A FUP e seus sindicatos encaminharam nesta segunda-feira, 30, ao ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, pedido para que a Petrobrás repasse à Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) os valores das multas impostas às entidades, no dissídio coletivo referente à greve dos petroleiros em fevereiro. A empresa foi autorizada a reter o repasse das mensalidades sindicais, no total de R$ 2.475.812,25.

Na petição feita nos autos do processo, a FUP solicita a Ives Gandra, ministro relator do dissídio, que as multas cobradas de seus sindicatos filiados (R$ 1.863.270,04) sejam revertidas para ações de combate à pandemia da Covid-19, através do repasse para a Fiocruz dos valores retidos pela Petrobrás. 

“Considerada a destacada atuação da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, braço brasileiro da iniciativa Solidariedade lançada pela Organização Mundial de Saúde para o enfrentamento internacional conjunto da pandemia, a qual tem por finalidade a investigação científica de quatro diversos tratamentos para a Covid-19, investigação implementada em 18 hospitais de 12 estados brasileiros, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, e coordenação do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz”, destaca a FUP no pedido feito ao ministro do TST.

> Acesse aqui a íntegra da petição feita pela FUP nos autos do dissídio coletivo da greve

[FUP]

Publicado em Greve 2020

O Brasil e o mundo passa por uma das mais graves crises da história recente da humanidade. O Covid-19, o novo coronavírus, chega ao Brasil e à Minas Gerais de forma grave, gerando grande apreensão na população, preocupada com as mortes que se multiplicam em todo o mundo e com o futuro ainda sombrio para nossa sociedade.

Nós, petroleiras e petroleiros, não estamos alheios à situação. Essa categoria de longa história de serviços prestados ao desenvolvimento do nosso país sabe da sua responsabilidade nesse momento de crise. Apesar da recomendação das autoridades sanitárias sobre a necessidade de isolamento social, nós, como várias outras categorias de trabalhadores que prestam serviços e produtos essenciais à população, precisaremos seguir com uma parcela de nossas atividades.

O fato de estarmos envolvidos com serviços inadiáveis à população, como a produção de combustíveis e energia elétrica, só reforça a necessidade de sermos tratados com o devido respeito em relação aos nossos direitos e, acima de tudo, a nossa saúde. Nesse momento tão difícil, mais do que nunca, precisamos da categoria saudável e à disposição para operar nossas unidades e garantir o abastecimento de serviços tão importantes, como hospitais, ambulâncias, transporte de alimentos e medicamentos, etc.

Entretanto, desde o início desta crise temos encontrado dificuldade para participar de forma efetiva no acompanhamento e construção de medidas de prevenção ao novo coronavírus na Petrobrás. O diálogo estabelecido com as gerências locais tem alcance limitado e a alta administração da empresa insiste em adotar medidas unilaterais, inclusive desrespeitando o atual acordo coletivo de trabalho. Além disso, a categoria petroleira foi surpreendida com uma série de demissões em represália a participação de trabalhadores na última greve, em desrespeito ao acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entendemos que o momento atual exige medidas não convencionais, mas isso não pode servir de álibi para ações que desrespeitem direitos da categoria ou que possam colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Pelo bem da população brasileira e do enfrentamento eficaz ao coronavírus, os trabalhadores da Petrobrás – próprios e terceirizados – precisam ser tratados com enorme cuidado e responsabilidade por parte de seus gestores.

Da mesma forma, as preocupações da direção da estatal não podem ser norteadas por interesses financeiros que visam somente a maximização do lucro de acionistas estrangeiros. O momento pede, portanto, que a Petrobrás sirva aos interesses prioritários do seu maior acionista: o povo brasileiro.

Apesar da dificuldade em construirmos canais efetivos de diálogo e ações conjuntas para enfrentar essa grande crise, o Sindipetro/MG seguirá se esforçando na busca por soluções negociadas que possam assegurar o respeito à integridade física da nossa categoria, essencial para garantir o combate efetivo ao coronavírus em Minas Gerais e no Brasil.

Apesar do Bolsonaro, vamos vencer juntos essa crise.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

Diretoria Colegiada – Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais

 

Com a premissa de priorizar a saúde e de não prejudicar as decisões sobre um tema tão sensível, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina suspende por tempo indeterminado o processo de escolha de tabelas de turno da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária

O objetivo do sindicato é resguardar a saúde dos trabalhadores, familiares e da sociedade diante da pandemia do novo coronavírus. A entidade de defesa dos petroleiros destaca ainda o empenho e a participação de todas e todos nesse processo. Nas atividades em conjunto, no Grupo de Trabalho (GT), houve dedicação para democratizar o debate, aprofundar as discussões e fazer a seleção das tabelas levando em conta as demandas mais solicitadas pela base. 

Próximas etapas  

Até o momento ficaram definidas a seleção das três tabelas, anexadas logo abaixo, entre as dezenove opções elaboradas pela categoria. Estes documentos, assim como os de outras unidades que estão no mesmo processo, foram enviados à FUP em treze de março e repassados para a avaliação da Petrobrás, que até o presente momento não se manifestou. 

As próximas etapas seriam de qualificações das opções enviadas pelas outras unidades, também através de Grupos de Trabalho, sempre norteadas pelo mesmo processo participativo. O GT da Repar será mantido, porém com as atividades suspensas, e será retomado logo que houver condições. 

Histórico  

:: GT da tabela de turno da Repar concluiu a primeira etapa do processo de seleção 

:: Definição da nova tabela de turno da Repar será feita de forma democrática e participativa

[Via Sindipetro-PR/SC]

No último dia 27/03, a força de trabalho própria e terceirizada das plataformas marítimas da Petrobrás do Ceará foi surpreendida com a ordem de parada da produção e de preparação para hibernação das unidades.

Esse mesmo encaminhamento se repetiu para as outras plataformas de águas rasas localizadas no Rio Grande do Norte, Sergipe e Norte Fluminense. Não bastasse a constante queda de braço com os organismos de saúde quanto as orientações de isolamento social para o combate efetivo ao Covid-19, o governo Bolsonaro/Guedes e a direção do Castello Branco resolvem ir também na contramão das medidas dos líderes mundiais que é de ampliar a proteção social com a manutenção dos empregos nesse momento de crise.

A medida da hibernação avisada aos investidores sob o título Petrobras adota ações para reforçar resiliência, na verdade esconde o real propósito que é de em plena pandemia do coronavírus aproveitar para aprofundar o projeto de desmonte da Petrobrás e desmantelamento da soberania nacional. Nesta mesma semana, a grande imprensa noticiou a pretensão do alto staff da empresa de triplicar o próprio teto para pagamento de bônus, ao mesmo tempo que informa que recorrerá a uma linha de crédito de US$ 8 bilhões para enfrentar a crise.

No início deste mês, em artigo publicado no site da AEPET (O roteiro para o fim da Petrobrás já está pronto e em andamento), o Economista aposentado da Petrobrás Cláudio Oliveira denuncia que a Petrobrás sofre hoje a maior ameaça à sua sobrevivência em sua história. No texto, ele demonstra que o lucro apoteoticamente anunciado foi obtido com o desfazimento criminoso de ativos altamente rentáveis (R$ 24 bilhões pela TAG e outros R$ 14 bilhões com a entrega do controle da BR Distribuidora).

Dentre outras análises dos dados financeiros da empresa em que descortina as escandalosas mentiras veiculadas pela “mídia hegemônica despudorada, comprometida com interesses externos, que para atingir seus propósitos é capaz de transformar mentiras absolutas em verdades, para a opinião pública brasileira”, Claudio diz ainda que essa política de entrega do patrimônio, “aliada a uma política de preços de autoflagelo, chamada de Preço de Paridade de Importação – PPI desmontaram o equilíbrio e conforto financeiro que a companhia mantinha há muitos anos”.

A orientação desse projeto político de gestão da empresa, intensificado no pós golpe de 2016, não atende aos interesses imediatos de preservação das vidas da força de trabalho, de manutenção dos nossos empregos, de desenvolvimento social e da economia nacional e muito menos de defesa da soberania do povo brasileiro. Esse é mais um crime de lesa pátria!

 

[Via Sindipetro-CE/PI]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a Petrobrás fez uma importação adicional do GLP (gás de cozinha) que deve estar chegando nessa segunda-feira (30) ao mercado.

Responsável por quase 100% do fornecimento de GLP no país, a empresa opta em manter desativadas unidades como a U-6, pertencente à Refinaria Landulpho Alves, localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, enquanto importa o produto que poderia estar produzindo aqui.

“A grande procura pelo botijão de 13 kg do gás de cozinha levou à falta do produto em várias cidades do Brasil. Isso porque as pessoas estão cozinhando mais em suas casas, onde permanecem em quarentena como forma de prevenção ao Covid-19 (coronavírus). No caso da Bahia, ainda houve o problema operacional na Unidade 39 da RLAM, que ficou parada durante cinco dias, agravando a ainda mais a situação da oferta de GLP”, afirma o diretor do Sindipetro Bahia, Attila Barbosa, que também é funcionário da RLAM. Para ele o correto é a reativação da Unidade 6. Não precisamos importar GLP. “É um absurdo que diante da situação que estamos vivendo a atual gestão da Petrobrás insista em prosseguir com as mudanças operacionais que visam a venda das refinarias”, finaliza.

[Via Sindipetro Bahia]

Um trabalhador da empresa Halliburton que prestava serviço na Braserv (SPT-108) foi diagnosticado com Covid-19. Na segunda-feira (23), ele teve um mal estar durante o trabalho, apresentando febre, dores no corpo e tosse.

O trabalhador foi afastado e os outros membros da equipe que tiveram contato com ele, inclusive convivendo dentro do alojamento, foram colocados em isolamento.

A informação que chegou ao Sindipetro é que o trabalhador teria vindo do Rio de Janeiro para prestar serviços na sonda 108, na Bahia. Esse fluxo de trabalhadores entre estados é muito comum nessa área, o que aumenta ainda mais o risco de contrair o vírus e dificulta o combate à pandemia.

O caso desse trabalhador que testou positivo para o Covid-19 (coronavírus) e conviveu em ambiente fechado com outros trabalhadores antes de apresentar os sintomas da doença, reforça o que o Sindipetro vem alertando desde quando o Covid-19 foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Não é possível continuar trabalhando com grande quantidade de funcionários nas áreas, unidades e sondas. Afinal, o vírus se propaga de forma veloz, e é de fácil contágio.

No caso das sondas, o Sindipetro já havia solicitado à gerência da CPT, tanto a local como a geral, que fica no Rio Grande do Norte, que as atividades fossem totalmente paralisadas por pelo menos 15 dias sem prejuízo dos salários ou empregos dos trabalhadores ou que pudessem serem atendidas apenas demandas pontuais e emergenciais.

A proposta do Sindipetro era que a Petrobrás arcasse com parte desse custo. Mas a gerência da CPT conversou com as empresas e, infelizmente, decidiu manter as atividades.

O Sindipetro conversou também com as gerências das empresas de sondagem como Braserv, Perbras, EBS e Conterp, assim como com as gerências daquelas que prestam serviço nas sondas a exemplo da Halliburton, Schlumberger, Baker e outras.

O diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, explica que ”essas empresas dependem da Petrobrás para parar as atividades, elas não têm autonomia, mesmo que uma ou outra queira fazer isso, mas lamentavelmente a Petrobrás insiste na continuidade do funcionamento dessas sondas, mesmo sendo uma atividade indireta”.

Ele ressalta ainda a posição diferente e responsável tomada pela UO-BA, que diminuiu a atividade em suas unidades, reduzindo em torno de 60% a presença de terceirizados nas áreas operacionais, para diminuir o risco de contaminação desses trabalhadores.

O Sindipetro apresentou sugestões às empresas para que coloquem em prática medidas paliativas de segurança para diminuir o risco e dar maior sensação de segurança aos trabalhadores. Veja algumas delas:

– Higienização permanente e intensa dos transportes
– Higienização dos transportes de cargas e carros das empresas
– Disponibilização de álcool gel nos carros, nas sondas, nos ônibus, ao lado do relógio de ponto, nos escritórios
– Banheiros limpos com sabonete, água, papel toalha
– Uso de máscara quando for o caso
– Higienização dos locais de trabalho com freqüência e com intensidade
– Higienização dos alojamentos
– Higienização de computadores, celulares
– Monitoramento das condições dos trabalhadores para identificar aqueles que podem estar apresentando algum sintoma e serem isolados de imediato.
-Retirada do local de trabalho daqueles funcionários que fazem parte do grupo de risco, como os que têm 60 anos ou mais, ou tenham doenças pré-existentes.
– Carros circulando com janelas abertas, com ar condicionado desligado
– Diminuição do ritmo de trabalho, com a paralisação diária das atividades, por tempo determinado, para que os trabalhadores possam relaxar, evitando assim acidentes de trabalho.
– Contratação de pessoas especificas para fazer a higienização dos ambientes e objetos, lembrando que limpeza e higienização são duas coisas diferentes.

O Sindipetro vai continuar acompanhando e dialogando com a Petrobrás e todas as empresas do setor petróleo para garantir a segurança dos Trabalhadores. “ Estamos vivendo um momento completamente atípico e consequentemente precisamos modificar os nossos procedimentos. As empresas precisam fazer a sua parte e o trabalhador também, sendo rigorosos no cumprimento dos requisitos de segurança como prevenção ao coronavírus”, finaliza, Radiovaldo

[Via Sindipetro Bahia]

Insanos? Covardes? Cruéis? Quando se trata de defender vidas, não há adjetivos que expressem nossa indignação diante de gestores que expõem trabalhadores ao risco iminente de contágio durante uma pandemia tão devastadora, como a da Covid-19. Pois é desta forma que tem agido a diretoria da Petrobrás, cumprindo às cegas as determinações do governo Bolsonaro, ao exigir das empresas contratadas que despejem seus trabalhadores nas unidades, caso, contrário, não receberão.  

Os sindicatos tentam negociar com as gerências locais a redução de efetivos próprios e terceirizados, mas a ordem é para que as empresas contratadas façam exatamente o oposto. Contrariando as recomendações das organizações de saúde, a direção da Petrobrás quer entupir as unidades com trabalhadores, sem a menor necessidade, já que a empresa suspendeu paradas de manutenção e anunciou a hibernação de unidades e redução da produção.

As direções sindicais foram informadas que as terceirizadas terão o pagamento suspenso se não houver quantificação do trabalho prestado. Em função disso, os trabalhadores estão sendo obrigados a comparecer às unidades, se expondo a riscos, enquanto a pandemia progride violentamente, com aumento de contaminações e mortes.

Que tipo de gestor age desta forma, submetendo os trabalhadores a riscos desnecessários?  “Querem porque querem que os terceirizados trabalhem, sob ameaça de demissões e suspensão de salários. Submetem os petroleiros a jornadas extenuantes, inclusive confinamentos, sem pagamento de adicionais, sem acordo, sem condições sanitárias e sem necessidade”, revela o diretor da FUP e coordenador do Sindipetro-RS, Fernando Maia.

Se voltarmos algumas décadas no tempo, encontraremos certa similaridade com antigos governos fascistas, onde as empresas serviam ao regime nazista, sacrificando trabalhadores, enquanto os amigos do ‘führer’ recebiam aplausos dos mesmos setores que hoje defendem o mercado acima da vida.  

Expor deliberadamente trabalhadores terceirizados ao risco de contaminação pelo coronavírus é uma desumanidade de proporções semelhantes. Esta e outras medidas que a gestão da Petrobrás adotou durante a pandemia, como submeter os trabalhadores de turno a jornadas extenuantes e enclausurar por uma semana petroleiros offshore, antes dos embarques paras as plataformas, estão sendo denunciadas pela FUP e serão encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, nesta segunda-feira, 30.

[FUP]

Na quarta, 25, o Sindipetro-NF recebeu denúncia dos trabalhadores da Petrobrás que estão sendo hospedados no pré embarque numa pousada/bar e restaurante no Farol de São Tomé, sem condições de isolamento.

Os trabalhadores confinados contaram que logo na chegada são informados na recepção que todas as refeições, seriam servidas no restaurante do hotel. Nada seria levado aos quartos. Isso coloca as pessoas em contato.

Eles reclamam o local também é inseguro. Na escada de acesso aos quartos só passa uma pessoa por vez, os corredores são estreitos e em caso de emergência pode ocorrer algo grave. Os quartos não têm mesa, cadeira, armário, frigobar e nem telefone. Malas e bolsas ficam no chão.

“Abandonamos” nossa família, nossos filhos, para isso?  Aqui não tem controle nenhum… E como será a bordo, para 21 dias, depois disso aqui?” – desabafa um trabalhador.

Essa situação demonstra que a Petrobrás não estava preparada para atuar numa situação de pandemia. Tanto nessa pousada como em outras, os trabalhadores contam que não estão tendo acompanhamento de saúde nos sete dias confinados, antes do embarque. “E há companheiros com sintomas: tosse, coriza, espirro, etc” – contam.

Para a diretoria do Sindipetro-NF, a medida da empresa em confinar o trabalhador não está sendo efetiva no combate ao COVID-19, visto que não dá acompanhamento médico aos trabalhadores. “É preciso cuidar da saúde da categoria, principalmente porque depois de passar esse tempo mal alojado, sem cuidados, o petroleiro e petroleira vão ficar 21 dias confinados numa plataforma” – comenta o Coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira.

Vieira conta que o sindicato já encaminhou denúncia à fiscalização do trabalho e cobraram providências imediatas da Petrobrás. O próximo passo é encaminhar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

Serviço:

Encaminhe sua denúncia para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Via Sindipetro-NF]

O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/MG) cobra a liberação de todos os trabalhadores da Regap que fazem parte do grupo de risco: maiores de 60 anos, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas, incluindo aqueles com menos de 60 anos que tenham diabetes ou hipertensão, conforme as recomendações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

A exigência foi feita por meio de ofício, enviado nesta quinta-feira (26), para a gerência e o setor de Recursos Humanos da Refinaria. O documento inclui pedido de liberação de todos os trabalhadores envolvidos em atividades não essenciais para a manutenção da continuidade operacional da unidade. Dentre esses, destacam-se aqueles envolvidos em atividades relacionadas a novos empreendimentos, além daqueles trabalhadores do Laboratório que podem realizar atividades em condição de home office.

Também são exigidas medidas de higienização mais eficientes, como: uso de máscaras e luvas em momentos de contato direto entre trabalhadores; substituição de panos por material descartável; higienização dos ônibus e carros ao final de cada viagem, fim da baldeação dentro da refinaria.

Antecipação de férias
O Sindipetro/MG pediu esclarecimentos sobre a antecipação de férias para funcionários afastados pela empresa por precaução em relação à pandemia. A medida está sendo realizada sem transparência com a representação dos trabalhares. A orientação sindical é que os trabalhadores recusem tal medida.

Sindicato ajuíza ação por participação em GT
Embora a reunião on-line de segunda-feira (23) demonstre um primeiro esforço da gestão local em estabelecer canais de diálogo com a entidade, o Sindicato quer a participação efetiva no grupo de trabalho da empresa sobre o tema, vista a expressa recomendação do Ministério Público do Trabalho na Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP. Nesse sentido, uma ação foi protocolada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o objetivo de garantir a participação.

Afastamento Médico

O Sindipetro/MG reforçou no ofício a necessidade de afastamento médico imediato, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego, de todos trabalhadores próprios e terceirizados que estiveram em contato com casos sob suspeita da doença, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego.

Conforme discutido durante a videoconferência na segunda-feira (23), o sindicato reitera o pedido de aquisição, por parte da empresa, de kits para teste rápido dos empregados pelo setor médico, garantindo maior eficácia no combate à transmissão do Covid-19.

Veja a íntegra do documento

[Via Sindipetro-MG]

A gerência da UO-BA mudou a partir dessa quinta-feira (26) a tabela de turno dos trabalhadores e trabalhadoras das suas unidades operacionais.

A principio a iniciativa que visa a adoção de uma escala com o objetivo de dar uma maior proteção aos trabalhadores contra o Covid-19, poderia ser muito bem vinda, não fosse a forma e o tipo de tabela implantada.

Com a decisão unilateral, a UO-BA descumpre a cláusula 50 (parágrafo único) do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria que estabelece que qualquer mudança de escala, jornada de trabalho ou tabela de turno deve ser negociada com o sindicato local.

Portanto, o Sindipetro não irá tolerar o descumprimento do ACT e irá fazer notificação judicial desse descumprimento.

A gerência da UO-BA impôs o seu modelo de escala de turno mesmo sabendo que o sindicato e os trabalhadores têm outras propostas que também são baseadas na proteção dos empregados.

A maioria dos trabalhadores não gostou e não concorda com a tabela implantada e o Sindipetro repudia a atitude da gerência da UO-BA que se recusa a estabelecer um diálogo com a entidade sindical.

Além de não ser atrativa em relação à quantidade de dias trabalhados e folgas, a tabela traz outros desdobramentos preocupantes como o confinamento de trabalhadores em locais inadequados e com problemas estruturais.

A direção do Sindipetro reafirma o desejo e a necessidade de tratar sobre esse assunto com a UO-BA, para que possa ser adotada uma escala em comum acordo – até a volta da escala normal – que seja de interesse tanto da UO-BA quanto dos trabalhadores.

Telsan

Algo semelhante está acontecendo na Telsan, onde os trabalhadores de turno costumam trabalhar no regime 12×12 e, devido à questão do Covid- 19, passaram a trabalhar no regime de 7×7 . Mas agora, a empresa quer confinar esses trabalhadores nas estações.

Com raras exceções, as estações não têm capacidade para confinar trabalhadores por um período longo.

É preciso melhorar as condições e a estrutura do local de trabalho também para os trabalhadores da Telsan em relação ao local adequado par descanso, para higienização, alimentação.

Para o diretor do Sindipetro, Radiovaldo Cotsa, tem uma série de situações que precisam ser observadas “porque também não dá para tentar resolver a questão do deslocamento proporcionando uma melhor proteção em relação ao coronavírus e ao mesmo tempo colocar os trabalhadores em condições ruins, sem o devido preparo. Entendo que as modificações para dar comodidade a esses trabalhadores podem ser feitas rapidamente, basta a Petrobras priorizar essa questão, uma vez que foi a estatal que deu essa orientação, assim como as instalações onde os operadores trabalham e ficarão confinados pertencem à Petrobras”.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA
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Vídeos - Greve 2020

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Greve dos Petroleiros - Paulista recebe movimentos em defesa da Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.