Petroleiros intensificam paralisações surpresa e “Operação Gabrielli” nesta quinta-feira,03

Quarta, 02 Novembro 2011 22:00
Nesta quinta-feira, 03, os trabalhadores do Sistema Petrobrás deram continuidade às paralisações surpresa e à "Operação Grabielli" iniciadas no último dia 27.

Imprensa da FUP

Nesta quinta-feira, 03, os trabalhadores do Sistema Petrobrás deram continuidade às paralisações surpresa e à "Operação Grabielli" iniciadas no último dia 27. As mobilizações estão sendo realizadas no Paraná, Bacia de Campos, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e São Paulo. Além de cumprirem rigorosamente todos os procedimentos de segurança, os trabalhadores suspenderam as emissões e acompanhamento de PTs. As mobilizações incluem ocupações, paralisações de atividades e cortes e atrasos nas trocas de turnos. O objetivo é pressionar a direção da Petrobrás e o governo a avançar no processo de negociação com a FUP, atendendo às principais reivindicações dos petroleiros. Mais uma vez, a categoria mostra sua força e disposição de luta, reafirmando que os trabalhadores já estão se preparando para uma greve por tempo indeterminado, com parada e controle de produção.

Assembléias já estão rejeitando a contraproposta da Petrobrás e aprovando a greve

Seguindo os indicativos da FUP e dos sindicatos no Conselho Deliberativo realizado ontem (02), os trabalhadores já estão rejeitando a contraproposta apresentada pela Petrobrás no último dia 31 e aprovando a greve por tempo indeterminado e com controle e parada de produção a partir do dia 16. Em estado de greve e em assembléias permanentes, a categoria segue na luta por uma nova contraproposta que atenda suas reivindicações. No Rio Grande do Norte, em Minas Gerais e em Duque de Caxias, as assembléias já estão apontando que este é o caminho.

Veja como foram as paralisações desta quinta-feira:

Norte Fluminense – Na Bacia de Campos, os trabalhadores de 28 plataformas suspenderam por 24 horas a emissão e acompanhamento de PTs e estão realizando somente as atividades para manutenção da segurança e habitabilidade das unidades.  A paralisação teve início à zero hora desta quinta-feira e tem como mote a "Luta Contra os Abusos Gerenciais". Mas, segundo denúncias recebidas pelo Sindipetro-NF, os gerentes continuam agindo de forma abusiva, colocando em risco a vida dos trabalhadores. Os petroleiros da PCH-1 relataram que as gerências da unidade e do flotel acoplado à plataforma estão realizando uma operação de grande risco desde o início da manhã de hoje, desrespeitando os procedimentos de segurança da empresa.

Minas Gerais – Na Regap, o Grupo 2, que assumiria o turno às 07h30, não entrou e aprovou o indicativo da FUP e sindicatos de rejeição da contraproposta. Os trabalhadores do administrativo também aderiram à paralisação e não entraram para trabalhar.

Unificado São Paulo – Dezessete dirigentes do Sindipetro Unificado-SP ocuparam junto com os trabalhadores a Recap, desde às 7h. A ocupação prossegue até o fim do dia, com corte nas Permissões de Trabalho (Pt’s) e cumprimento rigoroso de todos os procedimentos de segurança. Mais de cem PTs deixaram de ser emitidas na refinaria em função da mobilização feita pelos trabalhadores.

Rio Grande do Norte – Nos campos de produção terrestres e em bases de áreas remotas do E&P, os trabalhadores iniciaram as paralisações e "Operação Gabrielli" pela manhã e manterão as mobilizações por 24h. Segundo o sindicato,  80% dos trabalhadores aderiram à paralisação surpresa. O Sindipetro-RN realizou assembléias, onde os petroleiros também rejeitaram a proposta apresentada pela Petrobrás e aprovaram o indicativo de greve com parada de produção no dia 16.

Bahia – Devido ao forte temporal ocorrido hoje no estado, o Sindipetro-BA adiou a realização das assembléias e das paralisações surpresa que seriam realizadas hoje para a próxima semana.

Paraná – Na Repar, as paralisações foram iniciadas na manhã de ontem (02), com atraso de 4 horas na entrada de todos os turnos da refinaria. Hoje, os trabalhadores do turno e do setor administrativo deram prosseguimento às mobilizações, que serão encerradas às 19h30 desta quinta-feira.

 

 

 

 

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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