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updated 12:13 AM CDT, Jun 22, 2018
Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018
ELEIÇÕES

ELEIÇÕES (8)

ELEIÇÕES

O Portal CUT foi ouvir uma filósofa, uma historiadora e uma economista para saber o que explica o fenômeno Luiz Inácio Lula da Silva, que, mesmo mantido como preso político há dois meses na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), mantém a liderança isolada em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidência da República.

Marcia Tiburi, Maria Aparecida de Aquino e Leda Paulini foram unânimes ao afirmar que o povo brasileiro não esquece o período de desenvolvimento econômico e bem-estar social, com políticas de combate a miséria e a fome e a geração de emprego e renda, promovidos pelo governo Lula. Para muitos, o melhor presidente que o Brasil já teve.

Para a filósofa Marcia Tiburi, Lula continua à frente das pesquisas porque a população sabe diferenciar o momento  que está vivendo e o que vivia durante os governos Lula e Dilma.

“Esses dois governos foram bons para todas as classes sociais porque se preocuparam com a ideia de desenvolvimento e com uma política econômica voltada para diminuir a desigualdade social”, diz a filósofa.

Essa mesma tese é defendida pela professora de história da USP e pós-doutora, Maria Aparecida de Aquino.

“Mesmo que não tenham [Lula e Dilma] conseguido realizar a inclusão social de todos os brasileiros, houve um início acelerado desse processo que beneficiou milhões de pessoas, que viviam na pobreza e na miséria”, diz a historiadora.

Com Lula e Dilma, políticas sociais fizeram a diferença

Para a professora do Departamento de Economia e da pós-graduação em Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da FEA/USP,  e ex- secretária municipal de planejamento, orçamento e gestão da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad (PT), Leda Paulini, os números traduzem a diferença entre os últimos governos liberais e o de Lula.

Ela lembra que o governo Lula foi ortodoxo do ponto de vista da política econômica tanto como os governos anteriores. A diferença, ressalta, foram as políticas sociais de alto impacto.

“O Bolsa Família, que recebia outro nome do governo FHC, atingia uma pequena parte da população com valores irrisórios. Já com Lula esse valor foi triplicado e passou a atingir cerca de 14 milhões de pessoas”.

Outra política de sucesso foi a valorização do salário mínimo, que descontada a inflação teve nos governos Lula e Dilma, um aumento de 85%.

“São mais de 21 milhões de pessoas que vivem com um salário mínimo, pessoas que recebem, por exemplo, a aposentadoria rural, que agora querem acabar”, ressalta a economista.

Segundo ela, o alto impacto desses programas, especialmente nos estados do nordeste, dobrou praticamente a renda da população que vivia numa situação miserável. Com isso, a região como um todo se desenvolveu.

“Se multiplicarmos por 3,6 pessoas – o tamanho médio da família brasileira, que depende de um salário mínimo - temos cerca de 70 milhões de pessoas beneficiadas direta ou indiretamente com a valorização do salário mínimo”, avalia.

“Não é à toa que Lula é adorado no nordeste; não porque ele seja pernambucano, mas porque impactou na melhora de vida da população local”, afirma Paulani.

A farsa do combate à corrupção

Sentimento este que a Marcia Tiburi reforça. Segundo ela, as pessoas perceberam que caíram numa armadilha criada pela mídia, que afirmava que a corrupção só acontecia no PT.

“Isto não quer dizer que o Partido não tenha cometido alguns erros, na minha avaliação, mas esses possíveis erros foram potencializados pela mídia e, quando eu converso com taxistas, camelôs, com pessoas nas ruas em geral, há uma percepção de que elas sabem que foram manipuladas, que os meios de comunicação mentem”, diz a filósofa.

Márcia e a historiadora Maria de Aquino concordam num ponto -  o senso de justiça do brasileiro tem vindo à tona após o povo começar a perceber os jogos de poder cada mais escancarados.

“Os discursos anticorrupção e a “espetacularização” do judiciário tem sido percebidos como uma injustiça ao ex-presidente Lula”, diz Tiburi.

O carisma de Lula

Tanto para ela como para Aquino, independentemente do que acontecer com Lula, ele sempre será lembrado pelos seus atos, principalmente por seu carisma.

“Lula tinha de algo de heróico e agora está ficando mítico. Se para uns Bolsonaro é mito, para outros Lula é santo. O povo mais pobre olha para Lula e o vê como um santo”, declara Marcia Tiburi.

“Mesmo em um auditório lotado e negativo a Lula, ele é capaz de reverter o posicionamento de quem o ouve. Lula tem uma condição de liderança inata, desde o início da  construção de sua vida política como líder sindical”, destaca a historiadora Maria de Aquino.

O golpe do capital  

Mas setores do capital nacional e internacional, por interesses econômicos escusos não perdoaram o Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula por mostrarem ao povo que é possível fazer políticas públicas voltadas aos mais pobres e deram o golpe de 2016, depondo a presidenta Dilma Rousseff, democraticamente eleita com 54 milhões de votos.

Ricos não perdoaram melhora de vida do povo

Nos governos Lula e Dilma, foram inúmeros programas sociais: Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Luz para Todos, Fies, e a utilização dos bancos estatais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES para financiar obras e empréstimos com taxas menores do que as cobradas por instituições financeiras particulares, além de uma política de fortalecimento da Petrobras e da Eletrobras.

“O grande capital nunca confiou no governo Lula por ele ser de esquerda. Lula foi tolerado, nunca aceito por ser nordestino e todo tipo de preconceito, além dele ser do PT, um partido que nasceu do movimento sindical”, diz a economista Leda Paulini.

Lula e o Congresso Nacional

Um dos problemas que Lula pode enfrentar, após uma possível vitória nas urnas é a relação com um novo Congresso Nacional, que prevêem os analistas, que pode ser ainda mais conservador.

Mas esta possibilidade é rechaçada pela historiadora. Maria de Aquino lembra a habilidade política do ex-presidente.

“Se há um candidato progressista com possibilidade de reverter essa situação é o presidente Lula”

A professora da USP diz ainda que o povo brasileiro há de se lembrar do espetáculo grotesco que foi o impeachment da presidenta Dilma e as consequências do golpe como a reforma trabalhista, o desemprego e a crise econômica.

“Não sou pessimista com o novo Congresso a ser eleito – é importante conservar o espectro da eleição e acredito que a população tenha em mente o aspecto mais degradante que foi o impeachment da Dilma. Creio que há uma oportunidade de renovar o Congresso e as pessoas serão mais cuidadosas na hora de escolher os candidatos”.

Lula pode reverter retrocessos

Maria de Aquino diz ainda que “nem o regime militar ousou mexer na CLT e só Lula é capaz de reverter essa malfada reforma trabalhista. O povo também não esquecerá a tentativa de mexer na previdência e na aposentadoria”.

Outro ponto destacado pela historiadora é a tentativa do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) de realizar privatizações em setores importantes da nossa economia como Petrobras, Eletrobras e bancos.

“Se voltarmos ao governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), vamos lembrar que foi um governo, que apesar de aspectos positivos, foi um governo de grandes privatizações”.

Segundo ela, Lula soube reverter essa sangria e dilapidação do bem público.

“Lula poderá reverter toda essa sangria; acabar com a farsa da reforma trabalhista, jamais fará uma reforma previdenciária dilapidadora”.

“Hoje, a mídia massacra a ideia de um Estado mínimo. A crise dos  caminhoneiros expôs isso. O governo foi pra TV dizer que não haveria uma  intervenção no preço do petróleo. Qual o problema?”, questiona, e acrescenta “a Petrobras é estatal, a intervenção do estado em setores fundamentais não é negativa, é extremamente positiva”, declara.

Para a historiadora e professora da USP, com Lula o Brasil terá um estímulo de crescimento, uma política de desenvolvimento , ao contrário de um estado neoliberal e sim, um Estado desenvolvimentista, de bem estar social.

[Via CUT]

ELEIÇÕES

 Levantamento CUT/Vox Populi realizado entre sexta (2) e domingo (4) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como favorito na disputa presidencial de 2018. Se a eleição fosse hoje, ele venceria em três cenários já no primeiro turno.

Com o governador Geraldo Alckmin como candidato do PSDB, o petista tem 45% dos votos, ante 29% de seus adversários somados. Jair Bolsonaro (PSC) aparece com 13%, seguido de Marina Silva (Rede), com 8%. Alckmin e Ciro Gomes (PDT) aparecem empatados com 4%.

Se o postulante do PSDB for o prefeito João Doria, o cenário não seria muito diferente: Lula tem 45%, ante 30% de seus rivais. Nesse quadro, Bolsonaro tem 12%, Marina, 9%, Ciro, 5%, e Doria, 4%.

O melhor cenário para Lula, de acordo com a pesquisa, é ter Aécio como adversário. O tucano aparece com 1% das intenções de voto, atrás de Ciro (5%), Marina (9%) e Bolsonaro (13%). O presidenciável do PT tem 46%, ante 28% dos rivais.

Na sondagem espontânea, quando não é apresentado o nome de nenhum candidato, Lula tem 40% dos votos, seguido de Bolsonaro, com 8%, Marina e Sérgio Moro, 2% cada. Em simulações de segundo turno, Lula superaria Alckmin por 52% a 11%, Doria (51% a 13%), Marina (50% a 15%) e o senador afastado Aécio Neves, do PSDB (53% a 15%).

Lula é igualmente o preferido por idade, escolaridade, renda e gênero

Tem 48% das intenções de votos entre os jovens, 44% entre os adultos e o mesmo percentual (44%) entre os maduros. Quanto a escolaridade, 55% dos eleitores com ensino fundamental votam Lula, 40% ensino médio e 29% ensino superior. Quando separados por renda, o cenário se repete: votam em Lula 58% dos que ganham até 2 salários mínimo, 41% dos que ganham entre 2 e 5 mínimos e 27% dos que ganham mais de 5 salários mínimos. 

A pesquisa CUT/Vox foi realizada em 118 municípios do Brasil de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior. Foram entrevistadas 2000 pessoas com mais de 16 anos.

A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Confira aqui a pesquisa completa.

Com informações da Rede Brasil Atual e da CUT

ELEIÇÕES

JOÃO ANTÕNIO DE MORAES ( MORAES - FUP)

08/02
Conversa com os trabalhadores do turno e administrativo da Reduc (Duque de Caxias-Rio de Janeiro), pela manhã.
Panfletagem e conversa com os trabalhadores do Edifício Torre Almirante, na hora do almoço.

09/02
Debate no programa "Faixa Livre", da Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro (AM 1360), às 09 horas
Giro pelas bases de São Paulo para panfletagem e conversa com os trabalhadores.

10/02
Giro pelas bases de São Paulo para panfletagem e conversa com os trabalhadores.

ELEIÇÕES

Petrobrás - A votação começa no dia 08 e prossegue até o dia 16 de fevereiro.

BR Distribuidora - A votação será entre os dias 08 e 17 de fevereiro.

TBG - As votação será realizado entre  os dias14 e 23 de fevereiro.

Refap - A votação será entre os dias 20 e 25 de fevereiro

Transpetro - A subsidiária ainda não divulgou o edital do processo eleitoral.

ELEIÇÕES

A FUP e seus sindicatos defendem que o pro-labore recebido pelos conselheiros eleitos seja utilizado para estruturar os seus mandatos, no sentido de viabilizar as principais propostas defendidas pelo movimento sindical:

  • Lutar para que a gestão da Petrobrás e de suas subsidiárias seja democrática, transparente, e focada na geração de emprego e renda no país.
  • Fortalecer a Petrobrás e suas subsidiárias como um pólo alavancador da indústria nacional, focada no desenvolvimento do país.
  • Priorizar o conteúdo nacional nos investimentos.
  • Defender os direitos dos atuais e futuros trabalhadores como principio irrefutável.
  • Lutar pela primeirização de todas a atividades permanentes.
  • Democratizar as gestões de SMS, garantindo que a vida esteja sempre  acima dos interesses econômicos.
  • Garantir transparência e democracia na ascensão profissional dos trabalhadores.
  • Defender a responsabilidade sócio-ambiental como uma política permanente em todos os projetos da Petrobrás e de suas subsidiárias.
  • Fortalecer a Petrobrás como operadora única de petróleo, com uma atuação integrada, "do poço ao poste”.
ELEIÇÕES

Petrobrás

João Antônio de Moraes, 47 anos, graduado em química, ingressou na Petrobrás em 1984, onde é técnico de operação Pleno, lotado na Recap (Mauá/SP). Exerce o seu segundo mandato como coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), onde já havia atuado como diretor em duas gestões anteriores. Foi o primeiro coordenador eleito do Sindipetro Unificado do Estado de São Paulo e também participou da gestão da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ).

BR Distribuidora

Sérgio Vieira, 61 anos, é tecnólogo em Eletricidade, ingressou na BR em 1980, onde é Técnico de Manutenção Sênior, lotado na GEI (Rio de Janeiro). É diretor do Sitramico-RJ, o maior sindicato do Segmento de Distribuição de Derivados de Petróleo do Brasil,  onde já havia sido eleito presidente nas duas gestões anteriores. Além disso, foi também Coordenador da Frente Nacional dos Trabalhadores da BR.
ELEIÇÕES
Entre os dias 08 e 16 de fevereiro, os petroleiros terão a chance de eleger diretamente um representante para o Conselho de Administração da Petrobrás. A votação será eletrônica, através da Petronet. O resultado final será divulgado na primeira quinzena de março.

PARA O C.A. DA PETROBRÁS, VOTE JOÃO ANTONIO DE MORAES (MORAES-FUP)

Pela primeira vez, um trabalhador será eleito para compor o órgão máximo de direção da maior e mais importante empresa do Brasil e da América Latina. Uma conquista do movimento sindical!

É fundamental elegermos conselheiros que de fato representem os trabalhadores e estejam comprometidos em defender o Sistema Petrobrás como patrimônio público e pilar da geração de empregos e distribuição de renda no Brasil. Por isso, o candidato apoiado pela FUP e seus sindicatos é João Antônio de Moraes, coordenador da Federação, com ampla experiência no movimento sindical e um dos principais articuladores da interlocução junto ao governo, parlamentares, movimentos sociais e demais segmentos da sociedade civil pelo fortalecimento da Petrobrás enquanto empresa pública e operadora única do pré-sal.

Eleição nas subsidiárias

A FUP e seus sindicatos também apoiarão candidaturas de representantes do movimento sindical para os Conselhos de Administração da Refap e da Transpetro, cujos nomes serão divulgados, assim que começar a campanha eleitoral. Na BR Distribuidora, a FUP e seus sindicatos apóiam Sérgio Vieira, diretor do Sitramico-RJ. Na TBG, a FUP recomenda o voto em candidatos que sejam sindicalizados, já que a representação no Conselho de Administração é dos trabalhadores e, portanto, é importante que seja eleito um conselheiro que de fato tenha compromissos com a classe trabalhadora.

Uma luta histórica!

A participação de um representante dos empregados no Conselho de Administração de empresas públicas é uma recente conquista dos trabalhadores e, em especial, da FUP, que desde a sua fundação luta pela democratização da gestão da Petrobrás. Pleito que foi levado pelos petroleiros ao presidente Lula, logo após a sua eleição, em 2002.

No dia 29 de dezembro de 2010, após dois anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionada a Lei nº 12.353, que assegura o direito de trabalhadores elegerem um representante do Conselho de Administração de empresas públicas, sociedade de economia mista, subsidiária e suas controladoras em que a União detenha maioria do capital social. Foi a resposta do então presidente Lula a uma reivindicação histórica da classe trabalhadora, principalmente dos petroleiros, que, através da FUP e de seus sindicatos, tanto lutaram pela democratização da gestão da Petrobrás.
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