Os impactos da pandemia e do desmonte no dia a dia das mulheres petroleiras

[Da edição especial da FUP]

A pandemia da Covid-19 está impactando de forma desigual os trabalhadores brasileiros. Além de escancarar as desigualdades social, racial e de gênero, ela também ampliou problemas estruturais da sociedade, como a violência e o desemprego. As mulheres têm sido as mais impactadas. Seja em casa, com o acúmulo de tarefas da tripla jornada e o aumento dos índices de violência doméstica, seja nas questões trabalhistas.

No caso do Sistema Petrobrás, a imposição do trabalho remoto e o fechamento das escolas deixaram as petroleiras muito mais sobrecarregadas. Nas unidades operacionais, a situação é ainda mais complexa, principalmente, em função das pressões psicológicas e da pouca efetividade dos protocolos de segurança, que não têm se mostrado suficientes para evitar o contágio, o que aumenta o medo constante de levar o vírus para casa. 

Como a indústria petrolífera é um setor prioritário, as mulheres petroleiras também estão atuando na linha de frente, seja em alto mar ou em terra, produzindo os combustíveis que abastecem as ambulâncias, as casas dos brasileiros e toda a cadeia de transportes e de petroquímica, que movimenta o país. Mas, não tem sido nada fácil para a categoria manter a saúde física e emocional com tanta pressão e insegurança. Além da complexidade das relações de trabalho e pessoais, que foram fortemente impactadas pela pandemia, as trabalhadoras e trabalhadores petroleiros ainda enfrentam o desgaste psicológico causado pelas privatizações e fechamento de unidades.

É o caso da técnica de Administração e Controle da Transpetro, Cristiane Fogaça, 34 anos, que foi deslocada para o home office em março do ano passado e, menos de dois meses depois, foi informada de que a unidade onde trabalhava, o Edifício Administrativo em Joinville (Ediville), havia sido fechada. Até agora, os trabalhadores ainda não sabem se serão transferidos após a pandemia ou se permanecerão definitivamente em teletrabalho. “Essa incerteza é mais um fator de estresse, pois, se formos deslocados para São Francisco do Sul (onde ainda há outra unidade da Transpetro em Santa Catarina), vai afetar totalmente a nossa rotina e, no meu caso, vai impactar também financeiramente, pois eu teria que pagar alguém para ficar com o meu filho”, revela Cristiane, que é mãe solo de um menino de 7 anos.

Para ela, o teletrabalho tem sido algo positivo, pois teve mais tempo para reorganizar a rotina pessoal, com a casa e com o filho. “Eu sempre fui muito impactada com a rotina de trabalho por ser mãe solo. Antes (do home office), eu já precisava, por exemplo, cozinhar à noite para ter almoço pronto para o dia seguinte. Hoje, eu tenho mais tempo para essa tarefa, estando em casa, pois não perco tempo em deslocamentos e esse tempo pode ser dedicado a dar atenção a meu filho ou realizar uma atividade física”, explica.

Já a petroleira Carla Cristina de Almeida, 45 anos, viu sua rotina de trabalho piorar consideravelmente com o teletrabalho, principalmente, por conta da pesada agenda de reuniões e o “aumento da jornada refletida em metas que precisam ser cumpridas mesmo após o horário”.  Divorciada e mãe de duas filhas pré-adolescentes, ela trabalha no Centro Empresarial da Petrobrás no Rio de Janeiro, o Edisen, mas está em home office desde 16 de março de 2020. Apesar da facilidade de estar mais próxima da família, a mudança para o teletrabalho impactou “no planejamento das atividades e na continuidade das tarefas diárias”, muito em função da “necessidade de se resolver tudo por reunião”, o que, segundo ela, “cria uma burocracia e aumenta a tensão dos prazos sempre bem apertados”.

Não tem sido fácil para Carla essa sobrecarga de trabalho, acrescida das atividades diárias de cuidado com as filhas na pandemia. “Levanto as 04h30 da manhã, de segunda a sexta, e o dia passa rápido entre trabalho, consultas, ajuda nos estudos, organizar compras e a casa”, explica. “O segundo trimestre de 2020, bem no auge da pandemia, foi um dos mais complicados, quando explodiu uma série de sentimentos e cheguei a apresentar quadros depressivos e de síndrome do pânico”, revela. Hoje, ela já está melhor, com uma rotina de exercícios físicos que a ajudaram a superar as crises de ansiedade.

A técnica de segurança, Jessica Mayra Oliveira, 34 anos, está trabalhando presencialmente desde o início da pandemia. “Eu embarquei no dia 10 de março e a vida estava normal. Desembarquei no dia 31, sem ter como voltar pra casa, pois ônibus e aviões não estavam circulando. Meu marido dirigiu de Curitiba até Macaé pra me buscar”, lembra. Ela trabalha embarcada na P-07, na Bacia de Campos, uma das plataformas da Petrobrás que está em processo de descomissionamento, após ter sido vendida pela atual gestão da empresa.

Jéssica explica que o clima da plataforma é de muita apreensão, tanto por conta da pandemia, quanto devido à privatização. “Todos estão muito tensos, é uma incerteza tão assustadora que as pessoas mal falam disso. Tudo isso é muito deprimente”, afirma. Com dois filhos pequenos e a vida completamente desestruturada pela pandemia, ela sofre ainda hoje as consequências psicológicas das mudanças que ocorreram em sua rotina. “O meu período a bordo foi aumentado de 14 para 21 dias. Foi um choque, um desespero, pois sempre planejei muito bem meus embarques e folgas por causa das crianças. Desde então, eu não consigo descrever a loucura que a minha vida virou. Toda a tensão envolvida nas viagens do trabalho para casa, a deficiência de transporte, pois a quantidade de voos diminuiu drasticamente, as crianças sem escola... não tem sido fácil”, declara.

O desgaste físico e emocional é uma realidade que a petroleira e diretora do Sindipetro Minas Gerais, Márcia Nazaré de Lima, 46 anos, também enfrenta diariamente. Ela é técnica em enfermagem do trabalho na Refinaria Gabriel Passos (Regap), uma das oito refinarias da Petrobrás que foram colocadas à venda no governo Bolsonaro.  “A pandemia alterou completamente a rotina na refinaria. Todos os dias era tudo muito novo. Muitas incertezas. Fui me adaptando, pois preciso prestar cuidados aos empregados, tanto no aspecto físico quanto emocional”, declara.

“Os empregados sintomáticos precisam se ausentar por apresentarem sintomas ou terem tido contato com familiares. Mas, ao mesmo tempo, ficam receosos de se afastarem por causa da escala escassa. Vejo muita angústia por parte deles”, explica Márcia, que está há 11 anos na Regap e precisa também lidar com suas questões pessoais e o impacto emocional de viver sob a insegurança de privatização da refinaria. “No meu caso, tenho dois filhos e sou responsável também pelos cuidados com a minha mãe, que está com 80 anos. Além disso, por ser diretora sindical, muitos empregados me procuram. Tento ajudar de alguma forma, porque percebo como eles se sentem sendo chefes de família. O acolhimento é fundamental e a única maneira de enfrentarmos tudo isso é de forma coletiva”, afirma.


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O protagonismo das mulheres no movimento sindical petroleiro e no cenário político


 

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Domingo, 07 Março 2021 19:30

Greve dos petroleiros entra no terceiro dia

Os sindicatos dos petroleiros do Amazonas, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, entram neste dia 07 no terceiro dia de greve. Os sindicatos de Pernambuco e Minas Gerais já aprovaram a greve em suas bases e devem fortalecer a luta nos próximos dias. Os demais sindicatos filiados ainda estão em processo de assembleia. 

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, está acompanhando a greve de sua base na Bahia. Assista ao vídeo com o Coord. Geral da FUP e veja como está o movimento. 

 

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A greve que teve início ontem, entra em seu segundo dia de paralização. Os petroleiros da Bahia, Espirito Santo, Amazonas e São Paulo (Mauá e Campinas), seguem em greve neste sábado, 06. 

A categoria reivindica a implementação de política efetiva de combate ao assédio moral nas unidades da Petrobrás; incorporação dos trabalhadores concursados da PBIO à Petrobrás, caso a Usina de Biocombustíveis de Candeias seja realmente vendida; fim das dobras de turno e das prorrogações de jornada; rever a política do efetivo mínimo do O&M (Organização e Método) nos diversos setores da estatal.

Além da implantação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da jornada de 12 (doze) horas diárias, já praticada desde 2020 e aprovada pela categoria em assembleia e o fim da exigência de quitação do passivo trabalhista anterior a fevereiro/2020 para firmar esse documento; iniciar discussão e tratamento para a situação das empresas contratadas, em especial dos contratos de trabalhos e direitos dos empregados terceirizados; apresentação pela Companhia, do passivo ambiental, dos acidentes de trabalho (tudo que envolva agentes de riscos aos trabalhadores, seus compromissos de pagamentos e de seus sucessores).

Filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), esses sindicatos também estavam negociando suas pautas reivindicatórias regionais diretamente com a Companhia. Os demais Sindipetros estão realizando assembleias com as suas bases, e, em breve, decidem se também vão aderir à greve.

Greve na Bahia 

A greve, que é por tempo indeterminado, inicialmente, acontece apenas na RLAM, onde há uma extensa pauta de reivindicações dos trabalhadores. Entre outras coisas, os petroleiros reivindicam que a Petrobrás envie ao Sindipetro Bahia, a cópia do contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves para o fundo Árabe Mubadala ou apresente e coloque em discussão o cronograma de transição da operação da unidade, os prazos de transferências de trabalhadores, seus critérios e prioridades, além das regras que utilizará para indenizar as transferências desses trabalhadores. Eles querem a garantia da permanência dos postos de trabalho dos trabalhadores próprios e terceirizados e também de que não haverá redução salarial, retirada de direitos, de benefícios e vantagens.

A Refinaria Landulpho Alves, localizada no município de São Francisco do Conde (Recôncavo baiano),tem cerca de 900 trabalhadores concursados e 1.700 terceirizados.

No dia 18/02, o Sindipetro Bahia resolveu suspender a greve, que seria iniciada nessa data, para dar continuidade às negociações com o RH Corporativo da Petrobrás, uma vez que a estatal demonstrou publicamente o seu desejo de seguir com o processo negocial.

Após a suspensão da greve, aconteceram mais duas rodadas de negociação (já haviam ocorrido duas anteriormente) sem nenhum avanço, até que o Sindipetro foi surpreendido com a decisão da estatal de encerrar a mesa de negociação, não restando outro caminho a não ser o de retomar o movimento paredista.

A entidade sindical reafirma a sua disposição para a negociação, mas rechaça e denuncia o que vem acontecendo nas unidades da estatal em todo o Brasil: “assédio moral, pressão, ameaças e política antissindical viraram ferramenta de gestão da atual diretoria da Petrobrás e isso não podemos tolerar”.

 

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Nesta quinta-feira (4), atividade organizada pelo Sindipetro-SP ofereceu cinco mil litros do combustível por valor subsidiado a trabalhadores de aplicativos

[Da imprensa do Sindipetro Unificado de SP]

Em um primeiro momento, alguns trabalhadores demoraram para acreditar na “promoção” que estava sendo oferecida no Auto Posto Cidade, localizado no bairro da Sé, na região central de São Paulo (SP).

“Se você é trabalhador de aplicativo, pode chegar junto que hoje seu bolso não vai sangrar pra abastecer como tem acontecido nos últimos anos”, anuncia no microfone o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e mecânico na Refinaria de Paulínia (Replan), Gustavo Marsaioli.

Desde o início da tarde desta quinta-feira (4), os petroleiros iniciaram a venda de cinco mil litros de gasolina “a preço justo” para trabalhadores de aplicativos – motoboys, motoristas e taxistas. Foram oferecidos 10 litros por moto e 20 litros por carro, pelo valor de R$ 3,50 para cada litro. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a gasolina tem sido comercializada no país pelo valor médio de R$ 5,17.  

“Ninguém melhor do que os petroleiros, que conhecem a Petrobrás e sabem como ela funciona, para explicar que essa política de preços, aplicada pelo [presidente Jair] Bolsonaro [sem partido] e pelo [ministro da Economia] Paulo Guedes, não é benéfica nem para a Petrobrás, e muito menos para a povo brasileiro”, afirma o diretor do Sindipetro-SP e trabalhador da Refinaria de Capuava (Recap), Auzélio Alves.

Motoristas de app relataram as dificuldades em continuar trabalhando com os reajustes constantes da gasolina (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

No dia de hoje, em todo o Brasil, diversas ações semelhantes têm ocorrido com o objetivo de denunciar a atual política de preços da Petrobrás. Desde 2016, durante a gestão de Pedro Parente no comando da estatal, foi instaurado o preço de paridade de importação (PPI), que vincula os reajustes de combustíveis nas refinarias às variações do dólar e do barril no mercado internacional.

“Bom, pelo pouco que eu entendo, o combustível é produzido no Brasil. Ele vai para fora, e volta mais caro. Por que não deixar o combustível aqui e oferecer por um preço mais justo para gente? Por que não oferecer combustível mais barato para gente poder viver um pouco melhor?”, questiona o taxista Elvis Freitas.

Com atuação na área de transporte de passageiros há seis anos, desde que chegou à maioridade, Freitas afirma que tem ficado cada vez mais difícil sobreviver aos aumentos constantes dos combustíveis. “Normalmente, a gente tem pagado para trabalhar. Eu costumo colocar R$ 100, que dá 20 litros hoje em dia. Com isso, eu tenho tido um lucro de aproximadamente R$ 30. Se meu pneu furar, por exemplo, eu não consigo tirar praticamente nada para mim e para a minha família, que hoje é minha esposa e meu filho”, relata.

Uberização

Quem também esteve presente na atividade foi o entregador Paulo Lima, mais conhecido como Galo, que tem liderado os “breques dos apps” em busca de mais direitos para a categoria. “Se deixar o mercado se autorregular, ele vai se autorregular nas minhas costas. Então se o combustível aumentou, como o aplicativo vai lidar com isso? Ele vai tirar do bolso dele? Não, ele vai tirar do coro do entregador. Ele vai tirar do coro do ‘uber’, do entregador, do caminhoneiro, sempre vai tirar do coro do trabalhador”, opina.

Paulo Lima, mais conhecido como Galo, denunciou que os aumentos dos combustíveis recaem todos nas costas dos entregadores (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

Diante desse cenário, Galo reforça a importância da luta pela manutenção dos direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores. “Nós estamos em um processo de uberização, de perder direitos. E nós não temos um Estado para chegar lá e bancar. O próprio sindicato vai depender de algumas coisas do Estado para conseguir atuar. O Estado não cortou a contribuição obrigatória?  Tudo que nós temos nós conquistamos”, aponta.

Além disso, o entregador saudou a união entre categorias na atual conjuntura de precarização do trabalho. “Nós conquistamos férias, décimo terceiro, salário-mínimo, mas eles estão tomando tudo de volta. Por isso, temos que juntar entregadores, petroleiros, bancários, metroviários, para impedir que eles tomem os direitos que nós conquistamos historicamente”, reforça Galo.

Mobilização nacional

O ex-deputado estadual e atual diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, reforçou a necessidade de envolver toda a população na defesa das estatais.

Atividade fez parte de uma mobilização nacional em defesa das estatais (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

“Nós estamos realizando mobilizações em todos os estados em defesa das estatais, que tem contado com uma grande receptividade da população. A Caixa Econômica, o Banco do Brasil, os Correios e a Petrobrás são empresas públicas fundamentais para o nosso país. O desenvolvimento do nosso país depende muito delas, e é por isso que estamos na rua”, explica Marcolino.

Pela manhã, também na região central de São Paulo, o Sindicato dos Bancários distribuiu alimentos produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de realizar atos simbólicos em frente a agências do Banco do Brasil que estão na lista do governo para serem fechadas. 

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CUT, MAB, MST e outras entidades fortaleceram as ações solidárias da FUP e de seus sindicatos para levar combustíveis a preço justo para a população em 11 cidades do país. Mobilização integrou o dia nacional de luta em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já

[Da imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Foto: Pedro Henrique Caldas]

Em mais uma mobilização nacional contra a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) praticada pela gestão da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos distribuíram nesta quinta-feira, 04, cerca de 22 mil litros de gasolina, 10 mil litros de óleo diesel e 450 botijões de gás a preços justos. A ação foi realizada em 10 cidades, em oito estados do país.

Os combustíveis foram subsidiados e vendidos a R$ 3,50 o litro da gasolina, a R$ 3,09, o litro do diesel e a R$ 40,00, o botijão de gás de 13 kg, ou seja, quase metade do preço praticado no mercado. Esses valores foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores.

As ações de gasolina e diesel a preços justos priorizaram motoristas de aplicativos, entregadores, taxistas, motoboys e caminhoneiros. Já a venda de botijão de gás pela metade do preço foi realizada em comunidades da periferia, como Padre Miguel, no Rio de Janeiro, e os bairros da Pedreira, Águas Linda, Marambaia e Guamá, em Belém, no Pará, onde a ação foi feita exclusivamente para mulheres chefes de família.

As mobilizações integraram o Dia Nacional de Luta convocado pelas centais sindicais em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já. As ações pelo preço justo para os combustíveis têm sido realizadas pela FUP e seus sindicatos desde novembro de 2019 e pela primeira vez contaram com a participação da CUT e de movimentos sociais, como o MAB e MST. 

Em Recife, por exemplo, a ação do Sindipetro-PE/PB, em parceria com o MST, doou 50 botijões de gás e uma tonelada e meia de produtos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade. Em Belém, a ação foi realizada também em parceria com a CUT e o MAB.


Leia também: Mulheres da periferia de Belém compram gás pela metade do preço, em ação solidária da FUP, MAB e CUT


Além de protestar contra os preços abusivos dos combustíveis, os trabalhadores irão denunciar o impacto das privatizações para a população. No caso do Sistema Petrobrás, o desmonte da empresa está diretamente relacionado à política de preços dos derivados de petróleo, implantada pelo governo Temer, em 2016, quando a gestão da petrolífera passou a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

Desde então, a FUP e seus sindicatos vêm mobilizando os trabalhadores e dialogando com a sociedade, mostrando que é possível a Petrobrás voltar a cumprir o seu papel social, não só em relação a garantir o abastecimento nacional com preços justos para a população, como também através de investimentos no país e da integração da empresa. O governo Bolsonaro, no entanto, intensificou o desmonte e as privatizações iniciadas no governo Temer, colocando à venda oito refinarias, terminais, redes de gasodutos e subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, que já foram privatizadas. 

O resultado desta política é o aumento do desemprego, avanço da desindustrialização e desnacionalização, além de preços abusivos para o consumidor. Somente neste ano de 2021, os reajustes dos derivados nas refinarias da Petrobrás chegam a 41,5% para a gasolina; 34,1% para o diesel; e a 17,1% no gás de cozinha. Só a gasolina já aumentou cinco vezes em dois meses. 

A ação solidária dos petroleiros por preços justos para os combustíveis continua na próxima semana, com venda subsidiada de mais 2 mil litros de gasolina em Mossoró, no Rio Grande do Norte, promovida pelo Sindipetro-RN: de 3 mil litros de gasolina em Vitória, no Espírito Santo, e de 50 botijões de gás no próximo dia 15, em Porto Alegre, numa ação conjunta do Sindipetro-RS e do MAB.

Veja como foram as ações desta semana 

Manaus – foram vendidos 2 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro para os taxistas

Belém – foram vendidos 100 botijões de gás a R$ 40,00 para mulheres da periferia

Recife – foram doados 50 botijões de gás e 1,5 tonelada de alimentos

Simões Filho (BA) – foram vendidos 10 mil litros de diesel a R$ 3,09 para caminhoneiros

Feira de Santana (BA) – foram vendidos 2.800 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro

Linhares (ES) – foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na quarta, 03/03]

São Mateus (ES) - foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na terça, 02/03]

Belo Horizonte – foram vendidos 6.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para entregadores e motoristas de aplicativo

Rio de Janeiro – foram vendidos 300 botijões de gás a R$ 40,00

São Paulo – foram vendidos 5.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para motoristas de aplicativo e entregadores

* Fortaleza - a venda de 1.700 litros de gasolina que estava prevista para acontecer hoje foi cancelada devido ao lockdown decretado pela prefeitura

Próximas ações

Mossoró (RN) – serão vendidos 2.000 litros de gasolina entre os dias 08 e 12/03

Vitória (ES) – serão vendidos 3.000 litros de gasolina no dia 17/03

Porto Alegre (RS) – serão vendidos 50 botijões de gás no dia 15/03

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Publicado em Sistema Petrobrás

A ação fez parte da campanha em defesa da Petrobrás pública e integra a programação do Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos, organizado pela FUP e seus sindicatos, em parceria com a CUT e o MAB

[Da redação do MAB]

Nesta quinta-feira (04/03), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) entregaram gás a preço justo a famílias chefiadas por mulheres na periferia de Belém (PA).

A atividade ocorreu em Águas Lindas, no canal do Água Cristal, no bairro da Marambaia e na Pedreira. Também serão feitas ações nos bairros do Guamá, Castanheira, Canudos. Ao todo, serão entregues 100 unidades de botijões a R$ 40,00, menos da metade do valor cobrado atualmente em Belém.

“As famílias chefiadas por mulheres são as que mais vem sofrendo com o desmonte de políticas públicas e as medidas de austeridade no nosso país. Além disso, somos nós mulheres que estamos na linha de frente no enfrentamento à pandemia. Por isso, é fundamental que as ações de solidariedade e organização priorizem esse público”, afirma Cleidiane Vieira, da coordenação do MAB em Belém.

A ação faz parte da campanha em defesa da Petrobrás pública e a serviço do desenvolvimento com soberania e integra a programação do Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos. Também pretende dialogar com população sobre o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e os prejuízos que o povo brasileiro vem tendo com as privatizações e o desmonte do Estado e dos serviços públicos.

Publicado em Sistema Petrobrás

Categoria discutiu também pautas locais sobre efetivo e segurança no trabalho

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

As más condições de trabalho impostas pela direção da Petrobrás, a redução do efetivo com a saída de trabalhadores por aposentadoria ou programas de incentivo à demissão voluntária e a falta de diálogo da direção nas unidades da empresa resultaram na aprovação pela categoria de greve por tempo indeterminado.

A proposta de paralisação ainda sem data definida foi referendada em assembleias que ocorreram entre os dias 22 e 27 de fevereiro em todas as regionais do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Unificado-SP).

Os encontros discutiram com as bases uma pauta que incluía itens comuns como o número mínimo e efetivo, o pagamento pendente das homologações e o fim dos descontos da Assistência Médica de Saúde (AMS), além de questões locais.

Preparados para a luta

Para o coordenador do Unificado-SP, Juliano Deptula, petroleiro da Refinaria Capuava (Recap), os anúncios de privatização feitos pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) geraram um cenário de grande apreensão, porque apontam para um caminho de precarização e não de melhora das estruturas.

“Na nossa unidade, como em outras, há uma enorme sobrecarga de trabalho, há uma saída muito grande de pessoal sem que seja feita a recomposição”, explica.

A assinatura da minuta da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para a tabela de turno de 12 horas aprovada na Recap, que a Petrobrás não realizou até agora, e o aumento abusivo na AMS são outros fatores que, segundo Deptula, têm resultado em grande insatisfação entre os petroleiros de Mauá.

Mobilização total

Na Refinaria Paulínia (Replan), a aprovação da pauta de maneira unânime, com a greve referendada por ampla maioria, demonstra a disposição da categoria em lutar para mudar os rumos da companhia, avalia o coordenador da regional Campinas, Gustavo Marsaioli.

“Ficou claro que a categoria avalia a necessidade de começar a mobilizar para construir a crescente de um movimento capaz de enfrentar as tentativas de precarização em Paulínia e em todo o país”, apontou.

Na Transpetro, subsidiária responsável pelo transporte e logística de combustíveis, um dos pontos de maior preocupação também é a reposição do efetivo, conforme explica o coordenador da regional da capital paulista do sindicato, Felipe Grubba.

“Queremos saber como ficará a operação com número reduzido, já que não há a contratação e a empresa está forçando quem está na ativa a se aposentar. Além disso, na manutenção houve redução da empresa terceirizada por meio do enxugamento do contrato”, aponta o dirigente da unidade onde a pauta de reivindicações aprovada incluiu o treinamento para emitentes de permissão de trabalho.

Transporte

Na Usina Termelétrica Três Lagoas (UTE), em Mato Grosso do Sul, também base do Unificado-SP, o principal item entre as pautas locais aprovadas foi a melhoria da segurança operacional por conta das precárias condições no transporte dos trabalhadores de turno e do administrativo.

“Com a mudança de contrato, o efetivo caiu de 12 para quatro motoristas que atuam durante praticamente 24 horas. Existem viagens de até 60 km de distância e o risco a todos os petroleiros é imenso”, preocupa-se o técnico de operação da UTE e diretor de base do Unificado-SP, Alberico Santos Filho.

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Após série de assembleias, os petroleiros da SIX, em São Mateus do Sul, confirmaram greve por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações

 [Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Diante do descaso com os trabalhadores da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, os petroleiros aprovaram greve por tempo indeterminado na unidade, caso a pauta de reivindicação não seja atendida, e assembleias em caráter permanente. 

A categoria exige abertura de negociações com a administração local, pois há uma série de assuntos relacionados às condições de trabalho, segurança dos trabalhadores e garantia de direitos que precisam ser atendidos. 

Neste momento os trabalhadores da SIX estão em condições precárias e de insegurança na unidade. Não há qualquer explicação sobre o destino dos petroleiros em caso de confirmação de venda do Xisto ou informação sobre remanejamento ou transferência. 

Os petroleiros cobram respostas também na questão da redução no efetivo dos Técnicos de Segurança (TS). Hoje a gestão da SIX é irresponsável ao assumir potenciais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores ao diminuir o número de TSs próprios, além de terceirizar a atividade aos Bombeiros Civis, que não apresentam o devido treinamento e habilitação técnica necessária. 

Outra questão é a Brigada de Emergência que se encontra com número reduzido de profissionais e treinamentos. Os trabalhadores querem que o quadro de brigadistas e de líderes de abandono seja atualizado. 

Quem está no dia a dia na SIX sabe o que significa um local de trabalho arriscado. Os equipamentos da Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS) estão sem manutenção e é necessária imediata manutenção de todos os equipamentos. 

No documento protocolado pelos petroleiros é exigida a manutenção da rede credenciada à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) na região de São Mateus do Sul em um cenário de venda da unidade, já que muitos aposentados da Petrobrás residem no município. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina sempre esteve a disposição e procurou dialogar com a SIX em relação aos temas expostos e nunca houve negociação. A entidade espera que agora a empresa trate das reivindicações.  

A pauta dos trabalhadores foi construída após uma série de assembleias e setorizadas durante os últimos meses. Confira AQUI o Comunicado Sindical, (CS) Nº 19/2021, protocolado na Gerência Geral da SIX em 18 de fevereiro com a Pauta de Reivindicação. 

É greve por melhores condições de trabalho e por mais respeito a todos petroleiros da SIX.

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Greve recomeça na Bahia, com movimentos regionais no Amazonas, Espírito Santo e São Paulo. Petroleiros de Pernambuco, Minas Gerais e da Six (PR) também aprovaram a greve. Nas demais bases, assembleias continuam

[Do Informe FUP]

Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros ainda são obrigados a enfrentar graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos companheiros e companheiras estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. Tudo isso à base de ameaças. O assédio moral é hoje uma ferramenta de gestão utilizada em larga escala por essa administração, que, covardemente,  se aproveita do cenário caótico em que a Petrobrás se encontra para pressionar os trabalhadores, já fragilizados pela pandemia da Covid-19 e pela falta de perspectivas em relação ao futuro.   

Em resposta a esses e a tantos outros ataques, os petroleiros aprovaram o indicativo de greve que a FUP e seus sindicatos encaminharam às assembleias. Nesta sexta-feira, 05, os sindicatos da Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Unificado de São Paulo iniciam o movimento, cada um com suas pautas e especificidades regionais. Na Rlam, a greve será retomada, após duas rodadas de negociação com a Petrobrás, em que o Sindipetro buscou de todas as formas que o RH avançasse no atendimento da pauta dos trabalhadores da refinaria e da Pbio, que estão sendo privatizadas. Não houve acordo com a empresa, que insiste no impasse.  

A greve também foi aprovada em Minas Gerais, em Pernambuco e na Usina de Xisto do Paraná (SIX), cujos trabalhadores devem iniciar o movimento nos próximos dias. Nas demais bases dos Sindipetros PR/SC, as assembleias ainda estão em andamento. No Norte Fluminense, a consulta aos trabalhadores está sendo feita virtualmente. Em Duque de Caxias, no Rio Grande do Norte, no Ceará e no Rio Grande do Sul, as assembleias ainda não foram iniciadas.

Chamado à FNP

Em reunião na terça-feira, 02, com os sindicatos que integram a FNP, os dirigentes da FUP fizeram um chamado aos companheiros para que se somem à luta que estamos travando contra as privatizações e o desmonte do Sistema Petrobrás, cujos efeitos são catastróficos não só para a categoria petroleira, como para toda a classe trabalhadora. A população está sendo prejudicada pela desindustrialização, desemprego e empobrecimento de diversas regiões do país, além dos preços abusivos dos combustíveis.

Defesa da vida

A greve que começa nesta sexta-feira, 05, tem por foco a defesa da vida, dos empregos e dos direitos. Não podemos admitir que milhares de trabalhadores tenham suas vidas viradas de ponta cabeça, sem que a direção da Petrobrás aceite sequer negociar alternativas propostas pela categoria. Tudo isso em meio à pandemia da Covid-19, que avança sobre os petroleiros, com centenas de trabalhadores contaminados semanalmente devido à incompetência e a negligência da gestão Castello Branco. Sob o seu comando, os gerentes da empresa insistem em desrespeitar normas de segurança e protocolos estabelecidos por órgãos de saúde. É a política da negação, a mesma tática criminosa do governo Bolsonaro.

E como se não bastasse, os petroleiros ainda são submetidos diariamente ao risco de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, que tiveram os efetivos drasticamente reduzidos por esses mesmos gestores. A direção da Petrobrás abriu um número recorde de planos de demissão, sem reposição de vagas, expondo os trabalhadores a acúmulo de função e a dobras rotineiras. E se a situação já era desesperadora, ficou ainda pior com a reestruturação das tabelas de turno, feita goela abaixo da categoria, transformando as refinarias e terminais em bombas relógio.

Soma-se a isso o ataque sistemático a benefícios históricos que os petroleiros conquistaram a duras penas, como a AMS e a Petros.

Tudo isso que estamos passando é parte de um único projeto: a desintegração do Sistema Petrobrás e o redirecionamento da empresa para atender exclusivamente aos interesses do mercado e dos acionistas privados.

Estamos, portanto, diante de um momento decisivo para o futuro da categoria petroleira. A luta se faz necessária e urgente.  Não há saída individual. Nossa força vem da unidade e do coletivo. Juntos, enfrentaremos de cabeça erguida mais esse desafio. Nosso DNA é de resistência e jamais nos acovardamos quando fomos chamados à luta.

Petroleiros e Petroleiras, luta e resistência! Esse é o nosso legado.

Direção Colegiada da FUP

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Organizada pelo Sindipetro-SP, atividade disponibilizará combustível a R$ 3,50 o litro para carros e motos de trabalhadores de aplicativos da capital paulista

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Nesta quinta-feira (4), dia nacional de mobilização nacional em defesa das estatais, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) realiza a venda de cinco mil litros de gasolina “a preço justo” no bairro da Sé, região central de São Paulo (SP). Cada litro custará R$ 3,50 e poderá ser comprado por trabalhadores de aplicativos, com um limite de 10 litros para motos e 20 litros para carros.

Além da solidariedade com os motoristas, que têm realizado uma série de paralisações para denunciar a precarização das condições de trabalho, a atividade denunciará a atual política de preços da Petrobrás.

“O objetivo é desmascarar a política atual de preço da Petrobrás, que está sangrando a população para aumentar os lucros dos acionistas e abrir mercado aos importadores de combustíveis”, afirma o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli.

A gasolina começará a ser vendida às 14 horas no Auto Posto Cidade, localizado na Rua Frederico Alvarenga, nº 65, no bairro paulistano da Sé. Para participar, será obrigatório o uso de máscara, a comprovação do vínculo com algum aplicativo de entregas e ter curtido as redes sociais da Petróleo dos Brasileiros.

Política de preços

Desde 2016, no governo de Michel Temer (MDB), a estatal instaurou o preço de paridade de importação (PPI) como medida para calcular os valores dos combustíveis. O PPI leva em consideração a cotação internacional do barril de petróleo e do dólar, principalmente, para definir os reajustes praticados nas refinarias da Petrobrás.

Essa política tem gerado aumentos sucessivos ao longo dos últimos anos. Apenas no acumulado de 2021, a gasolina vendida pela petroleira subiu 41,6%, o diesel 33,9% e o gás de cozinha (GLP) 17,1%.

O valor cobrado pelas refinarias representa 34% do valor total da gasolina repassado ao consumidor, 53% do diesel e 48% do gás de cozinha. Além desse custo, incidem na composição de preços impostos federais (CIDE, PIS/PASEP e COFINS), estaduais (ICMS), etanol (no caso da gasolina), biodiesel (no caso do diesel), a distribuição e a revenda.

Todas essas variáveis formam os preços finais que são pagos pelo consumidor nos postos de combustíveis ou nas revendedoras de gás de cozinha. Estes valores também sofreram altas neste ano, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): a gasolina aumentou 15,3%; o diesel 16%; e o gás de cozinha 8,1%.

SERVIÇO

O que: Venda subsidiada de gasolina

Quem: Podem participar entregadores de aplicativos

Quando: Quarta-feira, 4 de março

Onde: Auto Posto Cidade, Rua Frederico Alvarenga, nº 65, bairro da Sé, São Paulo (SP)

Contatos: Guilherme Weimann (11) 98241-3171/ Luiz Carvalho (11) 97397-9315

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.