updated 9:14 PM BRT, Apr 20, 2018
Sábado, 21 de Abril de 2018

Trabalhadores da UTE Três Lagoas protestam contra demissão sumária de terceirizados

Trabalhadores próprios e terceirizados da UTE Luiz Carlos Prestes, em Três Lagoas (MS), cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (27), em protesto à demissão sumária de três funcionários da prestadora de serviço ServSan. A manifestação teve adesão em massa de praticamente todo efetivo, incluindo gerentes e supervisores.

Em solidariedade aos companheiros, dispensados na sexta-feira (24), os trabalhadores se concentraram na frente da termelétrica e iniciaram o expediente duas horas mais tarde. O portão de acesso foi mantido aberto – seu fechamento foi impedido com corrente e cadeado –, e mesmo assim, ninguém entrou para trabalhar até o fim do ato, às 8h.

Na manifestação, o Sindicato recebeu denúncias de práticas abusivas por parte da empresa terceirizada e do preposto compartilhado. Trabalhadores afirmaram ainda que passaram mal durante a execução de suas atividades, devido a exigências extremas de produtividade. Houve também relatos de assédio moral e humilhação dos companheiros responsáveis pelos serviços de limpeza e jardinagem da termelétrica e ameaça de novas demissões nesta semana.

“Não podemos ser coniventes com o que vem ocorrendo na usina. As demissões são arbitrárias, de funcionários com mais de 15 anos de casa e que nunca motivaram qualquer tipo de queixa. Simplesmente, satisfazem ao capricho de preposto, fiscal e da empresa, que pouco se importa com o ser humano”, afirmou o diretor do Unificado Albérico Santos Queiroz Filho.

Comoção

O protesto começou às 6h na entrada da termelétrica, onde os trabalhadores tomaram café da manhã e fizeram ginástica laboral. O gerente da unidade também participou do ato e informou que o contrato dos funcionários é do compartilhado e que a UTE cobrou um posicionamento em relação às demissões.

O gerente comunicou ainda que terá uma reunião hoje para tratar desse assunto e orientou os trabalhadores a não se calarem diante de ameaças. “Em casos de assédio moral, ele pediu para abrir uma chamada na ouvidoria e se a pessoa não se sentir à vontade para fazer isso deve procurá-lo, que ele mesmo fará a denúncia”, explicou o diretor sindical.
Segundo Albérico, “o momento foi de grande comoção entre todos os trabalhadores e demonstrou a força que temos quando estamos unidos”.

Fonte: Sindipetro Unificado de São Paulo

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