No sexto dia de greve na Bahia, adesão cresce e produção cai

Sexta, 06 Novembro 2015 17:47

Na Bahia, a greve avança para a paralisação total de petróleo. O objetivo agora é ampliar a parada da produção de gás, principalmente da Transpetro, que distribui gás para as indústrias e siderúrgicas.

No sexto dia de greve, as unidades da Transpetro de Itabuna e Jequié operam apenas com 30% da produção. Um fato importante é que pela primeira vez os trabalhadores dos dois terminais aderiram 100% à greve e estão realizando um excelente trabalho de forma coesa e consciente. No Temadre  continua acontecendo apenas a rendição do efetivo mínimo da segurança patrimonial e dentro da empresa só há o pessoal da contingência.

A greve atinge também todas as termelétricas na Bahia e causa impacto na geração de energia. Segundo informações chegadas ao comando de greve, há um corte total de geração de energia na UTE Arembepe, são 148 megawatts; um corte parcial de geração na UTE Bahia 01 (30 megawatts para 18 megawatts) e na UTE Murici (148 megawatts para 100 megawatts). Portanto, a geração de energia em Camaçari, nessas 3 UTEs, passou de 326  para 118 megawatts, ou seja, um corte de 208 megawatts, ou seja, 64% por cento.

A usina de Biodiesel de Candeias, PBIO, está parada e não há produção de bioediesel, ácido graxo ou glicerina. As carretas também não estão acessando a empresa.

No Ativo Norte (Bálsamo, Araças e Imbé) houve adesão de 80% dos trabalhadores próprios (turno e adm) e de 100% dos terceirizados. Há uma queda de 25% da produção de óleo. A Estação de Conceição, as sondas de perfuração 116 e HK06 estão totalmente paradas. Nessa região, há denúncias de confinamento de trabalhadores, principalmente em Imbé, ETO de Buracica, ETO de Bálsamo e na Estação B de Araças.   

Em Miranga, também não há nenhuma produção de óleo ou gás. Na Fafen, a produção está zerada. A planta de amônia deu partida de forma precária e na de Uréia não há efetivo suficiente para o funcionamento da planta.

Na região de Candeias (OP-CAN), as Estações Socorro, Mapé e São João  estão paradas e as empresas terceirizadas não estão executando nenhum serviço, a exemplo da manutenção dos dutos. A produção de barris de óleo por dia passou de 4.500 para 2.100.

Na Rlam, continua sem haver troca de turno.

FONTE- Imprensa Sindipetro Bahia

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