Coordenador geral da FUP defende que Ministério Público Federal (MPF) apure o processo de venda da refinaria. O preço cobrado pela Petrobrás, de US$ 1,65 bilhão, foi questionado até mesmo por agentes do mercado

“Infelizmente, a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) é mais um crime cometido contra o Brasil, a economia da região Nordeste e da Bahia. Estamos lutando para barrar essa privatização, feita de forma açodada, através de um processo viciado, nebuloso, desde o começo", afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, que defende a necessidade de intervenção do Ministério Público Federal (MPF) para apurar o processo de venda da refinaria pela metade do preço.

A RLAM, a segunda maior refinaria do país, foi vendida ao Fundo Mubadala, de Abu Dhabi, por US$ 1,65 bilhão, abaixo do valor de mercado. O baixo preço, construído sem transparência, foi questionado por BTG Pactual, XP Investimentos e Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

A FUP também cobra posicionamento dos órgãos reguladores contra a venda de um ativo reconhecidamente aquém do preço projetado pelo mercado. Pelos cálculos do Ineep, o valor do negócio é 50% abaixo do de mercado; ou 30% menor, segundo avaliações dos bancos privados de investimento.

Bacelar mostrou-se indignado com a reunião de ontem (24/03) do Conselho de Administração da Petrobrás, convocada pela diretoria executiva da empresa, em meio ao término do mandato do presidente Roberto Castello Branco, para pressionar os conselheiros pela aprovação da venda da refinaria, a preço aviltado. 

"Estão tentando ‘passar a boiada’ no momento mais crítico da pandemia de covid-19, que superou a marca de 300 mil vidas perdidas de brasileiros e brasileiras", afirma o coordenador da FUP, lembrando que o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não deu parecer final sobre a operação. Depende dos ministros do TCU aprovarem a venda da Rlam. "O que houve foi uma decisão apenas do Conselho de Administração da Petrobrás. O TCU e a Controladoria Geral da União (CGU) têm uma série de ressalvas em relação à venda da refinaria a preço vil", explica.


Leia também: No momento mais crítico da pandemia, CA da Petrobrás aprova venda suspeita da RLAM


 

REAÇÃO PARLAMENTAR

A reação contra a venda tempestiva da RLAM ganhou corpo também no Congresso Nacional. Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Jaques Wagner (PT-BA) enviaram ofícios a autoridades do Tribunal de Contas da União (TCU), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobliários (CVM), bem como ao presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco.

Nos documentos, os parlamentares consideram que a alienação da RLAM ao Fundo Mubadala, no presente contexto, “representa um evento contrário ao interesse público, que possivelmente implicará não apenas em prejuízo ao erário, como desvalorização da empresa e prejuízo ao mercado brasileiro de óleo, em geral”.

Acrescentam que “a proposta de alienação do ativo com pressa e preços incomuns ensejarão escrutínio redobrado não só das instituições de controle (TCU e Cade), bem como das instâncias judiciais cabíveis e dos reguladores de mercado com vistas a assegurar o atendimento do interesse público, na forma da lei, bem como as respectivas responsabilidades administrativas, civis e penais, conforme necessário”.

No ofício ao presidente da Petrobrás, o senador Jean Paul Prates recomendou a Roberto Castello Branco que não desse anuência à proposta. “O afogadilho não pode prejudicar o desenvolvimento do mercado, nem deveria nos levar a deslocar o debate público do que seria a real prioridade do momento: estancar as mais de três mil mortes diárias de vítimas brasileiras do coronavírus, cuja pandemia nos atinge em seu pior momento até agora”, afirmou o senador.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos lamentam profundamente o falecimento do ex-deputado federal e atual dirigente do PCdoB, Haroldo Lima, ocorrido na madrugada desta quarta-feira, 24, em Salvador, onde estava internado, lutando há mais de duas semanas contra a Covid-19. 

A diretoria colegiada da FUP manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos  e companheiros de partido.

Ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima era um defensor incansável da democracia, da liberdade e da justiça social, sem jamais titubear de que lado da luta estava.

Ele é mais uma vítima do genocídio de um governo negacionista e anti-vacina, que já levou à morte 300 mil brasileiros e brasileiras em meio a maior tragédia sanitária do planeta. 

Foi na gestão de Haroldo Lima na ANP, após ouvir as denúncias da FUP e do Sindipetro-NF sobre a precarização das condições de trabalho offshore e o desrespeito às normas de segurança, que pela primeira vez foi realizada uma interdição de plataforma de petróleo no Brasil, por condições inseguras de trabalho. 

Era, acima de tudo, um lutador da democracia, cujo legado ficará de inspiração para as atuais e as próximas gerações de trabalhadores.

Haroldo Lima, presente!

Leia também:

Haroldo Lima: Mais de meio século de lutas

A Lava Jato destruiu empresas. "Quem pagará por esse crime?", questiona ex-diretor da ANP

Ex-diretor da ANP conclama deputados a rejeitarem o PL 8939/17. "É uma expropriação ao povo brasileiro"

Publicado em Movimentos Sociais

"A operação, engendrada na calada da noite e no apagar das luzes de vários mandatos dos dirigentes, é suspeitíssima e, a meu ver, deverá jogar holofotes intensos sobre os interesses que motivam todo o processo", alerta o senador Jean Paul Prates (PT/RN).

Leia o pronunciamento do parlamentar:

URGENTE E GRAVE!

REFINARIA DA BAHIA SERÁ VENDIDA NA XEPA DA PANDEMIA E NA CALADA DA NOITE

Enquanto os brasileiros são impactados pelo recorde de 3.251 óbitos de hoje pelo coronavírus, e o Presidente da República faz mais um pronunciamento inócuo em cadeia nacional, a imprensa noticia o envio, por parte da diretoria da Petrobras, de uma suspeitíssima recomendação de fechamento da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, para o seu Conselho de Administração.

Conforme noticiado pelo Estado de S. Paulo, o documento reconhece que a refinaria está sendo vendida a preço “inferior à faixa média de referência” estimada para o seu valor e salienta que o TCU fez questionamentos, sem encerrar a análise do negócio. Mesmo assim, a diretoria em fim de mandato insta os conselheiros para que tomem logo sua decisão a respeito da questão tormentosa amanhã mesmo, apesar de o presidente da empresa já ter seu mandato vencido e vários conselheiros já terem deixado seus cargos enquanto outros encontram-se em processo de substituição.

O Banco BTG Pactual afirmou que a proposta está 35% abaixo do limite inferior projetado por sua equipe de analistas. Outros especialistas afirmam que a refinaria vale, mesmo hoje, mais que o dobro do valor oferecido pelo fundo árabe interessado no preço promocional.

A operação, engendrada na calada da noite e no apagar das luzes de vários mandatos dos dirigentes, é suspeitíssima e, a meu ver, deverá jogar holofotes intensos sobre os interesses que motivam todo o processo.

Desde o início, considero que esta venda foge à lógica de qualquer gestão responsável de uma empresa integrada de petróleo - mais ainda de uma empresa estatal mista com atribuições especiais como a Petrobras. O financiamento do Pré-Sal é pretexto para incautos, pois é garantido pelo próprio valor das imensas reservas já comprovadas com investimentos da própria Petrobras.

A alegação de que a empresa está sendo obrigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também é estapafúrdia, já que foi a própria gestão Castello Branco quem foi voluntariamente ao Cade oferecer a venda de oito de suas principais refinarias, em 2019.

O Cade, por sua vez, nunca realizou análise específica dos mercados atendidos por estas refinarias. Portanto, nunca foi oficialmente comprovada e condenada a dominância da estatal em cada um deles e para cada um dos produtos (que se destinam a diferentes usuários ou compradores), sobretudo diante do pleno acesso de importadores a esses mercados, e da abertura para autorizações privadas de construção e operação de refinarias vigente desde 1997.

E pior: a Petrobras nunca se defendeu das minúsculas e especificas denúncias que geraram o processo no Cade, originalmente. Apenas aquiesceu, e ofereceu seu patrimônio.

A meu ver, esta diretoria da Petrobras já merece ser investigada profundamente, não apenas por possível prevaricação na defesa junto ao Cade, quanto por jamais ter solicitado que o órgão de defesa da concorrência suspendesse o prazo dado para tais alienações diante de uma pandemia que paralisou praticamente tudo no Brasil. Além disso, poderá ser responsabilizada, na pessoa de cada um de seus componentes, pela venda destes ativos por preço vil, sem poder, portanto utilizar o contexto da pandemia como desculpa.

É um absurdo este processo, sem transparência, sem lógica, repleto de conflitos de interesses - com dirigentes cuja remuneração é proporcional à arrecadação pelos ativos alienados. Pairam suspeitas que associam à diretoria uma pressa extraordinária na venda, o que põe em xeque os incentivos por trás da política de bônus e prêmios.

Estamos notificando neste momento cada um dos membros remanescentes do Conselho de Administração da Petrobras e toda a cúpula do CADE sobre a potencial responsabilidade concorrente deles nesta operação. A lupa da opinião pública, da imprensa, do Judiciário e do Legislativo (incluindo, mas não se limitando ao TCU) já está sobre cada um dos responsáveis por esta afoita e suspeita transação.

Jean Paul Prates
Senador da República
Estado do Rio Grande do Norte

 #VenderAPetrobrásÉCrime

 

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Após explosão dos casos de Covid em unidades da empresa, movimento permanece em outros quatro estados e vai receber adesão dos trabalhadores da SIX, no Paraná. FUP e sindicatos filiados vão aderir ao “Lockdown em Defesa da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais para esta quarta (24/3)

[Da assessoria de comunicação da FUP] 

Trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), decidiram, na noite dessa segunda-feira (22/3), suspender temporariamente a greve sanitária iniciada na unidade. A decisão foi tomada após a Petrobrás se comprometer, via ofício, a atender parte da demanda da categoria em relação a medidas para evitar o aumento do contágio por Covid-19 na refinaria, que registrou mais de 220 contaminados, sendo 84 trabalhadores de um mesmo setor, com 13 internações hospitalares e quatro pessoas intubadas. O aumento da infecção coincidiu com o início da parada de manutenção na Regap, que ampliou a circulação de pessoas na planta para cerca de 2,2 mil diariamente. 

De acordo com Alexandre Finamori, coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobrás atendeu parte dos pedidos dos trabalhadores em relação à redução de efeito em atividades não essenciais. Por isso, os petroleiros decidiram retomar suas atividades e voltar à mesa de negociação com a gerência geral da Regap, a fim de verificar a efetividade das ações da empresa no combate à pandemia no ambiente de trabalho. 

“A Petrobrás se comprometeu em reduzir imediatamente o número de trabalhadores na refinaria. A redução será escalonada e, até o dia 31 de março, haverá 70 por cento de redução do efetivo, segundo a empresa", afirmou Finamori. 

Há 19 dias, petroleiros da Bahia, Amazonas, Espírito Santo e das bases do Sindipetro Unificado de São Paulo estão promovendo greves regionais. As principais reivindicações da mobilização tratam da precarização das condições de trabalho e o aumento dos riscos de acidentes, e também o crescimento vertiginoso de casos de Covid nas unidades marítimas e terrestres da empresa. Na sexta (26/3), a greve vai receber a adesão dos trabalhadores da Unidade de Xisto (SIX), no Paraná. 

COVID AVANÇA EM TERRA E NO MAR

Não é apenas na Regap que a situação da Covid é alarmante e onde o Sindipetro-MG registrou a morte de quatro trabalhadores terceirizados. Na Bahia, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) teve cerca de 80 trabalhadores próprios e terceirizados contaminados, segundo levantamento do Sindipetro-Bahia, e dois deles morreram num intervalo de uma semana. Nesse domingo (21/3), o Sindipetro-Bahia recebeu a notícia da morte de uma trabalhadora terceirizada de Taquipe, um campo de produção terrestre da Petrobrás na Bahia. 

Na Bacia de Campos, o Sindipetro-Norte Fluminense vem registrando uma explosão de surtos em plataformas da Petrobrás. Nesta semana, foram registrados casos na P-48, que opera no campo de Caratinga, com dez trabalhadores sendo desembarcados até o momento. No fim da semana passada, um surto na P-38, unidade do campo de Marlim Sul que estoca o petróleo produzido na área, obrigou a Petrobrás a interromper temporariamente a produção na área. 

Segundo o mais recente boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia na segunda (22/03), a Petrobrás totalizava 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, embora assustadores, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação. 

Pelo boletim do MME, por exemplo, consta que 17 petroleiros perderam a vida para a Covid, quando a FUP tem informações de que esse número é pelo menos três vezes maior, se considerado os óbitos entre trabalhadores terceirizados. 

FUP E SINDICATOS CONVOCAM PARA O LOCKDOWN PELA VIDA

Após um ano de pandemia, o Brasil se transformou no epicentro do coronavírus, com o maior número de mortes por dia em todo o mundo. Este processo não se deu da noite para o dia, vem sendo construído por meses pelo governo federal, que desde o início da maior crise sanitária do século não trabalhou para que a pandemia fosse controlada. Pelo contrário, o atual presidente do país fez uma série de declarações minimizando a gravidade da situação, além de estimular o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes no tratamentos da Covid-19, que inclusive vem agravando o quadro clínico de alguns pacientes, que já precisaram de transplante de fígado, por causa do uso das medicações indicadas pelo presidente da República. Hoje, o Brasil é considerado uma ameaça à saúde pública global, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Por este e outros motivos, como o fim do auxílio emergencial de R$ 600,00; as centrais sindicais e frentes estão convocando a classe trabalhadora a parar nesta quarta (24/3). O movimento é chamado DE "Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos" e terá adesão da categoria petroleira. 

O objetivo da mobilização é reivindicar a segurança de trabalhadoras e trabalhadores e suas famílias e chamar atenção da sociedade para exigir do governo o devido cuidado com a pandemia e a vacinação da população.

Segundo o Sindipetro-NF, a situação na plataforma da Bacia de Campos é crítica, não apenas pelo risco sanitário, mas por questões de segurança, já que a plataforma está trabalhando com equipe incompleta de operadores por causa do desembarque de infectados

[Da assessoria de comunicação do Sindipetro NF]

Mais um surto de contaminação pela covid-19 foi registrado em plataformas de petróleo da Petrobrás. Desta vez, na P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos (RJ), onde, nesta semana, em apenas dois dias, foram confirmados oito casos de infectados pelo coronavírus. Com isso, sobe para dez o número de trabalhadores que testaram positivo para a doença na unidade e foram desembarcados.

“A situação é crítica, por questões sanitária e de segurança”, afirma Alexandre Oliveira Vieira, diretor de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Vieira se refere ao fato de que, entre os petroleiros contaminados, estão técnicos de equipes consideradas chave para a operação de plataformas, como mestre de cabotagem, coordenador de embarcação e de produção. “A P-48 está trabalhando com equipe incompleta de operadores”, ressalta.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em apenas oito dias, de 15 a 22 de março, foram contabilizados 248 casos de covid-19 em unidades marítimas. Esses números, porém, não incluem a P-48, cujos números deverão entrar nas estatísticas oficiais somente amanhã (24/3), pois o manual de notificação da ANP prevê até 24 horas para atualização de casos.

CASOS DE COVID NA PETROBRÁS EXPLODEM

O Boletim de Monitoramento da covid-19 de número 49, publicado no site do Ministério das Minas e Energia (MME) nessa segunda-feira (22/3), mostra que, até ontem, o número de casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás passou de 258 para 294, com 17 pessoas hospitalizadas  e também 17 mortes. Foi a sexta semana consecutiva de crescimento no número de casos registrado pelo MME.

O total de trabalhadores da Petrobrás recuperados somam 5.356. Assim, a semana começou com total de 5.684 trabalhadores contaminados com a covid-19, representando 12,2% do total de trabalhadores da empresa.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A cada semana, um trabalhador perde a vida para a Covid-19 nas instalações da Petrobrás na Bahia. Essa tem sido a tenebrosa realidade que assusta os trabalhadores diante do aumento de surtos da doença na Rlam e nas demais unidades da empresa. A vítima mais recente foi uma trabalhadora terceirizada na área de produção terrestre de Taquipe, que faleceu no último domingo, 21. Nos dois domingos anteriores, dois operadores da Rlam também perderam a vida em consequência da Covid.

Veja a nota do Sindipetro-BA:

É com grande pesar que nos despedimos da companheira Gilsi Vasconcelos Fernandez, terceirizada da Telsan, no setor de terras em Taquipe, faleceu ontem (21), em Salvador. As mortes se avolumam semanalmente, a intensidade e o temor aumenta dia a dia, fato que não existia antes.

O Sindipetro BA, recebeu confirmação que o setor que Gilsi trabalhava, está funcionando com número exagerado de trabalhadores, o que provoca aglomeração e consequente aumenta o risco de contaminação pelo coronavirus. A gerência geral da UN-BA precisa urgentemente diminuir o efetivo de Taquipe, em especial do SOP. Identificar pessoas que tenham comorbidades, pois têm risco adicional no caso de contaminação e de vir a óbito. Adotando medidas preventivas mais concretas, de higienização no local de trabalho, de testagem dos trabalhadores com frequência, de isolamento e acompanhamento das pessoas que testem positivo.

Devem também adotar medidas de higienização de veículos, diminuir o numero de trabalhadores que circulam nos ônibus e nas vans, que aumentam o risco de contaminação. Fornecer mascaras de proteção, para que haja troca com maior intensidade durante o dia de trabalho, entre outra medidas que devem ser adotadas na perspectiva de diminuir os riscos de contaminação entre os trabalhadores e trabalhadoras, isso vale para todas as unidades da Petrobrás na Bahia.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

 

Aprovação da greve na Usina de Xisto (SIX) do Paraná fortalece movimentos regionais que completam nesta terça 19 dias. As greves no Sistema Petrobrás, que começaram no dia 05 de março nas unidades da Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo, ganharam na segunda, 22, a adesão dos petroleiros mineiros e avança com a entrada dos trabalhadores da SIX no movimento

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Após uma série de seis sessões de assembleia, realizadas entre os dias 18 e 22 de março, os petroleiros da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, decidiram que irão entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira (26).  

A deliberação veio após várias tentativas por parte do Sindicato de negociar a pauta de reivindicação apresentada pelos trabalhadores.   

O Sindipetro PR e SC protocolou, em 18/02, a pauta junto à gerência geral da SIX com demandas relacionadas às condições de trabalho e garantia de direitos, caso ocorra a privatização da unidade. Dentre as reivindicações há pedidos de adoção de várias medidas de segurança dos trabalhadores, instalações e comunidades do entorno da SIX. 

De lá para cá, por diversas vezes o Sindicato tentou abrir uma mesa de negociação, mas a empresa negou todas, sem justificativa razoável. A entidade chegou a convidar os gestores locais para uma reunião de videoconferência na última terça-feira (16). No entanto, em ofício no dia anterior, apenas informou que  não compareceriam. 

Diante disso, o Sindicato submeteu o impasse à avaliação dos trabalhadores em assembleia. 91% dos participantes foram favoráveis à greve. Apenas 9% se abstiveram e não houve registro de um voto sequer contra o movimento. Sinal da unidade e indignação coletiva dos petroleiros da Usina do Xisto.

Publicado em Sistema Petrobrás

Serviços preliminares da parada de manutenção continuam e expõem trabalhadores ao risco de contaminação pelo coronavírus.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

No último sábado (13), o Sindipetro Paraná e Santa Catarina recebeu um ofício da Repar no qual era comunicada a postergação da parada de manutenção para 12 de abril, em atendimento à reivindicação da entidade. 

O Sindicato considera a realização de um processo que inclui cerca de dois mil trabalhadores a mais na rotina da refinaria, em pleno ápice da pandemia do coronavírus no Brasil, um absurdo. Tanto que exigiu a suspensão da parada à Repar e denunciou aos órgãos oficiais, como as secretarias de saúde municipal de Araucária e do Paraná, Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT-PR). 

O problema parecia resolvido, apenas parecia. Ao longo da semana não pararam de chegar denúncias de aglomerações na Repar ao Sindipetro. A constatação é de que os serviços de pré-parada foram mantidos, mesmo diante do cenário de colapso das redes pública e privada de saúde por conta do agravamento da crise sanitária.   

O Sindipetro novamente tentou cobrar a suspensão dessas atividades aos gestores, mas recebeu somente respostas evasivas. Dessa forma, a medida imediata a ser tomada legalmente é adicionar essas informações às denúncias junto aos órgãos competentes. Em caso de a refinaria se tornar um foco de contaminação, acaso as aglomerações continuem, os gestores devem ser responsabilizados criminalmente por suas atitudes.  

Regap é exemplo ruim

A gestão da Repar trilha o mesmo caminho da catástrofe que ocorre na Regap, em Minas Gerais. Por lá, também cerca de dois mil trabalhadores de outras regiões foram realizar serviços da parada de manutenção em plena pandemia. O resultado foi a criação de um foco de contaminação pelo novo coronavírus. De acordo com as informações do Sindipetro/MG, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 somente neste mês, sendo que mais de dez, entre próprios e terceirizados, estão internados. 

Cabe salientar que a gerência de SMS que responde pela refinaria de Minas Gerais é a mesma da Repar. 

Denúncias

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que operadores de caldeira da P-63 estão sendo “convidados” a ficarem uma semana além dos 14 dias de embarque. Com isso, a folga fica resumida a apenas 12 dias.

Também há a denúncia de que alguns eletricistas da contratada pela Petrobrás estão atuando como operadores de facilidades.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Antônio Carlos Bahia, que está acompanhando o caso, operadores de caldeira, lastro, bem como supervisores (devido à possibilidade de greve) têm realizado embarques de 21 dias em P-63.

A categoria denuncia que os “pedidos de colaboração” são feitos em tom amistoso, ameno, dissimulando a prática de assédio. A tática tem sido transferir para o trabalhador a responsabilidade pelo baixo efetivo na unidade.

O Sindipetro-NF cobra explicações da Petrobrás sobre essa prática da empresa contratada e se manterá atento para possível denúncia aos órgãos fiscalizadores. A categoria pode manter a entidade informada pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A greve, que mobiliza há 18 dias a categoria petroleira em quatro bases da FUP (Bahia, Amazonas, Espirito Santo e Unificado de São Paulo), ganhou nesta segunda-feira, 22, o reforço dos trabalhadores de Minas Gerais, que iniciaram por tempo indeterminado uma greve sanitária. Seguindo as orientações do Sindipetro MG, trabalhadores próprios e terceirizados, não compareceram à Regap, onde mais de 200 companheiros já foram infectados pela Covid-19. Atualmente, 12 trabalhadores da refinaria estão internados em decorrência da Covid e três deles estão em unidades de tratamento intensivo, intubados.

Apesar da gravidade da situação, a gestão da Petrobrás insiste em manter as paradas de manutenção, com mais de 2 mil trabalhadores na Regap. “Os trabalhadores estão em risco e a gestão da empresa não toma as providências necessárias. Nós precisamos com urgência que sejam interrompidas todas as atividades da refinaria que não sejam essenciais. Nossa greve não é para impactar a produção, nossa greve é para resguardar a saúde dos trabalhadores, é em defesa da vida”, explica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori. 

Este cenário caótico, no momento mais grave da pandemia, se repete em diversas outras unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, na Bahia, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março e dois operadores mortos no espaço de uma semana, após complicações geradas pela Covid-19. No último dia 17, o Sindipetro BA realizou um lockdown na unidade, convencendo os trabalhadores próprios e terceirizados a retornarem para casa.

Nas plataformas, a situação se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país. O surto mais recente foi registrado na P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, após diversos trabalhadores terem testado positivo na semana passada. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Lockdown na quarta

A FUP e seus sindicatos orientam todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás a aderirem na quarta-feira, 24, ao “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais. Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 05 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar a “irresponsabilidade do governo federal, que levou o país ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”, conforme destacam as centrais sindicais.

Já são quase 3 mil mortes diárias após um ano de pandemia, resultado da irresponsabilidade e inércia do governo Bolsonaro que transformou o Brasil em exemplo mundial de fracasso e de falta de políticas públicas para conter a disseminação da covid-19. O “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos” cobrará vacinação em massa e a retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00.

Para a CUT, "é urgente um efetivo lockdown que amplie o isolamento social para pôr fim a esta tragédia e acabar com o sofrimento e as mortes promovidas por esse genocídio contra o povo brasileiro". A Central considera que o auxílio emergencial, dentre outras medidas, "é fundamental para assegurar condições básicas de sobrevivência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais para que eles possam ficar em casa".

61e96dd6-1cea-4e3d-8c54-ae08a82e8b8d
f5ba74f5-6215-4d3d-b94d-54337e1f84ae
185dda00-64e3-47ae-ae46-124315ca7891
1cfb0812-55e0-4f0e-a718-8c986f44a3a1
0f5aad48-9e10-4a8c-956f-895c47ff541a
4ed2c7a0-ff26-44e8-afd8-08380c2fc184
c5024fa0-4c8d-4562-b4e0-fae3ef86cfea

 [Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 5 de 161

Image

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.