updated 11:39 AM BRT, Sep 20, 2017
Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017

Negociação com a Petrobrás começa dia 27

Negociação com a Petrobrás começa dia 27

 

Imprensa da FUP

A FUP protocolou nesta segunda-feira, 12, a entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores do Sistema Petrobrás à Gerência de Recursos Humanos da empresa. A Federação propôs realizar já no dia 20 a primeira reunião para discussão da pauta, mas o RH marcou para o dia 27 o início da negociação. Este ano, serão discutidas com a Petrobrás somente as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho, que têm validade até 31 de agosto. As cláusulas sociais do ACT (benefícios, regimes, jornadas, condições de trabalho, SMS, relações sindicais, etc) só serão objeto de negociação no próximo ano, pois têm validade até agosto de 2011.

A pauta de reivindicações foi aprovada durante a II Plenária Nacional da FUP, realizada de 03 a 05 de junho em Brasília, e referendada recentemente nas assembléias. Os trabalhadores reivindicam reposição do ICV-Dieese de setembro de 2009 a agosto de 2010, 10% de ganho real, extensão do adicional de áreas remotas que é praticado pelo E&P para as demais unidades da empresa, entre outras questões. Acesse aqui a íntegra da pauta de reivindicações econômicas.

Fim dos calotes contra os terceirizados

Um ponto fundamental para a categoria que terá repercussões relevantes na campanha salarial é o compromisso assumido pela Petrobrás de criar um mecanismo de retenção de verbas das terceirizadas para garantir os direitos dos trabalhadores que frequentemente são vítimas de calotes durante a rescisão dos contratos. Apesar da relevância desta conquista, arrancada pela FUP na campanha passada, a Petrobrás até hoje não implementou o que foi acordado com a categoria.  

Vários são os casos de calotes denunciados pela Federação e seus sindicatos: homologações atrasadas há mais de 60 dias, falta de pagamento do FGTS, atrasos de salários, descumprimentos de benefícios, abandono de contratos, entre tantas outras irregularidades cometidas pelas prestadoras de serviço. Daí a urgência de um mecanismo de retenção de verbas para cobertura das rescisões e salários destes trabalhadores. Esta foi uma das principais conquistas da última campanha reivindicatória, mas que ainda não foi implementada pela Petrobrás. A FUP deixou claro para a empresa que esta questão continuará sendo relevante na campanha salarial.

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