Eleito em fevereiro de 2020 para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Transpetro, Felipe Homero Pontes até hoje não tomou posse. Após receber em 14 de abril um ofício da empresa informando que o Comitê de Elegibilidade o considerou apto para assumir a vaga no CA, Homero foi comunicado que a sua posse havia sido adiada para setembro de 2020 por questões estatutárias, mas que o seu mandato estaria garantido até setembro de 2022. A alegação da empresa foi de que o mandato do conselheiro eleito deve acompanhar o dos demais conselheiros, pois o estatuto exige esta unidade, com todos assumindo e terminando os mandatos juntos. 

Desde setembro, Homero vem cobrando a Transpetro sobre a homologação da posse, pois toda documentação exigida havia sido enviada à empresa dentro do prazo estabelecido, inclusive a renúncia do seu mandato junto ao Sindipetro-ES. Ele, no entanto, não recebeu qualquer explicação ou sequer um telefonema, nem mesmo após ter enviado em novembro uma notificação extrajudicial questionando a subsidiária. 

Um ano após a eleição, Homero foi surpreendido, ao ser informado em uma reunião online com a Transpetro no mês passado, que o seu nome havia sido rejeitado pela assembleia geral dos acionistas, sem qualquer justificativa. Na terça-feira, 02/02, ele recebeu um ofício da subsidiária, confirmando o golpe. “Essa é uma atitude arbitrária, antidemocrática e com motivações nitidamente políticas. Minha eleição foi legítima. Tive 63% dos votos de um conjunto de 2.500 trabalhadores que participaram do pleito. É inadmissível que a gestão queira desrespeitar a vontade legítima da categoria”, afirma o petroleiro, informando que ingressará com uma ação jurídica para garantir a sua posse.

Homero venceu o primeiro turno da eleição para o CA da Transpetro em janeiro de 2020, com 42% dos votos, o dobro da segunda colocada, a atual conselheira Fabiana dos Santos, e foi eleito no segundo turno, em fevereiro, com 63,5% dos votos. 

A FUP e seus sindicatos condenam a decisão arbitrária da gestão da Transpetro, ao tentar, mais uma vez, no tapetão impedir a posse de um representante dos trabalhadores. “Por trás desta manobra está a intenção de afastar a categoria do principal fórum de decisão da empresa e, assim, os gestores ficarem livres para acelerar e intensificar o processo de desmonte e de privatização do Sistema Petrobrás. Mas, nós não vamos permitir esse descalabro. Daremos todo apoio e suporte a Homero para que os votos que recebeu da categoria sejam respeitados e sua posse garantida”, ressalta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

Essa não é a primeira vez que a gestão da Petrobrás entra em cena para afastar os trabalhadores do Conselho de Administração. A empresa já havia tentado impedir a nomeação em 2018 de Danilo Silva, que teve que brigar muito para assumir a cadeira no CA da Petrobrás, após renúncia do então conselheiro eleito, Christian Alejandro Queipo. A direção da estatal também tentou embarreirar a posse de Fabiana dos Anjos no CA da Transpetro, eleita em agosto de 2017, mas que só teve a posse homologada no final de dezembro, após pressão da FUP e dos seus sindicatos.

[Imprensa da FUP]

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O primeiro dia do mês de fevereiro foi de luta. Petroleiros e petroleiras em todo o Brasil denunciaram à população o preço exorbitante dos combustíveis que vem sendo cobrado pelo governo Bolsonaro.
Em apoio à mobilização dos caminhoneiros, faixas e panfletos foram distribuídos, pela manhã dessa segunda-feira (1), na entrada da Refap. Na parte da tarde, o Sindipetro-RS realizou mais uma edição da campanha do "Gás a preço justo". Dessa vez, a ação aconteceu no centro de Esteio, onde foram vendidos 100 botijões de gás de cozinha, de 13kg, subsidiados pela metade do preço, a R$ 35.

Dezenas de moradores estiveram em fila, mantendo o distanciamento social e fazendo o uso da máscara facial, para garantir o gás de cozinha a um mais preço justo ao que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

 

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

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Em todo o Brasil, FUP e sindicatos realizaram, nesta segunda-feira (1º), diversos atos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás.

Em Minas, o Sindipetro/MG doou 100 botijões de gás às ocupações Pátria Livre, na Pedreira Prado Lopes, com apoio do MTD, e Eliane Silva, em parceria com o MLB.

A distribuição faz parte da campanha pelo Preço Justo dos Combustíveis e tem o objetivo de dialogar com a população, demonstrando que é possível que a Petrobrás comercialize combustíveis a um preço acessível.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, o aumento constante no preço do gás de cozinha, e dos combustíveis como gasolina e diesel, fazem parte da política predatória de Bolsonaro e Paulo Guedes. 

“Nós acreditamos em uma Petrobrás que neste momento de crise, assume o lado do povo, do desempregado, do caminhoneiro. Lutamos por uma Petrobrás comprometida por um preço justo dos combustíveis, e menos com o lucro dos seus acionistas”, afirma o coordenador.

Política de Preços

Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente.

Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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Petroleiros realizam uma série de atividades pelo Brasil com o objetivo de denunciar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobrás, responsável pelo aumento abusivo dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Nesta manhã (01), em Curitiba, às 10h, dirigentes do Sindipetro estiveram no Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo – Cefuria para entregar 50 cargas destinadas a cozinhas comunitárias de bairros da capital e região. A ação de hoje é parte da campanha “Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 250 botijões de 13kg a famílias de Araucária, por R$ 40,00.

Além dos petroleiros, estiveram presentes na entrega do gás no Cefuria representantes do Marmitas da Terra (MST), da União de Moradores e Trabalhadores do Bolsão Formosa (Novo Mundo) e da Ocupação Vila Santa Maria (Tatuquara), comunidades com cozinha comunitária em pleno funcionamento. 

A data da ação “Gás a Preço Justo” no Paraná será definida nos próximos dias em função da paralisação dos revendedores, também prejudicados pelos aumentos abusivos praticados pelo Governo Federal. Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, “os petroleiros vão subsidiar uma parte do valor do item para que as pessoas possam comprar por um preço que entendemos como justo, que poderia chegar aos consumidos e contemplaria toda cadeia produtiva”. 

Hoje o gás de cozinha, diesel e gasolina aumentam toda hora em razão do Preço de Paridade Internacional (PPI). Esses itens seguem a cotação do dólar e do preço barril do petróleo lá fora. Por isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos começaram diversas ações nesta segunda-feira. 

Os protestos são em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás. 

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Saiba mais sobre as mobilizações nacionais dos petroleiros AQUI.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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Centenas de pessoas foram beneficiadas, nessa manhã (1), em salvador, com a ação do Sindipetro Bahia de venda do botijão de gás de cozinha e da gasolina a preço justo.

O protesto que está sendo realizado nacionalmente pelos petroleiros, em apoio à greve dos caminhoneiros, teve também como objetivo denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, responsável pelos sucessivos aumentos dos preços dos derivados do petróleo.

Os petroleiros têm pautas de luta similares a algumas das reivindicações dos caminhoneiros. As duas categorias querem o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

O Sindipetro organizou duas ações: a primeira aconteceu às 8h30, no bairro de Pituaçu, onde foram vendidos, em duas horas, a preços subsidiados pelo Sindipetro, 230 botijões de gás de cozinha. O botijão custa R$ 81,00 na distribuidora do bairro e foi vendido a R$ 40,00, menos da metade do preço.

Apesar de ter havido um cadastro prévio das famílias carentes do bairro, um grande número de pessoas compareceu ao local da ação. Muitos relataram dificuldade para adquirir o botijão de gás ao preço atual. Outros afirmaram que estão utilizando outras formas para cozinhar, pois não têm mais condições de adquirir o botijão de gás.

No final da manhã (às 11h30), o Sindipetro realizou a ação da venda de gasolina a preço justo. Desde cedo formou-se uma longa fila no Posto BR do Dique do Tororó, causando engarrafamento na área. Foram atendidos 130 veículos e 100 motos, no período de três horas. Como o preço do litro da gasolina estava custando R$ 5,00 e o Sindipetro arcou com R$ 1,80 desse valor, o consumidor pôde comprar o litro da gasolina por R$ 3,20.

Nas duas ações, que tiveram ampla cobertura da imprensa, diretores do Sindipetro orientaram sobre a necessidade de manter a distância entre as pessoas e do uso de máscara e álcool em gel. Eles também distribuíram panfletos explicando como funciona a política de preços da Petrobrás – que mudou desde o governo Temer- e porque ela é responsável pelos aumentos abusivos dos preços do gás de cozinha, diesel e gasolina.

 

A dona de casa Rita de Cássia ficou contente por poder comprar um botijão de gás “com um valor que cabe no nosso bolso, pois o governo está com um valor exorbitante em cima do gás de cozinha”.

“As ações foram muito boas porque além de conversar com a população sobre a importância de defender a Petrobrás como empresa pública e integrada, conseguimos, em um momento de pandemia, atender à população carente, dando a essas pessoas a oportunidade de ter acesso ao gás de cozinha a um valor accessível, que de acordo com estudos do INEEP é de R$ 40,00, garantindo a remuneração de toda a cadeia produtiva”, afirmou o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, denunciando que “o grande problema é que a Petrobrás hoje produz em real, mas vende o seu produto em dólar, pois segue a política de governo de Bolsonaro e Guedes”.
 

Para o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “em nome da categoria petroleira, o sindicato cumpriu o seu papel, aflorando esse debate sobre os preços dos derivados de petróleo, a política de preços da Petrobrás e os desdobramentos que podem ocorrer caso as refinarias da estatal sejam privatizada, o que só vai amplificar os impactos negativos para a população, com aumentos ainda maiores dos preços dos combustíveis e gás de cozinha”. Para ele, “principalmente nesse momento de pandemia e crise econômica, os altos preços desses derivados de petróleo acabam contribuindo com o aumento da inflação e o empobrecimento da sociedade”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Wandaick Costa]

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O Sindipetro-NF e Sindipetro Caxias fizeram uma ação conjunta e distribuíram 200 botijoes de gás, subsidiado a R$35,00 no Jardim São Bento em Padre Miguel. As famílias selecionadas foram as que já estão cadastradas na cesta básica, que é distribuída na campanha Petroleiro Solidário.

Antes da distribuição dos botijões adesivados com a campanha, os dirigentes sindicais pintaram o chão para fazer um distanciamento de 1,5m e distribuíram máscaras contra o Covid-19. Também explicaram à população sobre a situação da pandemia no Brasil, a importância da Petrobrás se manter estatal, a venda da Liquigas e a política de preços adotada pela empresa e o governo Bolsonaro.

O caminhão chegou às 11 horas. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Alessandro Trindade, as pessoas estavam muito emocionadas em receber o gás, a primeira pessoa da fila era uma senhora de 88 anos que inclusive chorou ao receber o botijão.

“O ato solidário é uma missão do sindicato. Hoje possibilitamos que 200 famílias possam cozinhar utilizando gás de cozinha. Muitos estavam utilizando álcool ou lenha” – disse Alessandro Trindade.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Na manhã desta segunda-feira (01), o Sindipetro-ES realizou uma manifestação, em Vitória, contra o aumento no preço de combustíveis. A carreta, com concentração a partir das 8 horas, em frente ao antigo aeroporto, mobilizou motoristas e motociclistas num ato de protesto à política de preços adotada pela Petrobrás e, ainda, contra a privatização da Empresa, em especial contra a venda das unidades localizadas no Norte do Estado.

Os preços abusivos dos combustíveis foram a pauta do dia, preços que tendem a ficar ainda mais alto – vide o que vem acontecendo com os constantes aumentos no gás de cozinha – se a Petrobrás seguir com os planos de privatização.

“A atual política de reajuste dos preços dos combustíveis é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Em 2016, Michel Temer mudou a política de preços praticada pela Petrobrás. A partir dali, o preço dos combustíveis no Brasil passou a ser pautado pela cotação do barril de petróleo no mercado internacional – em dólar. Essa mudança impactou diretamente o preço dos combustíveis no país”, alerta o diretor de comunicação do Sindipetro-ES, Etory Feller Sperandio.

Em carretada, os manifestantes saíram do antigo aeroporto de Vitória em direção à sede da Petrobrás, no edifício EDIVIT, localizado na Avenida Reta da Penha. No final do ato, os condutores dos 100 primeiros veículos participantes da carreata, incluindo carros e motos, receberam cupons com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. 

Ato Nacional

Esta ação faz parte de uma mobilização nacional, com os demais Sindipetros, espalhados pelo Brasil, também protestando contra a política abusiva de preços da Petrobrás.

A privatização do sistema Petrobrás é um dos motivos que leva a categoria petroleira a lutar pela soberania nacional e a proteger os interesses econômicos de nosso país. Em especial porque, com a privatização, os preços dos combustíveis tendem a ficar ainda maiores.

Sindipetro-ES em ação!

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

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Junto ao Mãos Solidárias, Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba distribuiu marmitas e botijões de gás

[Do Brasil de Fato/PE | Foto: Rubra Comunicação]

Durante a manhã desta segunda-feira (01), o Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba (Sindipetro PE/PB) junto à campanha Mãos Solidárias promoveu um café-da-manhã junto aos caminhoneiros em solidariedade à greve da categoria, que protesta contra o aumento do combustível. Além do reajuste feito pela Petrobrás no preço do diesel em 4,4%, um reajuste de 6% no gás de cozinha já havia sido feito na primeira semana do mês. 

Além de levar marmitas para o Posto Pichilau, em Jaboatão dos Guararapes, onde o ato estava concentrado, o Sindipetro distribuiu 50 botijões de gás para as famílias em situação de vulnerabilidade social na Comunidade do Papelão, no centro do Recife. 

Segundo Rogério Almeida, coordenador do Sindipetro PE/PB, a luta dos caminhoneiros e dos petroleiros convergem em três pontos. “A luta para baixar o combustível; pedir o fim da Paridade de Preços Internacionais (PPI) e a luta contra as privatizações das refinarias, porque se privatizar o governo não tem mais controle sobre o preço do combustível e o preço vai ficar obrigatoriamente no valor internacional”, explica. O coordenador explica que a PPI regula o preço do combustível no Brasil igual ao mercado internacional, e isso significa que o brasileiro está pagando em dólar. O ideal, adiciona, é seguir o mercado local. 

Este foi o primeiro ato dos petroleiros em 2021 e Rogério Almeida enfatiza que a luta contra as privatizações de refinaria devem continuar no centro da pauta deste ano. “Foi anunciada a venda de oito refinarias do Brasil, o que corresponde a 50% do mercado brasileiro de combustível. É mais um risco que a gente corre de ficar refém do preço internacional do petróleo”. Uma das refinarias que também corre risco de venda é a de Abreu e Lima, que deve ser também centro da luta dos petroleiros.

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[Última atualização às 20h]

Nesta segunda-feira, 01 de fevereiro, data em que as entidades representativas dos caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional em protesto contra o alto custo do diesel e outras reivindicações da categoria, a FUP e seus sindicatos realizaram diversos atos pelo país afora, em apoio ao movimento e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás. Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente (saiba mais aqui). Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  “Por conta da política de preços da Petrobrás, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.  

Nesta segunda-feira, os sindicatos de petroleiros novamente foram às ruas protestar contra o PPI, que faz parte do processo de desmonte do Sistema Petrobrás. Em ações de solidariedade, a categoria subsidiou a distribuição de 1.150 botijões de gás, que foram doados ou vendidos pela metade do preço praticada pelas distribuidoras. As mobilizações ocorrem em regiões da periferia de Pernambuco, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Esteio (RS). Veja as fotos no final da matéria.

Em Vitória, no Espírito Santo, o Sindipetro realizou uma carreata com motoristas de aplicativos, que receberam vales para abastecimento de combustíveis. Ao todo, 100 motoristas receberam descontos limitados a 20 litros para carros e a 10 litros para motocicletas.

Em Salvador, também houve o mesmo tipo de ação com descontos no abastecimento de até 20 litros para 100 automóveis e 10 litros para 100 motocicletas, ao preço de R$ 3,00 o litro. Além disso, o Sindipetro distribuiu 230 botijões de gás no bairro de Pituaçu, ao preço de R$ 40,00, menos da metade do que as distribuidoras cobram na região.

Em Belo Horizonte, o sindicato subsidiou 100 botijões de gás para movimentos de luta pela moradia, sendo que 50 foram distribuídos pela manhã, na comunidade Pedreira Prado Lopes, e outros 50 foram distribuídos na parte da tarde, na região de Barreiro.

No Recife, além da doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social, o sindicato distribuiu 200 marmitas para os caminhoneiros, em parceria com o Projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo. 

Em Manaus, foram doadas 30 cestas básicas, e em Mossoró, no Rio Grande do Norte, os petroleiros realizaram um protesto contra o avanço da covid e as mais de 220 mil mortes pela doença, exigindo o afastamento do presidente Jair Bolsonaro. 

Ainda pela manhã, houve distribuição de mais 200 botijões de gás, ao custo de R$ 35,00, para as famílias em situação de vulnerabilidade social do Jardim São Bento, na região de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Aação foi realizada pelo Sindipetro-NF e pelo Sindipetro Duque de Caxias. Na Baixada Fluminense, foram distribuídas 100 cestas básicas e mil máscaras de proteção ao coronavírus, em ações organizadas pelos petroleiros.

Em Porto Alegre, a ação ocorreu no final da tarde, com distribuição de 100 botijões de gás, no município de Esteio, subsidiados pelo valor de R$ 35,00.

Em função da greve dos revendedores, o Sindipetro Unificado de São Paulo programou para esta terça, 02, e quarta-feira, 03, a distribuição de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista, na Grande São Paulo. 

Em Curitiba, a ação solidária dos petroleiros realizou recarga de gás para a cozinha comunitária do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria). Também por conta da greve dos revendedores, a distribuição de 250 botijões de gás será realizada nos próxmos dias, com venda subsidiada para famílias de Araucária, por R$ 40,00 o botijão de 13 kg.

[Imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Fotos: Sindipetros]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos estão realizando diversas ações nesta segunda-feira pela redução dos preços dos derivados de petróleo, em apoio à paralisação dos caminhoneiros. Ao longo do dia, haverá protestos em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás, entre outras ações de solidariedade voltadas para as comunidades que mais sofrem com o preço absurdo dos combustíveis e as altas taxas de desemprego. 

A política de reajuste dos derivados de petróleo que as gestões neoliberais da Petrobrás adotaram para satisfazer o mercado e os acionistas privados virou um pesadelo para a população brasileira e é um dos principais motivos da greve dos caminhoneiros, que conta com o apoio da FUP. Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias. O diesel sofreu reajustes de 42,64% e o GLP (gás de cozinha) subiu 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

Esse disparate é resultado da mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

 

Mais de 370 ajustes de preços em menos de 4 anos

Segundo o levantamento feito pela subseção FUP do Dieese, só a gasolina sofreu 371 ajustes de preço desde julho de 2017, sendo que em 197 vezes, o preço subiu e em outras 174, teve pequenos decréscimos. No caso do diesel, foram 290 ajustes de preços, 164 deles para cima. Já o GLP foi reajustado 30 vezes desde julho de 2017, sendo que 20 das alterações feitas pela gestão da Petrobrás foram para aumentar o preço do derivado. Ainda segundo o estudo, no governo Bolsonaro, o diesel já subiu 17,20%, a gasolina, 37,87% e o gás de cozinha, item essencial na cesta básica das famílias brasileiras, aumentou 43,61%.

“A venda de ativos no Brasil e o foco na geração de lucro para acionistas, está ampliando a dependência da Petrobrás do mercado internacional. O resultado disso é a aceleração dos reajustes de preços dos combustíveis no país, afetando diretamente as classes mais baixas, pelo efeito cascata gerado sobre a inflação de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade”, alerta o economista do Dieese, Cloviomar Cararine, que assessora a FUP.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) também divulgou recentemente um estudo que aponta o Brasil como um dos países que tem o diesel mais caro entre os grandes consumidores do combustível, como Alemanha, Áustria, Dinamarca, EUA, França e Reino Unido. O levantamento, feito a partir de outubro do ano passado, revela que a alta do diesel no Brasil só não foi maior do que a da Alemanha. [Veja aqui a matéria sobre o estudo do Ineep].

“Quando comparamos os reajustes da gasolina e do diesel, nos últimos anos, observamos que o diesel teve um aspecto mais conservador. Mas a oscilação é muito semelhante, evidenciando que a política da Petrobrás de alinhar os preços internos à cotação internacional do barril traz profunda oscilação e volatilidade ao mercado interno”, afirma Cararine.

Confira as principais ações dos sindicatos da FUP em apoio à greve:

SINDIPETRO AMAZONAS: doação de 30 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO CEARÁ/PIAUÍ: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO PERNAMBUCO/PARAÍBA:  doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social. Distribuição de 200 marmitas, projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo em Recife. Parte dessas marmitas serão destinadas aos caminhoneiros grevistas. 

SINDIPETRO BAHIA:  pela manhã, venda subsidiada de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social, no bairro de Pituaçu, em Salvador, e venda subsidiada de gasolina no posto BR do Dique do Tororó. 

SINDIPETRO ESPÍRITO SANTO: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO DUQUE DE CAXIAS: distribuição de uma tonelada e meia de alimentos, através da doação de 100 cestas básicas em comunidades da Baixada Fluminense e outras áreas do estado do Rio de Janeiro, além de 1000 máscaras de proteção contra a Covid. 

SINDIPETRO NORTE FLUMINENSE: doação de 200 botijões em Padre Miguel, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

SINDIPETRO MINAS GERAIS: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO UNIFICADO DE SÃO PAULO: subsídio de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista. 

SINDIPETRO PARANÁ/SANTA CATARINA: carreatas e subsídio de 300 botijões de gás para comunidades em situação de vulnerabilidade social.

SINDIPETRO RIO GRANDE DO SUL: subsídio de 100 botijões de gás, no município de Esteio. 

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[Da imprensa da FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.