updated 6:58 PM BRST, Dec 14, 2017
Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017

Justiça determina interdição em unidade na REDUC

A REDUC apresentou ao Sindipetro Caxias a sequência dos trabalhos de manutenção realizada na caldeira GV-001, que derreteu no dia 25 de outubro pela segunda vez. Também apresentou soluções apontadas pelo GT Gerencial com a presença de técnicos do CENPES e EDISE. Segundo o Grupo de Trabalho, houve gestão de mudanças no projeto original para resolver os problemas de temperatura alta na câmara de combustão da caldeira, que ocorre principalmente quando substitui a queima de gás acido para gás combustível. 
A gerência informou que haverá melhorias nestas mudanças da caldeira e os laudos criados pelo EDISE, CENPES e REDUC, inclusive a do fabricante (JohnZink), comprovaram sua segurança operacional. 
A direção do Sindicato não acredita em tal fábula, pois grandes acidentes já ocorreram nos últimos anos nas áreas do HDT e HDS com o mesmo discurso gerencial de segurança. Em 2016, o operador da U-2900 (HDS) desmaiou na área por conta de vazamento de H2S no fundo de uma torre e a gerência tentou enganar o Sindicato e os trabalhadores dizendo que não foi nada demais. Na época, foi solicitada pela direção do Sindicato a presença do fiscal do MTE para interditar a unidade, que foi concedido, diante da constatação de diversas iregularidades escondidas pelos gestores. 
A unidade ficou parada por 7 dias obrigando a gerência da REDUC a adequar o projeto da planta operacional, incluindo vários equipamentos na unidade e garantindo, depois de muitos anos de acidentes semelhantes, a segurança aos trabalhadores. O Sindicato cobrou o retorno do número mínimo praticado antes do O&M (Organização e Mentiras) para a partida da unidade e sua operação normal, além dos laudos citados na reunião, mas a gerência recusou na mesa de reunião. 
No dia 07 de dezembro, a juíza da Vara do Trabalho deferiu liminar em favor dos trabalhadores no processo do Sindipetro Caxias determinando a “imediata INTERDIÇÃO da Unidade 3350, por prazo indeterminado, até que seja efetuada um laudo de integridade feito pelo fabricante ou auditor fiscal do MTE da caldeira GV-01, sob pena de multa diária no importe de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), a ser convertida para projeto do DIEESE (...)”. O Sindicato vai ficar de olho para que seja cumprida a liminar.

Via Sindipetro Caxias

FUP tem nova rodada de negociação com a Petrobrás nesta terça

Petrobrás agendou nova reunião com a FUP, na manhã desta terça-feira, 12/12, no Rio de Janeiro, para dar prosseguimento às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2017. Em ofício enviado à Federação Única dos Petroleiros no dia 08/12, a empresa diz que irá apresentar a última proposta, mas isto quem decide são os trabalhadores.

Como já foi aprovado em assembleia, o ACT deve manter todos os direitos, contemplando os trabalhadores da Petrobrás e de todas as subsidiárias, inclusive a Araucária Nitrogenados, com renovação e validade por dois anos, assim como o termo aditivo, com as salvaguardas à contrarreforma trabalhista. E em caso de qualquer redução de direitos, os petroleiros farão greve por tempo indeterminado.

Sindicato da FUP garante na Justiça equacionamento do PP-1 pelo valor mínimo

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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu que o equacionamento do déficit do Plano Petros 1 deverá ser feito pelo menor valor permitido por lei. A decisão foi proferida pela juíza Fabiana Marini, nesta terça-feira (28), sendo favorável à Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindipetro Unificado-SP, em 9 de outubro, na 12ª Vara Cível de São Paulo.

O Sindicato obteve uma liminar, determinando que a Petros efetive o cálculo de reajuste da taxa de contribuição pelo piso, e não pelo teto, minimizando os impactos do equacionamento aos participantes e beneficiados do PP-1. “...a aplicação do desconto como previsto para o próximo mês trará significativo prejuízo aos participantes do plano de previdência”, afirmou a juíza, em sua decisão.

Na decisão, a juíza destaca que o Ministério Público já havia se manifestado a favor do Unificado e determina “que a RÉ se abstenha de promover o equacionamento do déficit técnico do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) pelo seu valor total, eis que possível seu equacionamento apenas pelo valor excedente do limite técnico, nos termos da do art. 28 da Resolução MPS/CGPC 26, de 28/09/2008”.

Se a Petros não cumprir a ordem judicial, terá que pagar multa, estabelecida pela juíza. Vale ressaltar que, apesar de ser uma decisão do TJ de São Paulo, a liminar vale para todo o país, alcançando todos os participantes e assistidos do Plano Petros 1. 

Menor prejuízo

A diretoria executiva da Petros aprovou no dia 12 de setembro o equacionamento do déficit do PP-1 pelo valor máximo. A decisão foi amplamente contestada pela FUP e seus sindicatos, por entenderem que a Petros poderia ter aplicado o valor mínimo, garantindo o menor prejuízo possível aos participantes e assistidos.
Diante desse impasse, o Sindipetro Unificado de SP entrou com a ação na Justiça e conseguiu suspender o aumento máximo pretendido pela Petros, estabelecendo o cálculo pelo piso. 

O Sindipetro-SP considera que o equacionamento com o valor mínimo, entre outras vantagens, permitirá aos participantes e assistidos um prazo maior para a reorganização das finanças e possibilitará mais tempo à Petros, para encontrar outras soluções aos problemas do PP1.

Fonte: Sindipetro Unificado de São Paulo

Manifesto da P-37 denuncia más condições de trabalho na plataforma

Confiram o manifesto dos trabalhadores e trabalhadoras da P-37:

Companheiros,

Ė de conhecimento de todos os colaboradores da UO BC que a unidade de P37 tem liderado o ranking de estatísticas sobre acidentes. Isso é fruto de uma política de desmanche da empresa que nem faz lembrar a sombra daquela Petrobras do aniversário de 50 anos. Temos percebido que a gerência da empresa quer, de alguma forma, atribuir única e exclusivamente a causa desses elevados índices aos trabalhadores, quando na verdade, ela tem grande participação nisso. 

Elencamos abaixo algumas situações que podem estar contribuindo ou que têm grande potencial para contribuir com o aumento de acidentes:

- Gerentes, coordenadores e supervisores de outras unidades embarcando na P-37 para conhecer a unidade e possivelmente participar da contingência no momento de greve;

- Equipes da contratada participando de treinamentos para compor as equipes de emergência (brigada de incêndio, coordenadores de baleeiras e de pontos de reunião);

- Mudança e acúmulo de função na área de Manutenção/Facilidades. Mantenedores estão operando sistemas e operadores estão realizando manutenção. Até o momento os empregados estão desprotegidos, pois a mudança é sem padronização, sem oficialização e sem treinamento adequado;

- Mantenedor sem experiência em operação sendo contabilizado e considerado único operador do turno. A unidade tem o hábito de deixar mantenedor sozinho com a função de operador de sistemas responsável pela área durante o turno da noite;

- Tamanho da plataforma e alto índice de quebra de equipamentos, aliados ao baixo efetivo em todas as áreas, baixa qualificação técnica devido aos baixíssimos salários de novos contratos, estão contribuindo para o elevado número de acidentes na P-37;

- Péssimas condições de conservação e limpeza das instalações (camarotes e áreas comuns);

- Alguns técnicos de segurança da unidade estão buscando responsáveis por situações de risco ao invés de trata-los de imediato, relatando erros do trabalhador ou instalação para gerência e SMS on-shore através de fotos e relatórios. Os trabalhadores envolvidos, muitas vezes nem tomam conhecimento do fato pois não são comunicados durante a provável situação de risco. O entendimento da força de trabalho é que esse tipo de atitude pode resultar em punições aos trabalhadores envolvidos, com isso muitos trabalhadores estão com medo de relatar acidentes ou incidentes.

Nosso objetivo é fazer com que a empresa nos escute, uma vez que tudo isso sempre é (e foi…) falado em várias reuniões entre os gerentes da unidade e a força de trabalho. Parece que o campo das ideias prevalece sobre as ações e nada nunca é efetivamente feito. Queremos que a gerência on-shore saiba realmente o que está acontecendo e que providências sejam tomadas. 

Estaremos juntos até o fim, lutando por uma Petrobras forte, competitiva e com papel fundamental no desenvolvimento de nosso país, como era antes do governo golpista.

Att.

Companheiros de P-37.

Professores visitam a Bahia para pesquisar a logística local do petróleo

O Sindipetro Bahia acompanhou na quinta-feira (23), um grupo de pesquisadores, a maioria geógrafos, em um tour educacional de reconhecimento dos portos (Aratu e Temadre) e de áreas industriais, como a RLAM. O objetivo foi mostrar aos 10 professores de diversas universidades do país, a exemplo da USP e PUC- Rio, como funciona a logística que envolve a chegada e o escoamento da produção nesses locais.
O professor e engenheiro Roberto Moraes, do Instituto Federal Fluminense explicou que o grupo pesquisa os circuitos espaciais do petróleo no Brasil e já realizou esse estudo no Rio de Janeiro. Agora, de acordo com Moraes, a pesquisa está sendo realizada em São Paulo e as primeiras análises na Bahia. 

 

f40def760017f72e12a2587a850eaf1bEstamos identificando como é que a produção de petróleo em terra, como o recebimento de petróleo através do porto e dos dutos se integram, são beneficiados e depois exportados. E ainda como movimenta a economia de uma região, cria impactos positivos e negativos sobre uma região” esclarece Moraes.  

Outro objetivo “é tentar entender como é que a região se movimenta em torno disto, como é que ela se desenvolve, quais são as ameaças com o desmonte da Petrobrás, com a entrega desse patrimônio do povo brasileiro, que impacto isso poderá ter para as cidades e regiões, na medida em que a  Petrobrás, mesmo com muitos problemas, tem uma relação com as cidades, uma preocupação com as pessoas, que o setor privado, certamente, não terá”.
Os diretores do Sindipetro, André Araújo e Elisabete Sacramento acompanharam os pesquisadores na visita e lamentaram que a direção da RLAM e da Fafen não permitiram que os professores entrassem nas unidades para aprofundar a pesquisa.   
Mas fizemos o que estava ao nosso alcance, explica Araújo “ passamos para eles informações que pudessem contribuir no desenvolvimento desse trabalho, ressaltando os impactos que algumas cidades do recôncavo baiano já vêm sofrendo por conta da diminuição do investimento da Petrobrás, e os danos sociais por conta dessa política equivocada, que a Petrobrás tem implementado no Nordeste”.
Também participaram da visita os pesquisadores Cláudio Zanotelli (Universidade Federal do Espírito Santo), Edilson Pereira Júnior (Universidade Estadual do Ceará), Artur Sérgio (FAETERJ) , Regina Tunes (UERJ), Eveline Algebai (UERJ), Sandra Lencioni (USP), Álvaro Ferreira (PUC-Rio), Leandro Dias de Oliveira (UFRRJ) Floriano de Oliveira (UERJ).

Depreciaram a Araucária para vender mais barato

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Está claro que o objetivo da atual gestão da Petrobras é desvalorizar a planta industrial para vender fácil. 
 
O que a alta gestão da Petrobrás está fazendo com a Araucária Nitrogenados é caso de polícia, investigação e justiça. Se não fosse assunto sério, já que mais de 1200 trabalhadores diretos e indiretos correm o risco de perder sua fonte de sustento, podia ser tema de blog que orienta plano de negócios e diz como gerir uma empresa de sucesso. 
A chamada para este caso da Araucária seria assim: Como fazer uma indústria que tem o monopólio na sua área dar prejuízo e a explicação seria, não basta gerir com incompetência essa empresa, tem que haver um propósito escuso com o intuito de beneficiar alguém ao final.
Ninguém consegue explicar como um sistema que sempre deu certo, a exemplo do lucro de 100 milhões em 2015, de repente sofre um prejuízo de 350 milhões só este ano. Tem que querer muito esse prejuízo ou, talvez a questão a levantar seja, a quem interessa esse prejuízo?
 
A desconfiança se reafirma diante do fato ocorrido com um trabalhador da área comercial que foi demitido após ter denunciado ações suspeitas por parte do diretor comercial Álvaro Luiz Fonseca de Oliveira, como, má gestão e atividades conflitantes ao interesse da Araucária Nitrogenados e favorecimento de empresas “laranjas”. A suspeita é que a empresa R2M Fertilizantes (CNPJ 25.113.250/0001-29) que, sob o favorecimento dos funcionários Pedro Luis di Biase e Mezac Alves, passou a contar com benefícios contratuais, desconto na compra de produto de menor valor mas recebimento de produto com maior valor agregado, repasse de estoque antecipado, manipulação da informação de mercado e direcionamento da concorrência. Assim, com informações privilegiadas acerca do preço, estoque e produto disponível os funcionários estariam desviando produtos da Araucária Nitrogenados em prol de supostas empresas “laranjas" e utilizando bens da subsidiaria em proveito próprio.
 
Os futuros compradores da Araucária Nitrogenados vão fazer um grande negócio, daqueles que viram história de sucesso empresarial. Para eles e para quem de dentro da Petrobrás lhes dá aval, não importa se a história é falsa e se prejudicou trabalhadores, o objetivo é o benefício próprio, o que importa é a vantagem das minorias que se alimentam do que gira em torno das privatizações.

Petroleiros reafirmam que com retirada de direitos não tem acordo

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Como definido no Conselho Deliberativo da FUP, que aconteceu na última semana, em Curitiba, os Sindicatos filiados estão realizando assembleias em suas bases com grandes mobilizações. Os trabalhadores estão respondendo que não aceitam nenhum direito a menos no Acordo Coletivo de Trabalho e aos ataques da gestão Pedro Parente.

A base já rejeitou a primeira proposta da empresa e não mostra que vai ser diferente nesta rodada.

Indicativos às assembleias:

• Em caso de qualquer redução de direitos, como descritos e consagrados pelo ACT 2015/2017, fica pré-aprovada a greve por tempo indeterminado, com data de início a ser definida pela FUP.

• A conclusão do ACT deverá contemplar os trabalhadores da Petrobrás e de todas as subsidiárias, inclusive a Araucária Nitrogenados, com renovação e validade por dois anos, contemplando também o termo aditivo, com as salvaguardas à contrarreforma trabalhista.

Próximos PASSOS da Campanha Reivindicatória

Dia 27: Notificar à Petrobrás, subsidiárias e Araucária Nitrogenados o resultado das assembleias;

Dia 30: Dia Nacional de Lutas por Nenhum Direito a Menos.

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Pronta para explodir

 

Bomba

A falta de efetivo nas Refinarias tem causado graves acidentes que estão desenhando uma grande tragédia. A bomba relógio está armada e cada vez mais próxima de explodir. 

 
Na noite do dia 21/11, por volta das 23h, mais um incêndio aconteceu na Refinaria de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Desta vez, na P-606 B, da U-1260, que bombeia QAV (Querosene de Aviação). 
 
Na ocasião houve vazamento do produto, que pegou fogo. Somente depois de uma hora e meia de ação conjunta dos Técnicos de Operação do DRT (Destilação, Reforma e Tratamento) com os Técnicos de Segurança Industrial, o incêndio foi debelado. A bomba ficou destruída, mas não houve vítima e a unidade está parada. 
 
Este é o segundo incêndio na REDUC em menos de uma semana. No dia 17, devido a parada da U-1790, houve descarte de líquido para o flare, e pegou fogo ao cair e entrar em contato com o mato seco do entorno. 
 
Somente nesta refinaria do Sistema Petrobrás, já são 42 acidentes e 51 vítimas este ano. Mas não são apenas os petroleiros de Caxias que estão sofrendo com a redução de efetivo do estudo de O&M (Organização e Método) da Petrobrás. A Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, teve falha operacional no sistema de ar comprimido, no início do mês, que causou a emissão de gases poluentes na atmosfera, gerando uma multa de 1 milhão para a empresa.
 
O estudo de Organização de Mentiras, como é chamado pelos trabalhadores, não previu situações de emergências ao reduzir o efetivo. Pelo contrário, durante audiência sobre efetivo realizada na 6a Vara da Justiça do Trabalho, em Caxias, no dia 27/06, o advogado da Petrobrás afirmou que a redução era para que menos trabalhadores morressem, dando a entender que onde morreriam 4, agora morrem apenas dois.
 
Em julho, mês que foi implementado o estudo, a REDUC estava operando apenas com 40% da sua capacidade. A redução de efetivo e o descaso com a segurança dos trabalhadores fazem parte do desinvestimento do Sistema Petrobrás realizado pelo governo do MiShell Temer, que está sucateando as unidades para entregar ao mercado internacional.

Petroleiros ocupam a FAFEN-PR contra privatizações

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No dia 17, por volta das 6:30h da manhã, a direção da FUP e Sindipetros filiados, ocuparam a sala de controle da FAFEN Paraná e permaneceram por mais de uma hora até que algum representante da gerência ouvissem os petroleiros. Após a desocupação da subsidiária, os petroleiros realizaram falações na entrada da fábrica.

Esta ação foi a primeira de diversos atos que estão previstos contra o processo de privatização da unidade anunciado pela atual gestão entreguista da Petrobrás, que também já comunicou a venda de outras unidades do Sistema Petrobrás em todo o Brasil.

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A direção da Petrobrás e o governo Temer, pretendem entregar a FAFEN Paraná para multinacionais do segmento de fertilizantes internacional por R$0,00, já que os Impairments apresentados em seus balanços contábeis realizaram desvalorização da ordem de R$800 milhões no valor da unidade. A Araucária Nitrogenados é estratégica para o país, pois abastece o mercado com fertilizantes e é a maior produtora de ARLA-32 do Mundo, um catalizador para redução de emissão de gases tóxicos para motores a diesel.

A categoria petroleira, com tradição de lutas, não vai se omitir diante da redução de direitos e continuarão firmes defesa da Petrobras e do patrimônio público. Só a luta de todos os brasileiros é capaz de reverter o entreguismo e o golpe. 

 

 

 

FUP aponta alternativas para o PED

Na terceira reunião do Grupo de Trabalho da Petros, que discute saídas para o déficit do Plano Petros-1, realizada no dia 16, os representantes da FUP apresentaram alternativas para que os participantes sejam menos afetados pelo equacionamento. Também reafirmaram a importância da suspensão do PED até que sejam encerrados os trabalhos do GT. A Petrobrás deve apresentar as respostas solicitadas pela Federação na próxima reunião que irá acontecer no dia 21/11.

Assista ao vídeo dos participantes da FUP no GT:

 

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