Em meio ao avanço da pandemia da Covid-19, principalmente após a identificação de novas cepas do coronavírus com potenciais ainda maiores de contaminação, a gestão da Petrobrás continua negligenciando a realização de testagem em massa dos trabalhadores dentro dos padrões exigidos pelas organizações de saúde. Na última reunião com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), realizada no dia 03 de fevereiro, a FUP tornou a questionar a substituição do teste RT-PCR pelos testes sorológico e de antígeno.

“A Petrobrás dividiu o território nacional em sete áreas para contratação de testagens e, por razões que não conhecemos, uma única empresa assumiu os sete contratos, mas não teve condições de atender às demandas e os contratos foram suspensos. Por conta disso, a Petrobrás rebaixou o padrão de testagem dos trabalhadores, passando a aplicar testes sorológicos e de antígeno, no lugar do RT-PCR, que é o teste padrão ouro”, explica o diretor da FUP, Raimundo Teles, que coordena a representação dos trabalhadores nas reuniões do EOR. Essa falha da Petrobrás, segundo ele, revela a negligência e a incompetência da gestão no controle da pandemia. “Se fosse um contrato de prestação de serviços operacionais, a empresa agiria com o mesmo descaso que vem agindo com a questão da saúde dos trabalhadores?”, questiona. 

Desde o ano passado, os sindicatos cobram que os trabalhadores que estão embarcando e atuando em áreas operacionais terrestres sejam testados e retestados com a maior frequência possível, independentemente de terem ou não sido contaminados anteriormente. A Petrobrás, no entanto, insiste em manter um intervalo de 90 dias para restestar os trabalhadores que já apresentaram resultados positivados para o coronavírus. A FUP insiste na testagem e retestagem frequente de todos os trabalhadores, ressaltando que essa é a única forma possível de garantir o controle da pandemia no Sistema Petrobras, enquanto o Brasil não tiver um plano nacional de vacinação em massa para toda a população.

RJ é o estado com mais petroleiros contaminados

Os últimos números apresentados pelo EOR revelam que, desde o ano passado, 4.379 trabalhadores próprios foram contaminados pelo coronavírus e se recuperaram. Na última semana de janeiro, mais 408 casos foram registrados pela empresa, dos quais 209 foram confirmados e 199 estavam sob suspeita. Segundo o EOR, 23 trabalhadores estavam hospitalizados, sendo nove em unidades de tratamento intensivo. A gestão da Petrobrás, no entanto, continua omitindo informações sobre o avanço da pandemia entre os trabalhadores terceirizados. Pela primeira vez, a empresa concordou em informar os casos registrados por estados, mas não especificou as unidades, nem os regimes de trabalho dos petroleiros que apresentaram suspeita ou confirmação de contaminação pelo coronavírus.

O estado do país onde há mais trabalhadores afetados pela Covid-19 é o Rio de Janeiro, com 128 casos confirmados e 109 suspeitos (dados referentes ao dia 02/02), o que reflete os surtos semanais nas plataformas, conforme vem sendo denunciado pela FUP e pelo Sindipetro-NF. O Espírito Santo aparece em segundo lugar, com 25 petroleiros contaminados e 19, suspeitos, seguido do estado de São Paulo, com 17 casos confirmados e 29 suspeitos. O Amazonas, que é a região do país em situação mais grave nesta nova onda da pandemia, é o quarto na lista da Petrobrás, com 12 trabalhadores contaminados e cinco sob suspeita.

Paradas de manutenção mobilizarão 16 mil trabalhadores a mais nas refinarias

Outro ponto sensível da última reunião com o EOR foi a apresentação do cronograma de paradas de manutenção feita pela Petrobrás em atendimento à cobrança da FUP. Entre fevereiro e agosto, sete refinarias mobilizarão 16.347 trabalhadores em plena pandemia, sendo que quatro delas entrarão em manutenção simultaneamente, no final de fevereiro e início de março, recebendo mais de 10 mil pessoas, além dos atuais efetivos. A FUP manifestou preocupação com a segurança dos trabalhadores e as medidas de proteção que as refinarias irão adotar e propôs um calendário de vistorias sanitárias nas unidades de sua base sindical, começando pela Regap (MG), onde a parada de manutenção está prevista para começar no dia primeiro de março, seguida da Rlam (BA), da Reduc (RJ) e da Repar (PR).  

“Essa vistoria sanitária é importantíssima para que possamos acompanhar e discutir com a gestão local as barreiras de proteção para evitar a contaminação pelo coronavírus durante as paradas, principalmente, as medidas de distanciamento, já que teremos uma média de 2.500 trabalhadores a mais nas unidades”, reforça Raimundo. Em outubro do ano passado, a FUP e os Sindipetros Duque de Caxias e Sindipetro-NF fizeram uma vistoria sanitária na Reduc, junto com representantes do EOR e da unidade.

[Imprensa da FUP | Foto: Agência Brasil]

No dia primeiro de fevereiro, a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia (SEDDM) divulgou um documento intitulado Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais, que, sem qualquer consistência metodológica, trata como privilégio salários e supostas vantagens de profissionais que trabalham em empresas estatais controladas pelo governo federal, entre elas a Petrobrás. 

Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira, 05, a Federação Única dos Petroleiros repudia veementemente o documento elaborado pelo governo Bolsonaro. "Sem consistência metodológica, o levantamento não utiliza os mesmos critérios para todas as empresas que supostamente analisa, variando conforme a estatal, o que indica a clara intenção de confundir a opinião pública. Além da completa ausência de uma metodologia precisa, o ‘relatório’ também não informa o período de aplicabilidade dos benefícios recebidos pelos trabalhadores", ressalta a FUP na nota divulgada pela entidade, cuja íntegra segue abaixo.

Essa não é a primeira vez que o governo Bolsonaro divulga informações distorcidas sobre salários dos trabalhadores de estatais, tentando confundir a opinião pública, com o objetivo de tentar justificar as privatizações e as medidas de desmonte do setor público. Em novembro do ano passado, o mesmo Ministério da Economia já havia divulgado um estudo com base no Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais (RAEEF), cujo teor não condiz com a realidade atual e ainda despreza o papel e a contribuição das estatais para o desenvolvimento do país. “O governo Bolsonaro desconsidera a importância das empresas estatais e públicas. São empresas que atuam em diversos setores e atividades de políticas públicas", afirmou na época o assessor da FUP e economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine. Leia a matéria aqui.

Posicionamento FUP: relatório Ministério da Economia 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que reúne 13 sindicatos filiados em todas as regiões do país e representa mais de 100 mil trabalhadores do setor petróleo, repudia veementemente ‘relatório’ elaborado pelo Ministério da Economia que divulga valores de salários e supostas vantagens de profissionais que trabalham em empresas estatais controladas pelo governo federal, em especial, a Petrobrás. 

Sem consistência metodológica, o levantamento não utiliza os mesmos critérios para todas as empresas que supostamente analisa, variando conforme a estatal, o que indica a clara intenção de confundir a opinião pública. Além da completa ausência de uma metodologia precisa, o ‘relatório’ também não informa o período de aplicabilidade dos benefícios recebidos pelos trabalhadores. 

Somente por esses argumentos, o levantamento já não se sustenta. Mas, além disso, é importante observar que, como admite o próprio Ministério da Economia, os benefícios dos trabalhadores não são ilegais, porque são resultado de negociações em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Alguns temas pactuados, inclusive, prevalecem sobre a legislação, como estabelecido pela Reforma Trabalhista (Lei 13.467, de 2017) defendida por vários integrantes do atual governo, e que valem tanto para estatais como para empresas privadas. 

Há benefícios históricos, que foram negociados pelas empresas e seus trabalhadores há 10 ou mais anos. Alguns foram obtidos no lugar do reajuste  salarial anual, ou mesmo por um percentual de aumento menor do que a inflação do período do acordo, ou ainda trocados por outros benefícios que existiam anteriormente. Novamente, é importante destacar que muitos benefícios citados também são comuns em grandes empresas privadas. A própria Petrobrás anunciou há alguns anos uma tentativa de equiparar salários e benefícios aos de outras petroleiras, a fim de reter talentos. 

Especificamente para os trabalhadores da Petrobrás, a maioria dos “benefícios” tem relação com o trabalho em condições inóspitas, insalubres e principalmente perigosas, inerentes às atividades em refinarias, terminais e plataformas de petróleo. Prova disso é o número de trabalhadores da Petrobrás que se mutilam, adoecem e morrem no trabalho. De acordo com relatórios de administração da Petrobrás e sindicatos filiados à FUP, a média anual na Petrobrás é de 15 mortes. Deste total, 81% são de terceirizados e 19% próprios. Entre 1995 até 2019 foram registrados 385 mortes, 73 trabalhadores diretos e 312 indiretos. O surto de contaminação pelo novo coronavírus na Petrobrás, por exemplo, atingiu quase 15% dos seus trabalhadores próprios desde março de 2020. Ou seja, quase cinco mil pessoas. 

Por fim, importante frisar que a Petrobrás não depende da União para pagar os salários e benefícios dos seus empregados. E que os trabalhadores da Petrobrás não têm estabilidade no emprego. No último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), fechado em setembro de 2020, a Petrobrás se comprometeu a não demitir trabalhadores sem justa causa nos próximos dois anos, mas tal cláusula custou um reajuste salarial zero para a categoria. Além disso, seu estabelecimento foi motivado pela atual política da empresa de vender ativos em todo o país, o que poderia provocar o desligamento de trabalhadores que não pudessem ser transferidos para outras regiões de uma hora para outra.

Federação Única dos Petroleiros

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Após novas denúncias de descontos abusivos lançados pela Petrobrás nos contracheques do adiantamento do dia 10 dos salários benefícios dos aposentados e pensionistas, a FUP tornou a acionar a empresa, que admitiu erros no sistema e informou que irá corrigi-los. 

Em reunião com a Federação no dia 27 de janeiro, os representantes da Petrobrás na Comissão da AMS haviam se comprometido a suspender a cobrança em fevereiro de valores extraordinários referentes ao Benefício Farmácia. Isso, no entanto, não aconteceu, o que deixou aposentados e pensionistas desesperados com os descontos absurdos lançados pela empresa. Além disso, nos extratos de pagamento dos aposentados e pensionistas, não constam a devolução de 60% do valor que foi descontado em janeiro a título de saldo devedor do Benefício Farmácia. A empresa havia garantido que faria a devolução no pagamento do dia 10. 

Questionada pela FUP, a Petrobrás informou que corrigirá os problemas e que a Petros irá gerar uma segunda folha de pagamento no dia 10 para estornar o que foi descontado a mais e efetuar a devolução de 60% dos valores descontados em janeiro a título de saldo devedor do Benefício Farmácia. 

Os conselheiros deliberativos da Petros eleitos pela categoria, Norton Almeida e André Araújo, também vêm fazendo gestões junto à Fundação para minimizar o impacto dos descontos da AMS nos benefícios dos aposentados e pensionistas (veja o vídeo abaixo). No próximo dia 09, haverá uma reunião da FUP com o presidente da Petros, Bruno Dias.   

A FUP orienta os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus contracheques a comunicar ao sindicato para que possa ser apurado de forma ampla junto à Comissão de AMS, que voltará a se reunir no dia 08, a pedido da Federação.

“A gestão bolsonarista da Petrobrás não dá trégua à categoria, com ameaças constantes de retirada de direitos e até mesmo da perda de conquistas históricas, como a AMS e a Petros. O objetivo é enfraquecer e dividir os trabalhadores, jogando uns contra os outros e também a sociedade contra nós. É o projeto ultraliberal de um governo de extrema direita que hoje dita as ordens na Petrobrás. Não nos intimidaremos, vamos seguir na luta, defendendo os direitos da categoria”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

Leia também: 

Petrobrás reconhece erro no Benefício Farmácia

> FUP cobra Petrobrás sobre os descontos abusivos da AMS

> FUP cobra reunião emergencial com a Petrobrás para que explique descontos indevidos na AMS

[Imprensa da FUP | Imagem: Sindipetro-PR/SC]

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Eleito em fevereiro de 2020 para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Transpetro, Felipe Homero Pontes até hoje não tomou posse. Após receber em 14 de abril um ofício da empresa informando que o Comitê de Elegibilidade o considerou apto para assumir a vaga no CA, Homero foi comunicado que a sua posse havia sido adiada para setembro de 2020 por questões estatutárias, mas que o seu mandato estaria garantido até setembro de 2022. A alegação da empresa foi de que o mandato do conselheiro eleito deve acompanhar o dos demais conselheiros, pois o estatuto exige esta unidade, com todos assumindo e terminando os mandatos juntos. 

Desde setembro, Homero vem cobrando a Transpetro sobre a homologação da posse, pois toda documentação exigida havia sido enviada à empresa dentro do prazo estabelecido, inclusive a renúncia do seu mandato junto ao Sindipetro-ES. Ele, no entanto, não recebeu qualquer explicação ou sequer um telefonema, nem mesmo após ter enviado em novembro uma notificação extrajudicial questionando a subsidiária. 

Um ano após a eleição, Homero foi surpreendido, ao ser informado em uma reunião online com a Transpetro no mês passado, que o seu nome havia sido rejeitado pela assembleia geral dos acionistas, sem qualquer justificativa. Na terça-feira, 02/02, ele recebeu um ofício da subsidiária, confirmando o golpe. “Essa é uma atitude arbitrária, antidemocrática e com motivações nitidamente políticas. Minha eleição foi legítima. Tive 63% dos votos de um conjunto de 2.500 trabalhadores que participaram do pleito. É inadmissível que a gestão queira desrespeitar a vontade legítima da categoria”, afirma o petroleiro, informando que ingressará com uma ação jurídica para garantir a sua posse.

Homero venceu o primeiro turno da eleição para o CA da Transpetro em janeiro de 2020, com 42% dos votos, o dobro da segunda colocada, a atual conselheira Fabiana dos Santos, e foi eleito no segundo turno, em fevereiro, com 63,5% dos votos. 

A FUP e seus sindicatos condenam a decisão arbitrária da gestão da Transpetro, ao tentar, mais uma vez, no tapetão impedir a posse de um representante dos trabalhadores. “Por trás desta manobra está a intenção de afastar a categoria do principal fórum de decisão da empresa e, assim, os gestores ficarem livres para acelerar e intensificar o processo de desmonte e de privatização do Sistema Petrobrás. Mas, nós não vamos permitir esse descalabro. Daremos todo apoio e suporte a Homero para que os votos que recebeu da categoria sejam respeitados e sua posse garantida”, ressalta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

Essa não é a primeira vez que a gestão da Petrobrás entra em cena para afastar os trabalhadores do Conselho de Administração. A empresa já havia tentado impedir a nomeação em 2018 de Danilo Silva, que teve que brigar muito para assumir a cadeira no CA da Petrobrás, após renúncia do então conselheiro eleito, Christian Alejandro Queipo. A direção da estatal também tentou embarreirar a posse de Fabiana dos Anjos no CA da Transpetro, eleita em agosto de 2017, mas que só teve a posse homologada no final de dezembro, após pressão da FUP e dos seus sindicatos.

[Imprensa da FUP]

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O primeiro dia do mês de fevereiro foi de luta. Petroleiros e petroleiras em todo o Brasil denunciaram à população o preço exorbitante dos combustíveis que vem sendo cobrado pelo governo Bolsonaro.
Em apoio à mobilização dos caminhoneiros, faixas e panfletos foram distribuídos, pela manhã dessa segunda-feira (1), na entrada da Refap. Na parte da tarde, o Sindipetro-RS realizou mais uma edição da campanha do "Gás a preço justo". Dessa vez, a ação aconteceu no centro de Esteio, onde foram vendidos 100 botijões de gás de cozinha, de 13kg, subsidiados pela metade do preço, a R$ 35.

Dezenas de moradores estiveram em fila, mantendo o distanciamento social e fazendo o uso da máscara facial, para garantir o gás de cozinha a um mais preço justo ao que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

 

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

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Em todo o Brasil, FUP e sindicatos realizaram, nesta segunda-feira (1º), diversos atos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás.

Em Minas, o Sindipetro/MG doou 100 botijões de gás às ocupações Pátria Livre, na Pedreira Prado Lopes, com apoio do MTD, e Eliane Silva, em parceria com o MLB.

A distribuição faz parte da campanha pelo Preço Justo dos Combustíveis e tem o objetivo de dialogar com a população, demonstrando que é possível que a Petrobrás comercialize combustíveis a um preço acessível.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, o aumento constante no preço do gás de cozinha, e dos combustíveis como gasolina e diesel, fazem parte da política predatória de Bolsonaro e Paulo Guedes. 

“Nós acreditamos em uma Petrobrás que neste momento de crise, assume o lado do povo, do desempregado, do caminhoneiro. Lutamos por uma Petrobrás comprometida por um preço justo dos combustíveis, e menos com o lucro dos seus acionistas”, afirma o coordenador.

Política de Preços

Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente.

Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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Petroleiros realizam uma série de atividades pelo Brasil com o objetivo de denunciar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobrás, responsável pelo aumento abusivo dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Nesta manhã (01), em Curitiba, às 10h, dirigentes do Sindipetro estiveram no Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo – Cefuria para entregar 50 cargas destinadas a cozinhas comunitárias de bairros da capital e região. A ação de hoje é parte da campanha “Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 250 botijões de 13kg a famílias de Araucária, por R$ 40,00.

Além dos petroleiros, estiveram presentes na entrega do gás no Cefuria representantes do Marmitas da Terra (MST), da União de Moradores e Trabalhadores do Bolsão Formosa (Novo Mundo) e da Ocupação Vila Santa Maria (Tatuquara), comunidades com cozinha comunitária em pleno funcionamento. 

A data da ação “Gás a Preço Justo” no Paraná será definida nos próximos dias em função da paralisação dos revendedores, também prejudicados pelos aumentos abusivos praticados pelo Governo Federal. Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, “os petroleiros vão subsidiar uma parte do valor do item para que as pessoas possam comprar por um preço que entendemos como justo, que poderia chegar aos consumidos e contemplaria toda cadeia produtiva”. 

Hoje o gás de cozinha, diesel e gasolina aumentam toda hora em razão do Preço de Paridade Internacional (PPI). Esses itens seguem a cotação do dólar e do preço barril do petróleo lá fora. Por isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos começaram diversas ações nesta segunda-feira. 

Os protestos são em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás. 

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Saiba mais sobre as mobilizações nacionais dos petroleiros AQUI.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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Centenas de pessoas foram beneficiadas, nessa manhã (1), em salvador, com a ação do Sindipetro Bahia de venda do botijão de gás de cozinha e da gasolina a preço justo.

O protesto que está sendo realizado nacionalmente pelos petroleiros, em apoio à greve dos caminhoneiros, teve também como objetivo denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, responsável pelos sucessivos aumentos dos preços dos derivados do petróleo.

Os petroleiros têm pautas de luta similares a algumas das reivindicações dos caminhoneiros. As duas categorias querem o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

O Sindipetro organizou duas ações: a primeira aconteceu às 8h30, no bairro de Pituaçu, onde foram vendidos, em duas horas, a preços subsidiados pelo Sindipetro, 230 botijões de gás de cozinha. O botijão custa R$ 81,00 na distribuidora do bairro e foi vendido a R$ 40,00, menos da metade do preço.

Apesar de ter havido um cadastro prévio das famílias carentes do bairro, um grande número de pessoas compareceu ao local da ação. Muitos relataram dificuldade para adquirir o botijão de gás ao preço atual. Outros afirmaram que estão utilizando outras formas para cozinhar, pois não têm mais condições de adquirir o botijão de gás.

No final da manhã (às 11h30), o Sindipetro realizou a ação da venda de gasolina a preço justo. Desde cedo formou-se uma longa fila no Posto BR do Dique do Tororó, causando engarrafamento na área. Foram atendidos 130 veículos e 100 motos, no período de três horas. Como o preço do litro da gasolina estava custando R$ 5,00 e o Sindipetro arcou com R$ 1,80 desse valor, o consumidor pôde comprar o litro da gasolina por R$ 3,20.

Nas duas ações, que tiveram ampla cobertura da imprensa, diretores do Sindipetro orientaram sobre a necessidade de manter a distância entre as pessoas e do uso de máscara e álcool em gel. Eles também distribuíram panfletos explicando como funciona a política de preços da Petrobrás – que mudou desde o governo Temer- e porque ela é responsável pelos aumentos abusivos dos preços do gás de cozinha, diesel e gasolina.

 

A dona de casa Rita de Cássia ficou contente por poder comprar um botijão de gás “com um valor que cabe no nosso bolso, pois o governo está com um valor exorbitante em cima do gás de cozinha”.

“As ações foram muito boas porque além de conversar com a população sobre a importância de defender a Petrobrás como empresa pública e integrada, conseguimos, em um momento de pandemia, atender à população carente, dando a essas pessoas a oportunidade de ter acesso ao gás de cozinha a um valor accessível, que de acordo com estudos do INEEP é de R$ 40,00, garantindo a remuneração de toda a cadeia produtiva”, afirmou o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, denunciando que “o grande problema é que a Petrobrás hoje produz em real, mas vende o seu produto em dólar, pois segue a política de governo de Bolsonaro e Guedes”.
 

Para o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “em nome da categoria petroleira, o sindicato cumpriu o seu papel, aflorando esse debate sobre os preços dos derivados de petróleo, a política de preços da Petrobrás e os desdobramentos que podem ocorrer caso as refinarias da estatal sejam privatizada, o que só vai amplificar os impactos negativos para a população, com aumentos ainda maiores dos preços dos combustíveis e gás de cozinha”. Para ele, “principalmente nesse momento de pandemia e crise econômica, os altos preços desses derivados de petróleo acabam contribuindo com o aumento da inflação e o empobrecimento da sociedade”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Wandaick Costa]

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O Sindipetro-NF e Sindipetro Caxias fizeram uma ação conjunta e distribuíram 200 botijoes de gás, subsidiado a R$35,00 no Jardim São Bento em Padre Miguel. As famílias selecionadas foram as que já estão cadastradas na cesta básica, que é distribuída na campanha Petroleiro Solidário.

Antes da distribuição dos botijões adesivados com a campanha, os dirigentes sindicais pintaram o chão para fazer um distanciamento de 1,5m e distribuíram máscaras contra o Covid-19. Também explicaram à população sobre a situação da pandemia no Brasil, a importância da Petrobrás se manter estatal, a venda da Liquigas e a política de preços adotada pela empresa e o governo Bolsonaro.

O caminhão chegou às 11 horas. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Alessandro Trindade, as pessoas estavam muito emocionadas em receber o gás, a primeira pessoa da fila era uma senhora de 88 anos que inclusive chorou ao receber o botijão.

“O ato solidário é uma missão do sindicato. Hoje possibilitamos que 200 famílias possam cozinhar utilizando gás de cozinha. Muitos estavam utilizando álcool ou lenha” – disse Alessandro Trindade.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Na manhã desta segunda-feira (01), o Sindipetro-ES realizou uma manifestação, em Vitória, contra o aumento no preço de combustíveis. A carreta, com concentração a partir das 8 horas, em frente ao antigo aeroporto, mobilizou motoristas e motociclistas num ato de protesto à política de preços adotada pela Petrobrás e, ainda, contra a privatização da Empresa, em especial contra a venda das unidades localizadas no Norte do Estado.

Os preços abusivos dos combustíveis foram a pauta do dia, preços que tendem a ficar ainda mais alto – vide o que vem acontecendo com os constantes aumentos no gás de cozinha – se a Petrobrás seguir com os planos de privatização.

“A atual política de reajuste dos preços dos combustíveis é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Em 2016, Michel Temer mudou a política de preços praticada pela Petrobrás. A partir dali, o preço dos combustíveis no Brasil passou a ser pautado pela cotação do barril de petróleo no mercado internacional – em dólar. Essa mudança impactou diretamente o preço dos combustíveis no país”, alerta o diretor de comunicação do Sindipetro-ES, Etory Feller Sperandio.

Em carretada, os manifestantes saíram do antigo aeroporto de Vitória em direção à sede da Petrobrás, no edifício EDIVIT, localizado na Avenida Reta da Penha. No final do ato, os condutores dos 100 primeiros veículos participantes da carreata, incluindo carros e motos, receberam cupons com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. 

Ato Nacional

Esta ação faz parte de uma mobilização nacional, com os demais Sindipetros, espalhados pelo Brasil, também protestando contra a política abusiva de preços da Petrobrás.

A privatização do sistema Petrobrás é um dos motivos que leva a categoria petroleira a lutar pela soberania nacional e a proteger os interesses econômicos de nosso país. Em especial porque, com a privatização, os preços dos combustíveis tendem a ficar ainda maiores.

Sindipetro-ES em ação!

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.