Mais uma empresa terceirizada dá sinais que irá abandonar o contrato, deixando centenas de trabalhadores/as apreensivos/as com a falta de pagamento dos salários.

A empresa ALLCONTROL enviou uma nota para todos/as os/as trabalhadores/as informando que está com diversos problemas judiciais, solicitou recuperação judicial e avisou que os salários serão atrasados.

Essa empresa é representada pelo Sindimetal e já vinha apresentando problemas anteriores. Infelizmente é o resultado do método falho de licitação, que prioriza apenas o preço apresentado.

Esse método acaba privilegiando empresas sem capacidade técnica e com salários cada vez mais reduzidos. Quem sempre acaba pagando as consequências são os/as trabalhadores/as.

Temos também o exemplo do contrato de alimentação da UTGSUL, em que todos/as viram o resultado vexatório, com comida de péssima qualidade.

O Sindipetro-ES seguirá apoiando a categoria em seus direitos.

Publicado em SINDIPETRO-ES

O Sindipetro-NF teve acesso a documento utilizado pela Petrobrás para fazer check list nos hotéis conveniados à empresa para abrigar petroleiros e petroleiras que aguardam embarque, em confinamento de dois dias. A própria companhia considera os hotéis locais de alto risco para contaminação pelo novo coronavírus.

Essa constatação confirma a pertinência dos procedimentos defendidos pelo sindicato, que não prevêem confinamento prévio em hotel, e sim o aumento no número de aplicações de testes nos trabalhadores, inclusive no desembarque.

“Está demonstrada a farsa dos hotéis. No nosso procedimento não precisa do hotel, ele troca o hotel pela testagem, como está também na recomendação do Ministério Público do Trabalho. A própria empresa reconhece o alto risco dos hotéis”, afirma o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

Na “Lista de verificação sanitária para os hotéis”, com previsão de aplicação semanal, a Petrobrás enumera 44 itens que precisam ser checados nos estabelecimentos. Destes, 24 são considerados de alto risco, 13 de médio risco e 7 de baixo risco de contaminação.

Entre os itens de alto risco estão aqueles que se relacionam a condições de higiene de ambientes, equipamentos e roupas, compromisso com procedimentos de prevenção à covid-19, uso de EPIs e fornecimento de alimentação. A entidade tem recebido da categoria e denunciado aos órgãos competentes diversos relatos de condições inadequadas justamente em itens como estes.

O Sindipetro-NF publicou recentemente relatos de que há problemas na limpeza de hotéis da região e aglomeração no check in. Novas informações sobre as condições de prevenção à covid-19 nos hotéis e nos locais de trabalho podem ser enviadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O sindicato mantém a sua cobrança para que a Petrobrás siga os procedimentos de prevenção defendidos pelas entidades sindicais e aprovados pela Fiocruz, assim como as recomendações do Ministério Público do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Movimento começa na próxima segunda-feira (12) e reivindica a suspensão da parada de manutenção da refinaria por prazo indeterminado.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC] 

A última das quatro sessões de assembleia para debater e deliberar sobre greve na Repar terminou em horário avançado da noite desta quinta-feira (08). 

Com 56% de votos a favor, 34% contrários e 10% de abstenções, os petroleiros da refinaria do Paraná aprovaram a deflagração do movimento paredista a partir da próxima segunda-feira (12). 

A luta é pela suspensão por tempo indeterminado da parada de manutenção da unidade mediante o cenário de grave crise sanitária gerado pela pandemia do coronavírus. 

Os gestores da empresa, em desprezo à vida dos trabalhadores, insistem em realizar a parada. O procedimento industrial, previsto para começar também no dia 12, adicionaria mais dois mil empregados na rotina da Repar e causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial, situação propícia para o surgimento de um foco de contaminação em massa. 

Já foram registradas três mortes de trabalhadores terceirizados na refinaria por Covid-19 e a gestão sequer comunicou os demais empregados. 

Diante de tamanha negligência com a segurança e de tantas tentativas por parte do Sindicato de negociar uma solução, não resta outro caminho a não ser a paralisação total das atividades. 

Em defesa da vida, agora é greve!

 

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, a diretoria do Sindipetro-NF alerta para a falta de cuidado das empresas com a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras, principalmente durante a pandemia, apesar das diversas tentativas do sindicato.

Esse mês completa um ano que, o Sindipetro-NF encaminhou para a Petrobrás e para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19. No documento o sindicato alertava também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

Segundo levantamento do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, nenhuma empresa encaminhou CATs, dos casos de COVID-19, apesar da determinação do STF, desde que se consiga estabelecer o nexo causal ou seja,  na hipótese em que a doença seja proveniente de contaminação do empregado pelo vírus SARS-CoV-2 no exercício de sua atividade. Apesar de estarmos acompanhando diversos surtos nas plataformas, a última em P-54, e trabalhadores morrendo vítimas da doença, as empresas continuam não emitindo as CATs.

O que temos visto é uma recusa à divulgação de informações sobre a distribuição dos casos de COVID-19 entre trabalhadores próprios e terceirizados, por unidades operacionais e administrativas, regimes de trabalho e regiões. Deixando a categoria totalmente sem acesso a esses dados.

Testagem geral

Outra sugestão do Sindipetro-NF no documento foi da aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores, antes, durante e depois do embarque.  Com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Além disso, protocolos de testagem e sanitários sugeridos pelas entidades e referendados pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fundação Osvaldo Cruz, entidade de referência no combate ao coronavírus, tem sido ignorados parcial ou integralmente pelas empresas.

Petrobrás. Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

“Para comprovar o descaso com a vida e agravar ainda mais o nível de cansaço e estresse entre os trabalhadores, a Petrobrás tenta implementar de forma unilateral uma escala de trabalho, extremamente danosa aos trabalhadores, ignorando proposta apresentada pelos pelos trabalhadores e atropelando o processo de negociação, em busca da manutenção da produção e do lucro, sem qualquer preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores próprios ou terceirizados” – alerta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Live às 19h, com participação de especialistas, debaterá, entre outros temas, a quebra de monopólio de vacina e o lockdown de 21 dias, defendido por cientistas e pela CUT para frear o avanço da pandemia, que bateu mais um recorde de mortes nesta terça, quando 4.195 brasileiros perderam a vida para a Covid. Ás 11h, será realizado um tuitaço com a hastag #VacinaSalvaBolsonaroNão

[Da redação da CUT*]

No dia Mundial da Saúde, celebrado nesta quarta-feira (7), a CUT e a Frente Brasil Popular vão realizar mobilizações em vários locais do país (veja relação abaixo) reivindicando vacina contra Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, para todos e todas, geração de emprego, quebra de patentes das vacinas contra a doença e pelo “fora, Bolsonaro”.

A CUT realizará também uma live, às 19h, para debater o atual cenário brasileiro. Entre os convidados, o senador, médico e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), o médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz Claudio Maierovitch, e Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Pela CUT participam a secretária de Saúde do Trabalhador da Central, Madalena Margarida Silva, e Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais.

Dia Mundial da Saúde em plena pandemia

Criado em 7 de abril de 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a sociedade sobre qualidade de vida e sobre fatores que afetam a saúde da população, o Dia Mundial da Saúde será simbólico este ano, especialmente no Brasil.

Os brasileiros enfrentam a maior crise sanitária de sua história com o agravamento da pandemia do novo coronavírus e têm no comando do país um presidente negacionista, que sabota as medidas preventivas indicadas por autoridades da área de saúde, espalha fake news e orienta a população a usar o kit covid, que ele chama de tratamento precoce. Jair Bolsonaro (ex-PSL) já é considerado um perigo para o Brasil e para o mundo, como afirmou o editorial do jornal britânico The Guardin desta terça-feira (6).

Com aproximadamente 3% da população mundial, o Brasil concentra 30% de novas infecções registradas diariamente em todo o planeta. Especialistas na área de saúde apontam que abril pode ser o pior mês da pandemia até agora e que, se nada for feito, o Brasil terá um total de 600 mil mortes até julho.

Por isso, no Dia Mundial da Saúde, a CUT, centrais sindicais e movimentos sociais o foco central da luta será pelo ‘Fora, Bolsonaro’.

“A CUT definiu em suas resoluções elencar o ‘Fora, Bolsonaro’ como luta central. É imprescindível associar isso a todas as lutas, como as pela vacina e pelo emprego, porque com ele no governo não vamos conseguir reverter essa situação”, diz a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT.

Este é o momento em que a CUT e seus sindicatos filiados reforçam a defesa da vida e a proteção aos empregos, afirma a dirigente.

Temos um mote esse ano que é ‘salvar vidas, proteger o trabalho, vacina para todos e todas e em defesa da quebra de patentes’.  
- Madalena Margarida Silva

Quando fala em ‘quebra de patentes’, a secretária se refere a licença compulsória ou obrigatória de patentes que, na prática, significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do dono do produto, a chamada patente, que permite a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, por um terceiro, desde que tenha sido colocado no mercado.

“Há uma necessidade, um chamado global sobre a importância da quebra de patentes. Entendemos que é fundamental para diminuirmos os custos de vacinas e insumos para que possam ser fabricadas em larga escala, por mais laboratórios e e assim, garantir que todos ao redor do mundo possam ser vacinados”, explica a dirigente.

Na live da CUT com autoridades da área da saúde, um dos pontos a serem abordados será a vacinação no Brasil, outro ponto fraco do governo federal. Por negligência do governo Bolsonaro, a imunização dos brasileiros começou tardiamente. Também houve um desprezo na aquisição doses. Bolsonaro chegou a negar a compra de imunizantes da Pfizer em setembro do ano passado, chamou a vacina produzida pelo Instituto Butantan de vacina chinesa, disse que não tomaria e duvidou da sua eficácia. Paralelamente, o presidente insiste em defender o chamado tratamento precoce com medicamentos sem eficácia comprovada.

Para Madalena Silva, o tema das vacinas é de extrema importância já que, de acordo com cientistas, a maneira mais segura de frear a pandemia é a combinação de isolamento social com imunização em massa.

Não menos importante é a defesa pelo isolamento social, tão combatido por Bolsonaro. “Países que adotaram o lockdown conseguiram diminuir o número de casos”, lembra Madalena Silva. No Brasil, exemplos de cidades como Araraquara, no interior de SP, comprovam que a medida é eficaz no controle das infecções.

A secretária de Saúde da CUT aponta o lockdown como essencial para a defesa da vida dos trabalhadores e alerta que a defesa do emprego, com proteção social também é fundamental.

“É a classe trabalhadora que está se contaminando no transporte quando vai para o trabalho, porque não houve ação coordenada em nível nacional para que o vírus não circulasse. Para a situação não piorar ainda mais é urgente um lockdown nacional de 21 dias, que a CUT defende, com proteção aos empregos e com recursos [do governo para garantir a sobrevivência econômica das pessoas e para os hospitais”, diz Madalena Silva.

Nossa luta é defender a vida acima de tudo de tudo, principalmente no contexto da pandemia. Perdemos o controle e não temos ações que garantam a sobrevivência das pessoas. Hoje, nossa luta é para que as pessoas não cheguem aos hospitais, que estão superlotados.
- Madalena Margarida Silva


A live da CUT, Salvar vidas, proteger o trabalho, vacina para todos e todas e em defesa da quebra de patentes, será transmitida pelas redes sociais da central – Facebook e Youtube – a partir das 19h

Mobilização social

A CUT e movimentos sociais que fazem parte da Frente Brasil Popular farão mobilizações nas redes sociais e em várias cidades do país com foco na defesa do SUS e pelo ‘fora, Bolsonaro’. A hashtag principal deste dia será #VacinaSalvaBolsonaroNão. Um tuitaço está programado para as 11h.

A mobilização também é em defesa da vacinação para todos e todas e na denúncia da responsabilidade de Bolsonaro nos números terríveis de doentes e mortos no Brasil.

Os atos serão simbólicos com no máximo 10 pessoas em locais estratégicos com panfletagens e cartazes para conscientizar a população e estão programados para acontecer a partir das 9h.

Veja os locais 

DF – Brasília

9h: ato da CUT no gramado do Ministério da Saúde

16h: ato do Conselho Nacional de Saúde na Praça dos três poderes 

Minas Gerais

Belo Horizonte, atos a partir das 13h, nas UPAS:

-Pampulha

-Oeste

-Venda Nova

-Centro-Sul

-Leste

-Noroeste II

-Nordeste

-Barreiro

-Norte

Pernambuco

Recife

7h: ato simbólico de protesto em frente à Praça Oswaldo Cruz (Boa Vista), com a fixação de cartazes, faixas e cruzes em memória dos mortos pela COVID-19. Todos devem ir de branco.

Piauí

Teresina

11h: Hospital Monte Castelo 

RJ

Rio de Janeiro

10h: ato do Sindprev no Hospital da Lagoa

13h: ato do Sindprev no Hospital do Andaraí 

Rio Grande do Sul

Porto Alegre

9h30: ato das centrais sindicais em frente à Prefeitura

11h: ato às 11h no Palácio Piratini 

Santa Catarina

Florianópolis

9h: ato do Sindsaúde na Casa da Agronômica

12h: ato no Largo da Catedral 

SP

Carapicuiba

Ato às 11h,na UBS da COHAB II (na Rua Dumont, 410) 

Osasco 

Ato às 11h em frente à Prefeitura 

São Paulo (às 11h)

Ato da Central de Movimentos Populares (CMP) no vão livre do MASP

Ato do Sindsep-SP na UPA do Hospital de Campo Limpo

Ato da CMP na Catedral da Sé

Ato do Sindsaúde no Hospital das Clínicas

Ato no Hospital Vila Alpina

Ato no Hospital Itaim

Ato do Movimento Atingidos por Barragens e da CMP no Hospital Grajaú

Ato do PT em frente à Prefeitura

Ato do Fórum de Saúde Campo Limpo no Hospital M. Boi Mirim

Ato do Sindsep no Hospital/UPA Pirituba

Ato no Hospital João XXIII

Ato no terminal e no Hospital de Sapopemba

Ato no Hospital de Vl. Prudente

Ato do Sindesep no Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro Saboya

Ato do MTST no Hospital Menino Jesus em - Ermelino Matarazzo

Ato dos Metroviários na estação Jabaquara (METROVIÁRIOS) 

Hortolândia (6h às 11h)

Ato na rodovia SP 101 (sentido Campinas)

Ato no Hospital Municipal

Ato no Centro Comercial 

SERGIPE 

Aracaju

7h: Ato na Praça General Valadão 

LIVES

10h - CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE: “Em defesa do SUS e da Vida de todas as pessoas”
onde: instagram.com/conselhonacionaldesaude.cns/

16h - PROGRAMA BRASIL POPULAR: “Pandemia e os desafios do SUS”, com Inez Padula, Diretora Científica da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e Francisco Funcia, Consultor técnico da Comissão de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde
onde: TV 247 (youtube.com/brasil247)

16h - ÁGORA ABRASCO: “A saúde no Brasil”, com Guilherme Werneck, Edna de Araújo, Reinaldo Guimarães, Eloi Lola Gurgel, Naomar de Almeida Filho e Gulnar Azevedo e Silva.
onde: youtube.com/tvabrasco

17h30 - ESPIRITO SANTO: “O dia mundial da saúde, a defesa do SUS e a pandemia”. Com Geiza Pinheiro, Milene Terra, Madalena Margarida e Maria Faria (Sindsaude/ES).
onde: facebook.com/sindsaudees/live

18h - SÃO PAULO: “Semana Mundial da Saúde em defesa da Vida”, com Raimundo Bonfim, Alexandre Padilha, Lourdes Estevão, Pedro Tourinho, Celia Costa
onde: facebook.com/cmpbrasil/live_videos/

19h - GOIÁS: Plenária Estadual Fora Bolsonaro: “A necropolítica genocida do governo e a devastação da pandemia de COVID-19 no Brasil”
onde: facebook.com/forabolsonarogoias/live

19h - CUT BRASIL: “Salvar vidas e proteger empregos”, com Madalena Margarida (Saúde do Trabalhador CUT), Antonio Lisboa (Relações Internacionais CUT), Claudio Maierovitch (FIOCRUZ), Senador Humberto Costa (PT), Fernando Pigatto (Presidente CNS)
onde: http://facebook.com/cutbrasil/live / www.youtube.com/Cutbrasil

19h - METALÚRGICOS ABC: “Reflexões sobre a pandemia, homenagem aos profissionais da saúde, oração e solidariedade às famílias”, com Arthur Chioro (Ex-Ministro da Saúde), Eduardo Brasileiro (Economia de Clara e Franscisco), Gilberto Carvalho (PT), Romi Bencke (CONIC) e lideranças interreligiosas. 
onde: http://facebook.com/smabc

20h - Hortolândia/SP: “Dia Mundial da Saúde”. Com Carlos Neder (PT)
onde: https://fb.me/e/3EFKj3MPZ 

Outros dias 

8 de abril

Brasília/DF: Entrega da Carta Aberta ao Povo Brasileiro da Frente Pela Vida e do Conselho Nacional de Saúde ao STF ( frentepelavida.org.br ) 

9 de abril

Florianópolis/SC: Ato com velas às 18h30 no Largo da Catedral

São Paulo: Ato em defesa do SUS e da vida e em solidariedade aos

profissionais de saúde em frente ao Instituto Butantan

Rio de Janeiro: Ato em defesa do SUS e da vida e em solidariedade aos

profissionais de saúde em frente a Fundação Osvaldo Cruz 

11 de abril

Vitória/ES: Circulação de carros de som pela cidade em defesa do SUS, da vacina, do auxílio emergencial e do Fora Bolsonaro

 

*Edição: Marize Muniz

 
Publicado em Movimentos Sociais

Dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina protocolaram ofício no sábado (03) junto à Repar no qual notifica a empresa sobre o descumprimento do Decreto Estadual nº. 7.145, de 23 de março de 2021, por conta da realização dos serviços de parada de manutenção da unidade. 

A determinação estabelece medidas restritivas a atividades e serviços para enfrentamento da emergência em saúde pública, visando à proteção da coletividade, de acordo com a situação epidêmica do coronavírus. “O Decreto, aplicável ao município de Araucária, não contempla as atividades de manutenção industrial programada como atividade essencial, o que torna vedada a atividade no período de restrição de atividades pela autoridade pública”, diz trecho da notificação. 

O Sindicato, preocupado com as condições de segurança e saúde dos trabalhadores mediante o agravamento da crise sanitária, solicitou a suspensão da parada de manutenção já em 09 de março. A refinaria enviou resposta formal ao Sindipetro no dia 13 (leia aqui) e comunicou que “após a análise dos cenários interno e externo e os limites seguros para realização da intervenção, definiu pela postergação para 12 de abril”.   

Porém, a empresa não honrou com sua palavra e continuou com os serviços (leia aqui), causando aglomerações na área industrial. “a REPAR contratou cerca de 700 trabalhadores terceirizados para executar serviços presenciais de manutenção de equipamentos, na chamada ‘parada de manutenção’. Esses trabalhadores se juntam a outros cerca de 400 trabalhadores efetivos da REPAR, que prestam serviços no mesmo local. Assim, a empresa promove, desnecessariamente, aglomerações de grandes proporções em ambientes de trabalho”, alerta o novo ofício do Sindicato. 

Na última sexta-feira (02) o Sindipetro PR e SC noticiou mais uma morte de trabalhador terceirizado na Repar por Covid-19 (leia aqui), a terceira no período de dez dias.     

O desprezo à vida por parte da Petrobrás fica ainda mais evidente com a continuação do plano da parada de manutenção, que no seu ápice vai mobilizar dois mil trabalhadores na mesma planta industrial.  Isso “viola as normas de saúde pública de combate à Covid-19, ao direito ao trabalho seguro e à vida dos trabalhadores. A contenção da transmissão do coronavírus é uma norma de saúde pública com objetivo de salvar vidas, o que impõe à empresa o dever de cumpri-las e, também, adotar outras medidas recomendáveis para proteção à propagação do vírus na comunidade”. 

Cabe ressaltar que o Sindipetro cobrou a suspensão da parada em outros cinco Comunicados Sindicais (CS 028, de 09/03/21; CS 032, de 12/03/21; CS 036, de 24/03/21; CS 038 e 039, de 25/03/21). 

Por fim, no novo ofício o Sindicato alerta que “diante da natureza dos graves e iminentes riscos à saúde e à vida dos trabalhadores e à população, potencializados exclusivamente pelos atos de gestão da empresa no cenário epidemiológico da Covid-19; fica o senhor gerente geral e prepostos da companhia, notificados, para os devidos fins, da responsabilidade civil e criminal por atos de ação ou omissão pela manutenção das atividades de manutenção e operação da Repar”. 

O conteúdo da notificação do Sindicato foi encaminhado aos órgãos públicos competentes em forma de denúncia. O Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), o Ministério Público Estadual (MPE), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR) e as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná foram comunicados sobre a situação na refinaria. 

O Sindipetro PR e SC seguirá tomando todas as ações possíveis para barrar as atividades não essenciais e resguardar a saúde dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Já são três mortes por Covid-19 na refinaria e a empresa sequer se manifesta. Pior ainda, causa mais aglomerações com os serviços de parada de manutenção. Há evidências de que a contaminação da última vítima ocorreu dentro das instalações da Repar

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

A preocupação com as condições de segurança na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, aumenta a cada dia. A unidade soma três mortes de trabalhadores por Covid-19 nos últimos dez dias, todos eram jovens. 

Há mais de um ano o Sindipetro PR e SC cobra da Petrobrás acesso às informações sobre a pandemia nas suas instalações e a aplicação de medidas de proteção para evitar a disseminação do coronavírus entre os trabalhadores. 

As respostas sempre foram superficiais e a postura negligente da empresa ganhou traços de desprezo à vida com a insistência da gestão da Repar em realizar a parada de manutenção, mesmo com o agravamento da crise sanitária e o colapso dos sistemas público e privado de saúde. 

O gigantesco procedimento industrial foi iniciado no último dia 29 e deve aumentar a partir de 12 de abril. Significa adicionar cerca de dois mil trabalhadores na rotina da unidade. Cabe ressaltar que os serviços de pré-parada, com cerca de 800 profissionais em oficinas de manutenção e outros ambientes compartilhados, estão em andamento. As aglomerações, principais vetores de transmissão do vírus, são inevitáveis, sobretudo nas áreas industriais, andaimes, equipamentos e oficinas, nas quais já foram percebidas concentrações de pessoas. 

As informações do mais recente boletim de monitoramento sobre a pandemia no Sistema Petrobrás, do Ministério de Minas e Energia, apontam que foram registrados 331 casos de contaminação nas unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina, com três mortes. Os dados, infelizmente, estão desatualizados, pois não contabilizam o falecimento de mais um trabalhador terceirizado da Repar, no início da tarde de quinta-feira (01), vítima da Covid-19.  

Diante desse cenário, a luta coletiva dos petroleiros transcende de patamar e se torna questão de sobrevivência. “Deve acontecer uma greve sanitária se não houver uma grande mudança de postura da empresa sobre as condições das instalações e cuidado com as pessoas que circulam na Repar”, avalia Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC. Ele acrescenta que é de extrema importância que as denúncias da base, feitas desde o início da pandemia, continuem. “Através desses relatos conseguimos munir o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho, assim como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, com informações sobre a situação na refinaria”. 

Fica a pergunta aos gestores da Repar: quantas vidas precisam ser ceifadas para a suspensão da parada de manutenção? 

O Sindicato pede mesa de negociação com a gestão desde a primeira morte por Covid-19 na refinaria, o que não foi atendido até agora. Na Regap ocorreram quatro mortes e a parada foi suspensa sem prazo de retorno. O Sindipetro PR e SC exige, no mínimo, o mesmo tratamento que foi dado na unidade de Minas Gerais.

Morte por contaminações dentro da Repar

A mistura de sentimentos de tristeza e revolta paira sobre os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, com a informação da morte de Carlos Eduardo Correa dos Santos (Cadu), aos 45 anos, na tarde da última quinta-feira (01). 

Casado e pai de gêmeos, um menino e uma menina, o supervisor de controle de qualidade da empresa Service Engenharia, contratada para a parada de manutenção da Repar, foi a terceira vítima da Covid-19 na unidade dentro do período de dez dias. 

A tristeza vem naturalmente da perda de um companheiro. Já a revolta é motivada pela postura da gestão, que sequer teve a sensibilidade de informar o falecimento à força de trabalho. 

Também fica escancarado o desprezo da empresa perante os que ficam, pois mantém os serviços da parada de manutenção da Repar, mesmo diante do pior momento da pandemia do coronavírus. O procedimento industrial adiciona à rotina da refinaria centenas de trabalhadores e causa, inevitavelmente, aglomerações por todos os cantos. 

Há evidências de que a contaminação de Cadu, como era conhecido na área, ocorreu dentro das instalações da refinaria, uma vez que outros funcionários da terceirizada testaram positivo para a Covid-19. 

O corpo foi sepultado na sexta-feira (02), no município de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre-RS, terra do Cadu. 

O Sindipetro exige a suspensão da parada de manutenção da Repar para que as notícias de mortes na unidade deixem de se repetir. 

Aos familiares e amigos do companheiro Carlos Eduardo os nossos mais profundos sentimentos.  

Denuncie

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Sucessivos ataques ao movimento sindical no Brasil estão se repetindo nos últimos anos vindos da Justiça do Trabalho, com o claro objetivo de enfraquecer a defesa dos trabalhadores brasileiros.

Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que o Sindipetro/MG retire de suas redes sociais e site vídeos e imagens que foram publicados para denunciar as práticas irresponsáveis da Petrobras diante do surto de Covid-19 na Refinaria Gabriel Passos (Regap).

Sob a acusação de que o Sindipetro/MG está violando o direito de propriedade intelectual e industrial da Petrobras, o argumento usado pela empresa é de que o Sindicato tem a intenção de colocar a sociedade contra a Petrobras ao fazer uso de imagens internas da empresa e de seu logo na comunicação com os trabalhadores.

Segundo o departamento jurídico, o Sindicato irá recorrer da decisão por meio do recurso de agravo de instrumento para tentar reverter a decisão em segunda instância. 

Multas

Valores de multas extremamente altos e desproporcionais ao tamanho dos sindicatos também têm sido aplicados durante os movimentos grevistas, como artifícios usados na tentativa de enfraquecer as instituições.

Um claro exemplo disso são as decisões da Justiça contra o movimento grevista dos petroleiros em 2018 e 2020, que determinou a ilegalidade do movimento e multas com valores entre R$ 250 mil a R$ 2 milhões por dia para cada sindicato.

No ano passado, o Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de um contingente de 90% de trabalhadores durante a greve, sob pena de multa diária de R$ 25 mil para os sindicatos de pequeno e médio portes e de R$ 500 mil para a FUP e os sindicatos de maior porte.

Suspenso o movimento grevista, os sindicatos e a Petrobras chegaram a um acordo em que ficou estabelecido, dentre outras cláusulas, a retenção pela Petrobras das mensalidades associativas não repassadas, no total de R$ 2.475.812,25, para parcial ressarcimento dos danos sofridos pela empresa durante a greve. 

Já em 2018, a Ministra Maria de Assis Calsing chegou a elevar a multa diária a R$ 2 milhões para cada entidade sindical, bem como determinou que a Polícia Federal apurasse o crime de desobediência. 

Diante da decisão arbitrária e política do TST, os sindicatos suspenderam a greve, que tinham o objetivo de lutar pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; pela manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo; e contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás.

“A cobrança de multas elevadíssimas, no patamar que o TST vem estabelecendo, é uma clara tentativa de asfixiar e inibir a prática sindical, notadamente após a Lei 13.467/17 por meio da qual se extinguiu a contribuição sindical obrigatória. Isso porque a sobrevivência dos sindicatos depende diretamente da contribuição dos empregados e os valores exorbitantes de multas aplicadas revelam o claro objetivo de cercear o direito de greve, penalizar os trabalhadores e conter qualquer mobilização”, declarou o Departamento Jurídico do Sindipetro/MG.

Em momentos difíceis como o que estamos vivendo, a solidariedade se tornou uma arma na sobrevivência digna de milhares de famílias pelo Brasil. Em Minas Gerais, a campanha Petroleiros pela Vida foi uma das maneiras que encontramos para colaborar com a população que carece de mais cuidado e atenção diante dos impactos sociais e financeiros do isolamento social necessário no combate ao coronavírus.

Durante as duas fases da campanha, realizadas em 2020, foram arrecadados mais de R$ 30 mil, valor que foi revertido em materiais para confecção de máscaras, alimentos, materiais de limpeza e vale gás de cozinha às famílias.

A iniciativa do Sindipetro/MG contou com o apoio de instituições como as Brigadas Populares, o Centro de Apoio ao Trabalho Ambulante/BH, a Frente Brasil Popular MG, a Associação de Moradores do Cabana, Associação de Moradores do Bairro Jardim das Rosas, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB),  Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e a Marcha Mundial das Mulheres MG.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Após o RH da Petrobrás apresentar a escala absurda de 21x28x21x35, negar testagem a todos no desembarque e não realizar protocolos adequados que garantam o trabalho seguro a bordo, o Sindipetro-NF recebeu denúncias dos trabalhadores de que a gestão a bordo da P-54 não somente se contaminou, como disseminou o vírus para outros trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo apurado, o GEPLAT a bordo apresentou sintomas no dia 26/03 e ao invés de desembarcar ficou despachando do seu camarote, inclusive acessando o fumódromo, expondo dezenas de trabalhadores embarcados. De acordo com as denúncias a situação agravou-se nos dias seguintes e o mesmo só desembarcou em vôo sanitário no dia 30/03.

Neste mesmo período, outros trabalhadores apresentaram sintomas, incluindo a liderança a bordo, como supervisor e coordenador.

O negacionismo presente na alta gestão da empresa reflete no posicionamento da liderança a bordo e coloca em risco a vida não só dos contaminados a bordo como também das suas famílias e demais contactantes.

É urgente a testagem de todos a bordo da P-54, assim como uma descontaminação geral na unidade.

Este novo surto de COVID na plataforma reforça o que o Sindipetro-NF vem denunciando desde o início da pandemia: os protocolos da empresa são falhos e não garantem o trabalho seguro e livres de contaminação e que neste período crítico a permanência dos trabalhadores a bordo deve ser no menor tempo possível seguindo um isolamento prolongado em casa, por isso defendemos e lutaremos que seja implantado a escala 14×28 para todos!

[Da Imprensa do Sindipetro NF]

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