Em sentença procedente, juíza determina que Petrobras e Petros não aumentem a margem consignável de desconto da AMS, retornando inclusive, imediatamente, para o patamar de 13% sob pena de multa.

Em fevereiro/2020 de forma totalmente abusiva, a Petrobras e Petros aumentaram o documento do Plano de Saúde dos aposentados e pensionista de 13% para 30%. Contudo, tal comportamento contraria o acordo coletivo firmado, uma vez que as empresa não respeitaram as regras pactuadas.

Diversas foram as reclamações dos usuários questionando tal comportamento, porém, não conseguimos resolver administrativamente.

O departamento jurídico ingressou com ação judicial e a sentença de primeira instancia com tutela antecipada foi proferida a favor dos trabalhadores determinando ao retorno a 13% para fins de desconto do AMS, sendo seu cumprimento imediato. Determinando ainda a devolução dos valores descontados a maior.

Assim sendo, o sindicato solicita a seus associados que acompanhem as informações nos boletins do sindicato. Ressaltando que primeiro será cumprida a suspensão da cobrança a maior, ficando a devolução dos valores descontados para outro momento, por isso a importância de acompanhar em seus contracheques a cumprimento da decisão judicial.

[Do Sindipetro Duque de Caxias]

Publicado em Sistema Petrobrás

A importância das decisões da China para o setor de energia é o tema do Webnário que o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) realiza nesta terça, 27/07, às 19 horas, em seu canal do Youtube, com transmissão pelo Facebook (acesse o canal abaixo). Para este encontro foram convidados Rodrigo Leão e José Luiz Fiori, respectivamente, coordenador técnico e pesquisador do Instituto. 

Fiori é professor permanente do Programa de Pós-Graduação de Economia Política Internacional (PEPI) e do Programa de Pós-Graduação em Bioética e Ética em Pesquisa (PBGBIOS) da UFRJ e também coordena o Grupo de Pesquisa do CNPQ/UFRJ “Poder Global e Geopolítica do Capitalismo” e o “Laboratório em Ética e Poder Global’ (LABEPOG) da UFRJ. Leão é pesquisador visitante do Núcleo de Estudos Conjunturais da UFBA e doutorando em Economia Política Internacional pela UFRJ.

O avanço da China

Nos últimos 30 anos, a economia chinesa foi a que mais cresceu no mundo, destacando-se, atualmente, como a segunda maior, depois dos Estados Unidos. Esse desempenho foi acompanhado de significativo aumento do consumo de energia do país asiático, levando-o a traçar estratégias que suprissem suas necessidades, diversificando-se entre os investimentos internos e a aposta no mercado externo. O gás natural e fontes renováveis de energia têm merecido destaque neste contexto.

O Brasil ganhou papel especial na estratégia de internacionalização das empresas chinesas, sobretudo de suas petrolíferas estatais, que se encontram como atividades no pré-sal. No entanto, os investimentos da China no país vão além e estão nas áreas de geração de energia elétrica, infraestrutura e logística, por exemplo. Além disso, a corrente anual de comércio Brasil-China é de cerca de US$ 100 bilhões, dos quais 70% correspondem às exportações de produtos brasileiros, com destaque para a soja, o minério de ferro e o petróleo, nesta ordem.

[Do INEEP]

 

Publicado em Petróleo

Os encontros começam a partir da próxima semana e buscam debater as melhores opções de movimentos para barrar as terceirizações nos setores de ETDI e ETA da refinaria

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: arquivo]

Na última quarta-feira (21), a direção do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) se reuniu com lideranças do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) e do Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos (Sindipetro-SJC) para discutir, conjuntamente, propostas contra a licitação que promoverá a terceirização de 14 postos de trabalho nas Refinarias de Paulínia e Cubatão.

O processo, que esteve com a licitação aberta entre os dias 25 de maio e 16 de junho, terceiriza serviços na Estação de Tratamento de Água (ETA) e na Estação de Tratamento de Despejos Industriais (ETDI) na Refinaria de Paulínia (Replan) e na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão e, apesar de ainda não estar anunciado, também pode colocar em risco os mesmos postos na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, e na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos.

Leia também: Petrobrás terceiriza serviço de tratamento de água e detritos de seis refinarias

Os postos terceirizados ofertados pela licitação devem começar a serem ocupados na primeira semana de agosto e, para barrar a abertura de novas vagas no mesmo modelo, o Sindipetro-SP definiu, na quinta-feira (22), um novo calendário de setoriais, que terá início na próxima semana e se estenderá até meados do próximo mês, para definir as melhores ações a serem adotadas contra as terceirizações.

“Essa política de terceirização é fruto do projeto da companhia, que visa terceirizar tudo o que for possível. Então começam por esses setores, que na teoria, seria mais fáceis de encontrar mão de obra”, explica o petroleiro Jorge Nascimento, diretor do Sindipetro Unificado-SP, visto que as atividades exercidas nas estações que estão sendo terceirizadas, não são exclusivas de refinarias.

Terceirização: um longo processo

Desde 2017, o Sindipetro-SP regista denúncias sobre o baixo quadro de efetivo em que opera a Replan – que descumprir com a NR-20 – e que, para sanar o problema em algumas unidades, faz a utilização do apoio – trabalhadores que estão em folga e são convocados para preencher postos desocupados.

Uma refinaria funcionando com um quadro de funcionários abaixo do mínimo é um risco para a segurança da própria unidade e dos trabalhadores ali presentes. Por isso, as denuncias contra a Replan renderam até mesmo notificações do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Leia mais: MPT abre ocorrência sobre baixo número de efetivo na Replan

“Dentre as argumentações da empresa, podem alegar que estão contratando mais trabalhadores terceirizados para melhorar o quadro efetivo e evitar operar abaixo do número mínimo, só que, a nossa reclamação é por trabalhadores próprios e não terceirizados”, completa Jorge Nascimento, lembrando que a terceirização enfraquece os direitos trabalhistas e facilita relações de trabalho precárias.

Além do mais, a atual gestão da Replan pressiona os trabalhadores a mudarem de setor com treinamentos obrigatórios – realizados de forma precária e fora do período adequado de formação – para que os petroleiros pudessem atuar em diversas áreas da refinaria.

Tal atitude da empresa coloca em risco os postos de trabalhadores próprios de turno, da ETDI ou ETA, que podem ser transferidos, sem a possibilidade de contestação da mudança, para demais unidades e/ou em outro regime, como o horário administrativo. Por isso, o Sindipetro Unificado-SP reitera para a importância da participação de todos nas setoriais, que serão realizadas em ar livre conforme o calendário abaixo:

Setoriais:

QUINTA-FEIRA (29/07)

07h – Grupo 4

TERÇA-FEIRA (03/08)

07h – Grupo 2 e HA

QUINTA-FEIRA (05/08)

07h – Grupo 3 e HA

SÁBADO (07/08)

07h – Grupo 5

TERÇA-FEIRA (10/08)

07h – Grupo 1

Na terça-feira (20), o sindicato recebeu a informação, da gerência da Usina Termelétrica de Ibirité, que a vacinação dos trabalhadores deve ser feita nos dias 22 e 23 de julho, em uma unidade de saúde próxima à usina. 

O sindicato, que pressionou por respostas em relação aos trabalhadores da usina, cobrou detalhes sobre a logística para a vacinação de trabalhadores próprios e terceirizados e a gerência local, que se comprometeu a informar sobre o planejamento em breve.

Leia também: SINDICATO COBRA VACINAÇÃO DE PETROLEIROS DE IBIRITÉ

O cumprimento da vacinação do grupo prioritário dos trabalhadores de indústrias é fruto da pressão e do diálogo do Sindicato, que intermediou o diálogo entre a Secretaria de Saúde do município e a gerência local da Petrobrás. 

“Desde o anúncio de que os trabalhadores da UTE Ibirité não seriam contemplados pela vacinação na Regap, o Sindicato tem buscado o contato com a prefeitura de Ibirité e cobrado a gestão local da Petrobrás. Assim como no caso da refinaria, foi a articulação dos diretores do Sindicato que possibilitou e agilizou o diálogo do município com a gerência da Petrobrás. Essa é uma grande vitória da nossa categoria, apesar do descaso da alta administração da Petrobrás”, pontua Felipe Pinheiro, diretor do Sindipetro MG.

[Da Imprensa do Sindipetro MG]

O jurídico do Sindipetro-NF tomou ciência de que a Petrobrás insiste em agir de forma arbitrária e não cumprir as decisões judiciais obtidas pelo Sindipetro NF relativas à AMS. Diante desta situação, o setor jurídico se organiza para tomar as medidas cabíveis. Para isso, é importante que os envolvidos colaborem enviando para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. documentos, que possam comprovar os abusos que vêm sendo cometidos pela empresa.

O jurídico solicita o envio de contracheques da Petros desde maio/2021 (para quem não recebe INSS pela Petros, é necessário também enviar os contracheques do INSS); e para ação dos boletos, é necessário os boletos pagos e contracheques da Petros (últimos três meses, para amostragem). 

De acordo com o setor jurídico,  dentre as irregularidades verificadas foi analisado processo 0100340-21.2020.5.01.0026, que garante a todos os empregados, aposentados e pensionistas a cobrança através de contracheque.  Mas, até o momento, a Petrobrás ainda não implantou totalmente o desconto em contracheque e há inúmeros aposentados e pensionistas que recebem a cobrança por boleto bancário. 

Na ação 0100258-43.2021.5.01.0482 (MS 0101436-18.2021.5.01.0000), a Petrobrás e Petros novamente descumprem decisão judicial que determinou o retorno da margem para 13% para aposentados e pensionistas, em decisão publicada em 30 de abril deste ano, no diário oficial. A decisão, que deveria valer já no contracheque de maio, está sendo descumprida até hoje, sendo possível identificar nos contracheques de julho os descontos a 30%. A Petrobrás ainda tentou induzir a desembargadora responsável pela ação da margem em erro, alegando que não estava obrigada a cumprir a liminar para aqueles que não residissem na base territorial do sindicato (Macaé, Rio das Ostras, Campos). Argumento equivocado, já que desde 23 de maio, a desembargadora já havia esclarecido que “pouco importa os locais de domicílio dos trabalhadores representados”. 

Ainda, a Petrobrás descumpre a liminar do processo 0100622-12.2021.5.01.0483, que determinou a suspensão do saldo devedor até a demonstração pormenorizada dos valores aos beneficiários titulares. Na ação, uma audiência com a empresa será realizada no próximo dia 02.

[Imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O diretor de Comunicação da FUP, Tadeu Porto [@tadeuporto], é um dos entrevistados do primeiro episódio do podcast O Código Russo, parceria da produtora Half Deaf com a revista Carta Capital. O programa estreou na quarta-feira, 21, sob a batuta dos podcasters Orlando Calheiros [@AnarcoFino], do Benzina, e Alcysio Canette [@alcysio], do Lado B do Rio. 

O Código Russo, como o nome já adianta, mergulha nas origens e na forma metódica de trabalho do ex-juiz federal, Sérgio Moro, que, através de condutas arbitrárias e sentenças parciais expedidas durante o julgamento das ações da Operação Lava Jato, angariou capital político que o levou a assumir o posto de "superministro da Justiça", no governo Bolsonaro. Ao longo de seis episódios, o podcast irá reconstituir e analisar a ascensão e a queda de Moro e os reflexos de suas ações na história recente do país.  

O episódio de estreia chama a atenção para a devastação que a operação Lava Jato causou na economia e na indústria brasileira, através de acordos que salvaguardaram empreiteiros, mas inviabilizaram as empresas do setor de engenharia, que amargaram imensos prejuízos, entre 2015 e 2018, resultando no fechamento de quase um milhão de postos de trabalho, o que representou 40% das demissões ocorridas no país durante o período. A Petrobrás e sua cadeia de produção foram fortemente atingidas. Em 2013, a estatal investiu 48 bilhões de dólares no país, montante que despencou para menos de 10 bilhões de dólares em 2020. 

O diretor da FUP, Tadeu Porto, chama a atenção para o fato da Petrobrás, após o golpe de 2016, que foi resultado direto da Lava Jato, passar a ser gerida pelo mercado, de forma especulativa, atendendo única e exclusivamente aos interesses dos acionistas privados, enquanto a população amarga os prejuízos das privatizações e desinvestimentos, cujo reflexo direto foi a disparada nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha e o desemprego em massa.

"Hoje a Petrobrás está arrancando dinheiro do povo brasileiro", afirmou o Tadeu, destacando que o capital financeiro que circula na indústria de petróleo é para exorquir o setor. "Como os grandes fundos estão entrando no mundo do petróleo, quem vive da especulação, quer previsibilidade para ganhar dinheiro. Eles querem que as oscilações do barril de petróleo reverberem no capital especulativo brasileiro também".

Ouça abaixo a íntegra do episódio:

[Imprensa da FUP]

Publicado em Política

Desde o dia 15 de julho, o grupo 3R Petroleum Óleo e Gás S.A assumiu o controle dos campos terrestres de produção de petróleo e gás do Polo Rio Ventura, na Bahia, que engloba oito ativos: Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte.

"Apesar de toda a luta do Sindipetro Bahia e da categoria petroleira – com mobilizações, greves, audiências públicas e ações jurídicas – contra a privatização da Petrobrás na Bahia, presenciamos agora a saída total da Petrobras de um Polo tão importante como o Rio Ventura, que passa a ser operado integralmente por uma empresa privada", informou o Sindipetro Bahia.

Água Grande é um dos campos que, quando pertencia à Petrobrás, chegou a alcançar um dos maiores níveis de produção de petróleo acumulada do Brasil. Descoberto na década de 1950, foi decisivo para o desenvolvimento da Petrobrás não só na Bahia, mas em todo o país, contribuindo com a descoberta da Bacia de Campos e a construção das refinarias da estatal.

"Foram muitas lutas travadas para evitar a privatização e o desmonte que a atual gestão da estatal vem fazendo nas unidades da Companhia no estado. A diretoria do Sindipetro não poupou esforços para impedir a privatização dos campos terrestres e continua lutando para evitar a conclusão da venda de outras unidades da empresa, como a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus terminais marítimos", ressaltou o Sindipetro, destacando que a privatização do Polo Rio Ventura é a maior entrega de campos de produção de petróleo e gás da Bahia, desde a chegada da empresa PetroRecôncavo no estado, em 1999.  

Petrobrás abandona o Norte e o Nordeste

A Petrobrás já se desfez de mais de 150 áreas de produção terrestre no Nordeste e Norte do país, acelerando o processo de desmonte da empresa nestas regiões, onde a grande maioria dos ativos da estatal está sendo privatizada.

Todas as refinarias do Norte e Nordeste estão sendo vendidas, a começar pela RLAM, na Bahia, que já foi entregue ao Mubadala, um fundo de investimentos dos Emirados Árabes. Na lista de venda estão ainda a REMAN (Amazonas), a Clara Camarão (Rio Grande do Norte), Abreu e Lima (Pernambuco) e a LUBNOR (Ceará), que, assim como a RLAM, estão sendo privatizadas com toda a infraestrutura logística, incluindo oleodutos e terminais.

A Petrobrás também desativou, vendeu ou alugou usinas térmicas, usinas eólicas, usinas de biocombustíveis e fábricas de fertilizantes, além de ter privatizado a rede de gasodutos do Norte e Nordeste, o que significa na prática a retirada da estatal destas regiões.

3R Petroleum cresce com saída da Petrobrás

Além das áreas de produção terrestre do Polo Rio ventura, a empresa 3R Petroleum já adquiriu os campos dos polos Recôncavo, também no estado da Bahia, Macau, no Rio Grande do Norte, e Fazenda Belém, no Ceará. A empresa atua ainda na área offshore, onde já adquiriu os polos Pescada, na Bacia de Potiguar (RN), e Peroá (BM-ES-21), na Bacia do Espírito Santo. Na última semana, a 3R Petroleum assumiu também o controle do Campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. Todos ativos que pertenciam à Petrobrás.

Para efetuar as operações, a 3R Petroleum tem como subsidiária a OP Energia, habilitada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para operar blocos e concessões em terra e mar, inclusive em águas ultra profundas.

No início do ano, a empresa travou ainda uma disputa violenta com a Eneva para ficar com o Polo Urucu, na Bacia dos Solimões, num processo conturbado de licitação, onde a Petrobras chegou a comunicar que a 3R Petroleum havia feito a maior oferta pelo ativo, mas quem levou, no final, foi a Eneva.

Esta semana, o Sindipetro Espírito Santo publicou um fio em seu perfil no Twitter, onde destrincha as relações da 3R Petroleum com o Banco BTG Pactual. Leia: 

 

[Imprensa da FUP, imprensa do Sindipetro ES e imprensa do Sindipetro BA | Foto: Divulgação]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores da Elfe seguem rejeitando a contraproposta rebaixada apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho – 2021/2022. As assembleias deliberativas presenciais tiveram início na noite da terça-feira, 20, em Guamaré, no Rio Grande do Norte, e foram acompanhadas pelo Coordenador Geral do Sindipetro, Ivis Corsino, e pelos diretores do sindicato, Jorge Luiz e Marcos Brasil.

Nesta quarta, 21 de julho, o debate ocorreu na base da Petrobras no Canto do Amaro em Mossoró, e foi coordenada pelo Diretor da FUP e Secretário-Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio e o diretor, Pedro Idalino(Mala). Em ambas as assembleias a rejeição da contraproposta foi unanime pelos presentes. A categoria também aprovou um Estado de Greve e assembleias permanentes até o fim das negociações do ACT.

No dia 15 de julho a empresa ofereceu um novo acordo com reajuste 3,47% para os salários e benefícios. Esse valor é metade da inflação do período referente a data base da empresa(1º de abril) que foi 6,94%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor(INPC).

Com a decisão dos trabalhadores em mãos, a diretoria do SINDIPETRO-RN participa hoje(21/07), às 14 horas, da mesa de negociação com a Elfe. “A direção do sindicato já deixa claro que só negocia com a empresa quando o valor da inflação estiver assegurado”, informa o dirigente, Pedro Lúcio.

Primeira rejeição

No começo do mês, dias 6 e 7/07, a categoria também rejeitou uma contraproposta com reajuste salarial de 3,05% sobre os salários e benefícios e pagamento das diferenças salariais em forma de abono, para pagamento em 4 parcelas iguais e consecutivas.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Publicado em Setor Privado

Ao embarcar nesta segunda-feira, 19, para a P-74, no Campo de Búzios, onde acompanha inspeção da Comissão de Certificação (ComCer), fórum tripartite estabelecido pelo Anexo II da NR-13, o diretor da FUP, Raimundo Santos, que é membro da bancada dos trabalhadores na Comissão e integra a Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Federação, pode testar pessoalmente os protocolos de segurança da Petrobrás em relação à Covid-19.

Confinado em um hotel próximo ao aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, de onde embarcou para a plataforma, Raimundo seguiu, passo a passo, as orientações da empresa de saúde terceirizada contratada pela estatal para realizar a triagem e monitoramento dos trabalhadores no pré-embarque. Ao afirmar que teve Covid há pouco mais de um mês, ele foi informado que não poderia fazer o teste protocolar que é exigido antes do embarque, pois a recomendação da Petrobrás é de que trabalhadores que já testaram positivo só sejam testados novamente após 90 dias.

Raimundo explicou que a nota técnica do SMS que prevê esse protocolo já foi diversas vezes questionada pela FUP e seus sindicatos e afirmou que só embarcaria mediante a realização do teste, o que foi realizado, após autorização da empresa. O resultado do teste deu negativo, o que comprova o equívoco da Petrobrás ao impor intervalo de 90 dias para o teste de trabalhadores que já foram infectados, alegando que os resultados tendem a ser um falso positivo.

Inspeções

Além da P-74, o diretor de SMS da FUP acompanha as inspeções da ComCer à Reduc e à Bacia de Campos, que serão realizadas na sequência, ainda esta semana.

[Imprensa da FUP | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde]

A Petrobrás anunciou na semana passada a venda da sua participação (62,5%) no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, por US$ 105,6 milhões, para a 3R Petroleum. A venda se insere no cenário de “desinvestimentos” da companhia e é mais um passo preocupante no sentido de deixar o país mais vulnerável economicamente e sob o ponto de vista energético. Ainda não é possível dimensionar os efeitos nocivos sobre a perda de empregos ou sobre a produção e seus impactos sobre os royalties, mas o movimento sindical identifica como prejudicial a acentuação de uma lógica financista no setor petróleo.

Para o pesquisador do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), João Montenegro, ainda é cedo para saber os impactos específicos da venda de ativos como a P-61 e a P-63, plataformas que integram o campo de Papa-Terra, mas acende-se um alerta em relação a uma crescente presença de atores privados, que buscam lucro imediato para seus acionistas, em detrimento do tratamento do setor como estratégico para o país, que pode gerar empregos e desenvolvimento social.

O pesquisador também destaca que precisará ser avaliado o impacto sobre uma redução da política de conteúdo nacional, uma vez que as empresas privadas do setor não têm qualquer obrigação de priorizar o mercado nacional. Além disso, deverão ser observadas as relações que estas empresas terão com seus trabalhadores e entidades representativas. Há uma apreensão em relação a uma queda no número de empregos e a uma redução na qualidade dos empregos preservados, o que precisará ser confirmado com a atuação da nova empresa gestora das unidades do campo.

Produção

De acordo com o economista Carlos Takashi, técnico da subseção do Dieese no Sindipetro-NF, o campo de Papa-Terra possui diferenças em relação a campos vendidos recentemente, que vinham registrando quedas nas suas produções (Pargo, Enchova e Pampo). A primeira é estar localizado em águas profundas, e não em águas rasas com os demais. A segunda é a de tratar-se de um campo mais novo: foi descoberto em 2003 e o primeiro óleo foi extraído em novembro de 2013, enquanto a produção dos polos Pargo, Enchova e Pampo se iniciou nos anos 1980.

“Apesar da produção do campo Papa-Terra também ter caído entre 2014 e 2018, devido a fatores como a queda dos investimentos da Petrobrás e a adoção de uma política deliberada e acelerada de privatizações desde 2016, nos últimos dois anos (2019 e 2020) o campo de Papa-Terra tem recuperado sua produção. A Petrobrás anunciou a venda e agora assinou um contrato de venda de um campo em que ela própria tem recuperado e há potencial de aumento da produção”, explica o economista.

Royalties

A também pesquisadora Carla Ferreira, do Ineep, levantou a pedido da Imprensa do NF os dados de pagamento de royalties do petróleo oriundos do campo de Papa-Terra. Segundo ela, não é possível estimar se haverá aumento ou redução dos valores em decorrência da venda, o que vai depender do modo como a nova empresa vai investir na produção. Será preciso, no entanto, estar atento a esses possíveis efeitos, especialmente em relação a municípios confrontantes como Búzios e Cabo Frio.

Nos últimos 12 meses, somente o campo de Papa-Terra foi responsável pelo pagamento de aproximadamente R$ 160 milhões em royalties do petróleo (R$ 159.998.640,54) a todos os entes recebedores, da União, Estado do Rio de Janeiro e Municípios confrontantes e limítrofes. Os repasses mensais variaram de R$ 9,9 milhões em julho de 2020 (R$ 9.781.005,54) a R$ 18,2 milhões em maio de 2021 (R$ 18.174.922,70).

Papel estratégico da Petrobrás

O Sindipetro-NF e suas assessorias técnicas vão continuar atentos aos impactos dos “desinvestimentos” na região. A entidade lançou, no ano passado, a campanha Petrobrás Fica, justamente para alertar os diferentes segmentos da sociedade do Norte Fluminense sobre a contínua redução do protagonismo da companhia na Bacia de Campos.

O sindicato avalia que a região e o país perdem com o encolhimento da Petrobrás, uma empresa que deve ser gerida não apenas com a lógica do lucro de curto prazo. A companhia é estratégica para o Estado brasileiro, em termos geopolíticos e sociais, e deve ser utilizada para estimular a indústria nacional, a geração de empregos e o desenvolvimento com justiça social. Este papel, considera a entidade, jamais será foco de uma empresa privada de petróleo.

[Da imprensa do Sindipetro NF | Foto: Ag. Petrobras]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.