updated 9:14 PM BRT, Apr 20, 2018
Sábado, 21 de Abril de 2018

Sindicatos dissidentes continuam sem responder proposta da FUP de renúncia coletiva dos trabalhadores ao Conselho de Administração

FUP

Até a noite desta quarta-feira, 16, os sindicatos das bases da FNP não haviam respondido ao documento enviado pela FUP pela manhã, propondo a retirada de todas as candidaturas ao Conselho de Administração da Transpetro, cuja eleição começa no próximo dia 19. O chamado da FUP é para que todos os sindicatos do país que apóiem trabalhadores à vaga do CA proponham a renúncia dessas candidaturas em protesto contra a demissão de Ana Paula Aramuni, técnica química do Terminal de Cabiúnas (Tecab), que foi arbitrariamente desligada pela Transpetro no último dia 04, após ter se inscrito para a eleição do Conselho.

Na reunião de segunda-feira (14) que a subsidiária realizou com os candidatos, os militantes próximos à FUP chegaram a sondar os trabalhadores apoiados pela FNP, PSTU e Sindipetro-RJ sobre a proposta de renúncia coletiva, mas eles já sinalizaram que são contrários ao encaminhamento. A retirada de todas as candidaturas ao CA é uma manifestação unitária e nacional contra a arbitrariedade da Transpetro e uma forma de fortalecer a luta do Sindipetro-NF e da FUP pela reversão da demissão da trabalhadora, que teve claramente motivações políticas.

O candidato do Tecab ao CA, Cláudio Rodrigues Nunes, apoiado pela FUP e pelo Sindipetro-NF, foi o primeiro a renunciar à eleição. Já o PSTU/FNP e o Sindipetro-RJ, que apoiavam publicamente Ana Paula para o Conselho da Transpetro, em vez de somarem-se à FUP em um movimento nacional de repúdio à arbitrariedade da empresa, não titubearam em buscar às pressas um outro militante do Tecab para a vaga do CA. A inscrição do representante dos sindicatos dissidentes foi feita de última hora, logo após o candidato apoiado pela FUP e pelo Sindipetro-NF ter aberto mão de sua candidatura.

Ao transformarem a demissão da petroleira em plataforma eleitoral, o PSTU, FNP e Sindipetro-RJ legitimam uma eleição que já nasce com a marca da perseguição política contra os trabalhadores. Além disso, a Transpetro colocou em xeque a lisura do próprio processo eleitoral ao demitir um dos candidatos que já estavam inscritos. A representação pela qual tanto lutamos nos Conselhos de Administração não pode ser às custas do sacrifício de militantes, nem tampouco da violação de direitos. Caso contrário, abriremos um inaceitável precedente para que as perseguições no Sistema Petrobrás se intensifiquem e a organização dos trabalhadores se fragilize.

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