updated 6:16 PM BRST, Nov 24, 2017
Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017

QUADRO PARCIAL DAS ASSEMBLÉIAS: Petroleiros de todo o país continuam rejeitando nova contraproposta da Petrobrás

Nesta quinta-feira, 17, os sindicatos deram continuidade às assembléias que prosseguem até o dia 21.

Imprensa da FUP

Nesta quinta-feira, 17, os sindicatos deram continuidade às assembléias que prosseguem até o dia 21, data que antecede a reunião do Conselho Deliberativo da FUP, quando os sindicatos se posicionarão sobre a greve nacional, por tempo indeterminado, aprovada nas assembléias. A segunda contraproposta apresentada pela Petrobrás no dia 14, continua sendo rejeitada por ampla maioria dos trabalhadores das unidades operacionais e administrativas de todo o sistema.

Confira a parcial das assembléias desta quinta-feira:

Em Minas Gerais, o Sindipetro realizou assembléia no setor administrativo da Regap, onde ampla maioria dos trabalhadores rejeitou a nova contraproposta da Petrobrás. Na assembléia das 7h30 de hoje, foram 74 votos contrários à contraposta, 26 a favor e 08 abstenções. Amanhã, as assembléias ocorrem com o grupo 4 da refinaria. Contando os votos de todos os trabalhadores que já participaram das assembléias desde terça-feira, 15, até o momento, são 195 votos contrários à nova contraproposta, 84 a favor e 40 abstenções.

No Espírito Santo, mesmo com a presença de gerentes e coordenadores nas assembléias, os trabalhadores não estão se intimidando e a rejeição da contraproposta está se confirmando com a maioria absoluta dos votos. Hoje as assembléias foram na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares. A contraproposta teve a rejeição de 74 trabalhadores, aprovação de 4 e 7 abstenções. As assembléias prosseguem amanhã na UTG-Sul, em Guarapari, na sede administrativa da Petrobrás, em Vitória e na base 61, situada na unidade operacional de São Mateus. Na segunda, 21, o Sindipetro-ES encerra as assembléias nos terminais da Transpetro.

Em Duque de Caxias, as assembléias continuaram na manhã desta quinta, 17, com os grupos A, D e E da Reduc e no Terminal Campos Elíseos (TECAM). Ao todo, foram 294 votos contra a nova contraproposta da empresa, 36 a favor e 15 abstenções. O Sindipetro dará prosseguimento às assembléias até a próxima segunda-feira, 21.

Nas bases do Sindipetro Unificado-SP, as assembléias começaram às 7h de hoje, com o grupo A da Recap, onde a contraproposta da empresa recebeu 22 votos de rejeição, nenhum voto a favor e duas abstenções. Nos terminais da Transpetro em Guarulhos e Barueri, o indicativo da FUP e seus sindicatos teve 40 votos a favor, 14 contra duas abstenções.

Em Pernambuco, a ampla maioria os trabalhadores do Gasoduto Jaboatão e do Terminal Aquaviário de Suape também está rejeitando a contraproposta da Petrobrás. Ao todo, são 67 votos de rejeição à contraproposta, 11 a favor e 13 abstenções. As assembléias prosseguem até esta sexta-feira, 18.

No Ceará, as assembléias também foram iniciadas hoje e prosseguem até segunda-feira, 21.

No Rio Grande do Sul, os petroleiros da Refap continuam participando das assembléias, que na manhã de hoje, foram realizadas com o grupo 2 e com trabalhadores do setor administrativo da refinaria. Desde o inicio das assembléias, já totalizam 253 votos de rejeição à contraproposta da empresa e 92 de aprovação. O Sindipetro-RS prossegue com as assembléias com grupo 1 da Refap, às 15h30 de hoje. Nesta sexta-feira, 18, as assembléias serão encerradas no terminal de Rio Grande e no Pólo Naval do RS.

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores continuam rejeitando a nova contraproposta da Petrobrás. Hoje as assembléias foram realizadas no local de embarque das plataformas, no Pólo de Guamaré e no Riacho da Forquilha. Nas sedes administrativas da Petrobrás em Natal, os trabalhadores que foram ouvidos aprovaram a contraproposta da empresa. Na parte da tarde, as assembléias prosseguem com os trabalhadores do Canto do Amaro e Lorena.

Nas bases do Amazonas, as assembléias terão prosseguimento na parte da tarde com trabalhadores de turno e dos setores administrativos da Reman e em todos os terminais da Transpetro da região.

No Norte Fluminense, o sindicato só iniciará as assembléias, quando a Petrobrás retirar as equipes de contingência das plataformas e do Terminal de Cabiúnas. O Sindicato continua recebendo informações de que estão ocorrendo desembarques de integrantes das equipes de contingência nas plataformas da Bacia de Campos. A empresa, no entanto, ainda não confirmou formalmente o atendimento à reivindicação do sindicato, como condição para a realização das assembléias para avaliação do indicativo de rejeição da contraproposta. Até esta quinta, o Sindipetro-NF havia recebido da categoria o nome de 580 fura greves, das plataformas P-07, P-08, P-15, P-18, P-19, P-20, P-25, P-27, P-31, P-33, P-38, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-56, PNA-1, PNA-2, PRA-1, PVM-2,PVM-3, PCH-2 e PCP-1/3. Em Cabiúnas, segundo o sindicato, foram 16 fura greves se revezando em dois turnos de 12 horas.

Petroleiros da Bahia intensificam greve

Nas bases da Bahia, as assembléias foram todas realizadas nesta quarta-feira, 16, onde os trabalhadores ratificaram o indicativo da FUP e dos sindicatos de rejeição da nova contraproposta da Petrobrás e resolveram iniciar o movimento de greve. Nesta quinta-feira, 17, a greve continua forte, com adesão de 90% dos trabalhadores de turno e 80% dos setores administrativos. Apesar disso, a Petrobrás e suas subsidiárias na Bahia insistem em manter a produção, enviando de forma ilegal equipes de contingência para manter as atividades. Sem acordo com o sindicato e com o efetivo reduzido, a Petrobrás está retendo os trabalhadores dentro se duas unidades, fato que caracteriza cárcere privado.

O Sindipetro-BA tem recebido diversas denúncias de trabalhadores das unidades da Rlam, Fafen, das áreas de produção terrestre e da Unidade Operacional da Bahia (UO-BA), que já foram encaminhadas à Secretaria Regional do Trabalho. O sindicato solicitou que auditores fiscais do Ministério do Trabalho façam fiscalizações nestas unidades de produção. Mais uma vez, as práticas antissindicais da Petrobrás atentam contra o direito de greve, expõe os petroleiros às longas jornadas estafantes de trabalho e geram sérias possibilidades de acidentes ambientais na região.

Data da greve nacional será definida pelo Conselho Deliberativo

A greve por tempo indeterminado, com controle e parada de produção, será iniciada na data que for definida pela FUP e seus sindicatos na reunião do Conselho Deliberativo, que acontece na próxima terça-feira, 22, no Rio de Janeiro. Formado por representantes de cada um dos 12 sindicatos filiados, além da diretoria executiva da FUP, o Conselho se reunirá pela quinta vez nesta campanha para avaliar o quadro nacional das assembléias e definir os próximos encaminhamentos que serão divulgados aos trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias.

 

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