XVI Confup aprova apoio a Dilma e elege José Maria Rangel novo coordenador da FUP

Domingo, 17 Agosto 2014 17:07

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O XVI Congresso Nacional da FUP foi encerrado neste domingo, 17, com a eleição da nova diretoria da Federação para o triênio 2014-2017. O coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, foi eleito o novo coordenador geral da FUP em uma chapa unitária, que reúne militantes da Articulação Petroleira, CSD, CTB e independentes. A plenária final também aprovou por unanimidade o apoio à reeleição da presidenta Dima Rousseff, que enviou aos delegados uma mensagem de congratulações, que foi lida em plenário, na quinta-feira, 14, durante a abertura do Congresso.

 
Zé Maria é o novo coordenador da FUP

Os cerca de 300 delegados que participaram do XVI Confup aprovaram ainda uma moção de repúdio à agressão sionista promovida pelo governo de Israel e solidariedade à luta do povo palestino por um Estado livre e soberano. Outra importante resolução aprovada foi a realização de uma plenária estatuinte da FUP em 2015 para deliberar sobre a criação das Secretarias da Mulher Petroleira e de Aposentados e Pensionistas. Os delegados também aprovaram a implantação de um sistema de cotas que garanta a representatividade de mulheres petroleiras nas delegações para plenárias e congressos da FUP, bem como na composição da próxima diretoria da Federação, que será eleita em 2017, obedecendo a proporcionalidade entre homens e mulheres no Sistema Petrobrás.

 

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Em relação às lutas da categoria e às campanhas reivindicatórias, os petroleiros aprovaram ganho real de 5,5%; construção de um anteprojeto de lei para regulamentação das atividades e regime de trabalho no setor petróleo (reformulação da Lei 5811 de 1972); intensificação da luta contra a precarização provocada pela terceirização, com a FUP assumindo o protagonismo nas esferas legislativa e judiciária; recomposição dos efetivos próprios do Sistema Petrobrás; garantia de condições seguras de trabalho em todo o setor petróleo.

Acidente na Reman marca 30 anos da tragédia de Enchova

A defesa da vida e a garantia de um ambiente seguro de trabalho para todos os petroleiros deram o tom deste XVI Confup. No sábado, 16, data que marcou os 30 anos do acidente na Plataforma de Enchova, na Bacia de Campos, onde 37 trabalhadores morreram em 1984, a delegação do Sindipetro-NF realizou na plenária do Confup um ato por segurança, com participação dos delegados, observadores e convidados do congresso.

Neste domingo, 17, último dia do XVI Confup, os trabalhadores foram surpreendidos com a notícia de mais um acidente grave no Sistema Petrobrás. O operador da Refinaria de Manaus (Reman), Antônio Rafael Santana, de apenas 24 anos, foi vítima de uma explosão na HDT (unidade de hidrotratamento), na noite de sábado, 16, que resultou em queimaduras em 75% do seu corpo.  Assim como outras unidades do Sistema Petrobrás, a Reman tem um histórico de acidentes graves envolvendo trabalhadores. Em dezembro de 2013, uma explosão feriu três operadores e, em setembro de 2010, a técnica de operação, Renata Benigno, foi vítima de um grave acidente na refinaria e morreu após 10 dias de internação.

“A vida é mais importante do que a produção”

Ao transmitir o cargo da coordenação geral da FUP a José Maria Rangel, o ex-coordenador João Antônio de Moraes pontuou as principais conquistas e embates que marcaram a Federação ao longo de seu mandato, ressaltando que continuará contribuindo para que a entidade siga sendo referência na luta sindical. “Temos agora pela frente uma luta ainda maior e que começa já, com a nossa militância nas ruas para impedir o retrocesso no projeto político em curso no nosso país. Vamos reeleger a presidenta Dilma”, conclamou Moraes, que segue integrando a direção colegiada da FUP.

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Bastante emocionado, José Maria Rangel agradeceu a confiança dos petroleiros, afirmando que continuará pautando a sua atuação sindical pela defesa intransigente por condições seguras de trabalho em todo o setor petróleo. “A FUP tem que ter como meta ser referência na luta por segurança e o nosso desafio é sensibilizar a categoria para a importância disso. Não adiantam palavras de ordens. Temos que enfrentar os gestores da Petrobrás e deixar claro que a vida é mais importante do que a produção”, declarou.    

Zé Maria passa a ser o sexto coordenador da FUP nestes 21 anos de existência da Federação. Petroleiro da Bacia de Campos, ele ingressou na Petrobrás em 1985, como técnico de manutenção e desde 1993 é dirigente sindical. Em 2004, assumiu a coordenação do Sindipetro-NF, onde tem sido referência nacional na luta por condições seguras de trabalho no setor petróleo.

Direção colegiada da FUP 2014-2017 (titularidade)

José Maria Rangel (Sindipetro-NF)

João Antônio de Moraes (Sindipetro Unificado SP)

José Genivaldo da Silva (Oposição Litoral Paulista)

Paulo César Martin (Sindipetro-BA)

Ubiraney Porto (Sindipetro-BA)

Francisco José de Oliveira (Sindipetro-NF)

Eneias Zanelato (Sindipetro-ES)

Silvaney Bernardi (Sindipetro-PR-SC)

Francisco Ramos da Rocha (Sindipetro-BA)

Leopoldino Martins (Sindipetro-MG)

Simão Zanardi Filho (Sindipetro Duque de Caxias)

Gerson Luiz Castellano (Sindiquímica-PR)

Dary Beck Filho (Sindipetro-RS)

Aldemir Caetano (Sindipetro-AM)

José Divanilton Silva (Sindipetro-RN)

Fonte: FUP

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Última modificação em Domingo, 17 Agosto 2014 23:50

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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