updated 8:55 PM BRST, Dec 8, 2017
Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017

Greve na Bahia: Sindipetro denuncia cárcere privado e truculência da Petrobrás

A FUP denunciará todas essas ações antissindicais na audiência que será realizada segunda-feira, 21, com a Procuradoria Geral do Trabalho...

Imprensa da FUP

Em greve desde quarta-feira, 16, os petroleiros das unidades do Sistema Petrobrás na Bahia seguem resistindo à truculência, ao assédio e às ações antissindicais da empresa. A adesão continua forte em todas as áreas operacionais e administrativas, incluindo os trabalhadores terceirizados, com participação de cerca de 90% dos petroleiros do turno e 80% do regime administrativo. Nesta sexta-feira, 18, a Petrobrás se utilizou de interditos proibitórios para tentar impedir a greve no Conjunto Pituba, onde funciona a sede administrativa da empresa em Salvador, na Universidade Petrobrás e no Coorporativo Financeiro (Cofip).

Confronto com a Polícia

Na Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e no Terminal Madre de Deus, a Petrobrás e a Transpetro estão mantendo os trabalhadores confinados há mais de 48 horas, utilizando helicopteros para enviar equipes de contingências a essas unidades. Na Rlam, o confinamento completou nesta sexta-feira, 64 horas! No vale tudo para não interromper a produção, os gestores cometem todos os tipos de excessos, desde atropelar as normas de segurança até assédios, ameaças de punição e demissões de terceirizados. A Petrobrás se utilizou inclusive de força policial para tentar impedir a ação dos grevistas na Rlam e no Conjunto Pituba, causando confrontos desnecessários com a Polícia Militar, que teve diversas viaturas desviadas da segurança pública para a vigilância patrimonial. Essa é a Petrobrás que não aparece nos comerciais de TV.

Cárcere privado

Os dirigentes do Sindipetro-BA e da FUP estão recebendo inúmeros telefonemas de trabalhadores que estão confinados na refinaria e no terminal, denunciando estafa, problemas de saúde, ameaças e todas as formas de assédio para que permaneçam dentro da unidade. O Sindipetro denunciou à Secretaria Regional do Trabalho a prática de cárcere privado na Rlam e no Temadre, bem como os riscos de acidentes de trabalho e ambiental em função do cansaço, da sobrecarga de atividades a que são expostos os petroleiros que estão sendo mantidos na refinaria e no terminal.

Veja aqui o vídeo com a denúncia dos dirigentes do Sindipetro-BA.

Denúncia da FUP ao MPT

A FUP denunciará todas essas ações antissindicais na audiência que será realizada segunda-feira, 21, com a Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. A Petrobrás e suas subsidiárias, mais uma vez, descumprem escancaradamente a Lei de Greve, expõe os trabalhadores a riscos e comete todos os tipos de excessos e abusos gerenciais, deixando novamente evidente o autoritarismo, a truculência e o total despreparo dos gestores quando são confrontados.

Assembléia neste sábado define continuidade da greve

O Sindipetro-BA realiza neste sábado, 19, assembléia em frente ao Conjunto Pituba, às 9 horas, para que os trabalhadores se posicionem sobre a continuidade da greve. Seguindo o indicativo da FUP, os petroleiros baianos rejeitaram nas assembléias do dia 16 a segunda contraproposta apresentada pela Petrobrás e decidiram entrar em greve imediatamente para pressionar a Petrobrás a avançar no atendimento das reivindicações da categoria, principalmente no que diz respeito à saúde e segurança. Aderiram ao movimento, os trabalhadores da Rlam, Fafen, Transpetro, das áreas de produção terrestre, Usina de Biodiesel e das unidades administrativas. O Conselho Deliberativo da FUP reúne-se na terça-feira, 22, para definir os próximos passos da campanha dos petroleiros.

Leia mais sobre a greve na Bahia:

18.11.2011 - Sindipetro-BA pede investigação na Rlam 

17.11.2011 - Petroleiros da Bahia intensificam greve 

17.11.2011 - Petrobrás proíbe saída de trabalhadores mantidos pela Rlam 

16.11.2011 - Petroleiros baianos decidem entrar em greve por tempo indeterminado com parada de produção a partir desta quarta (16) 

 

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