Seguindo o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP, a diretoria do SINDIPETRO-RN convoca todos os petroleiros e petroleiras das unidades do Sistema Petrobrás do Rio Grande do Norte para participar das assembleias deliberativas virtuais que começam nesta quinta-feira, 13, e seguem até a segunda (17/08).  Todas as sessões serão realizadas no Google Meet. Veja calendário:

Calendário de Assembleias – Rio Grande do Norte

13/08 – Mossoró – 19 horas

14/08 – Aposentado – 10 horas;

14/08 – ARG/MAR/AIG/USINA – 19 horas;

17/08 – Base Natal – 19 horas;

A primeira assembleia acontece às 19h de hoje, com os trabalhadores de Mossoró.

Nessas assembleias, cujo edital de convocação encontra-se no site do SINDIPETRO-RN, a categoria vai deliberar sobre a contraproposta apresentada pela direção da Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho(ACT – 2020/2021).

Também entrará em votação a proposta do CD da FUP de prorrogação/renovação do atual Acordo Coletivo de Trabalho até o final do estado de calamidade pública causado pela pandemia e até a celebração do novo.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

A partir da decisão do Conselho Deliberativo da FUP de convocação de assembleias regionais, a diretoria do Sindipetro-NF promoverá de 13 a 17 de agosto assembleias para avaliar o indicativo de rejeição da contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás na última mesa e também o pleito de prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

Como divulgado pela FUP, a gestão Castello Branco propôs 0% de reajuste para os trabalhadores e impõe perdas enormes para a categoria, como fim da dobradinha; aumento de até 1.422% no grande risco da AMS, penalizando os mais velhos e os menores salários; redução da HE na troca de turno, entre outras medidas que apontam para o desmonte do ACT e reforçam o descumprimento de legislações e acordos mediados pelo TST.

As assembleias no NF terão três modalidades de voto, veja abaixo:

FILIADOS –  a participação será a partir de inscrição via link disponibilizado pelo Sindipetro-NF. Os trabalhadores e trabalhadoras assistirão um vídeo e depois poderão votar on line.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS – Caso tenham dificuldade em participar da votação on line, o Sindipetro_NF possibilitará o voto delivery. Serão disponibilizados dois telefones um em Campos e outro em Macaé para que o aposentado/a e a pensionista agende a coleta de seu voto entre os dias 13 e 17 de agosto.

NÃO FILIADOS – a votação acontecerá em etapas conforme edital abaixo

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

PeIo presente, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense – Sindipetro/NF – convoca os empregados das estatais Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás – e Petrobrás Transportes S.A. – Transpetro – lotados em sua base territorial, assim como aposentados e pensionistas, para Assembleia Geral Extraordinária, na qual, observando o quórum estatutário em 1ª chamada e com o quórum dos presentes em 2ª chamada, haverá deliberação sobre os seguintes indicativos da Federação Única dos Petroleiros a respeito da contraproposta de acordo coletivo de trabalho das mencionadas empresas:

l) Rejeição da contraproposta patronal;

2) Prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

ASSEMBLEIA DIGITAL

Dadas as condições excepcionais de restrição ao contato social, será realizada assembleia digital, nos termos abaixo. Para a mesma, já possuindo a entidade convocadora dados de seus associados, se faz necessário tratamento diferenciado de modo a possibilitar também a participação dos demais trabalhadores legalmente interessados, o que se fará nas seguintes condições:

A – Trabalhadores Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão exercer direito de voto após preencher dados individuais da página a isto destinada na Internet, e assistir obrigatoriamente a um video didático sobre a campanha reivindicatória e a negociação coletiva de trabalho em curso;

B – Trabalhadores NÃO Filiados ao Sindipetro/NF – Terão data e horário para obrigatoriamente assistir a um webinar, mediante agendamento; após o webinar receberão por e-mail um “kit voto”, que deverá ser impresso, devidamente preenchido e entregue em uma das sedes do sindicato, em Macaé, ou em Campos dos Goytacazes, em envelope lacrado;

Dos documentos em cópias impressas, no “kit voto” dos NÃO filiados, a serem entregues ao sindicato, deverão constar:

– documento de identificação e CPF;
– crachá Petrobrás/Transpetro (frente e verso), contracheque, ou FRE, para comprovação de que é empregado;
– ficha de qualificação totalmente preenchida (nome completo, matrícula, CPF, e-mail, telefone, cargo, função e lotação).

C – Aposentados e Pensionistas Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão votar online, exatamente como o restante dos filiados (item “A” acima). Os aposentados e pensionistas moradores dos municípios de Macaé e de Campos dos Goytacazes poderão optar por exercer o direito de voto mediante coleta em suas residências, via prévio agendamento nos telefones:
(22) 27659550 – Macaé;
(22) 27374700 – Campos dos Goytacazes.

Calendário:

12/08 – início do agendamento de coleta de votos de aposentados e pensionistas;

de 13/08, às 16h, até 14/08, às 18h – votação online para filiados;

13/08, das 8h às 18h – inscrição para webinar (pré-assembleia), obrigatória para os não filiados *;

13/08, às 19h – realização da webinar para os não filiados;

14/08, às 8h – envio por e-mail do “kit voto”;

14/08 – das 9h às 12h, e de 14h às 16h – recepção do “kit voto” dos não filiados, nas sedes do sindicato

13/08 a 17/08 – coleta de votos de aposentados e pensionistas.

*Link será disponibilizado no site do SindipetroNF no horário informado no edital

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

A atual gestão da Petrobrás não está cumprindo o que foi determinado na Medida Provisória (MP) 927, editada no começo da pandemia da Covid-19 com o objetivo de ajudar as empresas a enfrentar os impactos causados pelo vírus.

A MP, que perdeu a validade em 20/07, concedeu às empresas, por um período determinado, a possibilidade de não recolher o FGTS dos seus empregados referentes às competências dos meses de março, abril e maio.

A direção da Petrobrás utilizou a MP, que determinava também que as empresas que adotassem essa medida teriam que fazer o pagamento desses valores a partir do mês de julho dividido em 6 parcelas.

A Petrobrás teria que pagar a primeira parcela em 10 de julho, a segunda em 10 de agosto e assim sucessivamente até dezembro, sem juros ou correção como garantia a MP.

Mas a estatal não depositou as parcelas correspondentes aos meses de julho e agosto.

Além de entreguista, a atual gestão da Petrobrás está se especializando em desrespeitar a legislação e penalizar os trabalhadores.

Castello Branco não está acima da lei. Esperamos que essa situação seja regularizada urgentemente.

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

A partir desta terça (11), e até a próxima segunda-feira (17), o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza 12 sessões de assembleia para debater e deliberar junto à categoria (ativos e aposentados)  sobre os indicativos da FUP com relação ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Por conta da pandemia do coronavírus e em respeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), as sessões serão feitas por meio de videoconferências na plataforma Zoom. 

Já por questões de segurança institucional e organizacional, o Sindicato requer inscrição prévia dos trabalhadores. 

Confira, a seguir, o passo a passo para garantir sua participação nas assembleias. 

1. Inscrição junto ao Sindicato

O trabalhador deve se inscrever previamente por whatsapp, telefone ou e-mail. É necessário informar nome completo, número de matrícula, unidade, setor, grupo e se o regime de trabalho é em turno ou horário administrativo.

Contatos para cadastro:

Whatsapp ou telefone: (41) 98805-2367 (Liliane) / 99235-1435 (Simone).

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

*Contatos também disponíveis para esclarecimentos de eventuais dúvidas. 

2. Cadastro na plataforma Zoom

Por segurança, apenas pessoas com contas criadas na plataforma Zoom conseguirão acesso à sala de reunião. O procedimento é simples e grátis. Para fazê-lo, acesse o link https://zoom.us/pt-pt/freesignup.html

*Não é necessário instalar o aplicativo, porém é recomendável. 

3. Acesso à sala de videoconferência

O petroleiro devidamente inscrito receberá o link para acesso à sala de videoconferência por e-mail ou whatsapp momentos antes do horário programado para a sessão de assembleia. 

4. Regramento na assembleia

- Nome completo registrado na tela;

- Câmera ligada;

- Manter o microfone desativado;

- Quando precisar falar, fazer a inscrição através do chat;

- Durante o processo de votação haverá gravação; 

- Entrada na sala somente será permitida até 30 minutos depois de iniciada a assembleia;

- Processo de votação será por enquete, que estará disponível por um período de 5 minutos. Quem não fizer neste tempo terá o voto computado como abstenção;

- O resultado parcial da votação será disponibilizado assim que terminar a enquete;

- O resultado final será divulgado somente após a última sessão de assembleia.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

[Do Brasil de Fato]

Mudar de estado, local de trabalho e função exercida em meio a pandemia: uma situação que já seria difícil em contexto normal, torna-se ainda mais conturbada. Essa é uma realidade enfrentada por milhares de trabalhadores da Petrobras que atuam em regime offshore, ou seja, embarcados em plataformas de exploração de petróleo. 

A atual política de desmonte da empresa, além de incidir na soberania nacional do país, afeta diretamente os profissionais que estão tendo suas vidas totalmente modificadas da noite para o dia. De acordo com Rodrigo*, nome fictício de um trabalhador que atua há 10 anos na Petrobras, na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, e será transferido para a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), no município de Cubatão, em São Paulo, o impacto gerado na vida familiar com a mudança é enorme. 

“Fiz concurso para o polo Macaé (RJ), vivi a minha vida inteira aqui. Moro em uma casa própria que ainda estou pagando financiamento. Mudar para Cubatão me desfaz dos elos com a minha família, só tenho como levar minha mulher e filha, vou deixar meus pais, irmãos, minha sobrinha, que é uma criança que tem sete anos e não tem pai e eu sou um dos maiores responsáveis por cuidar dela”, conta Rodrigo que tentou ser transferido para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), para ficar mais próximo de sua família, sem sucesso. 

Além de ser transferido para outro estado, Rodrigo perdeu os adicionais referentes ao trabalho embarcado e deixará de exercer a função que desempenha há 10 anos na Petrobras. “Já tinha experiência como técnico de operação de plataforma. A tendência era continuar nesse ramo, eu indo para lá [Cubatão] me torno um novato de novo. E o pior de tudo, a situação pessoal é tão ruim que eu tenho medo disso me atrapalhar profissionalmente. Me faz ter medo”, revela o profissional. 

Assim como Rodrigo, milhares de trabalhadores da Petrobras estão sendo atingidos pelo processo de privatização da gestão de Bolsonaro. Paulo*, nome alterado de um trabalhador que também prefere não se identificar, atua há 16 anos na companhia e sempre trabalhou embarcado na Bacia de Campos. Ele conta ao Brasil de Fato que foi transferido para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no município de Araucária, no Paraná.

“É um impacto enorme, porque todo o meu ciclo familiar, amigos, sogros estão aqui no estado do Rio. Vou perder todo esse contato. Eu vou ter que ir sozinho, fica muito complicado minha esposa largar a carreira dela, a profissão, para me acompanhar, o impacto é terrível. Eu vivo a minha família, amo ficar com a minha esposa e filhos. Ter que deixá-los é complicadíssimo, estou arrasado porque é uma situação que eu não imaginei que passaria”, detalha Paulo.

Desmonte

Ao longo dos últimos meses a empresa acelerou o processo de privatização. No dia 24 de julho, três plataformas, a P-07, P-12 e P-15, da Bacia de Campos foram leiloadas por cerca de R$ 7,5 milhões, um valor considerado muito baixo pelo potencial de produção. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), as plataformas tinham a capacidade de produzir cerca de 25 mil barris diários de óleo: 15 mil na P-07; 7 mil na P-12; e 3 mil na P-15. 

Levantamento do sindicato aponta que seis plataformas da Bacia de Campos serão paralisadas. No Brasil, ao todo, serão 50 plataformas. De acordo com a entidade, 3200 empregados da empresa estão sendo transferidos com redução salarial de 50% e sem indenização para refinarias espalhadas pelo país.

Para a assistente social do Sindipetro NF, Maria das Graças, responsável pelo acompanhamento de trabalhadores que estão sendo afetados pelas transferências, a empresa falhou no cuidado com os funcionários e agiu de maneira protocolar.

“O sindicato está ouvindo junto com a empresa e tentando modificar a situação, conseguimos alguns remanejamentos, mas a maior parte não conseguimos mexer. O trabalho do serviço social tem sido de acolher aquilo que o trabalhador aponta como algo viável. Sabemos que quando cuidamos da situação com zelo, ferimos menos, e isso que temos tentado. O sentimento é de revolta, de ser menosprezado. A forma como foram comunicados foi muito pouco sensível. O atendimento da empresa foi protocolar”, explica.

A Bacia de Campos é a principal área sedimentar já explorada na costa brasileira. Ela se estende das imediações da cidade de Vitória (ES) até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro, em uma área de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados. A exploração no território começou em 1974.

[Reportagem de Jaqueline Deister | Edição: Mariana Pitasse]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Última atualização: 12/08 às 16h]

Os sindicatos da FUP realizam até o próximo dia 17 assembleias para submeter aos trabalhadores a contraproposta absurda de Acordo Coletivo que foi apresentada pela gestão da Petrobrás e subsidiárias. O indicativo é de rejeição.

As direções sindicais também estão referendando nas assembleias a proposta de manutenção do atual ACT, com prorrogação até o fim do estado de calamidade pública, em função da pandemia da Covid-19, e enquanto um novo acordo não seja pactuado com a empresa.

A resposta da categoria está sendo a favor dos indicativos da FUP em todas as bases que já iniciaram as assembleias: Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Unificado de São Paulo.

“Não estamos em um novo normal. Convivemos todos os dias com mais de mil mortes. Já ultrapassamos a terrível marca de 100 mil vidas perdidas e 3 milhões de infectados. Em vez de garantir tranquilidade e segurança para os trabalhadores, os gestores da Petrobrás querem impor às pressas um acordo rebaixado”, critica o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, convocando o petroleiros a rejeitarem essa imposição da empresa.  

 

A contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás é inadmissível em todos os sentidos. Além de afrontar os trabalhadores, propondo 0% de reajuste salarial, enquanto a diretoria se autoconcedeu um aumento escandaloso, a empresa impõe perdas ainda maiores à categoria, como a tentativa de inviabilizar a AMS durante a pandemia, no momento em que os trabalhadores e os aposentados mais precisam do plano de saúde.

A gestão da Petrobrás está entregando a AMS a uma associação privada para aumentar o custeio dos petroleiros de 30% para 40%, enquanto o da empresa cai de 70% para 60%. Além disso, os gestores propôem um reajuste médio de 143% para os beneficiários, que pode chegar a 1.422% em alguns casos, penalizando os menores salários e a maiores faixas de idade. Somam-se a isso vários outros ataques e retiradas de direitos. Veja abaixo.

Contraproposta da Petrobrás é uma afronta

> 0% de reajuste no salário e em todos os benefícios

> Fim do adicional de campo terrestre

> Retirada da HE dos feriados trabalhados no turno (dobradinha) no Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro e 15 de novembro

> Redução da HE troca de turno para 50%

> Estabilidade de emprego: empresa rejeita pactuar no ACT o acordo que já firmou com o MPT, que proíbe demissão coletiva por 5 anos sem discussão prévia com os sindicatos. Também se nega a negociar estabilidade perto da aposentadoria.

> AMS: reajuste do grande risco em até 1422% (média de reajuste em 143%); acaba com a autogestão do RH; aumenta a relação de custeio para os beneficiários e reduz a participação da empresa (60 empresa x 40 trabalhadores/hoje é 70x30); mantém a caixa preta da AMS, sem auditoria independente; mantém o pagamento por boleto.

> Teletrabalho: se recusa a negociar o regramento no ACT. Propõe reunião específica, sem deixar claro que será uma reunião informativa ou negociação.

> Fundo garantidor: se recusa a discutir garantias para os trabalhadores terceirizados

> Rejeita a proposta de abono de faltas em função do acompanhamento de dependentes a consultas médicas e a exames

> Rejeita a proposta de deixar explicito um direito já existente, para evitar interpretações contrarias na atual cláusula 57 do ACT, de garantia ao transporte para as trabalhadoras lactantes que usufruem da redução de jornada de 8h para 6hs 

Principais reivindicações dos petroleiros e petroleiras

> Prorrogação do atual Acordo Coletivo de Trabalho

> Regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT, com respeito à jornada de trabalho e garantia de que a adesão seja opcional

> ACT por dois anos – 2020-2022

> Regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma

> Manutenção da AMS como plano autogerido pelo RH;

> Ajustes nas cláusulas que foram objeto de mediação no TST: hora extra na troca de turno, banco de horas, efetivos

> Medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados, restabelecimento do fundo garantidor

> Reajuste pelo IPCA (estimativa de 2,3%) e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019

> Recomposição dos efetivos

> Condições seguras de trabalho

> Defesa da Petros

> Segurança no emprego

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Nesta terça-feira, 11, a FUP realiza mais um "Encontro com a categoria", debate ao vivo no canal do youtube, com transmissão também pelo facebook, onde os dirigentes sindicais tratam de um tema de interesse dos trabalhadores do Sistema Petrobrás.

O teletrabalho, que é um dos principais pontos da campanha reivindicatória, é o tema desta edição, que terá participação da diretora da FUP e do Sindipetro Unificado de SP, Cibele Vieira, e da professora e pesquisadora, Carla Diéguez, doutora em Ciências Sociais, docente da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e pesquisadora da Rede de Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (Remir) e do Grupo de Pesquisa Trabalho, Sindicalismo e Sociedade.

No último dia 05, a FUP realizou a primeira rodada de negociação sobre teletrabalho com a gestão da Petrobrás e da Transpetro, onde apresentou a proposta de regramento deliberada nos congressos da categoria e sistematizada na pauta que foi apresentada à empresa no dia 30 de julho.

Premissas defendidas pela FUP para o regramento do teletrabalho: 

> Ser negociado de forma coletiva, garantindo segurança e estabilidade jurídica para os trabalhadores e a empresa.

> Ter adesão opcional, com previsibilidade de duração e controle de jornada.

> Divisão de custo do trabalho e responsabilidade com a infraestrutura.

> Manter todas as garantias e benefícios previstos no ACT. 

Encontro com a Categoria

Tema: Teletrabalho e cultura organizacional - o que muda para você?

Quando: terça, dia 11 de agosto

Horário: 19h30

Onde:

> Youtube: https://mla.bs/21447f16

> Facebook: https://mla.bs/d517a639

 

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Reunidos no Conselho Deliberativo da FUP, no dia 06 de agosto, os diretores da FUP e dos sindicatos filiados, representantes dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, decidiram por convocar assembleias regionais para rejeição da contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás na última mesa virtual.

Também foi aprovado pelo Conselho a votação em assembleia da prorrogação/renovação do atual Acordo Coletivo de Trabalho até o final do estado de calamidade pública causado pela pandemia e até a celebração do novo.

A gestão Castello Branco apresentou uma contraproposta que, além de 0% de reajuste para os trabalhadores, impõe perdas ainda maiores para a categoria, como fim da dobradinha; aumento de até 1.422% no grande risco da AMS, penalizando os mais velhos e os menores salários; redução da HE na troca de turno, entre outras medidas que apontam para o desmonte do ACT e reforçam o descumprimento de legislações e acordos mediados pelo TST. 

Contraproposta é uma afronta:

> 0% de reajuste no salário e em todos os benefícios

> Fim do adicional de campo terrestre

> Retirada da HE dos feriados trabalhados no turno (dobradinha) no Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro e 15 de novembro

> Redução da HE troca de turno para 50%

> Estabilidade de emprego: empresa rejeita pactuar no ACT o acordo que já firmou com o MPT, que proíbe demissão coletiva por 5 anos sem discussão prévia com os sindicatos. Também se nega a negociar estabilidade perto da aposentadoria.

> AMS: reajuste do grande risco em até 1422% (média de reajuste em 143%); acaba com a autogestão do RH; aumenta a relação de custeio para os beneficiários e reduz a participação da empresa (60 empresa x 40 trabalhadores/hoje é 70x30); mantém a caixa preta da AMS, sem auditoria independente; mantém o pagamento por boleto.

> Teletrabalho: se recusa a negociar o regramento no ACT. Propõe reunião específica, sem deixar claro que será uma reunião informativa ou negociação.

> Fundo garantidor: se recusa a discutir garantias para os trabalhadores terceirizados

> Rejeita a proposta de abono de faltas em função do acompanhamento de dependentes a consultas médicas e a exames

> Rejeita a proposta de deixar explicito um direito já existente, para evitar interpretações contrarias na atual cláusula 57 do ACT, de garantia ao transporte para as trabalhadoras lactantes que usufruem da redução de jornada de 8h para 6hs

 

Principais reivindicações dos petroleiros e petroleiras

> Prorrogação do ACT enquanto durar o estado de calamidade pública

> Regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT, com respeito à jornada de trabalho e garantia de que a adesão seja opcional

> ACT por dois anos – 2020-2022

> Regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma

> Manutenção da AMS como plano autogerido pelo RH;

> Ajustes nas cláusulas que foram objeto de mediação no TST: hora extra na troca de turno, banco de horas, efetivos

> Medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados, restabelecimento do fundo garantidor

> Reajuste pelo IPCA (estimativa de 2,3%) e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019

> Recomposição dos efetivos

> Condições seguras de trabalho

> Defesa da Petros

> Segurança no emprego

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em Sistema Petrobrás

Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA), de abril deste ano, anunciava que 46% das empresas do país optaram por liberar os trabalhadores para que exerçam seu trabalho de casa, o chamado home office.

Porém, o longo período de pandemia desmistificou o conforto do home office. Trabalhadores passaram a ter dificuldades para controlar a carga horária, com a conexão da internet, a qualidade da cadeira e até com o isolamento.

Para Márcia Bandini, médica do trabalho e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, é preciso fazer uma reflexão sobre o trabalho domiciliar. “A primeira coisa que eu coloco é isso, home office não é igual para todo mundo. O que temos visto, é uma desconstrução desse mundo maravilhoso do home office. As jornadas estão cada vez mais extensas, porque as pessoas estão com medo de perder seus empregos, mas também porque, no contexto do isolamento social, acaba existindo uma confusão entre os limites da vida profissional e da pessoal. É um tema que precisará ser regulamentado melhor.”

Em entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, a professora falou sobre a as condições de trabalho durante a pandemia e a necessidade de se estabelecer regras para as relações que serão estabelecidas após o isolamento realizado para evitar a propagação ainda maior do coronavírus.

Confira a entrevista na íntegra:

Brasil de Fato: Algumas empresas sinalizam que o home office pode se tornar uma realidade, mesmo após a pandemia. O que a senhora pensa sobre isso?

Existem pessoas que se adaptaram muito bem ao home office, pois há condições em suas moradias para isso. Então, a adaptação fica mais fácil, em relação a outros. A primeira coisa que eu coloco é isso, home office não é igual para todo mundo. O que temos visto, é uma desconstrução desse mundo maravilhoso do home office, as jornadas estão cada vez mais extensas, porque as pessoas estão com medo de perder seus empregos, mas também porque no contexto do isolamento social, acaba existindo uma confusão entre os limites da vida profissional e pessoal. É um tema que precisará ser regulamentado melhor.

Como se estruturaram as relações de trabalho durante a pandemia?

Nossa fotografia não é a melhor possível. O que surpreendeu, quando vimos a reação do governo, foi notar um certo despreparo, o governo não estava pronto para responder à uma pandemia. Embora o mundo não esperasse a covid-19, no Brasil a pandemia chegou cerca de 3 meses após os casos que surgiram na China. Por exemplo, num contexto de pandemia, não foi o melhor momento de declarar os cabeleireiros como atividade essencial. Chegamos em um momento em que quase 60 atividades foram consideradas essenciais, isso contribuiu para um aumento no número de contaminados.

Quais setores foram mais impactos?

O setor de serviços e comércio foi o grande afetado. Tanto do lado do trabalhador, quanto do microempreendedor. Do outro lado, você tem os trabalhadores da saúde, que ficaram altamente expostos nesse cenário e, principalmente, no início da pandemia, tiveram um grau de proteção muito aquém do que era preciso.

Como a senhora viu a atuação dos sindicatos na intermediação dessas relações?

Os sindicatos estão fazendo muito pouco, mas o que é possível. As mudanças na forma de contratação, com terceirização, por exemplo, dificultaram a organização dos sindicatos. Por outro lado, temos vistos manifestações dos entregadores, que se manifestaram duas vezes no mês de julho.

Mudanças na rotina de trabalho, que foram necessárias durante o período de isolamento, serão mantidas após a pandemia?

Eu vejo um cenário de pós-pandemia muito diferente em diferentes regiões, de um estado para o outro. Temos que fazer uma análise que precisa ser adaptada às realidades locais. Os estados que se organizaram melhor durante a pandemia, terão mais facilidade de retomada da economia.

Com a perda de renda, tivemos uma sobrecarga do SUS e vamos precisar repensar o sistema. Como vamos dar conta de atender uma demanda de saúde que ficou represada, por exemplo as doenças crônicas não transmissíveis, e no pós-pandemia, que nós ainda não estamos, como vamos dar conta dessa demanda? Finalmente, é lidar com as incertezas que trazem o contexto da vacina, será que ela chega no final do ano? Quando poderemos falar de um futuro?

[Do Brasil de Fato]

Publicado em Trabalho

Que tipo de gestor é capaz de se aproveitar da dor e do medo para tirar vantagens dos trabalhadores em meio à pandemia?

Como é possível não ter um pingo de empatia ou sensatez para entender que a categoria precisa nesse momento é de tranquilidade e de segurança?

Não estamos em um novo normal. Convivemos todos os dias com mais de 1000 mortes. Estamos próximos de ultrapassar a terrível marca de 100 mil mortos e 3 milhões de casos de covid-19 no Brasil.

O que leva a gestão da Petrobrás, em plena pandemia, a pressionar a categoria a fechar um acordo com a faca no pescoço, sem sequer dar chance aos sindicatos de uma negociação de fato?

Desde que o governo decretou estado de calamidade pública, a FUP cobra a prorrogação do ACT. Por que a empresa se nega a atender um pleito tão necessário?

Verdade seja dita. Essa é uma gestão de covardes. Nunca antes na história, a administração da Petrobrás agiu de forma tão indigna e desumana como a atual.

É ou não é covardia e até mesmo crueldade tentar inviabilizar a AMS durante a pandemia, no momento em que os trabalhadores e os aposentados mais precisam do plano de saúde?

Entregaram a AMS a uma associação privada para aumentar o custeio dos petroleiros de 30% para 40%, enquanto o da empresa cai de 70% para 60%. Além disso, impõem um reajuste médio de 143% para os beneficiários, que pode chegar a 1.422% em alguns casos, penalizando os menores salários e a maiores faixas de idade. Tudo isso em plena pandemia.

É ou não é desumano obrigar funcionários que testam positivo para anticorpos do coronavírus a trabalhar mesmo assim, sabendo que estarão contaminando o resto da equipe e colocando as famílias dessas pessoas em risco? A covardia é a marca dessa gestão que chega ao ponto de esconder os trabalhadores que morrem após serem contaminados.

É ou não é covardia reduzir custos às custas da saúde mental e física dos milhares de petroleiros e petroleiras que estão em teletrabalho, em jornadas extenuantes, em condições precárias, sendo cobrados a produzir mais e melhor do que faziam nos escritórios? Por que a gestão tem resistência em regrar esse novo regime de trabalho em comum acordo com os sindicatos?

O que dizer então da proposta afrontosa de 0% de reajuste para os trabalhadores, enquanto a direção da Petrobrás se autoconcedeu um aumento escandaloso que pode chegar a 400 mil mensais para cada diretor?

Verdade seja dita. A covardia e a crueldade da gestão da Petrobrás não podem ser maiores do que a nossa indignação.

A resposta dos trabalhadores será dada nas assembleias, com um não retumbante à essa gestão indigna e desumana. Precisamos dar um basta à covardia da gestão Castello Branco.

Abaixo, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, responde o vídeo mentiroso divulgado pela empresa:

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.