updated 9:14 PM BRT, Apr 20, 2018
Terça-Feira, 24 de Abril de 2018

Ato final da caravana de Lula no Sul será suprapartidário, contra a violência e pela democracia

A Caravana Lula Pelo Brasil concluirá nesta quarta-feira (28) sua vitoriosa passagem pelos estados do Sul com um grande Ato Suprapartidário Contra a Violência e Pela Democracia, às 17h na Praça Santos Andrade em Curitiba. 

Já estão confirmadas as presenças da candidata à presidência Manuela D'Ávila (PC do B), do candidato Guilherme Boulos (PSOL), dos senadores Roberto Requião (MDB) e João Capiberibe (PSB), parlamentares e dirigentes do PT, PSB, PSOL, PCdoB e PDT, movimentos populares e sindical que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, como CUT, MST e MTST, e outras personalidades que defendem a democracia.

As violentas agressões à caravana, que culminaram com um atentado a tiros na noite de terça (27), em Quedas do Iguaçu (PR), além de atingir Lula e o PT, atentam contra as liberdades políticas e contra própria democracia e, por isso, são repudiadas por todas as forças democráticas do Brasil.

Vida de Lula em risco 

O ataque a tiros à caravana #LulaPeloSul nesta terça-feira (27) repercutiu no Brasil e no mundo. A maioria das reações, tanto por meio de notas e reportagens quanto por postagens nas redes sociais, foi de solidariedade ao ex-presidente Lula e à comitiva que acompanha a caravana. Eles já enfrentaram a fúria de fascistas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que, armados com pedras, ovos, chicotes e muito ódio e intolerância, atacaram aqueles que pensam diferente.

Jornais como o New York Times, dos Estados Unidos, a rede europeia Euronews e a imprensa de Portugal relataram a tensão e a escalada de violência. No ‘Le Monde’, a manchete foi: “ataque à caravana de Lula revela país despedaçado e sem diálogo”.

Pelo Twitter, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, manifestou solidariedade e repudiou os atos criminais da direita brasileira contra o compnaheiro Lula.  

Os presidenciáveis de partidos de esquerda estão propondo unidade para responder ao que chamam de “manifestações fascistas” contra o ex-presidente Lula. A ideia é que integrantes do PT, do PSOL, do PC do B e do PDT se reúnam para discutir uma reação conjunta à escalada de violência na política, segundo a Folha de S.Paulo desta quarta.

Em nota, a bancada Progressista do Parlamento do Mercosul (Parlasul) repudiou o atentado e expressou “solidariedade a Lula e aos camaradas que sofreram este novo ataque fascista”. Segundo a nota, a escalada da violência é sequência do “golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, em 2016, que já tirou a vida de dezenas de militantes e líderes de esquerda, como as recentes mortes da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, no Rio de Janeiro”.

A nota segue dizendo que “estes ataques também ocorrem no contexto de uma campanha eleitoral irregular que busca inviabilizar a candidatura de Lula através de um processo judicial sem qualquer garantia” e encerra fazendo um apelo pela a vida dos líderes petistas.

“Nós advertimos que o contexto de intolerância fascista e violência continuará crescendo se as autoridades públicas do país e as organizações internacionais de direitos humanos não fizerem um apelo claro para respeitar a vida dos seus líderes”.

Leia a integra da nota do Parlasul.

Manifestações nas redes sociais

A maioria das postagens nas redes sociais também foi de solidariedade e preocupação com a escalada de violência contra Lula e sua comitiva, com as exceções de sempre: os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Jair Bolsonaro insinuaram que o próprio PT era culpado pelo ataque fascista. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que deixará o cargo no dia 7 de abril para se candidatar a governador do Estado, foi na mesma linha. Declarou à imprensa que "o PT sempre utilizou da violência, agora sofreu da própria violência".

Mas, os aplausos ao fascismo não prosperaram. Com a repercussão negativa, pelo menos Alckmin tentou se redimir nesta quarta. Pelas redes sociais, ele disse que "toda forma de violência tem de ser condenada".

Por outro lado, acadêmicos, professores, artistas e políticos de vários partidos ocuparam as redes sociais com críticas ao ataque, manifestações de solidariedade e apoio a Lula e sua comitiva.

Elika Takimoto, professora e blogueira, criticou, no Twitter, aqueles que estão acusando a esquerda de exagerar nas denúncias de aumento do fascismo no Brasil.

Manuela D’Àvila (PC do B-RS), candidata a presidente, foi direta sobre os tiros contra a caravana de Lula: “O nome disso é atentado. O nome disso é fascismo”.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) falou em atentado contra a democracia. ‏

Pablo Ortellado‏, professor da USP, cobrou um posicionamento firme e rápido das forças políticas.

A atriz Patrícia Pillar disse que pensa diferente de Lula, mas não pode admitir atentados contra quem pensa diferente.

Veja outros tuites:

Com informações da CUT

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