João Costa, no Calçadão

. Laguna - às 9h30, no Cais do Porto 

. Lebon Régis – às 10h, no Trevo da entrada da cidade 

. Mafra - às 17h30, em frente aos Correios

. Rio do Sul – às 9h30, na Praça da Catedral

. São Bento do Sul - às 19h, na escadaria da Igreja Matriz

. São Francisco do Sul - às 14h30, em frente à Igreja Matriz

. São Miguel do Oeste - às 10h, no Trevo de acesso a Maravilha

. Tubarão – às 14h, na Praça da Igreja (Matriz das Oficinas)U

São Paulo

São Paulo, às 15h, tem ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP

. Americana - às 9h, na Praça Comendador Müller

. Araçatuba – às 10h, na Praça Ruy Barbosa

. Araraquara, às 10h, na Praça Santa Cruz e às 14h, na Praça Scalamandré Sobrinho

.  Arujá - às 10h30, na Praça Dalila Barbosa 

. Avaré - ás 10h, no Largo do Mercado 

. Barueri – às 13, no Boulevard de Barueri

. Bauru – às 9h, passeata Praça Rui Barbosa | 9h

. Botucatu – às 15h, em Emílio Pedutti

. Cajamar - às 9h, no pontilhão da Jordanésia

. Campinas – às 10h, no Largo do Rosário

. Cananéia - às 15h, na Praça Martim A. de Souza 

. Caraguatatuba - às 15h, na Praça Cândido Mota

. Carapicuíba – às 10h, na Cohab II, Feira da Av. Brasil com Escola Edgar de Moura Bitencourt

. Cotia – às 13h, na Praça Joaquim Nunes (ao lado do Cemitério)

. Cubatão - às 9h, no Parque Anilinas (em frente ao Banco do Brasil)

. Cunha – às 10h, na  Praça do Rosário

. Diadema – às 10h, faixaço saída de frente do Sindema (Av. Antônio Piranga, 1156 - Centro)

. Fernandopolis - às 10h, na Praça da Matriz

. Franca - às 10h, carreata Parque Fernando Costa até o Terminal Central de De Integração

. Guaratinguetá - às 10h, na Praça Treze de Maio 

. Guarulhos - às 13h, na Praça Tereza Cristina

. Ibitinga - às 15h, na Praça João Abrão

. Ilha Bela – às 15h, na Praça da Mangueira

. Indaiatuba – às 14h, na Av. Francisco de Paula Leite em frente ao Portão 4 SESI

. Itanhaém – às 10h, no Calçadão da Praça Narciso Andrade

. Itapeva – às 10h30, na Praça Anchieta

. Itaquaquecetuba – às 10h, na Praça Padre João Alvares - centro

. Itapetininga - às 9h30, em frente à Prefeitura 

. Itatiba - às 10h, na Praça da Bandeira

. Jacareí – às 9h30, no Pátio dos Trilhos

. Jaguariúna – às 10h, na Praça da Matriz

. Jandira – às 10h, na Estação de Trem de Jandira

. Jundiaí – às 9h30, em frente à Câmara Municipal

. Hortolândia – às 9h, em frente à delegacia (Pq dos Pinheiros) e, às 18h30 desta sexta, na Praça São Francisco de Assis, em frente a igreja matriz da Vila Real 

. Leme - às 10h, na Praça Maria Joaquina Av. 29 de agosto, 27

. Lençois Paulista - às 15h, na Concha Acústica

. Limeira - às 10h, na Praça Toledo de Barros 

. Lorena – às 9h, na Praça Arnolfo Azevedo

. Mairiporã – às 10h, na Praça do Rosário

. Marília – às 9h, tem bicicletada na Praça da Emdurb e, às 10h, ato na ilha da Galeria Atenas

. Mogi das Cruzes - às 9h30, no Largo do Rosário

. Osasco, às 12h30, no Largo do Osasco em frente à Estação CPTM

.  Paulínia - às 9h, na Av. José Paulino (em frente a Igreja São Bento)

. Peruibe - às 10h, na Praça Flórida (ao lado do Mc Donald's) 

. Pindamonhangaba – às 9h, na Praça 7 de Setembro (Com arrecadação de alimentos e agasalhos)

. Piracaia - às q5h, na Praça do Rosário

. Piracicaba - às 10h, nó TCI Terminal Central de Integração

. Piraju - às 15h, na Praça Ataliba Leonel

. Praia Grande - às 10h, na Praça Dr. Roberto Andraus - OCIAN

. Presidente Prudente –  às 9h30, em frente ao antigo Procon (Rua Júlio Tiezzi

. Registro - às 15h, na Praça dos Expedicionários

. Ribeirão Pires – às 13h, esquenta pra Paulista entre a estação e a Rodoviária 

. Ribeirão Preto – às 9h, na Esplanada Teatro Pedro II

. Rio Claro - às 15h, na Praça Dalva de Oliveira

. Salto – às 9h30, na Praça XV | 9h30

. Santos – às 16h, ato Unificado Baixada Santista Pça Independência

. São Bernardo – às 10h, na Praça da Matriz

. São Carlos – às 10h, no Mercadão

. São José do Rio Preto – às 15h, na Avenida Andaló (em frente à Prefeitura)

. São José dos Campos - às 9h, na Praça Afonso Pena

. São Luiz do Paraitinga - às 15h, carreata saindo do Bairro do Orris

. São Roque - ás 10h no Largo dos Mendes

. São Sebastião - Em frente ao Santander (*Aguardando Infos)

. Serra Negra – às 13h30, carreata com saída na Casco de Ouro

. Sorocaba – às 10h, na Praça Coronel Fernando Prestes (Catedral)

. Sumaré - às 17 de hoje, sexta, ato na  Av. Júlia Vasconcelos Bufarah, rua da estação de trem 

. Suzano – às 10h, na Rua Emília Barradas Simões, 33 - Cidade Miguel Badra (próximo ao mercado Pacheco)

. Taubaté – às 9h, na Av. do Povo (Bolsão - com arrecadação de alimentos e roupas)

. Ubatuba – às 16h, na Estátua do Caiçara-Trevo

. Valinhos - às 8h, na Prefeitura

. Vinhedo - às 1hh, na Praça Sant´Anna 

. Votuporanga - às 10h, na Concha Acústica 

Sergipe

Aracaju, às 14h, na Praça do Conjunto Leite Neto, vizinho ao Palácio do Governo (Avenida Hermes Fontes)

Tocantins

Palmas – às 8h, no Posto Trevo (Taquaralto)

. Miracema - às 8h, no Parque de Exposição Agropecuária | 8h

Atos no Exterior

Alemanha

. Frankfurt am Main - Römer | 16h

. Freiburg im Breisgau - Caminhada pelo centro Augustinerplatz (início)– Grünwälderstraße – Kajo – Gerberau - Augustinerplatz (Show de encerramento) | 13h (horário local)

. Munique – Odeonsplatz| 16h às 17:30h (horário local)

. Berlim – Parizer Platz | 10h20 (horário local)

. Colônia – Am Heumarkt | 15h30 (horário local)

. Hamburgo - Jungfernstieg-Reesendammbrücke (Blickrichtung Lombardsbrücke)| 12h (horário local)

Áustria

. Viena – Stephansplatz | 11h ( horário local)

Bélgica

. Bruxelas – Rond-Point Robert Schulman|15h ( horário local)

Canadá

. Montreal - Monumento à Georges-Etienne Cartier | 15h (horário local)

. Toronto - City Hall | 15h (horário local)

. Québec, Parlement – Assemblée Nationale du Québec |10h (horário local)

. Vancouver – Vancouver Art Gallery North Plaza |13h30 (horário local)

Espanha

. Barcelona – Font de Canalets (La Rambla) | 19h (horário local)

. Salamanca - Plaza Mayor | 12

Estados Unidos

. Newark - Ferry St&Wilson St - Ironbound | 12h  (horário local)

. Boston - Parkside Sq Subway Station | 13h  (horário local)

. Los Angeles - Grand Park (ao lado do playground) | 11h (horário local)

. Nova York - Union Square | 16h  (horário local)

. Washington DC – National Mall – 3rd St &Madison Dr NW – 10am (horário local)

. Peer de Deerfield Beach- FL| 13h (horário local) – Domingo 

França

. Paris - Place de la République | 17h  (horário local)

Holanda

. Haia – Plein (ao lado do Binnenhof) | 16h (horário local)

Irlanda

. Dublin – Iveagh Gardens | 9h30h (horário local)

. Cork – Grand Parade in front of the Library| 2pm (horário local)

Italia

. Bologna – Parco Cevenini Via Biancolelli, 45 Borgo Panigole | 20h (horário local)

. Cidade do México – Plaza Central – Zócalo| 17h (horário local)

Portugal

. Braga -  Praça da República (frente ao chafariz) | 18h

. Coimbra – Praça 8 de Maio, 3000-300 | 12h30 (horário local)

. Lisboa - Rossio (Praça D. Pedro IV) | 18h  (horário local)

. Porto - Centro Português de Fotografia (Largo Amor de Perdição) | 16h30 (horário local)

Reino Unido

. Londres

. Parliament Square (estátua de Nelson Mandela) na marcha "Reclaim Pride" | 13h (horário local)

. Embaixada do Brasil em Londres | 15h (horário local)


República Tcheca
. Praga – Václavské Náměstí | 14h (horário local)

Suiça

. Genebra – Perle du Lac| 16h30 ( horário local)

. Helvetiaplaz | 14h (horário local)

. Zürich – Helvetiaplatz| 14h (horário local).

Publicado em Movimentos Sociais

Motivos não faltam para a população ir às ruas neste sábado, ampliar a luta pelo impeachment de Bolsonaro. Estar nas ruas neste momento, com todas as medidas de proteção contra covid-19, é defender o direito à vida, à vacina no braço, à comida no prato. É lutar por empregos, democracia, cultura, preservação do meio ambiente, educação e saúde pública de qualidade, direitos humanos, justiça social e um país para todos e para todas.

A CUT elencou 24 razões para irmos às ruas e fazer deste 24 de julho de 2021 uma data histórica na jornada de luta pela reconstrução do Brasil. Veja abaixo:


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É neste sábado: FUP e sindicatos nas ruas por "Fora Bolsonaro". Veja os locais dos atos


[Da redaçção da CUT]

Neste sábado (24), serão realizados centenas de atos em todo o país e no exterior pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL). Os organizadores avaliam que serão as maiores mobilizações pelo ‘Fora, Bolsonaro’ já realizadas até agora.

motivos para pedir a destituição do pior presidente da história do Brasil não faltam. Desde que assumiu a presidência da República, ele afundou a economia, aumentou o desemprego, colocou o Brasil de volta ao mapa da fome, atacou a democracia e retirou direitos trabalhistas, entre tantas maldades praticadas por um só governante.

O país está assistindo estarrecido as denúncias de corrupção que atrasaram a compra de vacinas contra Covid-19 que poderiam ter salvado milhares de vida e o que o presidente faz? Passeios de motociata, sem máscaras e sem cuidados para evitar a contaminação.


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Número de atos #ForaBolsonaro explode e ruas de 430 cidades serão ocupadas pelo povo


Cansada de tantos desmandos a população decidiu ir às ruas pedir pelo ‘Fora Bolsonaro’, e se você ainda tem dúvidas sobre os motivos para ocupar as ruas se unir aos que lutam pelo Brasil e pelos brasileiros, o Portal CUT listou 24 razões para você protestar.

01 – Governo genocida e negacionista

Já são quase 550 mil mortos desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, em março do ano passado. Bolsonaro defende até agora o tal tratamento precoce com a prescrição de remédios ineficazes, que a Organização Mundial da Saúde (OMS), e diversas autoridades sanitárias, afirmaram mil vezes que não funcionam.  Os donos de farmacêuticas, agradecem Bolsonaro e estão na linha de frente dos que defendem o seu governo. Não é por menos, eles lucraram até R$ 1 bilhão vendendo os remédios, que são inúteis para a Covid-19.

E, para piorar a situação, enquanto países de todo o mundo começavam a imunizar as suas populações, Bolsonaro demorou em iniciar a compra de vacinas, defendendo a “imunidade de rebanho” e  atrasando de propósito a imunização dos brasileiros e brasileiras.

02 – A volta da inflação

Nos últimos 12 meses, o índice da inflação no país chegou a 8,35%. O trabalhador perdeu o poder de compra e as famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas 69,7% das famílias iniciaram o segundo semestre de 2021, atoladas com contas a pagar. Também, pela segunda vez consecutiva, houve alta na inadimplência.

03- Alta nos preços dos alimentos

O brasileiro trocou a carne e o frango pelo ovo, mas ainda assim não consegue comer proteínas em quantidade suficiente, como recomendam os médicos. Há famílias inteiras fazendo filas para ganhar um quilo de osso, com pequenos pedaços de carne, em Cuiabá (MT), que por ironia, é um dos estados mais ricos do país, com a criação de gado e o agronegócio. Os preços do arroz, do óleo de cozinha, entre outros alimentos, dispararam deixando o prato do brasileiro mais magro. Em 2020 tudo ficou mais caro. A carne suína subiu 29,5%; o frango (17,1%); a carne bovina (16,2%); e o ovo (11,4%).

04- Aumentos dos combustíveis, gás de cozinha e contas de luz

Ao contrário do que prometeu Bolsonaro – não aumentaria os preços dos combustíveis -, o que se vê são reajustes atrás de reajustes. Nos últimos 12 meses a alta chegou a 43,92%. O botijão de gás já subiu 57% durante o governo Bolsonaro e chega a R$ 125 em alguns locais, o que fez muitas famílias brasileiras trocaram o gás de cozinha pela lenha e as consequências são desastrosas com perigo de acidentes e mortes. As contade luz também dispararam. Somente no mês passado, o governo reajustou a bandeira vermelha, a mais cara cobrada sobre a conta, em 20%.

05 – O Brasil de volta ao Mapa da Fome

O Brasil havia saído do Mapa da Fome, em 2014, no governo Dilma Rousseff (PT). Com Bolsonaro, quase 50 milhões de brasileiros passam fome ou não comem o suficiente. Entre 2018 e 2020, 7,5 milhões de brasileiros passaram ao menos um dia inteiro sem se alimentar. Quase um quarto dos brasileiros (23,5%) passou por insegurança alimentar moderada (dificuldade e restrição no acesso a alimentos – não faz as 3 refeições por dia), entre 2018 e 2020, o que significa ao todo 49,6 milhões de pessoas. O número de pessoas em insegurança alimentar grave (7,5 milhões ) é quase o dobro do que se verificava entre 2014 e 2016, quando 3,9 milhões de brasileiros passavam por essa situação.

06 – Desemprego recorde

A Taxa de desemprego bate recorde, vai a 14,7% e atinge 14,8 milhões de trabalhadores. A taxa de subutilização, de 29,7%, atingiu 33,3 milhões de pessoas . A informalidade chegou a  39,8% da população ocupada, ou 34,2 milhões de trabalhadores informais, fazendo bicos para sobreviver. A A taxa de desalentados  pessoas que desistiram de procurar emprego depois de muito tentar, atingiu 6 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em abril.

07 – Corte no auxílio emergencial

Bolsonaro reduziu a quantidade de pessoas com direito ao auxílio emergencial  e o valor do benefício. Passaram a receber apenas pessoas que moram sozinhas (R$ 150 por mês), as mulheres chefes de família (R$ 375 por mês) e os famílias com mais de duas pessoas (R$ 250 a cada mês). Antes, graças ao Congresso Nacional porque Bolsonaro queria dar só R$ 200, os valores eram de R$ 600 e de R$ 1.200 para mães solo.

08 – Fim da Política de Valorização do Salário Mínimo

Bolsonaro acaba com a Política de Valorização do Salário Mínimo, criada por Lula, em 2003.  Com o fim desta política, aposentados e pensionistas não terão mais aumento real. Neste ano, o piso nacional (R$ 1.100) ficou abaixo da inflação, com reajuste de 5,26%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior foi de 5,45%. O reajuste previsto para 2022 é de 4,3% sobre o valor atual, mais de duas vezes menor do que o INPC acumulado em 12 meses, que está em 9,22%.

09 – Corrupção no Ministério da Saúde

As denúncias de compra de vacinas Covaxin e Astrazeneca em que funcionários e militares que atuam no Ministério da Saúde pediram propina para negociar a compra, mostra do que ao contrário do que diz o presidente, há casos de corrupção dentro do seu governo. E Bolsonaro foi alertado da corrupção e nada fez. Prova disso que é a Polícia Federal investigapor ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), se Bolsonaro prevaricou no caso da Covaxin.

10 – Rachadinhas da família Bolsonaro

Além do senador, Flávio Bolsonaro, acusado de promover a rachadinha em seu gabinete quando era deputado estadual do Rio de Janeiro, agora é o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, que é denunciado pela prática de pedir devolução de parte de salários dos seus assessores, quando era deputado federal. Gravações divulgadas pelo UOL, revelam que o presidente participava diretamente do esquema ilegal de rachadinha ,de 1991 a 2018. Os áudios integram os autos da investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

11- Reforma da Previdência

reforma da Previdência, em 2019, aumentou o tempo de contribuição; reduziu o valor a ser recebido; viúvas só receberão 60% do benefício e seus filhos 10% cada um; obrigou a uma idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, e determinou que o teto do benefício seja pago somente após 40 anos de contribuição, além de diversas maldades.

12 – Destruição do Meio Ambiente

O desmatamento na Amazônia cresceu 70% no governo Bolsonaro, somente entre 2018 e 2019. Já em 2020, os  focos de incêndio aumentaram 30% . Foi o maior número de focos de queimadas em uma década. Além do recorde de desmatamento, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está sendo investigado pela Polícia Federal , por favorecer madeireiros a exportar madeira ilegal da Amazônia, e só foi demitido após pressão de ambientalistas do Brasil e do mundo todo.

13 – Cortes no SUS e na Educação

O Orçamento da União de Bolsonaro para o ano que vem, apresentado e aprovado pelo Congresso Nacional, na semana passada, corta até R$ 36 bilhões dos recursos para a saúde. O Ministério da Educação teve R$ 2,7 bilhões bloqueados no orçamento deste ano, o equivalente a 30% do total bloqueado de todas as Pastas.

14 – Carteira Verde e Amarela e o fim vale –refeição e alimentação

O governo não desiste de implantar a Carteira Verde e Amarela que prevê a contratação de jovens de 19 a 29 anos e pessoas maiores de 55 anos, com menos direitos, como FGTS menor, entre outros benefícios. A medida pode fazer com que empresas troquem os trabalhadores que ganham melhores salários por outros com menor ganho. Outra medida do governo é acabar com a isenção tributária de empresas que pagam os vales refeição e alimentação, o que pode pôr fim ao benefício que atende 22,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

15 – Reforma Administrativa (PEC nº 32)

reforma Administrativa acaba com a estabilidade do servidor público que ficará à mercê do governo de plantão, o que pode aumentar os casos de corrupção. A proposta do governo é o desmonte do serviço público para que, sem pressão da sociedade, o governo passe para a iniciativa privada tudo que hoje é gratuito, como a educação, a saúde, a previdência, a segurança, as estatais e os órgãos de controle que fiscalizam o próprio governo.

16 – Desmonte do INSS

A fila de espera dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chega a quase 2 milhões, mas o governo Bolsonaro não repõe quase a metade dos servidores do órgão que se aposentaram nos últimos anos. Dez mil trabalhadores, entre servidores públicos e terceirizados, saíram porque pediram demissão ou se aposentaram e não foram substituídos porque não teve concurso público. O quadro de pessoal caiu de 33 mil para 23 mil nos últimos cinco anos. Em compensação, o governo contratou três mil militares  (sua base de apoio) para o INSS, que hoje cumprem funções de estagiários, sem que a população seja beneficiada com os gastos salariais que recebem.

17 – Privatização da Eletrobras

venda da Eletrobras deve prejudicar 99,7% da população brasileira que é consumidora de energia elétrica. A projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de que as contas de luz subam entre 16% a 17% em todo o território nacional. Apesar da empresa ser lucrativa ( no ano passado foi de R$ 6,4 bilhões) , o Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória (MP) de Bolsonaro de privatização da estatal.

18 – Privatização do saneamento

O serviço ruim e caro praticado por empresas de saneamento fez pelo menos 158 cidades do mundo de países como a França, Estados Unidos e Espanha, entre outros, a estatizar novamente os serviços de saneamento, anteriormente privatizados. Ainda assim, Bolsonaro, sancionou a lei que estabeleceu um novo marco regulatório para o saneamento básico do país, o  que facilita a privatização do setor. Para especialistas, as consequências para a população serão tarifas mais caras, menos investimento em tratamento de esgotos, mais desperdício de água e aumento de doenças decorrentes da falta de saneamento básico.

 19 – Ataques à democracia

Bolsonaro vem, com frequência, afirmando que eleições de 2018 teriam sido fraudadas. Entretanto, em nenhum momento apresenta provas. Ele questiona a validade das urnas eletrônicas em contraponto à segurança do sistema atestada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lacra urnas e realiza uma série de conferências abertas à sociedade civil.

Em outubro de 2019, Bolsonaro publicou em suas redes sociais um vídeo em que se comparava a um leão cercada por hienas representadas por partidos políticos de oposição, a CUT, a CNBB e o Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, em outubro de 2018, seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, disse que bastaria um cabo e um soldado para fechar o Supremo.

20 – Militarização do governo

Além da contratação de três mil militares para o INSS, o governo de Jair Bolsonaro é o que mais tem representantes das Forças Armadas em cargos públicos. Até o ano passado eram 6.157 militares (+ 108% entre 2016 e 2020), segundo o  estudo A Militarização da Administração Pública no Brasil: Projeto de Nação ou Projeto de Poder?, do cientista político William Nozaki, que trata da presença dos militares no governo Bolsonaro. As Forças Armadas são também o grupo com maior presença na esplanada ministerial: até o final de 2020 esse segmento ocupou 10 ministérios.

21- Defesa do voto impresso

Bolsonaro usa a defesa do voto impresso como estratégia para se manter no poder, dizendo que as urnas eletrônicas não são confiáveis e auditáveis. Uma mentira porque urnas eletrônicas são passíveis de auditoria. Ainda assim, ele quer que a partir da eleição presidencial de 2022, os números que cada eleitor digita na urna eletrônica sejam impressos e que os papéis sejam depositados de forma automática numa urna de acrílico, para que em caso de denúncia de fraude, os votos possam apurados manualmente. Sem comprovar que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude, Bolsonaro ameaça a democracia, dizendo que as eleições presidenciais do próximo ano podem não ser realizadas e que se este tipo de votação for mantida ele sai da disputa eleitoral, atiçando assim seus seguidores contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

22 – Ataques à cultura

A lista de ataques ao setor cultura por parte de Bolsonaro é imensa. Em artigo,  no Le Mond Diplomatique Brasil, Alex Pegna Hercog, relata os abusos cometidos pelo presidente contra a cultura do país.  Usando o fundamentalismo religioso e discurso moral como justificativa, ele acabou com o Ministério da Cultura; mentiu ao dizer que Lei Rouanet transferia recursos do governo federal diretamente para os artistas, quando, na verdade, o programa concede isenção fiscal para empresas que patrocinem projetos culturais.

Em seu primeiro ano de governo cortou orçamento e deixou de investir mais de R$ 700 milhões no setor de audiovisual. Suspendeu um edital da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para séries que seriam exibidas na TV pública, com temáticas raciais e LGBTs. Fez a da Caixa Cultural, o Banco do Brasil e a Petrobras cancelarem  e censurarem eventos, além de suspender pagamentos (Petrobras) de obras que abordam a questão de gênero ou o autoritarismo. E a lista continua interminável…

23 – Ataques racistas  

O presidente Jair Bolsonaro  perguntou, no último dia 8 deste mês,  a um apoiador como estava a “criação de baratas ” ao apontar para o cabelo do rapaz, sugerindo que o  homem tomasse ivermectina, para acabar com possíveis vermes.

Bolsonaro em resposta à cantora Preta Gil, em 2011, disse que “ educou bem” os seus filhos e por isso, eles jamais namorariam uma mulher preta.

Outro ataque ocorreu em uma palestra no Rio de Janeiro, em 2017. Bolsonaro disse que foi a uma quilombola, em Eldorado Paulista. Aos presentes afirmou: “Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”. Por esta fala ele foi condenado pela Justiça a pagar R$ 50 mil para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Em 2015, Bolsonaro afirmou a um  jornal que imigrantes e refugiados vindos da África seriam a “escória do mundo”. Ele também disse que jamais “entraria em um avião pilotado por um cotista, nem aceitaria ser operado por um médico cotista”.

Além de ofender pretos e pretas, Bolsonaro ofendeu os indígenas ao, durante transmissão em suas redes sociais, dizer: “Com toda a certeza, o índio mudou. Está evoluindo. Cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós”. O presidente também atacou a jornalista Thais Oyama, brasileira, descendente de japoneses, ao afirmar que “no Japão, ela morreria de fome com jornalismo”. Ele também ofendeu um homem de feição oriental, que não sabia falar o idioma português, fazendo gestos com os dedos insinuando sobre o tamanho do órgão genital.

Bolsonaro chamou o governador do Maranhão, Flavio Dino, de “paraíba”, de forma pejorativa. A lista de afirmações racistas e preconceituosas de Bolsonaro também é interminável…

24 – Misógino e homofóbico

O presidente é misógino e homofóbico. Bolsonaro costuma ofender jornalistas mulheres em suas entrevistas coletivas; disse que sua filha foi uma ‘fraquejada’ após ter quatro filhos; em 2014,  disse à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria porque ela era feia. Por esta ofensa foi condenado a pagar uma indenização por danos morais.

Antes de ser assumir a presidência, em 2016, durante entrevista ao programa Superpop, de Luciana Gimenez, na RedeTV, ele disse que não empregaria homens e mulheres com o mesmo salário. “Mas tem muita mulher que é competente”, completou.

Em ataques à comunidade LBGTQIA+ , o presidente afirmou : “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. O Brasil não pode ser um país de turismo gay. Temos famílias”.

A um repórter em 2019, disse que o profissional tem ‘cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”.

Esta é mais uma lista interminável de falas preconceituosas do presidente da República.

[Edição: Marize Muniz]

Neste sábado, 24, a FUP e seus sindicatos estão de volta às ruas nos atos convocados pelos movimentos sociais e centrais sindicais para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a abrir o processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. As manifestações são organizadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com a expectativa de levar para as ruas um número ainda maior de brasileiros e brasileiras que compareceram aos atos dos dias 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho.  

Os sindicatos de petroleiros de todo o Brasil estarão em peso nas manifestações deste sábado. Os Sindipetros estarão presentes nos atos de Manaus, Natal, Mossoró, Recife, Fortaleza, Salvador, Feira de Santana, Alagoinhas, Vitória, Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Montes Claros, Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, São Paulo, Campinas, Curitiba, Joinville e Porto Alegre.  Veja abaixo os locais e horários de concentração. 

A orientação da FUP é que só participem dos atos os petroleiros e petroleiras que estiverem em boas condições de saúde. As manifestações serão realizadas em locais amplos e abertos para evitar o máximo possível as aglomerações. Ainda assim, as medidas de segurança devem ser reforçadas, como o distanciamento de dois metros e o uso de máscaras e álcool em gel. 

No Rio de Janeiro, a Federação e os Sindipetros Norte Fluminense e Duque de Caxias estão montando uma estrutura para receber com segurança os petroleiros e demais trabalhadores que comparecerem ao ato. Um carro de som fará recomendações de segurança o tempo todo, faixas e cartazes estão sendo preparados e máscaras e álcool gel serão distribuídos.

Em São Mateus, no Espírito Santo, o Sindipetro distribuirá 100 botijões de gás de cozinha a preços subsidiados, em protesto contra a política de reajuste dos derivados de petróleo, que segue as oscilações do dólar e do preço de importação do barril de petróleo (Preço de Importação de Paridade/PPI). Cada botijão será vendido por R$ 40,00, menos da metade do preço de mercado.