No programa Encontro com a categoria desta terça, 01/12, os diretores da FUP irão discutir os próximos passos da negociação da PLR com as empresas do Sistema Petrobrás. A live terá início às 19h, nos canais da FUP no Youtube e Facebook (veja abaixo).

Participam do Encontro, os diretores Cibele Vieira, Fernando Maia e Cláudio Nunes, que representam a FUP no Grupo de Trabalho que vem tratando da PLR com a Petrobrás e as subsidiárias. A mediação do debate será feita por Tadeu Porto, diretor de Comunicação da Federação.

Nova rodada de negociação começa quinta, 03/12

Após a rejeição massiva da proposta apresentada pela Petrobrás e subsidiárias com regras referentes à PLR de 2021 (com pagamento a ser feito em 2022), foi cobrada a retomada das negociações para buscar avanço nos principais pontos defendidos no GT. O RH da empresa agendou para quinta-feira, 03/12, uma nova reunião com a FUP.

Relembre como foram as reuniões anteriores

Nas sete reuniões anteriores do Grupo de Trabalho que discute a PLR, os representantes sindicais reforçaram que o regramento tem que atender a todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás, independentemente da função que ocupe e da empresa em que atue. A FUP também cobrou que não haja impacto dos impairments (desvalorização de ativos) nos indicadores utilizados e que a PLR tenha um piso para que os resultados construídos coletivamente sejam distribuídos da forma mais igualitária possível entre os trabalhadores, sem o foco apenas na remuneração individual, como quer a gestão da empresa.

Outro ponto que a Federação deixou claro no GT foi que não pode haver redução de PLR por perseguições políticas e que o texto de penalidades deve deixar explícito que conflito de interesses é o que está previsto na lei, para que não haja distorção do conceito. Também foi cobrado que a Petrobrás volte a fazer o adiantamento da PLR no início do ano, como sempre foi praticado, e que o acordo do regramento tenha validade por dois anos, dando uma estabilidade para todos, assim como conquistamos no ACT.

Além disso, a FUP condenou a discrepância entre a política de remuneração dos acionistas, que receberão dividendos mesmo quando não houver lucro contábil, e a recusa da gestão da Petrobrás de manter o mesmo critério para os trabalhadores, como vigorava no antigo regramento da PLR.

Para assistir e participar do Encontro com a categoria, acesse os canais da FUP abaixo. A live começa às 19h e ficará gravada. 

YOUTUBE | https://youtu.be/khz42aCU3Xg

FACEBOOK | https://www.facebook.com/fupetroleiros/posts/3644781492246185

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 30 Novembro 2020 15:32

A política racista de recolonização

O genocídio da população negra, no Brasil, integra um processo de recolonização do país. A advertência, da arquiteta e urbanista Tainá de Paula, vereadora eleita no Rio de Janeiro pelo PT, é um dos destaques da live promovida pelo Sindipetro-NF (e retransmitida pela FUP no programa Encontro com a Categoria) no dia 24/11, para debater a representatividade da mulher negra. A conversa, moderada pelas diretoras do sindicato Conceição de Maria e Jancileide Morgado, também contou com a cientista social e mestranda em Sociologia Política, Carine Passos. A transmissão ao vivo fez parte das atividades do Dia da Consciência Negra.

[Do Boletim Nascente/Sindipetro-NF]

Para Tainá de Paula, que foi a mulher negra mais votada para a Câmara de Vereadores no pleito deste ano (com 24.881 votos), “é preciso entender o que acontece hoje com o país numa perspectiva de classe. O que está em jogo hoje é a recolonização do Brasil. O ultraneoliberalismo brasileiro é um projeto colonizador, ditatorial, autocrático e basicamente racista, na tentativa de se apagar, a partir do genocídio que acontece na base da bala, a hiper militarização dos territórios, a violência deslavada contra negros e negras”.

Ela avalia que o projeto de poder em curso no Brasil promove um “genocídio a partir do simbólico, a partir da diminuição do debate racial, da diminuição do lugar de fala, do epistemicídio [negação do conhecimento científico], do apagamento simbólico, do genocídio que acontece na base da caneta, da política de estado racista e na base da sociedade civil, que também é muito racista”.

Representatividade

Carine Passos, que também se define como militante social (integrante da CIEMH2 Núcleo Cultural e conselheira municipal da Mulher e da Criança e Adolescente em Macaé), explicou que a representatividade negra passa por “colocar o corpo negro como sujeito de possibilidades”, mas, também, reivindicar “representatividade também nos instrumentos de poder”. Essas duas dimensões da luta antirracista, segundo ela, estão associadas.

“Nosso corpo negro, quando ocupa algum espaço, a gente abre uma possibilidade para quem está vindo depois. Não tenho dúvida. Olho para minha trajetória e vejo isso. Quando me entendi ativista em Macaé, entendi que havia um caminho aberto por outras mulheres”, afirma Passos, sobre o primeiro aspecto.

Na segunda dimensão, explica, seria preciso entender que “o corpo negro não é o fim em si mesmo da representatividade. Não é só colocar uma pessoa num determinado lugar que a gente vai dar por fim que a gente conseguiu chegar como a gente queria. É um debate que a gente tem que fazer com cuidado. Porque muitas empresas têm usado esse lugar de representatividade como marketing, quando dizem que têm tantos funcionários negros, mas não têm nenhuma política para diminuir a desigualdade”.

Assista na íntegra

A live continua disponível na íntegra no canal do Youtube do Sindipetro-NF e pode ser assistida em is.gd/representatividadenegra

 

 

 

Publicado em Cidadania

O Encontro com a categoria desta terça, 24, transmitiu a live do Sindipetro-NF sobre representação da mulher negra nos ambiente de trabalho, na academia, na política, na cultura, entre outros espaços de poder na sociedade brasileira.

Participaram do debate a diretora do Sindipetro-NF, Conceição de Maria, que também é escritora, formada em Letras e Pós Graduada em Literatura, a técnica em química, petroleira e também diretora do sindicato, Jancileide Morgado, a cientista social e mestranda em Ciências Políticas, Carine Passos, e a arquiteta e vereadora eleita do Rio de Janeiro, Tainá de Paula.

Veja abaixo a íntegra: 

Desigualdade na Petrobrás

Estudo feito pela subseção do Dieese na FUP revela a baixa representatividade de mulheres e homens pretos em cargos de gerência no Sistema Petrobrás. Segundo os relatórios da empresa e balanços financeiros e sociais analisados, o percentual de trabalhadores negros que ocupam cargos de gerência na holding e subsidiárias vem caindo. Em 2008, cerca de 30% das gerências eram ocupadas por petroleiras e petroleiros pretos. Em 2019, esse número caiu para 19,3% e chegou a 17,7% em 2018, o mais baixo índice desde o início da série histórica, revela o Dieese em entrevista dada à revista Carta Capital.

Analisando só a holding Petrobrás, dos 46.416 trabalhadores, 9,42% (4.374) são homens brancos em cargos de gerência, e 1,95%  (907) são mulheres brancas em cargos de gerência. Enquanto isso, somente 0,54% (252) são homens pretos em cargos de gerência, e 0,07% (31) são mulheres pretas nesses postos.

Segundo Cloviomar Cararine Pereira, técnico do Dieese na subseção da FUP e autor da análise, o objetivo foi mostrar que a tendência desigual no mercado de trabalho brasileiro entre brancos e negros se repete de forma pior no alto escalão da Petrobras.

Para isso, ele faz uma comparação com dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto, na Petrobras, somente 0,54% do quadro de funcionários total é de homens negros em cargos de gerência, o Brasil aponta percentual médio de 2,4%. No caso das mulheres negras, se na Petrobras é de 0,07%, o país tem média de 1,9%.

“Se, no Brasil, os cargos de decisão são ocupados, em sua maioria, por homens brancos e mulheres brancas, no caso da Petrobras isso também acontece, com uma diferença ainda maior”, comenta Cararine.

 

[Com informações da Carta Capital]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta terça-feira, 17, a partir das 19h, a FUP recebe convidados para mais um Encontro com a categoria, que terá como tema as eleições municipais. Na live da semana passada, os petroleiros ressaltaram a importância destas eleições na definição dos rumos políticos do país ao longo dos próximos anos.  

Hoje, os convidados irão analisar o resultado das eleições municipais e suas principais consequências, principalmente nas regiões onde a Petrobrás está sendo desmantelada. Para debater o atual quadro político, foram convidados o jornalista Efraim Neto, sócio da Veredas Inteligência Estratégica, o Seretário de Comunicação do PT na Bahia, Adolpho Loyola, os petroleiros Pedro Lúcio (diretor da FUP e do Sindipetro-RN) e Conceição de Maria (diretora do Sindipetro-NF), que disputaram as eleições municipais. Na condução e mediação do bate-papo, estará o diretor da FUP, Tadeu Porto. 

Acompanhe e participe da live pelo Youtube e Facebook da FUP, às 19h:

https://youtu.be/3HOvf43tLEI

https://www.facebook.com/fupetroleiros/posts/3606459362745065

[Imprensa da FUP]

Publicado em Política

O programa semanal da FUP Encontro com a Categoria aborda nesta terça-feira, 20, o parecer técnico-científico da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que comprova que a frequência dos casos de Covid-19 (expressa na incidência contaminados por 100 mil) entre os petroleiros é mais que o dobro da frequência registrada na população brasileira. 

Essa e outras questões que a FUP e os sindicatos vêm tratando nas reuniões semanais com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR) serão abordadas na live de hoje, que começa às 19h (veja abaixo).


Leia também: > EOR: Parecer da Fiocruz reforça denúncias da FUP sobre negligência da Petrobrás no combate à Covid-19


Participam do programa os diretores da FUP, Raimundo Telles, e do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, a pós-doutora em Saúde do Trabalhador, Liliane Teixeira, o pós-doutor em Saúde Coletiva e Tecnologia da Fiocruz, Jorge Machado. e o presidente do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc), Paulo Garrido.

O Encontro com a categoria começa às 19h, nos canais da FUP no Youtube e no Facebook

Assista diretamente aqui, se preferir: 

 [Da imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Grupo de Trabalho que trata sobre o regramento da PLR de 2021 no Sistema Petrobrás realizou terça-feira, 13, mais uma reunião. Desta vez, o tema discutido foi montante e distribuição. As próximas reuniões do GT serão sobre indicadores.

No Encontro com a categoria, que foi ao ar na noite desta terça, os diretores da FUP que participam do Grupo de Trabalho fizeram um balanço das quatro primeiras reuniões com a Petrobrás e falaram sobre os próximos passos na negociação do regramento da PLR. O programa contou também com a participação do técnico do Dieese, Cloviomar Cararine, que está assessorando a FUP no GT. Veja abaixo o link.

Montante  e distribuição

Na reunião desta terça, a FUP tornou a defender a proposta de 2018 como base para a negociação do regramento da PLR. A Petrobrás, no entanto, praticamente reafirmou a proposta de 2019, ao apresentar uma série de limitações e condicionantes para o montante e a distribuição da PLR de 2021.

Ao invés de calcular o provisionamento conforme os resultados da empresa e distribuir esse valor da forma menos desigual possível, a gestão quer limitar o montante a 6,25% do lucro líquido e a 25% dos dividendos destinados aos acionistas. Além disso, a Petrobrás insiste que a PLR deve ser somente para trabalhadores sem função gratificada e limitada ao teto de uma remuneração.

A FUP frisou sua total discordância com as diferenciações e discriminações feitas pela empresa, ao propor apenas 1 remuneração como teto da PLR, sem garantir sequer um piso, enquanto no PPP os gerentes executivos podem receber até 10,4 remunerações. É, no mínimo, questionável que a Petrobrás utilize a PLR para acentuar ainda mais as diferenciações remuneratórias já praticadas pelos gestores, inclusive através do PPP.

Para saber mais sobre as negociações, assista o Encontro com a categoria

Para acessar a live através das redes sociais, clique nos links abaixo:

Youtube:

https://youtu.be/TE1wZDedrKo

Facebook:

https://mla.bs/6ae2a95a

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e pela derrubada das resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que alteraram as regras dos planos de saúde de empresas estatais. 

Uma das convidadas do debate é a deputada federal Érika Kokay (PT/DF), autora do Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018), que susta os efeitos da Resolução 23. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados Federais e aguarda análise do plenário.

O Encontro com a categoria também discutirá estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa contará com a participação do senador Jean Paul Prates (PT/RN), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás

O Encontro vai ao ar nesta terça, às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook

Assista e compartilhe o link: 

Publicado em APOSENTADOS

Os sindicatos da FUP concluíram as assembleias em praticamente todo o país (somente no Rio Grande do Sul, ainda há assembleias até amanhã) e o resultado foi um retumbante não à contraproposta da gestão Castello Branco. Em diversas bases, os indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade e na demais, com mais de 90% de aceitação.

Os petroleiros também referendaram a proposta da FUP de prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho, enquanto durar o estado de calamidade pública e um novo acordo não for pactuado com as empresas do Sistema Petrobras.

As assembleias foram realizadas ao longo da última semana, em modo virtual e presencial, com todos os cuidados necessários para a segurança dos trabalhadores. 

Nesta terça-feira, 18, no programa semanal Encontro com a categoria, a direção da FUP irá avaliar o resultado das assembleias e divulgar os próximos passos da negociação do Acordo Coletivo.

É importante que os trabalhadores participem, enviem dúvidas e comentários pelo chat.

Encontro com a categoria

Hoje, terça-feira, 18, às 19h30

Youtube:

https://youtu.be/9ojpBNCUHiw

Facebook:

https://mla.bs/b1163a5a

#PetrobrasFica 

#ACTFica

Quadro final de assembleias:


Indicativos da FUP > Rejeição da contraproposta da Petrobras e subsidiárias > Aprovação da prorrogação/renovação do atual Acordo Coletivo


Espírito Santo – indicativos da FUP foram aprovados por 97% dos trabalhadores

Ceará/Piauí – os indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade

Pernambuco/Paraíba –  indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade

Bahia – indicativos da FUP foram aprovados por 98,35% dos trabalhadores

Unificado de São Paulo - indicativos da FUP sendo massivamente aprovados

Paraná/Santa Catarina - 90% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 93% foram favoráveis à renovação do ACT

Minas Gerais – 98% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 100% foram favoráveis à renovação do ACT

Rio Grande do Norte – indicativos da FUP foram aprovados por 96,16% dos trabalhadores

Amazonas – indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade

Norte Fluminense – 97,39% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 98,06% foram favoráveis à renovação do ACT

Duque de Caxias – indicativos da FUP foram aprovados por unanimidade

Rio Grande do Sul (assembleis terminam dia 19) –  indicativos da FUP sendo massivamente aprovados

[Da imprensa da FUP] 

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A FUP volta a se reunir com a Petrobrás na manhã desta quinta-feira, 30, para dar sequência à negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, que teve início na semana passada. Às 18h, os dirigentes da Federação farão uma avaliação da reunião AO VIVO no programa Encontro com a categoria, no canal do youtube, com transmissão também pelo facebook.

A reunião com o RH da Petrobrás terá início às 09h, por videoconferência. Acompanhe pelo Radar da FUP.

A principal luta dos petroleiros nesta campanha é pela renovação do Acordo Coletivo, com ajustes nas cláusulas que foram objeto de mediação no TST (hora extra na troca de turno, banco de horas, efetivos) e regramento do teletrabalho, nos mesmos moldes que ocorreu durante a negociação da redução da jornada de trabalho do administrativo com redução de salário.

Principais reivindicações dos petroleiros e petroleiras

  • Regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT, com respeito à jornada de trabalho e garantia de que a adesão seja opcional
  • ACT por dois anos – 2020-2022
  • Regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma
  • Manutenção da AMS como plano autogerido
  • Medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados, restabelecimento do fundo garantidor
  • Reajuste pelo IPCA (estimativa de 2,3%) e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019
  • Recomposição dos efetivos
  • Condições seguras de trabalho
  • Defesa da Petros
  • Segurança no emprego

Participe e divulgue a live da FUP nesta quinta: 

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A FUP realizou na quinta-feira, 02/07, a primeira edição do “Encontro com a categoria", um debate ao vivo, onde dirigentes sindicais e assessorias tratam questões que estão na ordem do dia dos trabalhadores do Sistema Petrobrás. O principal tema desta semana foi a proposta rebaixada que a empresa apresentou para o Acordo Coletivo de Trabalho, que congela salários, retira direitos e fragiliza a organização da categoria.

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, e a diretora da entidade, Cibele Vieira, rebateram os ataques e criticaram duramente a gestão da Petrobrás por tomar carona na pandemia da covid-19 para tentar desmontar o ACT e acelerar a privatização da empresa. Os petroleiros também questionaram a imposição de uma agenda de negociação, com data marcada para terminar, em meio aos congressos regionais que estão discutindo a pauta de reivindicações que será deliberada pelo Congresso Nacional da FUP, na segunda quinzena de julho.

Eles lançaram um desafio ao presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, para que, em vez de usar a mídia e os canais de comunicação da empresa para desqualificar direitos e conquistas dos petroleiros, faça o debate aberto com as representações sindicais.

“Estamos convidando o presidente para que esteja aqui conosco, no próximo Encontro com a categoria. Queremos debater cara a cara com ele o futuro da Petrobras, o nosso Acordo Coletivo, o dia a dia dos trabalhadores”, frisou Deyvid, lançando o desafio para Castello Branco.  

Ele lembrou aos petroleiros que o sonho do presidente é privatizar a estatal e, não por acaso, aproveita-se da pandemia da covid-19 para acelerar a venda de ativos. “Se o plano dele vingar, acreditamos que não, pois esse governo vai cair em algum momento, a Petrobrás se tornaria uma empresa apequenada, suja e sem projetos estratégicos de energia”, afirmou.

O economista Cloviomar Cararine, técnico do Dieese e assessor da FUP, chamou a atenção para o fato de que 49 ativos da empresa estão à venda neste momento, 17 deles anunciados no primeiro semestre deste ano, em meio ao avanço do coronavírus. Só a gestão Castello Branco é responsável por 88% de todas as ofertas em curso neste feirão, incluindo refinarias, dutos, terminais, campos de petróleo, termoelétricas, usinas de biodiesel, plataformas e outros ativos estratégicos.

Ele também apontou a incoerência da direção da Petrobrás que, apesar do lucro de R$ 40 bilhões conquistado em 2019, quer reduzir gastos às custas dos trabalhadores, que são o principal motor da empresa. “Para o mercado, os gestores comemoram resultados positivos, mas na discussão do Acordo Coletivo, apresentam um cenário devastador, que não reflete a realidade da Petrobrás”, declarou.

Cibele Vieira criticou a postura autoritária da atual gestão, que desrespeita a organização dos trabalhadores, negando-se a negociar com os sindicatos. “A nossa percepção de coletividade é um entrave para eles conseguirem fatiar e vender a empresa e retirar nossos direitos. O que estamos vendo é uma disputa de cultura organizacional”. O descumprimento do Acordo Coletivo e as mudanças unilaterais em direitos da categoria cumprem esse propósito.

É o que está acontecendo com a imposição do teletrabalho, sem envolver a FUP e os sindicatos no regramento. “Nós já tivemos no passado a experiência da redução da jornada de trabalho com redução de salário. A empresa tentou colocar uma regra unilateral, nós nos organizamos, nos mobilizamos e fizemos um regramento muito mais seguro para os trabalhadores que aderiram ao programa”, lembrou Cibele.

O assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, avisou que o que acontece na Petrobrás é um retrato fiel de tudo o que está ocorrendo no país. “Existe uma ideologia por trás disso, que está sendo aplicada no resto do país, seja nas administrações públicas, seja na vida privada. Estamos diante de um governo de hegemonia fascista, que acabou com os fóruns de interlocução e quer acabar com os sindicatos em todas as instâncias. Fascismo nunca foi favorável aos trabalhadores. Fascismo achata salários, fascismo aumenta jornada, fascismo tira a intermediação das organizações sociais e, sobretudo dos sindicatos, para impor negociações com o Estado forte de um lado e do o indivíduo isolado, o patrão forte de um lado e do outro o trabalhador isolado”, alertou.

Assista a íntegra da primeira edição do "Encontro com a categoria"

Publicado em Sistema Petrobrás

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.