Truculência: Mais um dirigente sindical é detido pela polícia a mando da Petrobrás

Quinta, 05 Novembro 2015 11:58

Os petroleiros iniciaram nesta quinta (05), o quinto dia da greve nacional da categoria, que já impacta a produção de todas as unidades operacionais do Sistema Petrobrás. Desde a deflagração do movimento grevista, no domingo 01, a Petrobrás tem demonstrado total falta de capacidade em dialogar e respeitar o direito legal de greve dos trabalhadores. A FUP e seus sindicatos já denunciaram ao Ministério Público do Trabalho diversos atos antissinciais cometidos pela empresa, além de arbitrariedades, como prisão e agressão aos sindicalistas da Bahia, na última terça-feira, 03. 

Na manhã de hoje, a FUP em conjunto com o Sindipetro BA, CUT, CTB, movimentos sociais e estudantis, realizou um ato em desagravo ao tratamento dispensado ao representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Deyvid Bacelar, que foi preso na madrugada de terça-feira, 03,  na Refinaria Landulfo Alves (Rlam), na Bahia, por suposto ato de desacato à autoridade.

Como se este fato não superasse o papelão que tem feito a Petrobrás em apenas cinco dias de greve da categoria, a empresa dita "cidadã" voltou a agir de forma ilegal e, covarde, ao acionar a polícia para impedir o trancaço realizado na entrada do Terminal da Transpetro em São Caetano do Sul. A polícia, que tem trabalhado como parceira estratégica da estatal nos últimos dias, prendeu o diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, Jair Campos, que ficou detido até às 12h na 2ª DP de São Caetano.

Além da prisão, o episódio de horror e violência atingiu outros trabalhadores e integrantes de movimentos sociais que estavam presentes no local, em apoio e solidariedade à causa dos petroleiros.

 

Para conferir as imagens, acesse o vídeo na página da FUP no Facebook: https://www.facebook.com/fupetroleiros/?ref=hl

 [Atualizada às 13h, para informar o horário que Jair Campos foi solto]

Fonte: FUP

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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