Começam nesta sexta, 15h, as setoriais online do Sindipetro-NF para debater com a categoria petroleira aspectos da contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela Petrobrás na última segunda, 24. Esse primeiro encontro será com aposentados e aposentadas.

Na segunda-feira, 31, será com os trabalhadores e trabalhadoras de Cabiúnas. Como nas outras setoriais, será disponibilizado um link para inscrição.

Poderão participar apenas os trabalhadores e trabalhadoras filiados, lotados efetivamente em uma unidade pertencente ao grupo da setorial, mediante inscrição prévia.

Conselho Deliberativo e a proposta

Mesmo com o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da contraproposta da Petrobrás, que traz avanços em relação à primeira apresentada ela empresa, o Sindipetro-NF mantém o seu cronograma de setoriais com a categoria.

Antes de ter o seu próprio indicativo e chamar assembleias, a direção da entidade quer debater com os petroleiros e petroleiras o cenário atual da companhia e do país e os pontos positivos e os negativos da contraproposta.

O sindicato considera importantes as conquistas das negociações (como descritas aqui em informe da FUP), sobretudo no ambiente fascista em que se encontra o Brasil. Elas só foram possíveis com o grande empenho da categoria na greve de fevereiro, com a pressão dos sindicalistas nas mesas de negociação e com a rejeição massiva da primeira contraproposta.

Mas a entidade também quer dialogar de modo transparente sobre os problemas da contraproposta. O NF destaca como negativa, por exemplo, a alteração do custeio da AMS para 60 x 40 em 2021 e 50 x50 em 2022 (em caso de manutenção da vigência da Resolução 23 da CGPAR), além da alteração do limite máximo de desconto da AMS no contracheque de 13% para 30%.

As setoriais no NF começam hoje. A setorial dos aposentados, marcada para às 15h, será feita pelo Zoom (aqui). Para a segunda-feira está prevista a setorial de Cabiúnas, que ainda terá o link divulgado. Também serão divulgadas datas e horários de setoriais para as demais bases.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Manutenção de praticamente todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com validade de dois anos e garantia de emprego, sendo vedada qualquer demissão sem justa causa até agosto de 2022.

Garantia de descontos da Assistência Médica de Saúde (AMS) no contracheque para todos, a volta do minutex por média de tempo e a garantia de discussão com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre os parâmetros a serem estabelecidos para o teletrabalho.

Revisão do valor pago por hora extra, dos 50%, oferecidos inicialmente pela companhia, para 75%.

Os itens acima que compõem a contraproposta da Petrobrás pra a renovação do ACT, com vencimento em 31 de agosto, não são o paraíso, mas, para o atual cenário no país, deixam claro que a greve de 20 dias em fevereiro deste ano contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen-PR) mostrou a capacidade de enfrentamento da categoria. E expôs que, ao contrário do que imaginava a empresa, não será fácil impor retrocessos aos petroleiros.

Para o coordenador-geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, Juliano Deptula, a empresa mantinha esperança de aproveitar a pandemia de covid-19 para impor prejuízos, mas a reorganização da categoria foi essencial para deixar claro que isso não aconteceria.

“A força da greve foi crucial para a Petrobrás fazer uma proposta que tenta fugir de uma mobilização e de um tensionamento com a categoria em pleno período de isolamento social, inclusive, com as equipes de contingência”, afirma.

Na avaliação da diretora do Unificado, Cibele Vieira, a mudança no formato das assembleias foi essencial.

“Eles apostaram que iam ganhar nas assembleias, pela dificuldade que seriam esses encontros virtuais. Não vamos esquecer a pressão que foram as assembleias ano passado (leia mais abaixo). Por isso fizeram uma proposta que mexe pouco com HA (administrativo), mas bastante com o turno, e apostaram que iam vencer. Mas levaram uma lavada, porque não fizemos no formato que esperavam”, avalia.

Pendências

Apesar dos avanços, ainda há pontos em que o diálogo não evoluiu, especialmente no aspecto financeiro. A Petrobrás ofereceu reajuste zero para este ano, mas se comprometeu em repor 100% da inflação no ano que vem. Porém, a reposição das perdas inflacionárias foram garantidas para 2020 e 2021, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Um dos aspectos mais delicados é a forma de custeio da AMS. A companhia insiste em alterar a forma de custeio, mas cedeu no impacto do Grande Risco e na implementação do reajuste em janeiro do próximo ano.

“Na mediação que fizemos no ano passado com o Tribunal Superior do Trabalho, ficou definido que o custeio do plano ficaria 70% para a empresa e 30% para o empregado. E neste ano já mudaria para 60% a 40%. A grande questão é que, para chegar a essa equação, decidiram implementar uma tabela de aumento absurda em que quem ganha menos teria elevação de até 1.400% n pagamento, enquanto quem ganha mais pagaria 33%”, pondera Deptula.

A liberação dos diretores sindicais é mais um ponto que tem acirrado os debates. A primeira proposta da Petrobrás foi zerar tudo, como forma de frear a organização e a luta sindical, mas também nesse aspecto, a FUP e os sindicatos conseguiram avançar para ampliar a representatividade.

Judiciário é campo complexo

Cibele ressalta que a contraproposta da companhia atende à reivindicação de manter todas as cláusulas do atual acordo coletivo, sem nenhum retrocesso e diz não considerar o caminho do Judiciário o melhor para um possível avanço nas negociações.

Para avaliar o cenário atual é preciso olhar para trás, apontam os dirigentes. Em 2020, num cenário sem coronavírus, a campanha reivindicatória ocorreu com a presença de gerentes e até o uso de drones nas assembleias para intimidar os trabalhadores e exclusão de 30 cláusulas do ACT.

Também na ocasião, a companhia recorreu à mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para dificultar o acordo e aprovar uma proposta que trazia itens como a hora extra de 50%, o custeio de 50 x 50 já naquele momento da AMS, fim do minutex e o turno de 12 horas sem discussão com a categoria.

Ela aponta ainda para o regramento do teletrabalho como um item essencial  diante do atual cenário que o mundo vive e que deve influenciar na restruturação das relações trabalhistas.

“Nós reforçamos parâmetros que consideramos essenciais: essa opção tem de ser negociada coletivamente para ter segurança na regra e não correr o risco de termos ações judiciais e insegurança para todos. Tem de ser opcional, com um comitê analisando os pedidos, inclusive com a participação de trabalhadores, sem que se transforme numa ferramenta de pressão de gerentes para com a base. A empresa deve se responsabiliza tanto pela segurança quanto pela saúde dos trabalhadores, com fornecimento de material, notebook, mobília necessária e ajuda de custo para limpeza e custo com a energia. E as CIPAS (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) deve fazer o acompanhamento da rotina do pessoal. Além disso, devemos ter controle de jornada e, claro, os direitos previstos no ACT devem valer também para essa modalidade”, pontuou.

[Via Sindipetro Unificado SP]

A diretoria do Sistema Petrobrás deu início à votação para escolha do nome da Associação que irá gerir a Assistência Médica dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa. Sua intenção é envolver os petroleiros e petroleiras para que legitimem uma entidade que não tem amparo da categoria.

Os petroleiros e petroleiras, assim como as direções dos sindicatos petroleiros, defendem que a gestão da AMS – patrimônio da categoria petroleira – continue sendo executada pela própria Petrobrás porque é mais barato, mais seguro e eficiente. Criar essa nova entidades gestora da AMS significa transferi-la para uma empresa privada.

A FUP e os sindicatos estão se mobilizando, inclusive judicialmente, para impedir que esse modelo de gestão seja implementado na AMS.

Ao votar, você estará demonstrando à direção da estatal que aceita essa nova associação, que representa a redução da qualidade do seu plano de saúde, a restrição dos seus atendimentos e o aumento absurdo dos seus descontos, até à sua total exclusão da AMS.

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Assembleias começam na segunda, 31/08, e prosseguem até 13 de setembro

Após intensa avaliação nesta quarta (26) e quinta-feira (27) e dois debates online com os trabalhadores, o Conselho Deliberativo da FUP indica a aceitação da última contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás. A manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no Acordo Coletivo de Trabalho, com garantia de emprego até 31 de agosto de 2022, foi o ponto decisivo para a definição do indicativo.

As direções sindicais avaliaram a complexa conjuntura política e econômica que impacta profundamente a classe trabalhadora, com mais de 40 milhões de brasileiros sem emprego, segundo o IBGE. Soma-se a isso o desmonte do setor público e estatal, com mais demissões, precarização e privatizações, oriundas da necropolítica da gestão Bolsonaro que reverbera na Petrobrás.

Neste contexto, uma categoria como a nossa, que é referência para os demais trabalhadores, garantir um Acordo Coletivo com manutenção de direitos e empregos pelos próximos dois anos é uma conquista que não pode ser desprezada.

Congressos definiram a essência da luta

Os principais eixos da campanha reivindicatória, que referenciaram as negociações do Acordo Coletivo, são resultado de um debate amplo e democrático que envolveu 700 petroleiros e petroleiras nos congressos organizados pelos sindicatos e pela FUP. Foi nesses fóruns, que construímos as propostas de regramento do teletrabalho, de garantia do emprego e de manutenção dos nossos direitos. E é também de forma democrática nas assembleias que os trabalhadores decidirão se concordam ou não com o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da contraproposta negociada com a gestão do Sistema Petrobrás.

Greve de fevereiro pavimentou o caminho

O Acordo Coletivo de Trabalho não é só uma convenção de direitos conquistados com o sangue e o suor de diversas gerações de petroleiros. Faz parte da nossa identidade classista, é o que nos referencia como uma das categorias mais fortes e organizadas do país. Castello Branco sabe que para privatizar a maior empresa nacional, seu sonho confesso, teria que quebrar a espinha dorsal dos trabalhadores, destruindo o ACT.

A greve de fevereiro já havia apontado que essa não seria uma tarefa fácil para ele. A luta que travamos por 21 dias nos fortaleceu para enfrentar os desmandos, a intransigência e as ameaças da gestão bolsonarista. O desmonte que Castello Branco tentou impor goela abaixo dos trabalhadores foi refutado de norte a sul do país.

O resultado dos congressos da categoria e das assembleias deu condições à FUP de buscar no processo de negociação o atendimento da principal reivindicação dos trabalhadores: a renovação do Acordo Coletivo. Preservamos a essência dos nossos direitos por mais dois anos e conquistamos uma cláusula nova de garantia de emprego, que será fundamental na resistência contra as privatizações e nos dará fôlego para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Barrar a criação da associação para gerir a AMS

Após garantir a manutenção da AMS no Acordo Coletivo, preservando por dois anos esse direito para mais de 280 mil beneficiários, inclusive aposentados e pensionistas que estão fora da Petros, nossa luta continua para impedir a implantação da associação privada de gestão da AMS.  

Derrubar as resoluções da CGPAR

Desde o início de 2018, a FUP tem se mobilizado contra as Resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Essa herança do governo golpista de Temer alterou o custeio de todos os planos de saúde geridos por empresas estatais federais e impôs uma série de restrições para os beneficiários. Intensificaremos a luta pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 956/2018, de autoria da deputada federal Érika Kokay (PT/DF), que suspende os efeitos das Resoluções da CGPAR.

Petrobrás Fica

Com um Acordo Coletivo de dois anos, a manutenção dos nossos direitos e a nova cláusula de garantia de emprego, acumulamos força para a maior luta que temos pela frente, que é a defesa do Sistema Petrobrás. A hora agora é de fortalecer as frentes de lutas contra as privatizações, envolvendo outras categorias, governantes, parlamentares e a sociedade civil, como já estamos fazendo na campanha Petrobrás Fica.  

Pontos principais da contraproposta

ACT válido por 2 anos para todas as empresas do Sistema – periodicidade do Acordo será até 31 de agosto de 2022, mantendo a íntegra do atual ACT na Petrobrás e subsidiárias.

Garantia de emprego – a Petrobrás se compromete a não realizar demissões sem justa causa durante a vigência do Acordo Coletivo, ou seja, até 31 de agosto de 2022.

Teletrabalho – criação de um GT paritário para acompanhar o teletrabalho no Sistema Petrobras. Desde o início de agosto, a FUP vem discutindo com os gestores da empresa propostas de regramento do trabalho remoto. Só com regras definidas de forma coletiva conseguiremos atender às principais reivindicações dos trabalhadores, dando previsibilidade e segurança à categoria, não só durante a pandemia, como nos momentos seguintes. O regramento é de suma importância, pois o trabalho remoto já vem sendo exercido por mais de 20 mil petroleiros e petroleiras em todo o Brasil e é uma das ferramentas que poderá manter os trabalhadores nas bases que estão sendo desmobilizadas pela gestão do Sistema Petrobrás.  

Benefício Farmácia – 16.800 beneficiários situados nas três primeiras faixas de renda serão isentos de desconto e terão o subsídio integral dos medicamentos adquiridos.

Reajuste salarial – a empresa mantém o reajuste zero em 2020 e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021.

Reajuste do vale refeição/alimentação – correção integral pelo INPC em setembro de 2020 e em setembro de 2021.

Manutenção da Gratificação de Campo Terrestre - a gestão volta atrás na proposta anterior de acabar com a gratificação.

Dobradinha/feriado do turno – está mantido o pagamento das horas extras dos feriados trabalhados, conforme previsto no atual ACT (01 de janeiro, Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 15 de novembro e 25 de dezembro). A proposta original da gestão da empresa era de extinguir esse direito.

HE troca de turno – a Petrobrás assume o compromisso de retomar a discussão com os sindicatos sobre a medição do tempo de passagem de serviço nas unidades operacionais.

Banco de horas - a gestão se compromete a retomar a negociação do regramento do banco de horas, após o fechamento do ACT.

SMS – a gestão mantém as cláusulas do capítulo sobre Saúde, Meio Ambiente e Segurança, que já consta no ACT.  A proposta anterior era de restringir o acesso dos dirigentes sindicais aos locais de acidentes de trabalho e às inspeções oficiais.

PLR – a empresa se compromete a iniciar a negociação do regramento do pagamento da PLR  2021 imediatamente após o fechamento do ACT.

AMS continua no ACT - uma das principais conquistas é a manutenção de todo o regramento da assistência médica no Acordo Coletivo de Trabalho por mais dois anos. Apesar das resoluções 22 e 23 da CGPAR, que obrigam as empresas estatais a alteraram os planos de saúde até o final de 2021, a AMS está protegida pelo ACT até 31 de agosto de 2022, preservando o benefício para mais de 280 mil usuários, inclusive aposentados e pensionistas sem Petros. Em relação ao reajuste do Grande Risco, a empresa concordou em alterar a tabela anteriormente proposta, cujos aumentos abusivos chegavam a 1.422%, penalizando os beneficiários com mais idade e menores rendas. Com a nova tabela, os reajustes foram reduzidos a menos da metade dos percentuais anteriormente propostos.

Fim do boleto da AMS: Desconto volta a ser no contracheque - a gestão do Sistema Petrobrás finalmente irá acabar com a cobrança da AMS via boletos bancários, garantindo no ACT que os descontos voltem a ser feitos no contracheque, inclusive para os integrantes do PP2, que só tinham a opção dos boletos. Essa é uma luta que as entidades sindicais vinham travando desde abril, quando a empresa alterou a forma de cobrança, prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. Muitos deles chegaram a ficar inadimplentes, por conta desta mudança, correndo o risco de perderem o direito à assistência médica em plena pandemia da covid-19.

Relações sindicais – a gestão voltará a praticar o desconto em folha das contribuições assistenciais, respeitando o direito de oposição do trabalhador, mas reduzirá o número de liberações de dirigentes sindicais, tanto para a FUP, quanto para os sindicatos.

[FUP]

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 A live da FUP desta quinta-feira, 27, analisa o que muda para a AMS na nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que foi apresentada esta semana pela gestão da Petrobrás e subsidiárias.

O programa conta com a participação do assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, com a petroleira aposentada, Marise Sansão, diretora da Secretaria de Seguridade da FUP e da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) e o diretor da FUP, Paulo César Martin. 

 

A live pode ser acessada no link abaixo: 


> YouTube:

https://youtu.be/NBWWKAS8pxg

> Facebook:

https://mla.bs/fb727ebb


 

 

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Em reunião virtual do Conselho Deliberativo, na tarde desta quarta-feira, 26, a FUP e seus sindicatos avaliaram as minutas de Acordo Coletivo apresentadas pela Petrobras e subsidiárias, junto com as assessorias jurídica e econômica. Foram identificados pontos nos textos que não estão de acordo com o que foi apresentado pelos gestores na reunião de negociação realizada na segunda-feira, 24.

Diante disso, as direções sindicais decidiram suspender a reunião do Conselho Deliberativo, enquanto aguardam um posicionamento dos representantes do Sistema Petrobrás. O Conselho volta a se reunir na tarde de quinta-feira, 27.

Ainda nesta quarta, 26, a direção da FUP avaliou a última rodada de negociação com a empresa no programa Encontro com a Categoria, que foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e no Facebook. 

Assista a íntegra:

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Nesta segunda-feira, 24, a gestão do Sistema Petrobrás apresentou à FUP uma nova contraproposta de Acordo Coletivo que a empresa ressaltou ser a última, insistindo na data limite de 31 de agosto para o fechamento do novo acordo.

Após um longo e cansativo processo de debate na reunião, houve avanços em reivindicações importantes, como a manutenção da íntegra da grande maioria das cláusulas do atual ACT, a volta da validade por dois anos para o acordo e a garantia de emprego, com o compromisso da empresa não efetuar demissões sem justa causa até 31 de agosto de 2022.

Por outro lado, a gestão da Petrobrás mantém o reajuste zero para este ano e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021. Após muita insistência da FUP, a empresa aceitou reajustar o tíquete/vale refeição pelo índice integral do INPC em setembro deste ano e também em setembro de 2021.

A gestão Castello Branco também insiste em alterar a forma de custeio da AMS, mas concordou em reduzir o impacto do reajuste do Grande Risco, com apresentação de uma nova tabela. A empresa também concordou com algumas reivindicações feitas pela FUP, como a isenção do desconto do Benefício Farmácia para os beneficiários que recebem menos, através do reembolso integral para as três primeiras faixas de renda, e que a implementação do reajuste da AMS seja feita somente em janeiro de 2021.

Outras reivindicações atendidas pela Petrobrás foram a garantia dos descontos da AMS no contracheque (inclusive para os beneficiários do PP2) e a manutenção da assistência médica pactuada no Acordo Coletivo, preservando benefício para os aposentados e pensionistas que estiverem fora da Petros.

Em relação ao teletrabalho, a Petrobrás se compromete a manter a negociação com a FUP, através da comissão que já vem discutindo o regramento nas empresas do Sistema.

A FUP aguardará as empresas do Sistema Petrobrás apresentarem formalmente a contraposta para que sejam analisadas pelas assessorias jurídica e do Dieese e discutidas em conjunto com os sindicatos no Conselho Deliberativo, que será realizado na quarta-feira, 26.

Veja o vídeo do coordenador da FUP, Deyvid Bacelar:

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Em reunião com a Petrobrás no dia 27/07, a Comissão da AMS fez uma série de cobranças à direção da Petrobrás, contextualizamos os problemas que estão ocorrendo nos descontos [email protected] [email protected] e pensionistas nos seus contracheques, como a ausência de desconto, mesmo havendo margem consignável; imposição de desconto em boleto para os [email protected] [email protected], nas suas rescisões trabalhistas; postergação da implantação do desconto em folha para os assistidos do PP2 e descumprimento de decisões judiciais (específico para @s pensionistas).

Pressionada pelas inúmeras ações vitoriosas de diversos Sindipetros (o Sindipetro Bahia, por exemplo, tem decisão judicial, em sentença de mérito que obriga a efetuação do desconto da AMS em contracheque) e também pelo fato da Medida Provisória que previa o fim do convênio do INSS com os fundos de pensão ter caducado. A MP convertida em lei, aprovada na Câmara e Senado acabou garantindo a continuidade dos Convênios.

Portanto, nessa reunião com a comissão da AMS, a direção da estatal informou que a implantação do boleto bancário está suspensa. A comissão mostrou à direção da Petrobrás cópias de contracheques de muitos beneficiários sem o devido desconto da AMS, como determina as decisões judiciais. A gestão da estatal admitiu que “alguns erros podem estra acontecendo” e, após cobrança da comissão para essas situações fossem regularizadas, a gestão da estatal se comprometeu a checar, identificar os casos e solucioná-los o mais rápido possível. Também prometeu que não haverá suspensão de atendimento médico, devido ao não pagamento da AMS, para os beneficiários e seus dependentes.

Os valores que não foram pagos agora, por causa de erros da Petrobrás, serão cobrados posteriormente dentro da margem consignável.

A FUP e o Sindipetro Bahia estão acompanhando de perto esse processo e continuarão alertas, cobrando que essa situação seja resolvida de forma urgente.

[Via Sindipetro Bahia]

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A comissão da FUP que está discutindo o regramento do teletrabalho com os gestores do Sistema Petrobrás participou nesta sexta-feira, 21, da quarta reunião de negociação com a empresa. O tema principal foi saúde e segurança.

A Petrobrás fez uma apresentação com as orientações que estão sendo dadas aos trabalhadores em teletrabalho sobre ergonomia física, organizacional e cognitiva, através de cartilhas, guias e grupos no Workplace.

As direções sindicais cobraram que as CIPAs e comissões de SMS participem da elaboração dos mapas de risco e monitoramento das condições de trabalho, destacando a importância do envolvimento destes fóruns nas ações que garantam a saúde e segurança dos empregados que estão em teletrabalho. Uma das atribuições da CIPA é justamente o mapeamento e a análise de riscos e, portanto, deve contemplar, também, o ambiente de trabalho remoto.

A FUP lembrou ainda que a NR-17 prevê uma série de orientações relacionadas à ergonomia, destacando que as medidas da empresa precisam ser discutidas coletivamente, respeitando-se as normas regulamentares e os comitês de ergonomia.

Outro ponto reforçado pela federação foi a importância do regramento da jornada, já que a sobrecarga de trabalho impacta diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores. O controle de jornada no teletrabalho é fundamental para que as pessoas possam se planejar e garantir uma rotina com exercícios físicos e atividades de lazer. 

A diretora da FUP, Cibele Vieira, relata como foi a reunião desta sexta: 

Próximos passos

Os petroleiros aguardam uma resposta da gestão da Petrobrás sobre as propostas que foram discutidas em relação ao regramento do teletrabalho, assim como um posicionamento relativo ao Acordo Coletivo.  


Leia também:

> Teletrabalho: FUP cobra controle de jornada, periodicidade e custeio da estrutura

> Teletrabalho: regras de adesão devem ser tratadas coletivamente para garantir segurança e previsibilidade

> FUP propõe calendário de negociação para regramento do teletrabalho no ACT


Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

>https://bit.ly/3kSriXI

[Imprensa da FUP | Foto: Thinkstock/Getty Images]

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Hoje pela manhã a FUP promoveu mais uma programa ao vivo para falar sobre as medidas que a empresa vem adotando com o intuito de sucatear a AMS para depois privatizá-la mais facilmente. Está em curso uma mudança cultural forçada pela gestão atual e a categoria não está de acordo. Por meio de pesquisa realizada pela própria Petrobras, 63% dos empregados quer uma empresa mais colaborativa, ao contrário do que a alta gestão vem fazendo.

A AMS tornou-se bastante atrativa aos planos de saúde privados que enxergam com olho gordo os 280 mil beneficiários e o seu poder aquisitivo, acima da média de mercado dos planos de saúde.

Os trabalhadores estão diante de uma proposta que quebra a solidariedade que sempre existiu entre eles. Trabalhadores na ativa, com maior salário, sempre contribuíram mais que os aposentados com menor benefício, diferente do que está sendo proposto agora, com o aumento abusivo da contribuição dos mais idosos, ou seja, os aposentados e pensionistas. Entre os empregados da ativa, a proposta penaliza os que ganham menos. Já os trabalhadores do administrativo que hoje, utilizam bem menos o plano, que o pessoal da operação, esquecem que no futuro poderão utilizar tanto ou mais o plano que eles. O fato é que a proposta da Petrobrás, além de reduzir o seu custo com a AMS e aumentar o custo dos seus beneficiários, quebra o princípio da solidariedade entre os que ganham mais e os que ganham menos, entre os mais novos e os mais idosos e entre os que mais utilizam o plano e os que menos utilizam.

Por isso, a informação é fundamental para que os beneficiários se conscientizem e se mobilizem para barrar essa proposta absurda. Desta maneira, assistir os programas da FUP e compartilhar com os demais beneficiários da AMS é de total importância para mobilizar a categoria petroleira do Sistema Petrobrás.

Você já sabe, o programa ao vivo da FUP é todas as quintas, às 10 horas.

Assista, divulgue e compartilhe.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.