Sindipetro PR/SC fez mais uma mobilização pelo efetivo da Repar e em defesa da vida

Quinta, 20 Outubro 2011 22:00
A manifestação foi nesta sexta, 21, durante o seminário " O pré-sal: Mobilização da Cadeia de Fornecedores", em Londrina.

Sindipetro PR/SC

Os dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina fizeram mais uma ação na campanha pelo aumento do efetivo, em defesa da vida. Nesta sexta-feira (21), durante o seminário “O Pré-Sal: Mobilização da Cadeia de Fornecedores”, que acontece em Londrina e conta com a participação do diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e do Gerente Geral da Repar, João Adolfo Oderich, os sindicalistas armaram uma barraca bem em frente ao Teatro Marista, onde ocorre o evento, e estenderam uma faixa que trazia a seguinte mensagem: “Paulo Roberto de Costas para a Segurança – Petroleiros em Luta Pela Vida”.

A “brincadeira” com o nome do diretor da companhia alerta para os riscos que os petroleiros correm cotidianamente em função do baixo número de funcionários do efetivo próprio.  “Acidentes gravíssimos já aconteceram na Repar e por sorte ninguém se feriu. Os petroleiros têm propostas para políticas de segurança na empresa e a principal delas é o aumento do efetivo próprio”, afirma Silvaney Bernardi, presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina.

 

No seminário, Paulo Roberto apresentou o painel “A abrangência e os impactos do pré-sal na cadeia de fornecedores” e fez o seguinte comentário: “Os empresários se queixam do rigor da Petrobrás. Ao meu ver, os fornecedores precisam entender que trabalhamos com produtos muito perigosos, e a falta de qualidade em um parafuso, por exemplo, pode levar a perda de pessoas e equipamentos”.  Para o presidente do Sindicato, a fala do diretor da companhia poderia ser mais completa. “Faltou reconhecer que deveria aplicar o mesmo rigor na política de segurança e saúde dos trabalhadores, pois os riscos da precariedade atual são os mesmo”, rebateu Bernardi.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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